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O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, diz que está a ser vítima de perseguição política instalada na Procuradoria Provincial da Zambézia, que vive entulhando processos atrás de processos ao conselho municipal por si dirigido. A prova viva, segundo disse, é o caso das ilhas de Protecção das ciclovias, que a procuradoria mandou demolir sem ouvir o município.

Manuel de Araújo, edil de Quelimane, quebrou o silêncio e decidiu falar sobre o caso das ciclovias na urbe que dirige. Recorde-se que a Administração Nacional de Estradas (ANE), o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) e a Polícia de Trânsito (PT) elaboraram um relatório que reprova a execução das obras de ciclovias e ilhas de Protecção, por entender que perigam o trânsito rodoviário. 

O mesmo relatório deu entrada à procuradoria, que de forma imediata mandou demolir a infra-estrutura sob pena de incorrer ao crime de desobediência. De Araújo entende que não faz sentido a decisão daqueles sectores, incluindo da procuradoria, por entender que as mesmas instituições nunca aproximaram a edilidade para manifestar o seu desagrado.

“Eu acho que existe um princípio de colaboração entre instituições, onde nós esperávamos que viessem dizer onde não concordam com o andamento do projecto. O que nós recebemos foi uma notificação, em tom de ameaça, dando conta de que, dentro de cinco dias, se o município não entregar o projecto à procuradoria, incorrerá no crime de desobediência”, disse Manuel de Araújo, questionando se é assim que se procede. No entanto, fez saber que “nós cumprimos, entregamos o projecto e, no dia seguinte, recebemos da procuradoria provincial um outro processo que dizia que nós deveríamos provar que o processo de contratação foi visado pelo Tribunal Administrativo. Porque assim foi, tratamos de submeter o processo à procuradoria, mas no fim recebemos a intimação para destruir a obra feita sem sermos ouvidos”, disse o edil.

Manuel de Araújo lembrou que, na República de Moçambique, que é um Estado de Direito Democrático, existe o direito ao contraditório: “Se a procuradoria diz que é o garante da legalidade, ela própria deve pactuar por cumprir normas e não ameaçar as outras instituições. Estávamos à espera que a procuradoria viesse até nós para explicarmos o que é que está no projecto que ainda não terminou; ela não percebeu o projecto e vem com intimações.”

Manuel de Araújo diz que está a ser vítima de perseguição política instalada na procuradoria provincial da Zambézia, que, segundo explicou, vive entulhando processos atrás de processos ao conselho municipal por si dirigido. A prova viva, segundo disse, é o caso das ilhas de Protecção das ciclovias, que a procuradoria mandou demolir sem ouvir o município. “Eu não tenho na minha mesa mais de 25 intimações vindas da procuradoria. Parece-me que lá há uma secção cuja tarefa é só trabalhar com o nosso município. A pergunta que não se cala é: quantas intimações a procuradoria tem em relação aos municípios do Gurué, Milange e Mocuba? Eu ando em todos os municípios; as infrações que são enviadas para nós estão a acontecer nestes municípios, e quando procuramos saber, a resposta que ouvi nos bastidores é de que a procuradora dos assuntos difusos não tem carro e, por isso, não consegue ir a outros municípios. Logo, para justificar o seu salário, deve nos entulhar de processos. Eu acho que a justiça não pode ser assim; isso não é democracia. Deve haver o dever de colaboração entre as instituições e haver princípio de contraditório”, disse Manuel de Araújo.

O edil foi mais longe ao acusar a procuradoria de estar a agir por um comando partidarizado. “Age sobre impulso partidarizado. Deixem-nos governar, e se a procuradoria quiser governar Quelimane, nós vamos entregar as chaves para que eles venham governar e nós vamos passar para a procuradoria, trocamos de posição; caso contrário, deixem-nos trabalhar e, no fim, julguem-nos”, terminou.

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Thiago Silva já se encontra na Invicta. Em visita ao Estádio do Dragão, juntamente com o antigo colega Rubens Júnior, o defesa central brasileiro deixou claro o que os adeptos do FC Porto podem esperar desta sua passagem.

“Compromisso, respeito pela camisola e muito trabalho. Almejamos sempre os títulos, mas é uma coisa que fica muito distante do que podemos fazer. O que podemos fazer é trabalhar para os poder alcançar. Isso é o que os adeptos mais querem”, começou por afirmar, num vídeo publicado nas redes sociais do clube.

