Em entrevista ao “O País Económico”, o embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, defende que empresas portuguesas poderão reforçar a sua presença em Moçambique, caso o Governo implemente reformas para dinamizar a actividade económica no País. Neste momento, há cerca de 450 empresas de capitais portugueses presentes no mercado moçambicano. O diplomata falava em Maputo, após Portugal ter disponibilizado 17 milhões de euros para financiar micro, pequenas e médias empresas moçambicanas.
Temos aqui mais uma linha de financiamento de Portugal de 17 milhões de euros para micro, pequenas e médias empresas moçambicanas. Qual é a taxa de juros que poderá ser praticada pelos bancos?
Essa é uma pergunta muito técnica que eu vou deixar para os bancos responderem. Eu aproveito só para sublinhar que o objectivo do FECOP, o Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa, é apoiar aquelas que são o motor da economia moçambicana, que são as micro, pequenas e médias empresas. São empresas que, pela sua própria natureza, têm maiores dificuldades de acesso aos mecanismos tradicionais de financiamento. Portanto, nós, através do FECOP, pretendemos oferecer mais um instrumento desenhado para essas empresas de menor dimensão, e no fundo tem uma componente de assistência técnica e uma de financiamento para ajudá-las a apresentarem projectos válidos que criem valor, que criem emprego e contribuam para o desenvolvimento do País.
O que leva Portugal a apoiar essas empresas moçambicanas através deste financiamento e a não financiar as infra-estruturas que têm criado bastante obstáculos para estas?
Portugal tem uma cooperação muito abrangente com Moçambique. Não há praticamente nenhum domínio da sociedade moçambicana em que não exista uma cooperação regular, normal e intensa em muitos casos entre Portugal e Moçambique. Moçambique é o nosso principal beneficiário da cooperação para o desenvolvimento, é um dos principais destinos do investimento português no estrangeiro, é uma economia que, acreditamos, tem um enorme potencial de desenvolvimento que ainda está por explorar e, portanto, Portugal está presente em todos os domínios onde é possível estar. Nós queremos apoiar os grandes projectos, mas queremos também olhar para aquilo que é o tecido das micro, pequenas e médias empresas, que são os principais dinamizadores da economia moçambicana. São as que criam o maior número de postos de trabalho e criam valor a nível local, por todo o País. Portanto, não poderíamos deixar de estar presentes também neste importante segmento das empresas moçambicanas.
Que mecanismos foram criados para assegurar que este novo fundo não financia o caixa dos bancos e financia propriamente essas micro, pequenas e médias empresas?
Como hoje aqui ficou claro, o próprio sistema de gestão da operacionalização do FECOP é um sistema de parceria em que juntamos a Associação Moçambicana de Bancos e o Instituto das Pequenas e Médias Empresas. Portugal é o financiador, mas deixamos nas mãos dos especialistas a definição do regulamento e das regras que serão aplicáveis aos projectos. Creio que estamos em boas mãos através da Associação Moçambicana de Bancos e do Instituto das Pequenas e Médias Empresas, que juntamente com as instituições financeiras irão definir a forma concreta de operacionalização deste fundo. O nosso único objectivo é que ele sirva para apoiar a economia, sirva para apoiar as empresas e que ajude a criar valor em Moçambique.
Como está a cooperação entre Moçambique e Portugal, em termos de comércio e Investimento Directo Estrangeiro aqui, no País?
Como eu disse há pouco, Moçambique é um dos nossos principais destinos de investimento. Nós possuímos cerca de 400 a 450 empresas de capitais portugueses, que actualmente estão presentes no mercado moçambicano. Tivemos uma cimeira bilateral há cerca de seis meses, na cidade do Porto. Foi uma cimeira histórica, porque foi uma cimeira que teve uma participação recorde em termos de áreas governativas: doze ministros portugueses e doze ministros moçambicanos participaram nessa cimeira. Realizamos um fórum empresarial que contou com a participação de 700 empresas portuguesas e moçambicanas, e isto constituiu um sinal claro da aposta que nós fazemos na economia moçambicana. Recentemente, tivemos aqui também duas grandes iniciativas europeias, o fórum de negócios do Global Gateway e a conferência RENMOZ, de energias renováveis. Portugal foi o país europeu que contou com a maior participação a nível empresarial. Contamos também com a presença do seu ministro adjunto e da Reforma do Estado, garantindo uma representação também de alto nível político, e isto sinaliza essa aposta clara e esse acreditar em Moçambique, acreditar que Moçambique tem muito para fazer e tem muito para crescer, e nós queremos apoiar Moçambique nesse caminho.
