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O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.

Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.

O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.

Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.

O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.

No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.

O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.

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Um polícia à paisana foi morto, apedrejado, pela população, no bairro de Malhampsene, Cidade da Matola. Testemunhas dizem que os manifestantes chegaram a esse extremo porque o agente terá baleado mortalmente um jovem de cerca 20 anos de idade. A PRM, na província de Maputo, ainda está a investigar o sucedido.

Valdo Wilson foi morto a pedradas por volta das 16 horas de segunda-feira, em Malhampsene, Cidade da Matola.

Tudo começou quando a Polícia tentou travar uma manifestação que, segundo testumunhas, decorria de forma pacífica. Até aí, estava tudo sob controlo, mas um infurtúnio viria a mudar o rumo da história: a morte do jovem de cerca de 20 anos de idade, contam testemunhas, provocou ira dos manifestantes.

“Um membro do SERNIC, não estava uniformizado, disparou contra um jovem e ele caiu. Tinha um camião ao lado. Morreu ali mesmo! Então, toda a população que estava ali saiu atrás do agente. Ele disparou para o ar para dispersar os manifestantes”, contou uma testemunhas, que presenciou o incidente.

Mesmo com disparos de balas verdadeiras para o ar, os manifestantes não recuaram e continuaram a atirar pedras contra o agente.

“Ele entrou para casa de banho e as pessoas continuaram a atirar pedras. E ele continuava a disparar, mas a arma já não tinha munições”, detalhou a nossa fonte.

Já sem munições, o polícia tentou fugir para um local mais seguro. No arremesso de pedras, os manifestantes partiram quase tudo, numa casa de banho das bombas de combustível, onde tudo aconteceu.
O agente da Polícia da República de Moçambique cedeu à pressão dos manifestantes e saiu do local. Depois disso, não conseguiu fugir para muito longe e tombou num local, onde morreu a pedradas.

A PRM, na província de Maputo, confirma a morte do agente nas manifestações desta segunda-feira, que descreve como tendo sido violentas.

“Durante as últimas 24 horas, na província de Maputo, tivemos o registo de casos de manifestações, que ocorreram no bairro de Malhampsene, Tsalala, Infulene e Machava. Primeiramente, elas eram pacíficas, depois tornaram violentas. Infelizmente, perdemos a vida um membro da PRM afecto à nona esquadra da PRM. Neste momento, há um trabalho que está a ser feito por forma a aferir a veracidade dos factos sobre o que terá ocorrido com o membro da PRM”, disse Carmínia Leite, porta-voz da PRM na província de Maputo.

A porta-voz da Polícia na Província de Maputo, Carmínia Leite, sublinha que a corporação não é contra manifestações, desde que decorram de forma pacífica.

Um morto, dois agentes da PRM feridos e destruição da viatura protocolar da Comandante da Polícia é o resultado de um tumulto havido esta segunda-feira, no Distrito de Sussundenga, Província de Manica. Tudo porque os populares acusam a PRM de proteger um suposto traficante de pessoas.

A viatura da comandante em chamas, população enfurecida e Polícia em posição de evitar qualquer perturbação à ordem. Foi esse o ambiente que o jornal O País captou na manhã desta segunda feira, em Munhinga, distrito de Sussundenga.

Os manifestantes partiram para violência após um jovem ter sido baleado mortalmente pela Polícia, quando esta estava a repelir a população que queria fazer justiça com próprias mãos contra um jovem, suspeito de ser traficante de pessoas.

A Polícia explicou que os seus dois agentes foram feridos com gravidade e estão internados.

A Save the Children disse, hoje, que estima que mais um milhão de crianças na Nigéria vão sofrer de desnutrição aguda até Abril de 2025, totalizando assim cerca de 5,4 milhões de menores nesta situação

Os dados, citados pela Organização Não-Governamental (ONG), são do ‘Cadre Harmonisé’ – a principal fonte regional sobre a gravidade das crises de fome no Sahel e na África Ocidental – e mostraram que 5,4 milhões de crianças estão agora em risco de sofrer de desnutrição aguda até Abril próximo, um aumento de 25% em comparação com os 4,4 de Abril deste ano, contextualizou.