“Já fazem três ou quatro anos que o FC Porto não conquista o campeonato nacional, então o meu sonho é conquistá-lo. Espero que consigamos manter o nível exibicional que a equipa conseguiu na primeira volta”, acrescentou o jogador de 41 anos.

Sobre o seu regresso, considerou o seguinte: “Há uma história que não foi fechada e agora temos tudo para a fechar da melhor maneira possível”, disse.

Recorde-se que o defesa assinou um contrato válido até ao final da presente época, com mais uma de opção.

Munícipes da cidade de Tete pedem a colocação de lombas e valas de drenagem  na via que parte do FIPAG a Terminal do Bairro Azul inaugurado recentemente no bairro Chingodzi, centro da cidade. A população defende que as medidas vão garantir maior segurança rodoviária e durabilidade da estrada.

Trata-se de uma estrada pavimentada de cerca de um quilômetro e meio, inaugurada recentemente pela edilidade na última quarta-feira, que vai de certa forma aliviar a transitabilidade de automobilistas e peões no bairro Chingodzi.

Até porque para alguns munícipes, circular no troço que liga o FIPAG ao terminal do bairro Azul era um verdadeiro martírio, devido ao mau estado da via.

“Porque nós sempre queremos que as nossas estradas estejam bem, mas por outro lado também, queremos que façam estradas que vão para o mercado. Mas nós estamos a gostar muito do trabalho deles”, disse Tomé Santos, um dos munícipes.

Por seu turno, João Evaristo, outro munícipe, recorda de como era a estrada antes da sua reabilitação. “Há muito tempo estava cheio de buracos, daqui para aqui tinha que prestar muita atenção na viatura, mas por agora, assim, vamos ver o que podemos fazer, mas vai marcar sempre a diferença”, considerou.

Já Osvaldo Manhiça, diz que antes da reabilitação a via estava cheia de poeira e eram obrigados a reduzir a velocidade. “Pese embora que é bom o estado actual, mas também, acabamos reduzindo um bocado as condições, as covas”, disse.

Apesar de mostrarem-se satisfeitos com a pavimentação da via, alguns munícipes dizem estar preocupados com a falta de colocação de lombas e de construção de valas de drenagem.

É tal como diz Tomé Santos, que apela a quem de direito para que atenda as preocupações da população. “A única coisa que nós queríamos era que, pelo menos, tivesse uma vala, que é para a passagem de água de outro lado, e também acho que corre muita água aqui. Estamos a sentir cheiro de muita morte, porque ali é curva contra curva. Já imagina, depois das pessoas voltarem da diversão, o pior pode acontecer, taxistas, então o que eu posso pedir mesmo é que metam lombas, muito mais antes das curvas”, disse.

Tomé Santos fez o pedido directo ao presidente do Município de Tete para que o processo de colocação de lombas seja breve.

Por sua vez, o edil de Tete, César Carvalho, afirmou que a pavimentação da estrada integra os planos de melhoramento das vias de acesso da edilidade. Questionado sobre a não inclusão de valas de drenagem e de lombas no projecto, Carvalho classificou a situação como um mal menor.

“É um mal menor e é um mal que está ao nosso alcance. Agora fizemos a parte essencial, que é a estrada. Realmente que as lombas poderão aparecer, que é um trabalho que não é pesado, é um trabalho mais ligeiro de se fazer e se pode fazer”, confirmou César de Carvalho.

O edil de Tete confirmou ainda que a estrada ora inaugurada custou cerca de 28 milhões de Meticais aos cofres do município.

Segundo César de Carvalho, o Município de Tete tem em manga um projecto de melhoramento de cerca de quatro quilómetros da via que liga Canongola ao Mercado Kwachena, ainda este ano.

Organização da sociedade civil Kóxukhuro, com sede na cidade de Nampula, diz que morreram 38 pessoas nos confrontos entre a Polícia da República de Moçambique e os garimpeiros, no distrito de Mogovolas. A organização relata ainda terem havido 13 feridos devido aos confrontos.

A acusação foi feita esta segunda-feira, em conferência de imprensa, após a Polícia da República de Moçambique ter anunciado a morte de sete pessoas durante um confronto entre a corporação e garimpeiros ilegais no regulado de Maraca, posto administrativo de Yuluti, distrito de Mogovolas em Nampula.

Segundo a Kóxukhuro, os números partilhados  pela polícia não correspondem à realidade no terreno, tendo afirmado que os números de mortos é de 38 pessoas, para além de outras 13 que ficaram feridos.