E, como está a questão do investimento português em Moçambique?
Em termos de investimentos, os investimentos têm vindo, como eu disse há pouco, a acontecer. Nos últimos anos, tivemos aqui um reforço dos investimentos portugueses em muitas áreas, desde a energia ao sector agro-industrial, às pescas, mas eu acredito que esses investimentos podem ir muito mais longe. Nós estamos muito atentos e acompanhamos muito de perto aquilo que são as políticas públicas de Moçambique e acompanhamos com grande expectativa aquilo que é a agenda de reformas deste governo. Estamos confiantes que essa agenda de reformas, quando for executada, irá contribuir fortemente para uma dinamização da actividade económica em Moçambique e, dessa forma, seguramente, os portugueses responderão, as empresas portuguesas responderão e serão capazes de levar mais longe os seus projectos de investimento em Moçambique.
O arguido Abdul Gafur Gulam, um dos 40 indivíduos indiciados pela prática dos crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal, associação criminosa, falsificação e uso de documentos falsos, chega hoje a cidade de Maputo, extraditado de Portugal, onde esteve detido.
Trata-se da Operação STOP BC, no âmbito do processo nr. 3/GCCCOT/22, no qual foram constituídos em arguidos 40 indivíduos e 32 sociedades comerciais, indiciados pela práticas dos crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal, associação criminosa, falsificação e uso de documentos falsos.
O arguido Abdul Gafur Gulam, que se encontrava em parte incerta, foi detido em Portugal, em resultado ao mandado de captura internacional e por consequência alerta vermelho pela Interpol.
As autoridades nacionais solicitaram a extradição do arguido, que o Tribunal da Relação de Lisboa decretou. Assim, Abdul Gafar aterrou hoje em Moçambique, extraditado de Portugal.
Abdul Gafar Gulam teria criado cerca de oito empresas de fachada, usando para o efeito, terceiras pessoas, entre as quais, de nacionalidade estrangeira e nacionais.
Criadas as empresas, Abdul Gafar Gulam, por intermédio de testas de ferro, em nome de quem constituiu as empresas, abriu contas em diferentes bancos comerciais, através dos quais passou a receber elevadas somas de dinheiro, maioritariamente por depósito em numerário e cheques.
Sem que as referidas empresas tivessem efectivamente exercido alguma actividade comercial para qual teriam sido supostamente criadas, passaram a transferir montantes para várias jurisdições estrangeiras, entre as quais: Portugal, Turquia, China, Hong Kong, Maurícias, Tailândia, Japão, Emirados Árabes Unidos, Malásia, alegadamente para pagamento de mercadorias que nunca foram importadas, ou seja, nunca deram entrada no território aduaneiro moçambicano.
Com vista a justificar as transferências de valores ao estrangeiro e dissimular a falta de entrada da mercadoria à Moçambique, Abdul Gafar Gulam, contando com auxílio de alguns despachantes aduaneiros e alguns colaboradores de bancos comerciais, forjou termos de compromisso de intermediação bancária, facturas proformas supostamente de fornecedores e documentos únicos das Alfândegas, que posteriormente os apresentou junto aos bancos comerciais e entidades públicas.
Abdul Gafar Gulam, com recurso a este “modus operandi”, transferiu para o estrangeiro, entre 2019 a 2022, o equivalente a cerca de cento e quarenta milhões de dólares americanos, alegadamente para compra de mercadorias que nunca foram desembaraçadas no território aduaneiro nacional.
O embaixador do Irão no Paquistão afirmou, nesta quarta-feira, que não aconteceram negociações directas ou indirectas com os Estados Unidos, apesar da afirmação do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para tentar acabar com a guerra.
A guerra no Médio Oriente entrou em seu 26º dia e a violência ganha força. Nesta terça-feira , por exemplo, o Irão lançou mísseis em direção a Israel, horas depois de o exército israelita confirmar ao menos um ataque no norte do país durante a madrugada.
