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As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) contam, a partir de agora, com novos militares habilitados para integrar as forças de comandos, na sequência do encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na cidade de Nacala, província de Nampula.

O curso teve como objectivo dotar os militares de conhecimentos e técnicas específicas para o cumprimento de missões que exigem elevado nível de preparação física, táctica e psicológica.

Durante a cerimónia, que contou com a presença de altas patentes militares e outras entidades, os formandos participaram em actos protocolares e demonstraram parte das competências desenvolvidas durante a formação.

A cerimónia de encerramento foi marcada por demonstrações de disciplina e preparação militar, com os novos comandos a exibirem as capacidades adquiridas ao longo do processo de formação.

A conclusão do 31.º Curso de Comandos representa mais uma etapa no processo de preparação das FADM para responder aos desafios de defesa e segurança do país, particularmente em contextos que exigem unidades com capacidade de actuação especializada.

 

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já está em Israel, para a libertação dos reféns, na Faixa de Gaza, sob o acordo de cessar firmado entre Israel e Hamas. 

Segundo a CNN, ao embarcar para a viagem, Trump afirmou que “a guerra acabou”. Falando a bordo do avião Air Force One, Trump disse que o cessar-fogo será mantido e que um “conselho de paz” deverá ser rapidamente estabelecido para Gaza. 

 Trump também elogiou o papel do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do Qatar.

Sara Costa, João Borges de Oliveira, Eduardo Tchandja, e o ensaísta e crítico literário moçambicano, Francisco Noa, são alguns dos rostos do VIII Festival Internacional de Poesia (FIP) em Moçambique, que se realiza de 20 a 25 de Outubro, na província de Gaza.

Moçambique acolhe a oitava edição do Festival Internacional de Poesia, um evento que contará com nomes sonantes da Literatura. De Portugal, a escritora Sara Costa e o escritor João Borges de Oliveira, de Angola, o poeta Eduardo Tchandja, do Brasil, a pesquisadora e ensaísta actualmente radicada em Moçambique, Suely Vasconcelos, de Moçambique, o ensaísta e crítico literário, Francisco Noa, o ensaísta e pesquisador, Alberto Mathe, o ensaísta e pesquisador, Aurélio Ginja, o ensaísta e pesquisador, José dos Remédios.

Ainda de Moçambique, o evento contará com a presença da poeta Hera de Jesus, o poeta Léo Cote, o escritor e cineasta, Alex Dau, o escritor Jorge de Oliveira, o escritor Dragon bee Yoni, o sociólogo Elísio Macamo, o poeta Fernando Absalão, o escritor e editor Jessemusse Cacinda, e entre outros.  

Os convidados juntam-se ao elenco da Xitende, composto por diversos escritores tais como: o Almeida Cumbane, o Acácio Massingue, a Begnen Zaqueu, a Deusa d’África, o Dom Midó das Dores, o Edson Pereira, o Elísio Miambo, o Estevão Zitha, o Jordão Domingos, o Lahissane, a Matilde Matema, o Mbalapala, o Mupfana wa Xithokozelo, o Otildo Justino Guido, e músicos como Adérito Luis, Bartolomeu Hassane e Marcos de Aurora.  

Associação Xitende realiza esta oitava edição no presente ano em que celebra seus 29 anos de existência e continua firme na sua visão de ser um veículo de dinamização e divulgação da Literatura

O Presidente da República, Daniel  Chapo, apelou este domingo à união, reconciliação e  perdão entre os moçambicanos, sublinhando que o diálogo nacional  em curso “não é um diálogo político, é diálogo entre irmãos  moçambicanos, é diálogo para o desenvolvimento”. O Chefe do  Estado falava durante as cerimónias do 25.º aniversário da fundação  do Ministério Evangelho em Acção (MEA), realizadas no distrito de  Matutuíne, província de Maputo.

Na sua intervenção, Daniel Chapo começou por expressar  gratidão a Deus pela vida e pela oportunidade de partilhar a  celebração com os fiéis do MEA. 

“Quero em primeiro lugar agradecer a Deus, que nos permitiu estar  aqui hoje, porque temos muitos irmãos no mundo que podiam estar  connosco hoje, mas não puderam estar porque Deus assim quis. E nós  estamos vivos e aqui presentes não porque somos mais espertos, não  porque somos mais inteligentes, é pura e simplesmente pela graça de  Deus”, afirmou. 

