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O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.

Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.

O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.

Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.

O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.

No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.

O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.

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Pelo menos 18 pessoas morreram, na cidade de Gwoza, nordeste da Nigéria, após mais um atentado terrorista. Os serviços locais de emergência dizem que houve também cerca de 20 feridos e explicam que os ataques foram protagonizados por homens e mulheres-bomba.

O primeiro ataque ocorreu durante um casamento, quando uma mulher que carregava um bebê nas costas atirou explosivos no meio da cerimônia em Gwoza, segundo explicaram as autoridades locais à agência AFP.

Só neste ataque seis pessoas morreram no local.

Minutos depois, outra explosão ocorreu no Hospital Geral de Gwoza e uma terceira durante uma cerimónia fúnebre, protagonizada por uma mulher-bomba disfarçada de enlutada.

O porta-voz da polícia Estadual de Borno relatou que durante as orações fúnebres pelas vítimas do atentado no casamento, outro homem-bomba invadiu a congregação e detonou outro dispositivo, matando muitas pessoas.

São ao todo 18 mortes contabilizadas, até o momento, incluindo de mulheres grávidas e crianças, outras 19 pessoas foram gravemente feridas.

Em 2009, a cidade de Gwoza, que se localiza no estado de Borno,foi fortemente afetada por uma insurgência lançada pelo Boko Haram, um grupo extremista islâmico.

O ressurgimento dos atentados suicidas, naquela região, levanta preocupações significativas sobre a situação de segurança na Nigéria.

Mais de 50 crianças acolhidas no Infantário da Matola beneficiaram-se hoje de ajuda alimentar de cerca de uma tonelada e meia de produtos diversos, entregues pelo embaixador do Ruanda em Moçambique.

São no total 54 crianças abandonadas pelos seus progenitores e que encontraram um novo lar no infantário da Matola. Com o défice orçamental que a instituição gerida pelo Instituto Nacional de Acção Social enfrenta, espera-se que o apoio dado pela comunidade ruandesa, este domingo, minimize a fome.

A directora da Instituição, Domingas Marumbe, disse que “vai ajudar muito porque estamos sem fundos. Alguns fornecedores já não aceitam dar os produtos a crédito porque estamos com dificuldades econômicas desde o ano passado” explicou.

O apoio em cerca de uma tonelada e meia de produtos alimentares diversos é fruto de uma doação da comunidade Ruandesa em Moçambique e foi entregue pelo embaixador daquele país africano.
“ Trouxemos vários artigos, desde açúcar, farinha de milho, óleo, produtos de limpeza, avaliados em 200 mil meticais” disse o alto comissário do Ruanda, Donat Ndamage.

Os donativos foram feitos no âmbito do encerramento das celebrações da independência do Ruanda, data que se assinala a cada 1 de Junho.

O Município de Maputo está a falhar em recolher lixo em alguns bairros devido à falta de dinheiro para pagar dívidas a empresas prestadoras do serviço. Devido à situação, munícipes de Chamanculo, Maxaquene e Munhuana convivem com moscas e mau cheiro.

Trata-se do bairro do Chamanculo “B”, na cidade de Maputo. Uma zona histórica atravessada, neste ponto, pela rua Marcelino dos Santos. Lixo e cheiro nauseabundo tornaram-se o cartão de visita deste local.

“Isto é recorrente, o cenário que você vê agora é minimizado porque vieram diminuir ao invés de tirar todo lixo” disse Idelson Chongo, Residente de Chamanculo “b”.

Há mais de um mês que os residentes de Chamanculo “B” convivem com imundice e a edilidade de Maputo é indiciada de se ter demitido das suas responsabilidades.

Carmina Vidal vende vegetais e legumes numa banquinha em frente ao seu quintal e divide o espaço com o lixo.

Outro desafio, são as moscas dentro do quintal, que chegam a invadir utensílios domésticos.

“Enfrentamos muitas moscas e mau mesmo quando estamos a cozinhar. Se não prestares atenção és capaz de comer moscas nas refeições” explicou Carmina Vidal.

Ainda no mesmo bairro, Tânia José trabalha num estabelecimento comercial que confecciona refeições, mas o negócio não tem passado por bons dias, devido ao lixo.

“Está muito complicado conviver com este lixo, principalmente tendo este estabelecimento. Esta situação espanta nosso clientes” disse.

A saúde das crianças do Chamanculo “B”, também está em risco, porque usam o mesmo espaço para brincar, segundo Idelson Chongo que explica que “
”Nestas condições não há como as crianças estarem à vontade, as nossas casas também estão afectadas pelas moscas e ficamos expostos a várias doenças.

No chamanculo “C”, o cenário não é diferente. Entre o posto policial e o campo Lurdes Mutola, a edilidade quase não recolhe o lixo.