Os EUA transmitiram ao Irão um plano de 15 pontos para acabar com a guerra, segundo os media norte-americanos e israelitas. Entretanto Teerão continua a negar negociações com a administração de Trump. O embaixador do Irão no Paquistão afirmou nesta quarta-feira que não houve negociações com os Estados Unidos, apesar da afirmação do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para tentar acabar com a guerra.
“Também tomamos conhecimento dos detalhes por meio da imprensa, mas, segundo as informações de que disponho e ao contrário do que afirma Trump , até agora não houve negociações, nem directas nem indirectas, entre os dois países”, afirmou o embaixador.
O conflito, já deixou milhares de mortos e deslocados.
O treinador da União Desportiva do Songo, Daúde Razaque, está suspenso de exercer as suas acitividades por vinte dias, numa decisão da Federação Moçambicana de Futebol.
A suspensão surge na sequência de o técnico não ter participado na cerimónia de premiação após a derrota da sua equipa diante da Associação Black Bulls por 2-3 na lotaria de grandes penalidades, em jogo da Supertaça Mário Esteve Coluna.
A FMF entende que Daúde Razaque terá faltado ao respeito à instituição, assim como aos adeptos. O técnico deverá também pagar uma multa de 20 mil meticais.
O Governo moçambicano anunciou a reestruturação do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (Inatro) após verificar “disfunções institucionais graves”, que incluem indícios de corrupção, atrasos nos serviços e deterioração do atendimento.
O Ministério dos Transportes e Logística decidiu proceder à reestruturação profunda do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários com vista a proteger o interesse público, melhorar a qualidade dos serviços prestados ao cidadão e salvaguardar o papel da instituição enquanto autoridade reguladora dos transportes rodoviários do país”, lê-se num comunicado do ministério, citado por Notícias ao Minuto.
A decisão foi tomada com base nos resultados de uma auditoria realizada pela Inspeção-Geral do Ministério dos Transportes, complementada por uma inspecção independente do Ministério da Administração Estatal e Função Pública, que concluíram “de forma clara” que o Inatro enfrenta “disfunções institucionais graves”.
As disfunções verificadas incluem “falhas recorrentes nos sistemas informáticos, atrasos significativos na prestação de serviços, fragilidades na gestão interna, indícios de corrupção e deterioração do atendimento ao público”, indica-se no comunicado.
Segundo o Ministério dos Transportes e Logística, até meados de Fevereiro, o instituto tinha cerca de 40 mil cartas de condução por imprimir e cerca de 32 mil processos pendentes, o que “tem gerado insatisfação dos utentes”, além de comprometer a credibilidade institucional.
A reestruturação do Inatro vai implicar a mobilidade gradual de funcionários, o reforço das equipas técnicas com quadros de outros setores da administração pública moçambicana e a estabilização dos sistemas tecnológicos que suportam a prestação de serviços.
O documento avança ainda que o processo será acompanhado por uma equipa técnica interinstitucional, que vai monitorizar a concretização das medidas até Agosto de 2026, garantindo a continuidade dos serviços essenciais e a reposição da confiança dos cidadãos.
“Com esta decisão, o Governo reafirma o seu compromisso com a melhoria da qualidade dos serviços públicos, a transparência e a defesa do interesse dos cidadãos”, concluiu o Ministério dos Transportes e Logística de Moçambique.
Em Março de 2025, o ministro dos Transportes e Logística pediu ao Inatro para agilizar a entrega de 5 MIL cartas de condução pendentes e retomar a fiscalização rodoviária para reduzir acidentes de viação.
“Não podemos continuar a ter o cidadão a ficar muito tempo à espera de cartas de condução como tem estado a acontecer”, disse na altura João Matlombe.
Em 28 de Janeiro, a instituição anunciou que um novo provedor de cartas de condução começaria a operar até o final do primeiro semestre, para acelerar a produção e impressão deste documento.
Já em 09 de Março, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários anunciou a impressão de 25 mil cartas de condução, dos 35 mil pedidos pendentes, desde finais de janeiro, em resultado das “medidas extraordinárias”.