A organização da sociedade civil afirma que as vítimas mortais não possuíam cartões partidários, contrariando informações anteriormente divulgadas pela PRM, segundo as quais haviam membros de partidos políticos da oposição em Moçambique, com destaque para o delegado do PODEMOS naquele distrito.

Por outro lado, a organização Kóxukhuro garante que já está a recolher provas com vista à responsabilização criminal dos agentes  alegadamente envolvidos.

A nossa equipa de reportagem contactou a Polícia da República de Moçambique para reagir a estas novas informações, mas até ao fecho desta edição, na noite desta segunda-feira, não se mostrou disponibilidade.

No entanto, em contacto telefónico o Chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial reiterou os números de mortos anunciados na semana passada, nomeadamente de sete pessoas.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa considera que Alfredo Cepeda Gamito, falecido domingo último em Maputo, vítima de doença, foi uma figura ímpar da história política, administrativa e parlamentar de Moçambique, cuja partida deixa um vazio difícil de preencher nos corações de todos quantos com ele privaram, aprenderam e caminharam.

Em mensagem emitida esta segunda-feira, dia 5, por ocasião do infortúnio, Talapa acrescenta que Alfredo Gamito foi mais do que um servidor público exemplar. ʺFoi um homem de rara nobreza de espírito, dotado de uma humanidade profunda, de uma escuta atenta e de palavras sempre sábiasʺ, disse, vincando que Gamito distinguia-se pela serenidade, pelo equilíbrio e pela capacidade de trilhar caminhos iluminados, mesmo nos momentos mais difíceis e exigentes da vida institucional e política moçambicana. A sua presença inspirava confiança, respeito e admiração.

Segundo a Presidente da Assembleia da República, ao longo do seu percurso, como Ministro da Administração Estatal, Governador da Província de Nampula e Deputado da Assembleia da República, onde cumpriu com dedicação e honra três Legislaturas, tendo sido Presidente da Comissão de Administração Pública e Poder Local, Alfredo Gamito deu um contributo indelével à edificação do Estado Moçambicano. 

ʺServiu o nosso País com elevado sentido de missão, deixando marcas profundas tanto no sector público como no sector privado, sempre orientado pelo bem comum e pelo interesse nacionalʺ, afirmou a Presidente Talapa para quem teve o privilégio de trabalhar lado a lado com Alfredo Gamito no Parlamento moçambicano, onde a sua memória permanecerá viva. 

ʺNa Assembleia da República será sempre recordado como uma daquelas pessoas raras, permanentemente disponíveis para ajudar a quem quer que fosse, sem distinções, com humildade e generosidade. O seu contributo para a elaboração e aprovação de Leis estruturantes do País, com particular destaque para aquelas que reforçaram e dignificaram o funcionamento da Administração Pública e o aprofundamento e consolidação da democracia multipartidária, constitui um legado duradouro para as gerações presentes e futurasʺ, frisou Talapa.

ʺEm nome da Assembleia da República e em meu nome pessoal, endereço à Família Gamito as mais sentidas condolências, partilhando a vossa dor neste momento de luto e recolhimento, e desejando que encontrem conforto na certeza de que Alfredo Gamito vive para sempre na obra que deixou e no bem comum que semeouʺ, sublinhou Talapa, asseverando que ʺparte um grande homem, mas permanece a sua obra, o seu exemplo e a sua lição de humanidade. O seu nome está inscrito na história de Moçambique e gravado na memória colectiva como alguém profundamente respeitado e admirado pela sociedadeʺ.

A decisão sobre a demissão de Ruben Amorim foi tomada esta segunda-feira, na sequência da ‘bombástica’ conferência de imprensa que se seguiu ao empate a uma bola entre Manchester United e Leeds United.

O Manchester United avançou, ao início da manhã de segunda-feira, para o despedimento de Ruben Amorim, na sequência da ‘bombástica’ conferência de imprensa levada a cabo pelo próprio, após o empate a uma bola concedido na deslocação a Elland Road, perante o Leeds United.

A notícia foi, inicialmente, avançada pelo portal The Athletic, e, entretanto, oficializada pelo próprio clube, em forma de comunicado emitido através das plataformas oficiais, depois de ter sido comunicado ao treinador português pelo director de futebol, Jason Wilcox (com quem mantinha, alegadamente, uma relação degradada, por conta da política de contratações) e pelo director executivo, Omar Berrada.

