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Especialistas em gestão de riscos da SADC participam, em Nacala, na simulação de resposta a ciclones e cheias com o objetivo de testar a eficácia regional para fazer face a emergência de grande magnitude.

O exercício de simulação, que visa testar os mecanismos regionais de alerta, coordenação e resposta a emergências de maior impacto é levado a cabo pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, na cidade de Nacala, província de Nampula.  

A presidente do INGD, Luísa Meque, destacou a oportunidade de o País poder colher a experiência de especialistas da região da SADC na resposta a situações de emergência.

O director-geral do Instituto Nacional de Meteorologia, Adérito Aramuge, falou dos desafios da instituição na garantia da eficácia da previsão climática e do investimento do Governo no sector.

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Moçambique vai receber 20 milhões de Euros, mais de 1.3 mil mihões de Meticais para o reforço do apoio militar ruandês que opera na província de Cabo Delgado, devido ao terrorismo. O apoio foi aprovado há dias no âmbito do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz.

“Este apoio permitirá a aquisição de equipamento pessoal e cobrirá os custos relacionados com o transporte aéreo estratégico necessário para apoiar a projecção ruandesa em Cabo Delgado”, refere a Agência de Informação de Moçambique, que cita um documento a que teve acesso.

Este destacamento teve início em Julho de 2021, a pedido das autoridades moçambicanas, para apoiar a luta contra o terrorismo em Cabo Delgado.

“A presença das tropas da Força de Defesa do Ruanda tem sido fundamental para fazer progressos e continua a ser fundamental, especialmente tendo em conta a recente retirada da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (SAMIM). Esta medida de reforço é um testemunho do apoio da UE às “soluções africanas para os problemas africanos” e, como parte da luta global contra o terrorismo, servirá também os interesses da UE na região”, disse Josep Borrell, Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, citado em comunicado.

O apoio adicional adoptado complementa a medida de assistência paralela, no valor de 89 milhões de euros, às Forças Armadas moçambicanas treinadas pela Missão de Formação da UE (EUTM) Moçambique.

Criado em Março de 2021, o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz visa financiar acções externas da UE com implicações militares ou de defesa, com o objectivo de prevenir conflitos, preservar a paz e reforçar a segurança e a estabilidade internacionais.

Em particular, o EPF permite à UE financiar acções destinadas a reforçar as capacidades de Estados terceiros e organizações regionais e internacionais em matéria militar e de defesa.

Desde Outubro de 2017 que Moçambique, particularmente Cabo Delgado, é alvo de ataques terroristas que já resultaram na morte de mais de quatro mil pessoas e levaram mais de quatro mil a abandonar as suas residências na busca de locais mais seguros.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de solidariedade à sua homóloga da República Unida da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, na sequência do colapso de um edifício, a 18 de Novembro 2024 em Dar-es-salaam, provocando a morte de 23 pessoas e 84 feridos.

Na mensagem, o Chefe do Estado refere que o povo e o Governo da República de Moçambique, com um sentido de choque e tristeza tomaram conhecimento do colapso de um edifício em Dar Es Salaam, que resultou na perda de vidas humanas e feridos.

“Neste momento difícil devido a tragédia, em nome do povo, do Governo e no meu próprio transmito as nossas mais sentidas condolências e simpatia a Vossa Excelência, ao povo da República Unida da Tanzânia e as famílias afectadas. Partilhamos a Vossa dor e os nossos corações e pensamentos estão convosco juntamente com o povo irmão e apraz-nos que, sob a Vossa liderança, equipas de resgate e assistência humanitária estejam a desempenhar a sua missão com diligência e profissionalismo, minimizando o impacto deste trágico acontecimento”, sublinha o Presidente da República.

O estadista moçambicano salienta igualmente que, “augurando uma rápida recuperação aos feridos, queira aceitar, Excelência, cara irmã, os protestos da minha mais elevada consideração e estima pessoal”.

Uma funcionária da saúde está detida, na província de Gaza, acusada de burla com promessas de emprego no Serviço Distrital de Saúde do distrito de Mandlakazi. A indiciada terá conseguido “encaixar” mais de 100 mil Meticais.

A funcionária de saúde detida em Mandlakazi é acusada de cobrar mais 100 mil Meticais em esquemas de facilitação para uma suposta vaga na secretaria do Serviço Distrital de Saúde do distrito de Mabalane.

A indiciada, de 42 anos, está afecta ao sector da saúde há mais de 15 anos e foi denunciada por uma das vítimas do suposto esquema. Entretanto, a detida nega o seu envolvimento no caso.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal, em Gaza, esclarece que o caso se arrasta há mais de oito meses e, para ludibriar a vítima, a indiciada, supostamente, forjou um contrato de trabalho.

Segundo o porta-voz do SERNIC, Zaqueu Mucambe, decorrem  trabalhos investigativos com vista a identificar e neutralizar outros envolvidos no caso.

As autoridades falam de uma “rede de burla” que promete emprego a pessoas que, estando desesperadas, entregam valores na esperança de poder trabalhar.

Nos últimos tempos, há registo de aumento de casos de falsas ofertas de emprego na província de Gaza.

As autoridades alertam para esquemas que, segundo dizem, já vitimaram mais de 10 pessoas, sendo que até ao momento houve sete detidos.

Analistas do “Noite Informativa” afirmam que o apelo do chefe de Estado sobre evitar o uso excessivo da força por parte da Polícia e das Forças de Defesa, durante a contenção das manifestações, é acertado e poderá amainar os ânimos da população. Os mesmos avançam que as acções da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Venâncio Mondlane poderão dificultar o encontro entre os candidatos, a convite de Filipe Nyusi.  

Filipe Nyusi já se tinha referido sobre os danos provocados pelas manifestações, registadas após as eleições gerais, e, novamente, voltou a posicionar-se, nesta terça-feira.