Entre estas crianças, cerca de 1,8 milhões poderão estar a sofrer de desnutrição aguda grave, a forma mais mortal de desnutrição, que compromete o sistema imunitário das crianças e torna potencialmente letais doenças que, de outro modo, seriam tratáveis, como a diarreia, lamentou.

Isto representa um aumento alarmante de 80% nos casos de desnutrição aguda grave, indicou. “Durante a época seca deste ano, estima-se que cerca de 31,8 milhões de pessoas estejam a enfrentar uma crise ou, pior ainda, uma insegurança alimentar aguda”, referiu.

Todavia, “no próximo ano, prevê-se que 33 milhões de pessoas na Nigéria não saberão de onde virá a sua próxima refeição, incluindo mais de 16 milhões de crianças”, advertiu.

A fome aumentou acentuadamente na Nigéria nos últimos anos, passando de cerca de 7% da população analisada pelas Nações Unidas em 2020 para 15% actualmente.

“A situação é particularmente grave no noroeste e nordeste do país, onde os conflitos e a insegurança em curso estão a provocar deslocações e a perturbar os meios de subsistência”, explicou.

Com uma população de cerca de 230 milhões de habitantes, a Nigéria é altamente vulnerável aos impactos da crise climática, segundo a ONG.

“A desertificação crescente está a consumir terras agrícolas e a limitar a capacidade das comunidades para cultivar alimentos”, indicou.

Este ano, o país enfrentou as piores inundações dos últimos 30 anos, que mataram mais de 300 pessoas e obrigaram 1,2 milhões de pessoas a abandonar as suas casas, relembrou.

A Save the Children apela assim aos governos para que abordem a insegurança alimentar, combatendo a escassez de alimentos, estabilizando o aumento dos preços e aumentando a proteção dos agricultores, que enfrentam a violência dos grupos armados.

“Os governos também precisam de enfrentar a crise climática através da resiliência das comunidades, bem como de uma maior consciencialização e alerta precoce para que as pessoas se preparem para as catástrofes induzidas pelo clima”, concluiu.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou os 25 jogadores que vão defrontar o Mali e a Guiné-Bissau, para as duas últimas jornadas da fase de grupos de qualificação para o CAN de Marrocos, em 2025. O regresso de Mexer Sitoe e Ricardo Guima é o principal destaque, bem como a ausência, mais uma vez, de Lau King e Luís Miquissone

Cartada decisiva dos Mambas na caminhada ao Campeonato Africano das Nações de Marrocos, no próximo ano. Dois adversários de gabarito e que muita luta vão dar ao combinado nacional nas duas últimas jornadas da fase do grupo. Um objectivo apenas: vencer um dos dois jogos e garantir o apuramento para o CAN de Marrocos.

Para chegar a esse desiderato, o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, chamou 25 jogadores, dos quais 12 a actuarem internamente e outros 13 a jogarem fora de portas.

A Black Bulls, líder do Moçambola, é a equipa que mais jogadores disponibiliza aos Mambas, nomeadamente cinco jogadores, o guarda-redes Ernan, os defesas Martinho Thauzene, Fernando Chamboco e Nené, e o avançado Chamito, seguido da União Desportiva de Songo, com três jogadores (Ivan, Infren e Dominguez).

Das equipas do Moçambola, há que destacar ainda o guarda-redes do Ferroviário de Nampula, Fazito, já talhado nas convocatórias dos Mambas, bem como Elias Macamo, que segurou as chamadas, para além de regresso de João Bonde, chamado na última convocatória de emergência, tal como Fernando Chamboco.