“Ruben Amorim abandonou o seu papel enquanto treinador principal do Manchester United. Ruben foi contratado em Novembro de 2024, e conduziu a equipa a uma final da Liga Europa, em Bilbau, em Maio”, pode ler-se, referindo-se à derrota sofrida perante o eterno rival, o Tottenham, por 1-0.

“Com o Manchester United a ocupar o sexto lugar na Premier League, a liderança do clube tomou, relutantemente, a decisão de que é a altura certa para levar a cabo uma mudança. Isto vai dar à equipa a melhor oportunidade da mais elevada posição na Premier League. O clube agradece ao Rúben pelo seu contributo, e deseja-lhe o melhor para o futuro”, completa.

Será, de resto, já Darren Fletcher, ‘lenda viva’ do clube e actual treinador dos sub-18, a assumir o leme da equipa principal, já na próxima quarta-feira, pelas 22h15 (hora de Maputo), aquando do embate da 21.ª jornada do principal escalão do futebol inglês, perante o Burnley, no Turf Moor.

A notícia original acrescenta que o contrato que une ambas as partes não contempla qualquer tipo de cláusula de rescisão, o que significa que, salvo acordo em contrário, os red devils terão mesmo de pagar ao ex-Sporting a totalidade dos ordenados aos quais este teria direito, até Junho de 2027.

Milhões ao Sporting e confiança de Sir Jim Ratcliffe de nada valeram

Ruben Amorim, recorde-se, chegou ao Manchester United em Novembro do passado ano de 2024, proveniente do Sporting, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros. Na altura, foi-lhe confiada a tarefa de reconduzir o clube rumo a troféus, na sequência da (pouco feliz) passagem de Erik ten Hag por Old Trafford.

Por entre altos e baixos, o treinador português acabou por nunca conseguir afirmar-se como figura unânime junto da sempre ‘feroz’ imprensa desportiva britânica. Ainda assim, no passado mês de Outubro, recebeu uma mensagem de confiança por parte do co-proprietário do clube, Sir Jim Ratcliffe. 

“Não teve a melhor das temporadas, mas precisa demonstrar que é um bom treinador a três anos. Às vezes não compreendo a imprensa. Querem que o Ruben tenha sucesso do dia para a noite. Pensam que é como um interruptor. Que carregam no interruptor e são tudo rosas”, atirou, no podcast The Business.

No entanto, aquilo que era para serem três anos, viraram… três meses. Ruben Amorim deixa o Manchester United na sexta posição da Premier League, isto, já depois da eliminação da Taça da Liga, perante o Grimsby Town, do quarto escalão, logo na segunda ronda (e antes da entrada em cena na Taça de Inglaterra).

Afinal, o que disse Ruben Amorim?

O mal-estar entre Ruben Amorim e Manchester United ficou à vista de todos, na tão badalada conferência de imprensa pós-Leeds United: “Eu sei que vocês [jornalistas] recebem informação selectiva sobre tudo. Eu vim aqui para ser o manager [treinador-gestor com uma influência mais abrangente] do Manchester United, não para ser  treinador. Isso é claro”, disse na conferência de imprensa.

“Eu sei que o meu nome não é Conte, Mourinho ou Tuchel, mas sou o manager do Manchester United e assim vou continuar a ser por mais 18 meses ou até quando a direcção decidir mudar. Portanto, é esse o meu ponto e vou finalizar isso. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até que outra pessoa ocupe o meu lugar”, começou por afirmar.

“Vou ser o manager desta equipa, não apenas o treinador principal. Fui muito claro. Isto vai acabar dentro de 18 meses e toda a gente vai seguir em frente. Esse foi o acordo e o meu trabalho não é ser só treinador. Se as pessoas não sabem lidar com Gary Neville ou qualquer outro crítico, temos de mudar o clube”, prosseguiu.

“Só quero dizer isso. Vim para cá para ser o manager e todo os departamentos precisam de fazer o seu trabalho que eu faço o meu por mais 18 meses”, rematou, nas últimas palavras antes do ‘adeus’ com um registo de 24 vitórias, 18 empates e 21 derrotas ao cabo de 63 jogos oficiais, em todas as competições.

Em apenas 30 dias, o Aeroporto de Vilankulo recebeu mais de 400 aeronaves, entre voos comerciais e jatos particulares. Calcula-se que mais de 20 mil turistas tenham escolhido o distrito para passar a quadra festiva, numa época que, apesar do grande fluxo de visitantes, está a ser considerada uma das mais tranquilas dos últimos anos.