Em comunicação à nação, Nyusi apelou à polícia e as forças de defesa a evitarem o uso excessivo da força, durante a contenção das manifestações, o que, para os analistas do Noite Informativa, poderá ser crucial para amainar os ânimos.

O convite formulado pelo Presidente da República aos quatro candidatos presidenciais é para já uma fórmula acertada, segundo os analistas, entretanto, as acções levadas a cabo pela PGR contra Venâncio Mondlane podem complicar a fórmula de Nyusi em busca do consenso.

Já na perspectiva económica, a comunicação do Presidente da República é um impulsionador dos indicadores macroeconómicos, que, neste momento, estão embaixo da linha  e severamente afectados.

Ademais,  os analistas são da opinião de que o encontro com os candidatos deve acontecer antes do pronunciamento do Conselho Constitucional, a fim de evitar outros contornos das manifestações.

Líderes religiosos, em Inhambane, dizem que a tensão pós-eleitoral que o país vive é resultado da falta de integridade dos políticos. Os religiosos dizem ainda que, mais do que apenas colocar fim às manifestações, o país deve estar verdadeiramente reconciliado.

Os mesmos afirmaram, por outro lado, que a violência que o país vive é uma prova de que a nação nunca esteve totalmente reconciliada.

A presidente do Conselho Autárquico de Homoíne, Jovial Setine, diz que, neste momento, todos devem unir-se pela pacificação do país e deixar de lado as diferenças.

Os intervenientes falavam durante um evento que serviu, outrossim, para galardoar os grupos corais que mais se destacaram nas suas apresentações.

Subiu para três o número de vítimas mortais em consequência de baleamentos perpetrados pela polícia, no Mercado 38 milímetros, em Chimoio. Há, ainda, o registo de 14 feridos, sendo que alguns lutam pela vida no leito hospitalar.

A família de Marlene Wilson, menor de 13 anos alvejada pela PRM na companhia da mãe, mostra-se indignada pelo sucedido. Exige que a haja justiça por esta acção policial que considera desproporcional.

A menor, de resto, entrou nas estatísticas do Hospital Provincial de Chimoio, que já fala de quatro óbitos por baleamento nas últimas 24 horas.

A partir de meados do próximo ano, a cidade de Nampula contará com um novo mercado de peixe ampliado e modernizado. A edilidade iniciou, também, a asfaltagem de algumas estradas que estavam críticas.

O terreno está, com efeito, a ser preparado para acolher as obras de requalificação da parte dedicada à venda de mariscos, no mercado dos Belenenses, na periferia da cidade de Nampula.

O novo mercado do peixe terá bancas, ruas, frigoríficos e locais de lazer, segundo deu a conhecer o edil de Nampula, Luís Giquira.

O projecto será executado em 8 meses, o que significa que, até meados de próximo ano, o local terá um novo aspecto.
O projecto completo será de requalificação de todo o mercado dos Belenenses.

A colocação do asfalto iniciou na semana passada. A edilidade está satisfeita com o desenrolar das obras que estão a cargo de um empreiteiro chinês.

Já na rua de Marrere, faz-se os últimos trabalhos de colocação de sinalização rodoviária e construção de passeios.

Pela primeira vez, a província de Sofala, no Centro do país, está há cerca de oito meses sem registar casos de cólera e diarreias. Acções coordenadas de medidas de prevenção, envolvendo os sectores de educação e obras públicas e as comunidades, são apontadas como estando na origem da redução destes casos.

Este cenário acontece depois de, no espaço de 2023 até medados deste ano, terem sido registados cerca de sete mil casos de cólera.

Apesar de não haver nenhum surto de cólera, actualmente, em Sofala, o sector de saúde apela à observância constante das medidas de higiene individual e colectiva.

Tendo em conta que se está na época chuvosa, o sector de saúde apelou, igualmente, a esforços redobrados nos cuidados a ter com a água e utensílios domésticos e garantiu que está a distribuir cloro e outro produto de purificação de água.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) reúne-se, hoje, 20 de Novembro, em Harare, no Zimbabwe, em Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo. O encontro vai analisar a situação de segurança na região, destacando-se a tensão pós-eleitoral em Moçambique.

A Cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) é responsável pela orientação política global e pelo controlo do funcionamento da Comunidade, sendo, em última análise, o órgão responsável pela formulação das políticas da SADC.

Um comunicado emitido na sede desta organização regional indica que a cimeira será presidida pelo Chefe de Estado zimbabweano, Emmerson Mnangagwa, na sua qualidade de Presidente da SADC, “tendo em vista a actualização da situação política e de segurança na região”.

“A Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC será precedida pela Cimeira Extraordinária da Troika do Órgão da SADC, que será presidida por Sua Excelência a Dr.ª Samia Suluhu Hassan, Presidente da República Unida da Tanzânia e Presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da SADC, e será igualmente antecedida pelas reuniões preparatórias, nomeadamente reunião dos Altos Funcionários da SADC, reunião do Comité Ministerial do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança e reunião do Conselho de Ministros da SADC”, explica o comunicado.

A África do Sul, maior economia da SADC, fechou a sua fronteira com Moçambique em diversas ocasiões, demonstrando a preocupação do Governo de Cyril Ramaphosa com a instabilidade no país vizinho de língua portuguesa.

Segundo a Associação de Transporte e Ferrovia da África do Sul, citada pela “DW”, o encerramento da fronteira custava à economia sul-africana pelo menos 10 milhões de rands por dia.

A crise em Moçambique também pode impactar significativamente os países vizinhos sem acesso ao mar, como a Zâmbia, o Malawi, o Congo e o Zimbabwe, que dependem fortemente dos portos moçambicanos para as suas importações e exportações.

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