Entretanto, a convocatória de Chiquinho Conde conta com a integração de Chamito Alfândega, jogador da Black Bulls e que se tem evidenciado ao serviço dos “touros”.

Mas há mais: Chiquinho Conde não quis voltar a entrar em contradições relativas a questões administrativas e não chamou David Malembane, que nos dois últimos jogos foi impedido de jogar devido a assuntos administrativos. Mas também o seleccionador nacional não chamou Jonathan Muiomo, outro jogador que não tem estado a responder às exigências do técnico.

Não foi desta para Bruno Wilson

Para já, Chiquinho Conde não chamou Bruno Wilson, jogador que até constava da pré-convocatória. Sem nenhuma justificação, Bruno Wilson apenas foi descartado da convocatória final, não podendo ter a possibilidade de se estrear no conjunto moçambicano, depois de recentemente se ter naturalizado.

Bruno Wilson, filho de Mário Wilson, joga no SJ Earthquakes dos Estados Unidos da América, depois de se ter transferido do Vizela, em Junho, clube português em que actuava. O central luso-moçambicano realizou 14 jogos na Liga Norte-americana, tendo marcado um golo e feito duas assistências.

Outros jogadores que também não vão fazer sua estreia pelos Mambas neste mês de Novembro são os avançados Alcides David e Kélvio Neves, nomeadamente da União Desportiva de Songo e Black Bulls, que estiveram na pré-convocatória e que ficaram de fora dos 25 finais.

Nem o póquer do King convenceu Conde

Outro jogador que estava na expectativa de ser convocado e ficou de fora é o internacional moçambicano Lau King. O avançado da União Desportiva de Songo até fez um póquer no último fim-de-semana, no embate diante do Brera Tchumene FC, apontado os quatro golos da goleada imposta pelos “hidroeléctricos” aos “putos de Tchumene”.

Outros jogadores que foram preteridos por Chiquinho Conde são os “estrangeiros” Gion Chande, Kimiss Zavala, Manuel Kambala e Keyns Abdala, par além dos “nacionais” Chico Muchanga, Ezequiel Machava, Dário Melo, Luís Miquissone, Nelson Drivrassone, Aly Abudo, Neymar Canhemba, Telinho Ernesto, Isac de Carvalho, Dayo António e Melque Alexandre, todos que podem ser apostas para os jogos da eliminatória de acesso ao CHAN do próximo ano, em Dezembro, diante da Zâmbia.

 

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) insta o Governo de Moçambique e os respectivos provedores de internet a preservarem a neutralidade, no que diz respeito a restrições de internet sem nenhuma justificação pública conhecida. A OAM explica que a restrição é uma grave violação dos direitos fundamentais. 

Através de um comunicado enviado ao Jornal O País, a Ordem dos Advogados de Moçambique deu o seu parecer sobre as restrições de internet, que tem barrado o uso de algumas redes sociais como Whatsapp, Facebook e Instagram. No documento, a ordem explica que, “este bloqueio infundado ao acesso à internet representa uma contradição do Governo que, perante a decisão do regulador regulador (INCM) de aumentar as tarifas das comunicações, o Governo mandou suspender o aumento, enquanto se aprimoram os estudos, por forma a que se tomasse decisões que melhor se ajustam às demandas do mercado”. 

Por outro lado, explica o documento, este cenário de limitação do acesso à internet e outras plataformas, “prejudica vários negócios que dependem do acesso à internet, o que agrava a situação de escassez de recursos para várias famílias, além de criar prejuízos avultados, que caberá ao Estado e os provedores arcar, tendo em conta que a todos é reconhecido o direito de exigir, nos termos da lei, indemnização pelos prejuízos que forem causados pela violação dos seus direitos fundamentais (artigo 56º, nº 1 da CRM)”, lê-se no comunicado. 

