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O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.

Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.

O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.

Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.

O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.

No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.

O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.

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Os senegaleses vão a votos, este domingo, em eleições legislativas antecipadas, num cenário de forte polarização que opõe o actual Presidente, Bassirou Diomaye Faye, e o primeiro-ministro, Ousmane Sonko, ao anterior chefe de Estado, Macky Sall.

De acordo com o Notícias ao Minuto, em jogo estão os 165 lugares da Assembleia Nacional para um mandato de cinco anos, ao qual concorrem 41 partidos e coligações. As eleições foram antecipadas porque Bassirou Diomaye Faye dissolveu o parlamento em 12 de Setembro passado, invocando dificuldades de colaboração com a assembleia liderada pela oposição.

O Notícias ao Minuto avança que as anteriores eleições legislativas realizaram-se em Julho de 2022 e, de acordo com a Constituição senegalesa, os chefes de Estado podem dissolver a Assembleia Nacional após dois anos da eleição do parlamento, um prazo que foi atingido em 12 de Setembro.

“Na base da dissolução do parlamento está a tentativa do Presidente e do primeiro-ministro alcançarem uma maioria parlamentar que permita ao partido Patriotas do Trabalho, da Ética e da Fraternidade (Pastef), liderado por Sonko e que esteve na base da eleição de Diomaye Faye, por em prática profundas reformas na governação, na justiça e nas instituições legislativas”, lê-se na nota de imprensa.

Na anterior Assembleia Nacional, avança ainda a fonte, o Pastef tinha apenas 23 lugares e o objectivo é executar uma verdadeira transformação política no país, mantendo a dinâmica de mudança que levou Diomaye Faye a derrotar logo na primeira volta Amadou Ba, o candidato escolhido por Macky Sall, que estava impossibilitado pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato.

“A polarização no Senegal coloca o Pastef contra a coligação da oposição Takku Wallu Senegal (Defender o Senegal, em wolof), uma aliança entre a Aliança para a República (APR), de Macky Sall, e o Partido Democrático Senegalês (PDS), fundado pelo seu antecessor na chefia do Estado, Abdoulaye Wade. As outras formações concorrentes com possibilidade de se intrometerem na luta política são a coligação Jàmm Ak Jariñ (Paz e Prosperidade), liderado pelo antigo primeiro-ministro Amadou Ba, e a coligação Samm Sa Kaddu (Manter a palavra), liderada por Barthélémy Dias, presidente da Câmara de Dacar”, lê-se no Notícias ao Minuto.

A Khuzula expande actividades da Incubadora de Negócios Culturais e Criativos, a X-Hub, no âmbito do projecto Advers arts, subvencionado pela embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique e que está a ser implementado na província de Cabo Delgado, com principal incidência na casa Provincial de Cultura e no Distrito de Metuge.

Como forma de expandir actividades da X-Hub, a Khuzula encontra-se a implementar acções de apetrechamento de salas de formação em iniciação artística, onde serão leccionadas disciplinas como dança, artes visuais e música e um estúdio de gravação de conteúdos áudios visuais, com particular enfase na produção de músicas, podcasts, radionovelas e voz offs, audiobooks.

O projecto implementado pela Khuzula inclui igualmente uma académia móvel que levará sessões formativas às comunidades do Distrito de Metuge, local que acolhe deslocados do terrorismo.

Nos aspectos atinentes aos programas de incubação, a Khuzula, por intermédio da X- Academy, iniciativa da X-Hub, desenvolveu módulos de iniciação artísticas destinadas às disciplinas de dança, artes visuais e música, onde experts na matéria participaram com intuito de tornar as formações realística para as comunidades locais, garantindo, deste modo, uma implementação acessível e eficaz em Pemba.

Com a expansão da X-Hub para Cabo Delgado, perspectiva-se a criação de um segmento que facilitará a solidificação de mercados e negócios da indústria criativa, direccionados aos criativos da província para que conheçam e alcance nos nichos de negócios.

Como segmento de suporte, a X-Hub almeja potencializar a indústria com a produção de conteúdos audiovisuais para efeitos de distribuição em diversas plataformas nacionais e internacionais de streaming, criação de lojas virtuais de venda de artes visuais, edição e publicação de obras literárias e prestação de assessoria empresarial e artística.