“Quando reclamos dizem que o carrro que remove lixo está estragado. Ontem crianças não dormiram por comichão, quem sabe, é por causa do lixo” contou ao O país Josefina Vilanculos, residente de Chamanculo “C”.

Mais agravante, neste bairro, vermes e mau cheiro tiram a paz dos moradores.

“Ali em casa da minha avó não entramos por causa dos vermes, mesmo se fores agora podes ver. Não comemos e não dormimos. Para tomar chá é preciso levar um objecto e sacudir” descreveu Marinela Henrique.

O mesmo cenário vive-se no Bairro Maxaquene “c”, concretamente no muro do mercado Carimbo. A situação tem repelido clientes.

Manuel Pedro reside nesta parcela do município de Maputo há mais de 30 anos, sente na pele o desafio de ir comprar produtos infestados por moscas.

“É uma situação muito complicada e ninguém pode aguentar com o cheiro. Está ao lado do mercado e nós vamos comprar verduras e vegetais e possamos com moscas” desabafou o ancião.

O drama da deficiente recolha de lixo na cidade de Maputo é também vivido pelos residentes do bairro da Munhuana.

Entre o muro de vedação do Instituto de Formação de Professores e a igreja Católica, os resíduos sólidos estão espalhados pela rua.
Islan Mussa, diz que “esta rua estava fechada, vieram limpar com uma pá escavadora mas não puseram contentor, os moradores voltaram a jogar o lixo no chão” concluiu.
O cheiro nauseabundo do local chega a invadir as salas de aulas do Instituto de Formação de Professores e os alunos têm as suas aulas perturbadas.
O ambientalista Rui Silva alerta que “a decomposição do lixo em locais impróprios prejudica o meio ambiente e pode contaminar água dos furos” alertou.

O Município de Maputo assume o problema e diz que em causa estão algumas dívidas que a edilidade não paga às empresas de recolha.
“Apesar de reconhecermos essa dívida temos também despesas correntes, além de gerir dívidas antigas, temos que arranjar orçamento para gerir contas actuais e anteriores” esclareceu João Munguambe, vereador de Infra-Estruturas e Salubridade.

A edilidade diz ainda que o dinheiro pago pelos munícipes na taxa de lixo é pouco para cobrir as despesas de recolha dos resíduos e acrescenta que os munícipes têm criado demasiado lixo, o que demanda novas estratégias de recolha.
Durante a sua campanha eleitoral, o actual edil de Maputo, Rasaque Manhique, prometeu apostar na educação cívica dos munícipes sobre a gestão do lixo e garantir a reciclagem dos resíduos sólidos, uma promessa a ser exigida pelos munícipes até ao fim do mandato.

Em Gwoza, nordeste da Nigéria, atacantes suicidas mataram 18 pessoas. Entre as vítimas estão mulheres grávidas e crianças.

Barkindo Saidu, diretor-geral da Agência de Gerenciamento de Emergências do Estado de Borno, disse que o primeiro “homem-bomba” fez a detonação de um dispositivo explosivo durante a celebração de um casamento, por volta das 15 horas de sábado.

“Minutos depois, outra explosão ocorreu perto do Hospital Geral”, disse Saidu. Depois dos dois primeiros ataques, houve um terceiro em funeral, provocado por uma “mulher-bomba” disfarçada de enlutada.

Entre os mortos, estão adultos do sexo masculino, feminino e crianças, segundo a emissora de rádio.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques, mas Gwoza fica no Estado de Borno, que foi fortemente afectado por uma insurgência lançada, em 2009, pelo Boko Haram, um grupo extremista islâmico.

Desde as suas origens no Estado, o grupo tem ameaçado a segurança da Nigéria e desestabilizado a região do Lago Chade.

No passado, o Boko Haram usou mulheres e meninas em atentados suicidas, por essa razão, o ressurgimento de atentados suicidas em Borno levanta preocupações significativas sobre a situação de segurança na região.

A direcção da Educação diz já ter mais de 160 milhões de Meticais para erguer nova infra-estrutura, no espaco onde funcionava a Escola Primária Unidade 24, na Cidade de Maputo. A ruina foi destruida no ano passado, mas o espaço continua a albergar malfeitores e a acumular lixo.

O capim alto tornou-se a principal característica do local onde, até 2016, funcionava a Escola Primária Unidade 24, na cidade de Maputo.

É que mesmo depois de destruída a infra-estrutura, que já se encontrava degradada, em Março do ano passado, os moradores dizem que o espaço continua abandonado e está a tornar-se numa lixeira.