A entidade referiu ainda que o resultado foi também impulsionado pela entrada em funcionamento de mais uma máquina de impressão das cartas de condução, que permitiu a duplicação da capacidade instalada de impressão de 750 para 1500 cartas por dia, bem como o aprimoramento dos sistemas informáticos intervenientes no processo de impressão.
O Governo moçambicano estimou em 1,6 mil milhões de dólares (102,4 mil milhões de meticais) o valor necessário para concretizar o plano de recuperação e reconstrução após danos causados pelas inundações que já mataram 298 pessoas.
“Neste momento, temos a indicação de que em todo o País e de forma cumulativa desde o início da época chuvosa e ciclónica de Outubro a esta parte temos pouco mais de um milhão de pessoas afectadas e as previsões e estimativas que temos actualmente é que o plano de recuperação e reconstrução (…) rondará, não é nada definitivo, em cerca de 1,6 mil milhões de dólares”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá, ao fim de uma sessão do órgão, em Maputo.
O Executivo moçambicano adiantou que a elaboração do plano está na fase conclusiva, destacando que é um instrumento dividido em cinco domínios, nomeadamente o salvamento de vidas e assistência humanitária e reposição da transitabilidade.
Os outros domínios são a reposição das infra-estruturas, a recuperação económica e a criação de condições para garantir uma melhor capacidade de prevenção e mitigação dos desastres naturais no País, explicou o porta-voz do Governo.
Durante as inundações de Janeiro, o Executivo tinha explicado que o plano de recuperação e reconstrução vai traduzir-se na decisão política de instituir uma nova orientação, em que a gestão do risco climático, a prevenção, a preparação e reconstrução resiliente das infra-estruturas são integradas de forma transversal no modelo de governação e desenvolvimento do País.
Com este plano, o Governo quer, concretamente, colocar a protecção da vida humana no centro da acção governamental, orientando a planificação, resposta e reconstrução para a salvaguarda das populações, promover um desenvolvimento territorial seguro assente numa planificação que integra mapas de risco e ordenamento territorial e adoptar a reconstrução resiliente, assegurando que infra-estruturas e assentamentos humanos sejam concebidos para resistir a eventos climáticos extremos.
Em Janeiro, Moçambique tinha avaliado em 644 milhões de dólares (39,8 mil milhões de meticais) as infra-estruturas destruídas e afectadas pelas inundações.
O número de mortos na actual época das chuvas subiu para 298, com mais de um milhão de pessoas afectadas, desde Outubro, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com informação da base de dados do INGD actualizada até ao final de segunda-feira, contabilizam-se mais dois mortos em cerca de 24 horas, tendo sido afectadas 1 024 390 pessoas (mais 10 mil face ao balanço anterior) na presente época das chuvas, correspondente a 233 998 famílias, havendo também 17 desaparecidos e 351 feridos.
No total, 21 719 casas ficaram parcialmente destruídas, 10 236 totalmente destruídas e 206 379 inundadas. Ao todo, 304 unidades de saúde, 104 locais de culto e 724 escolas foram afectados em menos de seis meses.
Especialistas alertam para sinais de falência financeira e irresponsabilidade estatal. Com a dívida fixada em 17 mil milhões de dólares (pouco mais de 1,2 mil biliões de meticais), o debate centra-se agora na urgência de converter empréstimos em investimento produtivo.
O agravamento da dívida pública em Moçambique, actualmente situada nos 17 mil milhões de dólares (pouco mais de 1,2 mil biliões de meticais), voltou a dominar o debate no programa Noite Informativa, da STV.
Entre críticas à gestão do Executivo e alertas sobre a sustentabilidade da economia, os comentadores André Mulungo, Esaú Cossa e Jorge Matine convergiram na necessidade de uma mudança radical de paradigma: a transição para o modelo de “dívidas inteligentes”.
Para o comentador André Mulungo, o cenário actual é o reflexo de uma gestão irresponsável que drenou os recursos do país. “Estamos claramente com um Estado que está falido”, afirmou de forma incisiva, sublinhando que a falta de produção interna, aliada a decisões políticas questionáveis, deixou os cofres públicos em situação crítica.
Segundo Mulungo, a economia actual não tem capacidade para sustentar o peso das falhas de governação acumuladas ao longo dos anos.