Estão previstas diversas iniciativas no âmbito do projecto Advers Arts, subvencionado pela Embaixada dos Estados Unidos da América e implementado pela Khuzula, sessões de terapia artística, workshops de expressão criativa, formações em iniciação artistica, realização de espectáculos culturais e exposições de arte.

A implementação deste projeto de caráter social, cultural e de apoio psicológico tem duração de 18 meses. A Khuzula está comprometida em garantir que o projeto atenda às necessidades culturais específicas das comunidades e que haja um envolvimento activo dos membros locais em todas as etapas do processo para que assim se promova o crescimento da economia criativa na província e na região.

A Khuzula é uma empresa vocacionada em produção de eventos, desenvolvimento e agenciamento de artistas, edição de obras literárias, comunicação e consultoria em projectos criativos. No leque das iniciativas que a Khuzula tem levado a cabo, destaca-se a instalação da primeira incubadora de Negócios culturais e criativos- XHUB, a produção do Festival Azgo, por sinal o maior festival internacional de artes que é realizado na cidade e província de Maputo, anualmente, e no âmbito da décima edição, foram criados dois murais onde um homenageia os icónicos músicos nacionais fixado nos pilares do viaduto Alcântara Santos e o segundo resulta de uma residência artística sobre a cidade de Maputo, que juntou cerca de 7 artistas plásticos nacionais e inaugurado a 10 de Novembro de 2023, no âmbito das festividades do dia da cidade das acácias.

Numa outra perspectiva, a Khuzula dedica-se no pleno desenvolvimento das artes e seu negócio inclusivo associado aos seus fazedores como uma ferramenta para criar um impacto positivo nas suas vidas. Através de projectos inovadores e parcerias estratégicas, a Khuzula busca fortalecer as comunidades e promover o bem-estar da criatividade nacional.

O sector da Saúde, na Província de Sofala, está preocupado com o baixo índice de homens que procuram fazer o rastreio do cancro da próstata atempadamente, que é a quinta principal causa da morte em homens com mais de 60 anos, uma vez que a doença é descoberta muito tarde. Nesta ano, apenas 450 pacientes procuraram os serviços de saúde, contra 560 do ano passado.

O cancro da próstata é, segundo dados do sector de Saúde, a quinta principal causa da morte nos homens e o maior risco está em pacientes acima de 65 anos. Os sintomas da doença estão ligados ao sistema urinário.

Por este facto, é recomendando aos homens para, a partir dos 40 anos de idade, fazerem rastreios anuais. Na Província de Sofala, neste ano, apenas 440 homens fizeram rastreio do cancro em referência, de Janeiro a esta parte, e destes 20 foram positivos.

No ano passado, foram ao rastreio 560 pacientes e 60 foram positivos. O baixo número de homens que fizeram o rastreio preocupa o sector de saúde, conforme avançou a Directora Provincial de Saúde de Sofala, Neusa Joel.

Refira-se que o mês de Novembro é mundialmente reservado para campanhas de sensibilização e consciencialização aos homens para aderirem ao rastreio de cancro da próstata.

Um  acidente de viação envolvendo três viaturas, sendo uma delas um transporte semi-colectivo de passageiros, fez vários feridos. O sinistro ocorreu hoje, em Zimpeto, nas proximidades da Universidade Joaquim Chissano, na cidade de Maputo. A polícia estima que quase 10 pessoas tenham sido feridas e aponta para corte de prioridade como uma das causas.

O Bairro Patrice Lumumba, viveu , ontem, momentos de tensão, com a polícia a disparar gás lacrimogêneo e os manifestantes a devolverem o gás e atirarem pedras contra os agentes e a vandalizarem estabelecimentos comerciais, como resposta.

Tudo começou por volta das sete horas, quando um grupo de manifestantes, decidiu se reuniu e fazer a sua marcha “pacífica habitual”, quando apareceu polícia, num “Mahindra e BTR” e os impediu de assim proceder.

Porque houve resistência, segundo testemunhas, dois jovens foram “metidos no Mahindra” mas os manifestantes fizeram confusão e a marcha avançou, só que adiante, a polícia começou a disparar gás lacrimogêneo. Já eram 14 horas.

“Ficamos tontos, por causa do gás e decidimos voltar para casa, mas do grupo alguns jovens ficaram revoltados e decidiram revidar, foi quando destruíram alguns estabelecimentos e levaram os produtos a venda e bloquearam a via”, relatou Isildo Chambisso, que acrescentou que “como organizadores da marcha condenamos a atitude desses jovens, pois a nossa marcha sempre foi pacífica e nunca destruímos nada de ninguém”.