Criado a 9 de Outubro de 2000, o MEA celebrou um quarto de século  de existência sob o lema de fé, missão e serviço à comunidade. O  Chefe do Estado elogiou a dedicação da igreja, destacando o seu  papel na promoção da paz espiritual e social em Moçambique. 

O Presidente recordou aos fiéis que a Bíblia deve ser o  guia da vida cristã e da convivência entre os moçambicanos. “Quero  relembrar aos membros do MEA que o seu guia da vida é a Bíblia  Sagrada. E todos nós que cremos em Deus e como cristãos é o nosso  guia”, afirmou, antes de ler uma passagem do livro de Josué, que  inspirou a principal mensagem do seu discurso. 

“Depois que Moisés, servo do Senhor, morreu, o Senhor falou a Josué,  filho de Num, dizendo: Moisés, meu servo, está morto. Prepare-se  agora e passe este rio Jordão […]. Seja forte e corajoso, porque você  fará este povo herdar a terra sobre o juramento que prometi dar aos  pais dele […]. Não cesse de falar deste livro de lei […]. Então você  prosperará e será bem-sucedido”, leu o Chefe do Estado.

Inspirando-se nesta passagem, o estadista moçambicano comparou a  travessia do povo de Israel à libertação de Moçambique do domínio  colonial. “Tal como Moisés, que foi um líder escolhido por Deus para  resgatar e salvar o povo de Israel do Egipto, nós como moçambicanos  também passamos pelo mesmo período […]. Fomos colonizados e  vivíamos também a escravatura”, observou, sublinhando que Deus  continua a realizar milagres na história dos povos. 

O Presidente da República destacou que a caminhada rumo ao  desenvolvimento requer fé, coragem e tolerância, mesmo perante as  divergências. “Entre nós, moçambicanos, também temos esse tipo de  pessoas [que duvidam]. Mas é nossa tarefa, nós que cremos em Deus,  não abandonar essas pessoas. Moisés não abandonou o seu povo,  mesmo aqueles que murmuravam, continuou com eles”, afirmou,  defendendo uma liderança inclusiva e paciente. 

Além disso, o governante reforçou que o diálogo nacional representa  um caminho de comunhão e esperança, não de confronto político.  “De coração aberto e franco, sem ódio, sem violência, mas em  harmonia, em paz e comunhão entre irmãos […], porque está escrito  que a grande mensagem que Cristo deixou é: Amai-vos uns aos  outros”, declarou, apelando à consolidação da paz e à reconciliação  entre moçambicanos. 

No encerramento do seu discurso, o Chefe do Estado encorajou os  fiéis a manterem a oração e a fé como instrumentos de  transformação. 

O Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG)  está a   corrigir  falhas detectadas  no sistema de abastecimento do precioso líquido na cidade de Pemba, inaugurado há cerca de um ano depois de obras de reabilitação e ampliação.

Segundo revelou o director do FIPAG em Pemba, Eugénio Matsinhe, “o abastecimento de água em Pemba ainda não é normal dado que estão em curso trabalhos de testagem do novo sistema, e também está em curso a correcção dos defeitos verificados durante a construção do sistema “.

Além de defeitos no sistema, o FIPAG não está a conseguir aumentar a produção de água devido à suposta redução de níveis dos lençois freáticos nas áreas onde foram abertos os furos de água.

“Actualmente temos vinte e dois furos de água que já não poroduzem muita via devido a mudanças climáticas que reduziram consideravelmente o níveis do lençol freático, estando a produzir cerca de dezoito mil metros cúbicos por dia e Por isso foi lançado um concurso para abertura de mais seis furos para aumentar a quantidade de água produzida”, anunciou Eugénio Matsinhe 

Devido aos defeitos detectadas no sistema e a fraca capacidade de produção de água, o abastecimento do precioso líquido a cidade de Pemba está a ser feito de forma condicionada.

“Neste momento estamos a abastecer a água  de forma escalonada por zonas ou  bairros por onze horas por dia”, justificou Eugênio Matsinhe.

A população de Pemba está agastada com o FIPAG e actualmente consome água imprópria retirada de poços tradicionais.