Jorge Matine, por sua vez, trouxe para o debate as consequências práticas dos atrasos na liquidação da dívida interna. O analista alertou que esta “rigidez” no mercado afecta directamente a atractividade de Moçambique para investidores estrangeiros e diminui o interesse por títulos públicos.
Matine destacou ainda sectores nevrálgicos que podem sofrer as consequências imediatas.
“Na questão dos combustíveis, Moçambique terá de fazer um esforço enorme para manter a economia a funcionar”, disse.
Para o especialista, embora não seja viável parar de contrair dívida no imediato, o Governo deve focar-se em “reduzir as gorduras” e criar incentivos fiscais que dinamizem o sector privado.
Esaú Cossa reforçou que o problema central não é o acto de contrair empréstimos, mas a finalidade dos mesmos. O comentador defende que o endividamento só se justifica se for “inteligente”, ou seja, direccionado para a produção e auto-suficiência.
“O problema é fazer a dívida com o quê, para quê e com que finalidade”, questionou Cossa, advertindo que o serviço da dívida, que é o pagamento de juros e capital, está a “sufocar” investimentos vitais em áreas como a saúde, educação e criação de emprego.
O painel de analistas foi unânime ao instar o Estado a reforçar o apoio às empresas nacionais, identificadas como o verdadeiro motor para a recuperação económica. A mensagem deixada é clara: sem uma “moralização” da gestão fiscal e um foco claro no investimento produtivo, o País continuará refém de um ciclo de endividamento que compromete o futuro das próximas gerações.
Apesar da recente conquista do bicampeonato africano, a selecção senegalesa jogará o Campeonato do Mundo com apenas uma estrela no peito. Questões logísticas e prazos de produção da Puma estão na origem da decisão.
Por isso, a selecção do Senegal prepara-se para entrar em campo no Mundial de 2026 com uma farda que, para muitos adeptos, parece “desactualizada”. Embora o país tenha celebrado em Janeiro a conquista da sua segunda Taça das Nações Africanas (CAN), os “Leões da Teranga” exibirão apenas uma estrela acima do seu emblema durante o torneio oficial da FIFA.
A explicação para esta ausência não é desportiva, mas sim logística. Segundo um comunicado oficial da Federação Senegalesa de Futebol (FSF), o design e o fabrico dos equipamentos para o Mundial foram finalizados em Agosto de 2025. Na altura, o Senegal detinha apenas o título de 2021.
A Puma, fornecedora oficial de material desportivo da selecção, explicou que os ciclos de produção em larga escala e os prazos de distribuição global impediram a alteração do design após a vitória na última CAN.
“Interromper a linha de montagem para adicionar a segunda estrela comprometeria a entrega dos kits a tempo do início do Mundial”, esclareceu a marca.
A única estrela visível na camisola de 2026 continuará, assim, a homenagear o título histórico conquistado nos Camarões em 2021. A Federação Senegalesa de Futebol apelou à compreensão dos adeptos, reforçando que o orgulho nacional não depende do detalhe no tecido, mas sim da prestação da equipa em campo.
Para os coleccionadores e entusiastas, a “versão corrigida” já tem data marcada. As camisolas oficiais com as duas estrelas bordadas deverão chegar ao mercado apenas em Setembro de 2026, servindo de base para o próximo ciclo de competições continentais.
Até lá, Sadio Mané e companhia terão a missão de provar que, com uma ou duas estrelas no peito, o Senegal continua a ser a maior potência do futebol africano na actualidade.
A Ucrânia está interessada em importar o gás natural liquefeito de Moçambique e partilhar a sua experiência em matérias de segurança. O posicionamento de Kiev acontece na sequência da conversa telefónica que Volodymyr Zelensky manteve com o Presidente da República, Daniel Chapo, nesta segunda-feira, para estreitar laços de amizade e cooperação.
O reforço da cooperação bilateral entre a Ucrânia e Moçambique marcou a contacto virtual mantido entre Daniel Chapo e Volodymyr Zelensky. O diálogo entre os dois Chefes de Estado centrou-se na identificação de oportunidades concretas de cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energia, comércio e formação técnico-profissional. Ambos manifestaram interesse em desenvolver mecanismos práticos que permitam transformar essas oportunidades em benefícios reais para os seus países.