Como consequência, cinco estabelecimentos comerciais foram vandalizados e os produtos saqueados. Num deles os manifestantes, partiram a parede, introduziram-se no interior e tiraram tudo.

Já no outro, uma mercearia, Perez Umbucha, o proprietário, lamentou e disse que agora só pode recomeçar do zero, pois tudo foi levado.

“Levaram arroz, cebola, batata, farinha, partiram o vidro do congelador e tiraram todas as carnes e peixe. Levaram tudo e aqui não sei como fazer, agora”, desabafou Umbucha.

Além disso, Isildo Chambisso, contou que um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi levado e espancado pela população, mas depois liberto.

Entretanto, a polícia da província de Maputo, na voz de Carminha Leite, não confirma o espancamento do agente, e diz que teve de usar a força porque os manifestantes não estavam numa marcha pacífica.

Na manhã desta quinta-feira a situação no bairro já estava controlada, embora ainda queimavam-se alguns pneus. Mas no troço que liga Ferreira-Fios, Nkobe e Machava quilômetro 15 a via foi bloqueada com a queima de pneus.

Por conta da situação, a polícia lançou gás lacrimogêneo e uma idosa foi atingida.

“Eu estava a caminhar para estrada, e ainda aqui no quintal, um grupo de jovens veio a correr, deixaram-se cair e ao meu lado caiu gás lacrimogêneo, tiveram de me carregar e até agora estou a passar mal, mesmo depois de me jogarem com água”, contou, Vovó Maria.

No bairro do Jardim, os agentes da Unidade de Intervenção Rápida estiveram lá para impedir com que manifestantes continuassem com a sua marcha.

Viveu-se momentos de tensão, mas não houve confronto entre as partes, mas os manifestantes garantiram que a marcha continuaria, por outras vias.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, propõe a conversão da dívida do Estado dos países que menos poluem o ambiente em financiamento climático e capacidade de gestão e redução de risco de desastres. O Chefe de Estado participou, hoje, virtualmente, na cerimónia de lançamento do terceiro relatório bienal sobre a redução de risco de desastres em África.

O período 2021-2022 foi negativo para o continente africano, no que concerne ao impacto das mudanças climáticas.

Falando, nesta quinta-feira, virtualmente, na cerimônia de lançamento do terceiro relatório bienal sobre a redução de risco de desastres em África, na qualidade de campeão da união africana para a gestão de desastres naturais, o Presidente da República lamentou a situação do continente.

No evento, que acontece no âmbito da conferência das nações unidas sobre mudanças climáticas 2024, a COP29, Filipe Nyusi disse que apesar dos esforços, o continente continua em desvantagem. Por isso apela à união de esforços.

Sobre a participação de Moçambique na conferência, a Ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse, fala de avanços significativos na busca de financiamento para o projecto das florestas de miombo.

Ivete Maibasse disse ainda que, em Baku, capital do Azerbaijão, o país assinou um memorando de entendimento para viabilizar a busca de financiamento para projectos de reflorestamento, implementação da declaração de Maputo e também de mercados de carbono.

O Ferroviário de Maputo e a Associação Desportiva de Vilankulo disputam a última vaga das meias-finais da Taça de Moçambique ZAP, edição 2024. O jogo entre ambos, referente à segunda mão dos quartos-de-final, está marcado para este domingo, pelas 15h00, no Campo do Afrin, na Matola. Na primeira mão, na Maxixe, houve nulo

É o último jogo dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, que vai opor o Ferroviário de Maputo à Associação Desportiva de Vilankulo. Segunda mão da segunda maior competição futebolística do país, que vai ditar a quarta equipa que vai disputar a “final four”, em Nampula, no final deste mês de Novembro.

Depois do nulo registado no jogo da primeira mão, na Maxixe, numa partida em que as duas equipas dispuseram de várias oportunidades para marcar, com os respectivos guarda-redes a serem os heróis, desta vez há que se encontrar um vencedor.

Esta é a segunda vez consecutiva que as duas equipas se cruzam no mata-mata da Taça de Moçambique ZAP, depois de no ano passado a formação de Vilankulo ter afastado os “locomotivas” da capital com goleada, de 3-0, na eliminatória única, na Maxixe.