Vilankulo voltou a provar, sem margem para dúvidas, porque é um dos destinos turísticos mais desejados do país. Ao longo do mês de Dezembro, o aeroporto local recebeu mais de 400 aeronaves, entre voos comerciais e privados, trazendo visitantes de várias partes do mundo que escolheram este pedaço de paraíso para descansar, celebrar e viver experiências únicas.

Imelda Mubai, Directora do Aeroporto de Vilankulo, diz que nesta quadra festiva registou-se um aumento significativo do fluxo de passageiros na urbe. 

“Em 2024 nós tivemos 405, falo de entradas de aeronaves, e em 2025 tivemos 420. Com relação aos passageiros, nós tivemos 3.425 e em 2025 tivemos 4.283. Aí podemos ver que houve um crescimento em termos de número de passageiros que entraram neste aeroporto”, revelou Imelda Mubai que disse ainda que este crescimento reflete da recuperação do sector turístico e da confiança dos viajantes em escolher Vilankulo como destino de férias. 

Para dar resposta a uma procura que não parou de crescer, as autoridades do aeroporto reforçaram equipas e redobraram a organização, de forma a garantir fluxos seguros e eficientes, evitando qualquer tipo de constrangimento para os passageiros.

“Nós sempre temos trabalhado com as entidades todas envolvidas que trabalham neste aeroporto e também temos trabalhado em colaboração com as autoridades competentes na área de segurança, falo da PRM que temos aqui, e outras forças também que trabalham no aeroporto para garantir a segurança dos passageiros”, confirmou Imelda Mubai.

A directora do Aeroporto de Vilankulo disse que durante este período da quadra festiva não tiveram nenhum constrangimento com relação à segurança do próprio aeroporto, “falo também do desaparecimento de bagagem, falo também de atraso de voos”.

Entretanto, a maior fatia dos visitantes chegou por via terrestre e, entre eles, os turistas nacionais destacaram-se como maioria, segundo confirmou Lucas Vilanculos, Director do Turismo em Vilankulo.

“Superamos as expectativas, estamos a falar de um registro de 21.533 turistas nacionais e estrangeiros. Desse número os nacionais superam as estatísticas com 12.347, enquanto que os estrangeiros contamos com 9.226. Sobretudo as casas que estão na costa de Vilanculos, quase todas estiveram cheias”, disse.

Foram milhares as pessoas que elegeram Vilankulo como destino para passar a quadra festiva, enchendo a cidade de vida, cor e movimento. Segundo as autoridades, apesar do elevado fluxo, o período foi considerado tranquilo e sem incidentes de maior registo.

“Este período foi caracterizado por uma relativa calmia no que concerne aos acidentes de viação, não houve registro de acidentes de viação, portanto, no que diz respeito à segurança rodoviária, a província esteve bem, não houve nenhum registro digno de realce. Foi um bom comportamento, não houve situações de vulto que pudessem consistir ou constituir em desordem pública ou cometimento de actos criminais que pudessem manchar o período da quadra festiva”, anunciou Adérito Jaquelina, porta-voz da PRM em Inhambane.

A quadra festiva de 2025 está a ser descrita como uma das mais tranquilas dos últimos anos, um cenário que contrasta com épocas anteriores e que reforça a ideia de que a cidade conseguiu garantir segurança e ordem mesmo com a chegada de milhares de visitantes.

José Chichava diz que Alfredo Gamito deve ser considerado Pai da descentralização, pelo seu contributo na criação de leis específicas, tanto como Ministro da Administração Estatal, quanto como deputado.   

O académico José Chichava substituiu Alfredo Gamito na função de Ministro da Administração Estatal. Chichava diz que seu trabalho foi facilitado pela inteligência de Gamito. 

“Vamos perder a firmeza com que ele defendia a questão da descentralização. Ele foi das pessoas que logo no princípio, por exemplo, quando veio esta questão de  alguma proposta em tempos da Renamo, de fazermos autarquias provinciais.  Ele, portanto, de forma, evidentemente, rejeitou isso, explicou que não tinha absolutamente nenhum sentido em termos de autarquias provinciais”, disse.

Por isso diz que o Ministro Gamito, como carinhosamente o tratava, devia ser considerado Pai da descentralização.  