“Às vezes as pessoas deitam gatos mortos, ratos e lixo caseiro. É triste ver um cenário destes logo no interior da cidade”, lamentou Pedro Machel.

O espaço tem servido também de esconderijo para malfeitores, sobretudo, à noite e nas primeiras horas do dia, segundo relatam os munícipes. Estes dizem não entender as razões para ainda não ter sido erguida outra infra-estrutura no local.

“As pessoas que saem para trabalhar muito cedo são assaltadas aqui”, lamentou Josina Mabote.

A direcção da Educação da Cidade de Maputo explica que vai reconstruir a escola e as obras estão avaliadas em 160 milhões de meticais, financiados pelo Banco Mundial.

“É provável que este ano iniciemos, mas não vamos conseguir terminar por se tratar de uma construção em altura e também devido à aproximação da época chuvosa que impede o desenvolvimento que gostaríamos”, explicou Samuel Menezes, porta-voz da direcção da educação na cidade de Maputo.

Depois de reconstruída, a nova escola poderá ter três pisos, 20 salas de aulas, contra as anteriores dez, bem como, sanitários e um bloco administrativo.

“O projecto já foi submetido a direcção de infraestruturas e equipamentos escolares, estamos à espera que se lance o concurso. Por ser uma obra complexa, esta estará sob a alçada do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, com o nosso acompanhamento”.

A escola primária Unidade 24 foi encerrada em 2016 devido a problemas de infiltração.

Mais de 20 casas correm o risco de desabar no bairro de Albazine, na cidade de Maputo. Os moradores daquele bairro dizem estar preocupados, e temem que a próxima época chuvosa agrave a situação e destrua as suas casas.

Quem passa pelo bairro de Albazine, na Cidade de Maputo, depara-se com grandes crateras, em algumas ruas, cuja profundidade agrava-se sempre que chove. Com as crateras a aumentarem, os sinais de destruição, nas casas, tornam-se cada vez mais visíveis. Como consequência, há vedações a caírem aos pedaços, o que desespera os moradores.

“Esta situação já dura mais de cinco anos e quando chove a situação agrava-se. Por exemplo o murro do vizinho ao lado desabou”, disse um morador do bairro de Albazine.
Não é só um muro que desabou e teve de ser reconstruído, mas também há quem tem o seu estabalecimento comercial em risco iminente. Devido ao problema, Tafi Edson teve de fechar a entrada de viaturas da sua residência.

“A rua não está boa, os carros não tem como passar por aqui. Outro dia acordamos e vimos que um murro havia caido”.

O chefe do quarteirão, Frederico Macamo, diz que a falta de condições das ruas tem colocado em causa vários projectos. “Temos tanta coisa que parou, tanta coisa que não conseguimos fazer, não conseguimos ir mais a frente nas obras”.

Para tentar proteger as suas casas, os moradores do bairro das Mahotas recorrem a sacos de areia e pedras, o que não tem trazido os resultados desejados.
Ainda na tentativa de minimizar os impactos da erosão, os moradores depositam lixo nestas crateras para encerrá-las, entretanto, esta acção tem criado um outro problema, um cheiro nauseabundo.

Só no quarteirão 84 do bairro Albazine há mais de 20 casas em risco de desabar. As autoridades locais dizem já ter encaminhado o problema ao município de Maputo, mas ainda não há uma solução.

Os moradores do bairro das Mahotas clamam pela construção de valas de drenagem para escoar as águas da chuva, antes que as crateras engulam completamente as suas casas.

Sobre o assunto, o município de Maputo mostrou indisponibilidade para se pronunciar.

O jornalista desportivo, Henrique Aly, considera que a continuidade de Chiquinho Conde no comando técnico dos Mambas vai permitir que ele continue com o processo de revitalização da selecção que tem estado a fazer.

Entende ainda que a notícia da manifestação de interesse da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) na continuidade do seleccionador nacional vai acabar com a onda de especulações em torno do assunto.

Para o Henrique Aly, é importante que as pessoas percebam que este processo é complicado e justifica que, há nalgum momento, uma guerra de egos entre Chiquinho Conde e Feizal Sidat, que atingiu níveis indesejáveis.

“Espero sinceramente que esta renovação ou esta manifestação de interesse por parte da federação não tenha a ver com quaisquer pressões extra futebol. Espero, igualmente, que se não for possível emendar-se a relação pessoal entre Feizal Sidat, presidente da FMF e Chiquinho Conde, seleccionador nacional, no mínimo seja possível que haja uma relação de cordialidade”, anota.

Segundo explica, essa relação de cordialidade implica que haja respeito mútuo e que, acima de tudo, haja consideração de parte a parte, até porque ambos estão directamente ligados ao mesmo organismo, um como funcionário e outro como presidente.