Será que haverá desforra desta vez, num jogo em que a decisão é no campo (emprestado) do Ferroviário de Maputo, depois do nulo na primeira volta? Uma pergunta que somente no final dos 90 minutos, e caso contrário depois da marca das grandes penalidades, teremos resposta.

Para o Ferroviário de Maputo seria a vingança pelos últimos três maus resultados alcançados diante da Associação Desportiva de Vilankulo, nomeadamente para a Taça de Moçambique ZAP do ano passado, bem como para as duas partidas do Moçambola deste ano.

Ou seja, depois da derrota na Taça de Moçambique ZAP, edição 2023, por 3-0 na Maxixe, e consequentemente afastamento da prova, o Ferroviário de Maputo perdeu os dois jogos disputados este ano para o Moçambola-2024, nomeadamente 0-1 no campo do Afrin, na primeira volta, e 2-0 no Estádio Valdemar Oliveira, na Maxixe, na segunda volta.

Uma vitória do Ferroviário de Maputo este domingo não seria apenas a vingança pelos últimos resultados, mas também a oportunidade de salvar a honra da época, mantendo viva a esperança de conquistar um título nacional.

Para os “hidrocarbonetos” vencer este jogo seria a cereja no topo do bolo da sua superioridade perante o Ferroviário de Maputo nas duas últimas temporadas. Para além de ser oportunidade de disputar um troféu, que seria o primeiro a nível nacional para a colectividade.

No confronto directo as duas equipas já se defrontaram por 30 ocasiões, entre jogos do Moçambola e Taça de Moçambique, com ligeira vantagem para os “locomotivas” da capital do país, que venceram 12 jogos, dos quais 11 para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique, contra 10 vitórias dos “hidrocarbonetos”, sendo nove para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique.

Há ainda a destacar oito empates registados, sendo sete para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique.

Ferroviário de Maputo vs Associação Desportiva de Vilankulo terá o apito de Celso Alvação, árbitro internacional de Inhambane, que será auxiliado por Zacarias Baloi (de Maputo) e Venestâncio Cossa (da cidade de Maputo). Simões Guambe, da cidade de Maputo, será o quarto árbitro.

O vencedor deste jogo vai defrontar, a 27 de Novembro corrente, no Estádio 25 de Junho, em Nampula, o Ferroviário da Beira, na segunda meia-final da Taça de Moçambique ZAP. Na outra meia-final, segundo ditou o sorteio, será disputado entre União Desportiva de Songo e Costa do Sol.

O vencedor da Taça de Moçambique ZAP será conhecido a 1 de Dezembro, na final que será disputada também no Estádio 25 de Junho, em Nampula.

Os Mambas defrontam esta sexta-feira a sua similar do Mali com único objectivo de vencer e conseguir a qualificação à fase final do Campeonato Africano das Nações, Marrocos-2025. A equipa técnica e os jogadores estão cientes das dificuldades, mas mostram-se confiantes num bom resultado e pedem apoio dos moçambicanos, numa semana considerada atípica por parte de Chiquinho Conde.

Quarto jogo da história entre as duas selecções no confronto directo, e um equilíbrio para ser quebrado esta sexta-feira, a partir das 18h00 no Estádio Nacional do Zimpeto.

Moçambique e Mali, com uma vitória para cada um e mais um empate nos três jogos já disputados, revelam o equilíbrio entre ambas, que vão entrar com a mesma ambição de vencer e se qualificar para a fase final do Campeonato Africano das Nações de Marrocos.

Vai ser um jogo nada fácil para nenhuma das duas equipas, olhado para o trajecto e para o posicionamento das mesmas na tabela classificativa, onde estão igualadas no topo da tabela classificativa.

Maior ambição têm os Mambas, que perseguem a segunda qualificação consecutiva à uma fase final do CAN, depois de terem estado no CAN deste ano, que teve lugar na Costa do Marfim.

 

Confiantes e preparados

Chiquinho Conde só teve todos os jogadores disponíveis para preparar o jogo desta sexta-feira somente na manhã de quinta-feira, quando realizaram o último treino no Estádio Nacional do Zimpeto.

Mas nada que altere a confiança e a segurança que os jogadores carregam para este embate. Ricardo Guimarães foi o porta-voz do balneário antes do jogo, e disse que o facto do grupo depender somente de si para chegar ao CAN é uma boa situação. “Quero dizer que este é o terceiro mês seguido que é difícil, foi uma luta difícil até aqui.