A OAM insta o Governo Moçambicano e os provedores destes serviços a restabelecerem de imediato a internet, veículo de comunicação indispensável na era digital em que Moçambique vive, sem quaisquer condicionalismos. 

Ademais, continua o documento, “a Ordem dos Advogados de Moçambique está a trabalhar no sentido de interpelar o Regulador a se conformar com a lei. Não está excluído o desencadeamento de acções judiciais urgentes e outras cabíveis para o restabelecimento dos direitos (humanos) dos consumidores brutalmente violados, sem qualquer justificação”, lê-se no comunicado.

A cidade de Maputo acolheu a Assembleia Geral da Confederação Africana de Ténis, uma reunião magna que tomou diversas decisões sobre o futuro da modalidade, que contou com a presença de mais de 50 delegados de vários países do continente. 

Foram dois dias em que Maputo se tornou a capital do ténis africano, através da realização de uma Assembleia Geral da Confederação Africana da modalidade, que contou com a presença dos presidentes da Confederação Africana e da Federação Internacional.

Anfitrião do evento, Jonas Alberto espera que a reunião magna abra portas para mais investimentos para a modalidade, tanto para o país assim como para o continente.

 “É uma oportunidade que se tem nestes eventos para conseguir fazer alguns lobbies de forma a assegurar que alguns dos projectos internos e distintos para cada país sejam implementados e assegurados”, começou por dize Jonas Alberto. 

Para o presidente da Federação Moçambicana de Ténis, a Assembleia Geral da Confederação Africana de Ténis “vai, de facto, abrir algumas portas para que consigamos, a nível da região, e, em particular, do Moçambique, atingir alguns objectivos, que é continuar a massificar a modalidade”. 

Para Angola, também presente no encontro através do seu presidente da federação, Mendes Platini, esta foi uma oportunidade para motivar os países que têm estado a trabalhar em prol da modalidade.

Mendes enalteceu ainda o papel desempenhado por Jonas Alberto na massificação da modalidade no país. “Está de parabéns o ténis em Moçambique e o Presidente Jonas, que é o nosso Presidente da região, que tem feito um trabalho incrível, tem estado a desenvolver e é isso que a África precisa”.

Mas também falou da modalidade no país, Angola, destacando que “nós também temos estado a dar o nosso contributo”. Sobre o ténis em África, Mendes Platini acredita que, “se cada uma das nações trabalhar de forma árdua, o nosso continente poderá continuar a emergir dentro do ténis mundial”.

As federações continental e internacional de ténis também estão satisfeitas com o crescimento da modalidade e asseguram tudo continuarem a fazer para que o ténis continue a crescer.

David Haggerty, Presidente da Federação Internacional de Ténis, disse ter ficado muito impressionado com a forma como Moçambique está a desenvolver a modalidade. “Eu sei que vocês tem muitos bons jogadores e estão a trabalhar para desenvolver mais jogadores. Envolver mais crianças no ténis é muito, muito importante”, disse.

Haggerty disse ainda que “uma das coisas que a ITF tem é a capacidade de trabalhar com cada uma das nações para ter um Centro Nacional de Ténis, bem como para tentar encontrar maneiras de construir instalações e quadras”.

Jean-Claude Talon, Presidente da Confederação Africana de Ténis, por seu turno, disse que a Assembleia Geral “vai nos permitir recuperar e acelerar o ritmo da nossa organização, da qual o Presidente da Federação de Moçambique é uma das pessoas chave com quem contamos muito”.

Esta foi a primeira vez que Moçambique acolheu um encontro desta magnitude e que contou com a participação de mais de 50 delegados.

 

O jogador da Black Bulls, Kadre Gueye, está a um golo de ser coroado e premiado como o melhor marcador do Moçambola-2024. À entrada para a penúltima jornada estava empatado em número de golos com Elias Macamo, do Desportivo de Nacala, cada um deles com 12 remates certeiros.