“Espero que o balneário esteja com Chiquinho Conde. Espero ainda que não haja qualquer tipo de manipulação dos atletas e de outros agentes envolvidos nos processos de gestão da selecção nacional, de modo a que tudo continue a correr bem”.

Henrique alerta que não se pode ter a ilusão de que de repente Moçambique vai tornar-se na selecção mais forte do mundo e que se vai qualificar para o mundial e chegará lá para fazer um brilharete.

“Temos de ter calma. São processos que precisam de observar e respeitar várias etapas. Nesse sentido, penso que devemos continuar todos juntos em prol da selecção priorizando o interesse nacional acima de quaisquer interesses individuais”, augura.

Já Miguel Vaz, alerta que caso a renovação se efective e olhando para os antecedentes que norteiaram o processo, pode haver espaço para um relacionamento de hipocrisia entre Chiquinho Conde e Feizal Sidat.

“É possível que haja uma relação que nos vai parecer a nós os outros que está tudo bem quando efectivamente não”, diz Vaz, que explica que esse facto pode ter implicações desabonatórias para as duas partes.

“Se por ventura os resultados não aparecerem haverá uma parte a apontar o dedo a outra. Ora, não sei se será para culpabilzar ou responsabilizar. Os bons resultados vão continuar a fazer com que pareça que o ambiente é bom e os maus resultados vão fazer o contrário”, explica Vaz.

Diante da situação, entende que as duas partes devem trabalhar para o bem do futebol e não para alimentarem os seus egos.

O presidente ruandês Paul Kagame e Félix Tshisekedi da Repúbvlica Democrática do Congo vão eoncontar-se para reduzir a tensão entre os dois países. O anuncio foi feito pelo mediador, João Lourenço, que sem avançar datas disse que será em breve.

A tensão entre o Ruanda e a República Democrática do Congo, vem desde 2021 quando Félix Tshisekedi acusou o regime de Paul Kagame de apoiar o Movimento de 23 de Março, grupo responsável pelos ataques contra populares daquele país.

O diferendo tem subido de tom a ponto do Presidente do Ruanda ter anunciado disponibilidade para entrar em guerra com a RDC. Para evitar o pior, João Lourenço, presidente de Angola e mediador dos dois países anunciou numa visita à Costa do Marfim, que já há luz verde para o diálogo entre as partes.

Para o estadista angolano, o diálogo é a única saída para acabar, de uma vez por todas, com o conflito e se alcançar a paz.

A tensão entre os dois países tem raízes no genocído do Ruanda, no qual hutus extremistas mataram cerca de 800.000 tutsis e hutus moderados e muitos dos autores do genocídio fugiram para a RDC, o que desencadeou uma série de conflitos na região.

O sistema de registo biométrico de cartões SIM ainda não foi introduzido embora o INCM tenha prometido começar no dia 16 de Junho corrente. Quase duas semanas após a falha do INCM, o criminalista Paulo Sousa crítica a demora.

O sistema que visa a maior proteção dos dados pessoais dos clientes das operadoras de telefonia móvel prevê, além do preenchimento de uma ficha e entrega do documento, que os titulares dos cartões estejam identificados com foto e as suas impressões digitais.

A Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique (INCM), a 16 de Janeiro deste ano, através da sua página oficial, o INCM informou que os operadores deviam começar o processo em uma fase piloto que duraria seis meses, ou seja, até 16 de Junho corrente, o que não aconteceu.

Até ao momento, o INCM não reagiu. Mas não é a falta de reacção do INCM que neste momento preocupa mas sim “a falta de acção” segundo o criminalista Paulo Sousa. “A  Autoridade Reguladora das Comunicações está a ser lenta em não dar início ao Registo Biométrico dos cartões SIM, o que compromete o combate à criminalidade que é um dos objectivos da iniciativa” criticou.

Para Sousa, a implementação destas medidas é fundamental no combate aos crimes cibernéticos. “Se não tivermos este registo biométrico vamos continuar a sofrer rastreamento de dados, continuaremos com burlas informáticas entre tantos outros crimes, portanto, não teremos resposta rápida dos crimes e impediram o processo de investigação”, defendeu.

Assim, o criminalista apelou para a urgência do INCM em concretizar esta promessa.

“O INCM deve urgentemente alinhar-se às prioridades das outras entidades, pois precisam de dados que muitas vezes ajudam nas investigações criminais.”

A inovação vai também atribuir a cada subscritor um Número Único de Telecomunicações (NUTEL), que vai incluir os dados biométricos e todos os outros números utilizados por um único cidadão. Até Janeiro de 2025 espera-se que todos os subscritores estejam integrados no novo modelo aprovado pelo decreto n.º 13/2023, de 11 de Abril.

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