Amanhã (hoje) temos um jogo importante, como foram todos os outros, e este mais porque é o próximo”, começou por dizer.

Para Guima, os Mambas estão confiantes e preparados, “que é o mais importante”.

“Esperemos dar alegria ao povo e, também seria um bom presente, não só para mim, mas para todos, a vitória e conseguirmos, então, finalizar já o apuramento antes do último jogo ao Guiné”, disse Guima, que ontem completou mais um aniversário natalício e espera por uma vitória que sirva de presente para si.

Ausente do último jogo dos Mambas por lesão, Guima diz estar 100% recuperado e pronto para ajudar a selecção a conquistar a vitória, até porque, para ele, “vai ser um jogo como os outros, a dar o melhor de nós, com o grupo excelente que temos, com a equipa unida que temos e espero dar a alegria que tantos querem e qualificarmo-nos novamente no segundo ano consecutivo num CAN”.

 

Semana atípica antes do jogo dos Mambas

Para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, esta foi uma semana atípica, não só pela situação do país, mas também pela chegada tardia dos jogadores para a preparação do jogo.

“Tivemos o último treino e praticamente não deu para desenhar muito bem, sistematizando aquilo que é a nossa ideia. Mas esse grupo já vem trabalhando há uns anos essa parte, motivo pelo qual eu tenho sempre, eu e a minha equipa técnica, a preocupação de não alterar muito aquilo que é a nossa matriz, o nosso grupo de trabalho que já está formatado, que já está dentro daquela que é a nossa ideia de jogo”, disse confiante Chiquinho Conde.

Sobre o Mali, o seleccionador nacional assume que é um adversário forte, candidata ao primeiro lugar do grupo, até porque foi cabeça-de-série. Por isso “não é uma equipa fácil, não são favas contadas, mas de qualquer forma, nós sabemos perfeitamente que, se nós conseguimos fazer aquela primeira parte no Mali, jogar pé para pé, termos a paciência de circular a bola, sermos muito mais pressionantes, muito mais audazes, é possível termos um bom resultado”.

Para tal, segundo Conde, é preciso não facilitar, até porque a equipa do Mali irá estar por cima, mas não constantemente por cima, porque não há uma equipa que joga 90 minutos a pressionar.

Falou do comprometimento dos jogadores para com a selecção e referiu pese embora as individualidades que o grupo tem, “o grupo torna-se sempre mais forte e nós estamos focados pelos objectivos que pretendemos e o nosso principal objectivo é estarmos presentes sempre nas grandes competições”.

Até porque, de acordo com Conde, “os jogadores têm esse sonho, como eu como treinador. Felizmente, eles têm me dado a possibilidade de eu estar na ribalta do futebol africano graças à performance que eles têm tido. E isso é motivo de orgulho para todos nós”.

Conde lamentou a ausência de alguns jogadores, casos de Witi, por lesão, mas assegura que o mais importante é contar com os que estão presentes.

Pediu o apoio do público no Estádio Nacional do Zimpeto, um público que para Chiquinho Conde tem sido uma grande força motriz. “Porque jogando em casa, com o apoio do nosso público, obviamente estaremos sempre mais perto de poder conquistar tudo aquilo que nós almejamos”.

Houve registo, hoje, de fraco movimento de camiões na fronteira de Machipanda, em Manica, devido ao receio de manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane. O mesmo sucede com o movimento migratório que reduziu drasticamente

O ambiente na Fronteira de Machipanda, posto de travesssia para Zimbabwe, foi marcado por um cenário atípico com o registo de um movimento significativamente reduzido de camiões e pessoas, em comparação com os dias habituais.

A principal razão para este fraco fluxo de veículos pessoas foi o receio da repercussão de uma manifestação de três dias que tem as fronteiras como um dos palcos.

Mas, pelo menos no trajecto do Porto da Beira a Fronteira de Machipanda, a situação esteve calma, segundo os automobilistas.

O fraco movimento que se regista na Fronteira de Machipanda prejudica quem vive de negócios naquele posto fronteiriço. Mototaxistas e vendedores de produtos diversos dizem estar a somar prejuizos por falta de clientes.

Enquanto isso, as autoridades migratórias dizem que foi reforçada a segurança na fronteira e que a mesma funciona com normalidade.

Nas últimas 48 horas, a fronteira de Machipanda registou um movimento de 1746 pessoas referente à entrada e saída de cidadãos nacionais e estrangeiros.

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