Sucede porém que o avançado do Desportivo de Nacala ficou em branco diante do Ferroviário de Maputo e abriu espaço para o recém-naturalizado moçambicano adiantar-se na lista, depois de marcar dois golos frente ao Textáfrica do Chimoio.

Assim, Kadre passa a liderar isolado a lista dos melhores marcadores, agora com 14 golos, e até podia já ter assegurado o prémio, se não tivesse falhado a grande penalidade, ainda na primeira parte, diante do Textáfrica do Chimoio.

Assim, Kadre terá que marcar pelo menos um golo em Lichinga, diante do Ferroviário local, para chegar aos 15 golos que são regulados pela Liga Moçambicana de Futebol para que o melhor marcador receba a premiação de 450 mil meticais.

Por outro lado Elias Macamo terá que esperar que Kadre fique em branco diante do Ferroviário de Lichinga e trabalhar para marcar, pelo menos, três golos frente à União Desportiva de Songo.

Kadre é, também, líder isolado dos melhores classificados para homem de jogo. Depois de mais uma indicação diante do Textáfrica do Chimoio, Kadre foi eleito homem do jogo por oito jogos, deixando para trás Dominguez, com seis nomeações e Elias Macamo com cinco.

Black Bulls e União Desportiva de Songo são as duas equipas que ainda lutam pelo título do Moçambola-2024, depois de terem goleado as duas equipas que ainda lutam pela manutenção, Textáfrica e Brera, respectivamente, pelo mesmo resultado de 4-0. O Costa do Sol perdeu na Beira e disse adeus ao título

Está reduzida a apenas duas equipas a luta pelo canecão do campeonato nacional de futebol, o Moçambola, na sua edição 2024, à entrada da última jornada da prova, que será disputada próximo fim-de-semana.

Depois da disputa da penúltima jornada, onde três equipas ainda lutavam pelo título, uma derrota do Costa do Sol na Beira e duas goleadas da Black Bulls e União Desportiva de Songo, em suas casas, reduziram a luta para apenas duas equipas.

Líder da prova à entrada para a 21ª jornada, a Black Bulls tinha a missão de vencer o Textáfrica de Chimoio para continuar na frente e pressionar seus directos perseguidores. Kadre fez um bis, Hammed e Stephan marcaram um cada (todos os marcadores são naturalizados moçambicanos e prontos para serem chamados aos Mambas, pelo menos para o CHAN), ditaram o resultado final que podia ter sido mais dilatado, se Kadre não tivesse falhado uma grande penalidade.

Os “touros” golearam, somaram mais três pontos, cimentaram a liderança do Moçambola e estão mais próximos do título, dependendo somente de si para festejarem, na última jornada, em Lichinga, diante do Ferroviário local.

Mas a Black Bulls teve uma boa resposta do seu directo perseguidor, a União Desportiva de Songo, que na recepção a outro aflito, o Brera, também goleou, pelo mesmo resultado, 4-0, com os quatro golos apontados pelo mesmo jogador: Lau King.

Os “hidroeléctricos” não aceitaram entregar o título de bandeja a Black Bulls e mantém a perseguição, somando agora 46 pontos, menos dois que os “touros”, primeiros com 48. Uma luta que se adivinha titânica e frenética até ao último minuto, já que enquanto a Black Bulls vai a Lichinga defrontar o Ferroviário local, a União Desportiva de Songo vai a Nacala, jogar diante do Desportivo local.

Quem disse adeus ao título é o Costa do Sol, que tinha duas possibilidade de lá chegar, nomeadamente vencer ao Ferroviário da Beira, no “caldeirão”, e esperar que a Black Bulls não vencesse ao Textáfrica.

Facto é que os “canarinhos” acabaram por verem seus intentos sairem contrários, uma vez que os “touros” venceram o seu jogo e, para piorar, a equipa de Matchiki Tchiki perdeu. Infamar foi o autor do único golo dos “locomotivas” de Chiveve, marcado aos 74 minutos.