“Em minha casa não sai água desde de Abril deste ano, mas todos meses recebo facturas. Agora bebemos água suja dos poços onde passamos quase todo dia para conseguir pelo menos uns vinte litros de água. E esse poços também estão a secar. E depois dizem que apanhamos cólera por causa da falta de higiene, enquanto o problema é mesmo a falta de água potável”, reclamou Ngamu Nfalume, residente de Pemba.

O projecto de reabilitação e ampliação do sistema de abastecimento de água de Pemba que começou em 2019 e  compreendeu abertura de vinte  furos de água, construção de uma nova estação de tratamento, três centros distribuidores e cerca de 170 quilómetros de rede de distribuição, previa aumentar a capacidade de produção de 10 mil  para 30 mil metros cúbicos de água por dia e aumento do horário da abastecimento de 6 para 16 horas por dia, mas até hoje a cidade continua a registar uma grave  crise de água potável.

O governador de Cabo Delgado manifestou a vontade de ver o grupo armado a participar no Diálogo Nacional Inclusivo que é visto como uma oportunidade ímpar para por fim ao terrorismo na província. A intenção foi apresentada na aldeia Quelimane, em Mocímboa da Praia, um dos distritos mais afectados pelo terrorismo.

“Agora temos a oportunidade com esse Diálogo Nacional Inclusivo  de trazermos aqui para vermos onde está o problema. Se há quem se acha que está ferido com alguma coisa, então é o momento de haver esse diálogo nacional, em que todos moçambicanos, se forem moçambicanos, tragam esses assuntos à mesa para serem compreendidos e se encontramos um meio para que todos estejamos unidos, todos estejamos a falar de Moçambique em Desenvolvimento e todos possamos nos sentir como moçambicanos. E se são estrangeiros, então aí vamos descobrir que a situação que está acontecer no nosso país, e aqui  na nossa província em particular,  não é com moçambicanos, é com estrangeiros. Então aí o tratamento também vai ser outro, mas sempre convidando para poderem vir à mesa para ouvirmos para deixarem de pôr a nossa população em sofrimento”, apelou Valige Tauabo, governador de Cabo Delgado.

Além de assassinatos e destruição de bens públicos e privados, o governador de Cabo Delgado mostrou-se preocupado com o grupo armado por supostamente estar a obrigar as pessoas a seguirem o Islão.

“Temos a nossa constituição e todos aqueles que têm as suas religiões diferentes cabem neste país. Cada um exerce a sua religião a vontade e nunca houve problema. Isso não é de agora, vem desde a independência e nunca tivemos problemas. Cada religião tem a sua forma de convidar crentes ou seguidores e nunca foi problema, mas hoje quando se traz uma outra forma então traz-nos uma instabilidade”, criticou dirigente.

Pela primeira vez, militares juntaram-se, neste sábado, aos manifestantes que desde 25 de setembro realizam protestos em Madagáscar, inspirados pelos movimentos juvenis da Geração Z no Quénia e no Nepal.

As manifestações, que começaram devido à falta de água e eletricidade, evoluíram para um movimento mais amplo de contestação, tornando-se o maior desafio ao governo do Presidente Andry Rajoelina desde a sua reeleição em 2023.

Neste sábado, tropas de uma unidade do exército que ajudou Rajoelina a chegar ao poder durante o golpe de 2009 apelaram aos colegas militares para que desobedecessem às ordens superiores e se unissem aos protestos liderados por jovens, segundo reportaram os meios de comunicação locais.

A unidade de elite CAPSAT, protagonista na ascensão de Rajoelina, fez um apelo público inédito à solidariedade com os manifestantes que exigem a demissão do presidente.

Em resposta, os altos responsáveis das forças armadas, incluindo o Chefe do Estado-Maior e um alto funcionário do Ministério das Forças Armadas, encorajaram os soldados a priorizar o diálogo e a reflexão.

Imagens transmitidas pela imprensa mostraram dezenas de militares a deixarem o quartel para acompanhar milhares de manifestantes até à Praça 13 de Maio — local simbólico de várias revoltas políticas — que se encontrava interdito e fortemente vigiado durante os protestos.

Posteriormente, o Chefe do Estado-Maior, General Jocelyn Rakotoson, fez uma declaração pública pedindo à população que “ajude as forças de segurança a restaurar a ordem através do diálogo” e apelou aos líderes religiosos para que “intervenham na mediação da crise que o país enfrenta”.