Na ocasião, Volodymyr Zelensky destacou o interesse da Ucrânia em fortalecer os laços de cooperação com Moçambique. Por sua vez, Daniel Francisco Chapo reafirmou a abertura do País para aprofundar as relações bilaterais, sublinhando o potencial de ganhos mútuos para ambos os povos.
Após a troca de impressões sobre algumas prioridades dos dois países, através de uma publicação feita horas após a conversa, o Presidente Ucraniano manifestou interesse em importar os recursos energéticos de Moçambique.
“Discutimos as possibilidades de fornecimento de gás para a Ucrânia e as oportunidades para combater os desafios de segurança com o Presidente Daniel Chapo. A Ucrânia está interessada em fornecimentos energéticos adicionais. Moçambique está interessado na experiência e nas tecnologias da Ucrânia para reforçar a sua segurança interna e proteger a sua população do terrorismo”, escreve Zelenskyy na sua conta do X.
Aliás, segundo escreveu a Presidência moçambicana em relação ao contacto virtual entre Chapo e Zelensky, “os Presidentes abordaram igualmente questões ligadas à actual situação internacional, tendo partilhado preocupações sobre os desafios à paz e segurança globais, bem como os seus impactos nas economias dos países em desenvolvimento. O Presidente, Daniel Chapo, reiterou a abertura e disponibilidade do País para o aprofundamento das relações bilaterais, em benefício mútuo dos dois povos. Os dois Estadistas acordaram em manter contactos regulares e dinamizar iniciativas que contribuam para o fortalecimento da cooperação entre Moçambique e a Ucrânia”.
Recorde-se que antes da invasão em grande escala da Rússia em 2022, a produção interna de gás da Ucrânia cobria quase todas as suas necessidades, e, de acordo a imprensa internacional, nos últimos quatro anos, os ataques russos têm prejudicado gravemente a sua infra-estrutura de produção, gerando perdas em metade da sua capacidade.
Para além de matérias de segurança e energia, os estadistas discutiram uma possível cooperação nas áreas da digitalização e da segurança alimentar.
A Comissão Política da Frelimo desafiou o Governo a repor, com a maior brevidade possível, os serviços públicos essenciais, destruídos pelas chuvas. A Frelimo analisou ainda o grau de preparação da décima primeira Conferência Nacional de Quadros.
Sob direcção do respectivo presidente do partido, Daniel Chapo, a 66.ª sessão ordinária da Comissão Política avaliou a situação política, económica e social do País.
No domínio da época chuvosa 2025/2026, o órgão destacou a resposta do Governo às cheias e inundações em várias regiões, com apelo ao reforço das acções de assistência, reposição de serviços básicos e construção de infra-estruturas de mitigação. Para o órgão, o Governo teve acções determinantes face à segunda vaga de cheias e inundações que afectam os distritos de Machanga, na província de Sofala, Govuro, em Inhambane, e distritos de Chibuto, Chókwè e Xai-Xai, na Província de Gaza.
Em relação ao trabalho político, a Comissão Política enalteceu iniciativas internas de reforço da coesão partidária, os preparativos para o Comité Central marcado para 9-12 de Abril e a eleição de José Iassine, para o cargo de primeiro-secretário do Comité Provincial no Niassa.
A Comissão Política avaliou positivamente a intensificação da cooperação internacional, com destaque para a visita do Presidente Chapo à União Europeia.
Foi ainda destacada a Reunião Regional Norte dos primeiros-secretários dos Comités Distritais da Frelimo, realizada na cidade de Nacala-Porto, província de Nampula, um encontro inserido no princípio da Frelimo segundo o qual “a vitória prepara-se, a vitória organiza-se”.
No campo da acção governativa, foi salientado o lançamento do projecto mineiro de Revúboè, em Tete, que deverá gerar cerca de 9500 empregos, bem como a inauguração de um centro de previsão e alerta de cheias e secas, considerado estratégico para a gestão de riscos climáticos.
Sobre a Assembleia da República, o partido encorajou a sua bancada a manter o diálogo e a produção de consensos, destacando a aprovação unânime de leis ligadas à comunicação social.
Por fim, a Comissão Política enalteceu o desempenho das Forças de Defesa e Segurança no combate à insurgência no Norte do País e apelou à sociedade para o cumprimento das regras de trânsito, visando reduzir acidentes rodoviários.

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