 

Baía de Pemba perde mas garante manutenção

Quem respirou de alívio com as derrotas do Textáfrica do Chimoio e do Brera Tchumene FC é o Baía de Pemba, que mesmo perdendo na deslocação a Nampula, diante do Ferroviário local, viu-se com a manutenção garantida. É que os baianos contam com 21 pontos e somente duas vitórias dos “fabris” de Planalto e dos “putos de Tchumene”, aliadas a duas derrotas do Baía, faziam a turma de Cabo Delgado dizer adeus ao Moçambola.

Mas as três equipas perderam e o Baía de Pemba tem mais seis pontos de distência em relação ao Brera e o Textáfrica, que vão decidir seu futuro na última jornada, jogando em casa, nomeadamente diante do Ferroviário de Nampula e Ferroviário de Maputo, respectivamente.

Ferroviário de Maputo que fechou as contas caseiras com uma vitória difícil diante do Desportivo de Nacala, à tangente, com golo de Chelton, aos 11 minutos. Uma vitória que, entretanto, não garante a melhor classificação possível, uma vez que conta com 29 pontos, mais dois que outros três perseguidores, Associação Desportiva de Vilankulo, Ferroviário de Nampula e Ferroviário da Beira, com as quais vai lutar pelo quarto lugar.

A Associação Desportiva de Vilankulo, por seu turno, terminou o seu último jogo em casa com vitória diante do Ferroviário de Lichinga, por 2-1.

A última jornada será decisiva para o título, com duas equipas a disputarem o canecão até ao último minuto, o mesmo a acontecer em relação a manutenção, também disputada por apenas duas equipas.

Morreu este domingo, aos 91 anos, Quincy Jones, compositor e produtor musical norte americano, que lançou álbuns icônicos incluindo o “Thriller”, “Off the Wall”, e “Bad”, do “Rei do Pop”. De acordo com um comunicado da família, o músico morreu de forma natural, na sua casa em Los Angeles, na Califórnia, cercado pelos seus filhos, irmãos e familiares próximos.

Quincy partiu, mas sua vida deve ser celebrada, diz a sua família em comunicado, cita AFP.

“Nesta noite, com os corações repletos, mas partidos, temos que compartilhar a notícia do falecimento do nosso pai e irmão Quincy Jones. Embora seja uma perda para a nossa família, celebramos a grande vida que ele viveu e sabemos que nunca haverá outro como ele”, completou a nota citada.

Segundo os familiares, Jones é “verdadeiramente único” e fará falta para a família e a indústria da música. “Estamos confortados e orgulhosos em saber que o amor e a alegria foram compartilhados com o mundo pelo que ele criou. Por meio de sua música e de seu amor sem limites, o coração dele baterá por toda a eternidade”, afirmou o texto.

Durante a sua trajectória, são consideradas como suas maiores honras as suas produções com Michael Jackson, nomeadamente, “Off the Wall”, “Thriller” e “Bad”, que foram álbuns universais.

Jones foi uma peça fundamental para a consolidação da carreira de Michael Jackson e juntos criaram uma paisagem sonora global a partir de disco, funk, rock, pop, R&B, jazz e cantos africanos.

O álbum “Thriller” vendeu mais de 20 milhões de cópias só em 1983 e disputou com “Greatest Hits 1971-1975” dos Eagles, entre outros, como o álbum mais vendido de sempre.

Além de Michael Jackson, Quincy colaborou também com alguns gigantes da indústria musical, como Aretha Franklin, Frank Sinatra, Celine Dion e Ray Charles.

Quincy foi também relevante na indústria cinematográfica sendo o fundador da gravadora que produziu a série “Um Maluco no Pedaço”, protagonizada por Will Smith.

Jones fez 70 anos de carreira e apesar de sua vida e obra serem motivos para “celebrar”, ainda continuam desconhecidas as causas da sua morte.

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