Os manifestantes reclamam a renúncia de Rajoelina, um pedido de desculpas ao povo e a dissolução do Senado e da comissão eleitoral.

Na semana anterior, o presidente dissolveu o seu gabinete e nomeou um novo primeiro-ministro.

De acordo com as Nações Unidas, os protestos já causaram a morte de pelo menos 22 pessoas e deixaram 100 feridos, embora o governo malgaxe conteste esses números. Rajoelina afirmou esta semana que as vítimas mortais somam 12.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, uma tarifa adicional de 100% sobre todos os produtos chineses.

A decisão surge em resposta ao aumento dos controles de exportação e terras raras  elementos fundamentais para a fabricação de eletrônicos por parte de Pequim

A tarifa adicional de 100% sobre todos os produtos chineses anunciada por  Donald Trump soma-se aos 30% em vigor e deverá começar até o dia 1º de Novembro.

A imposição de controles de exportação dos Estados Unidos será sobre os softwares.

A decisão representa uma nova escalada nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo e levou à queda imediata das bolsas de valores, segundo investidores.

Economistas temem que com o agravamento da disputa, o encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para o fim deste mês na Coreia do Sul, pode ser cancelado.

O Burkina Faso recusou-se a receber migrantes deportados dos Estados Unidos da América e justificaram que a proposta não está de acordo com os interesses do país e ofende ao povo.

 

A rejeição das autoridades de Burkina Faso da recepção de migrantes foi confirmada pelo governo, que classificou a proposta dos Estados Unidos da América como indecente e ofensiva à dignidade do povo.

Segundo o governo de Burkina Faso, a proposta partiu da administração de Donald Trump e incluía o envio de cidadãos deportados de outros países.

Aliás, a junta no poder no Burkina Faso denunciou, também, o que considera chantagem por parte dos Estados Unidos da América, que suspenderam a emissão de vistos a cidadãos do país africano, depois da recusa do mesmo em aceitar migrantes expulsos por Washington.

A Embaixada dos Estados Unidos da América na capital do Burkina Faso explicou, num comunicado, que há uma pausa temporária de todos os serviços de vistos, incluindo vistos para migrantes, turistas, empresários, estudantes, intercâmbio e a grande maioria de outras categorias não migratórias.

De acordo com o comunicado diplomático, os requerentes de visto afectados foram informados sobre o cancelamento de marcações.

O mais recente relatório da Organização Internacional para as Migrações alerta para a intensificação do terrorismo, que obrigou a quase 40 mil pessoas a fugirem das suas casas, entre Setembro passado e Outubro corrente, nas províncias de Cabo Delgado e Nampula.

O novo grupo de deslocados resultou da escalada de ataques terroristas e da crescente insegurança causada por insurgentes na região norte do país. Segundo o relatório da Organização Internacional para as Migrações há uma crescente crise humanitária. 

Dados da instituição indicam que, de 22 de Setembro último a 6 de Outubro corrente, houve aproximadamente 40 mil deslocados, o equivalente a mais de 12 mil famílias afectadas. 

Em Mocímboa da Praia, mais de 26 mil pessoas fugiram dos bairros 30 de Junho e Filipe Nyusi, onde ocorreram pelo menos dois ataques com registo de mortos.

Em Balama, cinco mil pessoas abandonaram as localidades de Mavala e Mpake.

Em Montepuez, cerca de quatro mil pessoas abandonaram as zonas de Mararange, Mirate e Nacololo. Em Chiúre, houve mais de mil deslocados provenientes das comunidades de Mazeze e Murocue.

Outros distritos de Cabo Delgado também registaram fugas em algumas comunidades, pese embora em menor escala. 144 pessoas deslocaram-se de Nangade, 121 de Macomia e 66 de Muidumbe. 

A Organização Internacional para as Migrações aponta igualmente para fugas em duas comunidades em Nampula.

Recentes ataques no distrito de Memba forçaram dois mil pessoas a deixarem as aldeias de Chipene e Necoro, tendo a maioria procurado refúgio no distrito vizinho de Eráti. 

A situação reforça o apelo de organizações humanitárias para uma resposta urgente e eficaz, tanto nacional quanto internacional, perante o aumento de deslocados no norte de Moçambique.

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