“Ele, de facto, é das pessoas que deu aquilo que podemos chamar o pontapé de saída na descentralização no país. Porque hoje a lei que nós temos, a 2/97, foi feita, portanto, das mãos dele. Ele é que levou essa lei à Assembleia da República. E acontece uma coisa interessante, que facilitou o meu trabalho. É que quando eu entro, o ministro Gamito vai para o Parlamento para dirigir a Comissão da Administração Pública e Poder Local. Significa que, portanto, todas as propostas que eu poderia ter, propostas de lei, que tinham que ir ao Parlamento, eu tinha já tudo facilitado. Porque eu tinha alguém, primeiro, que vivia os problemas da Administração Pública.  É por isso que foi muito mais fácil, já no meu tempo, aprofundar algumas coisas da descentralização, bem como aprovarmos a lei dos órgãos locais do Estado”, explicou emocionado Chichava.. 

Foi sob sua gestão que houve reformas profundas na administração pública, segundo testemunha o secretário de Estado de Nampula, Plácido Pereira.

“Um grande homem que tinha uma visão sobre a Administração Pública, porque tinha trabalhado a nível local. E isto facilitou a sua actividade quando chega ao cargo de ministro. Posteriormente, quando chefiou a Comissão da Administração Pública e Poder Local na Assembleia da República, facilitava muito a discussão, a compreensão dos projectos de lei que eram submetidos à Administração Pública. Era uma pessoa de trato fácil, era uma pessoa afável e era uma pessoa íntegra”, disse, recordando vários episódios de integridade do finado. Um deles foi: 

“Em algum momento, na altura, os ministros viviam em casas afetas aos ministérios, mas que eram casas da APIE. Houve ministros que passaram estas casas por seu nome e depois compraram. Mas o Sr. Gamito instruiu o Ministério da Administração Estatal  para registrar aquela casa onde ele vivia em nome do Ministério da Administração Estatal”.

Jorge Ferrão, Reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, conta que tinha no Gamito um irmão mais velho e que a família é o legado mais valioso deixado.

“Não existe nada mais importante do que termos valores, vivermos com regras, vivermos com princípios e sabermos de onde viemos. Eu creio que ele fez. Há sempre aquele provérbio que diz que se o rio não sabe onde está a sua fonte, esse rio corre o risco de um dia secar. E para todos nós, se não prestarmos a devida atenção às nossas origens, à origem da nossa família, àquilo que nós transportamos como valor familiar, então nós corremos o risco de nunca ter uma família. E eu acho que o legado, em primeiro lugar, foi ter feito a família. Todo o resto vai ser julgado pela própria sociedade, pela história”.

Como parlamentar, Alfredo Gamito foi mentor de muitos deputados, tal é o caso de Galiza Matos Jr. 

“Alfredo Gamito tinha um domínio muito grande sobre diversas questões deste país, sobretudo a questão da governação local. Vale lembrar que alguma literatura sobre a governação local, alguma legislação ou se não muita legislação, passou pelas mãos dele.

Mas um momento muito interessante que eu tive a oportunidade também de estar com ele  foi aquando da comissão mista, em 2016, junto da actual primeira-ministra, o general Jacinto Veloso, ele próprio e o general Hama thai,  e do outro lado, a Renamo, quando tivemos que fazer o diálogo a nível da comissão mista, dado que estávamos num momento de clivagem em que havia ataques um pouco pelo país. E ali também ele emprestou o seu saber, tal como fez com muito mérito a nível de outras comissões. Este processo que estamos a viver da descentralização, muitas das ideias que estão aí resultam de um trabalho que ele próprio desenvolveu junto de outras pessoas. Portanto, Alfredo Gamito foi uma pessoa que fez, em parte, este país ser o que é hoje”, declarou.

Vários países africanos reagiram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na sequência de um ataque norte-americano à Venezuela. Enquanto África do Sul e Gana condenaram de forma explícita a ação dos Estados Unidos, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA) optaram por posições mais cautelosas. Outros países do continente, entre eles Angola, enviaram mensagens de apoio a Caracas.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira (05.01), a CEDEAO reconheceu o direito dos Estados de combater o crime internacional, mas apelou simultaneamente ao respeito pela soberania e pela integridade territorial da Venezuela, princípios consagrados no direito internacional e na Carta das Nações Unidas.

A organização regional, que integra 12 países, manifestou ainda apoio à posição da União Africana, que defendeu a moderação e o diálogo inclusivo com o povo venezuelano.

Também a União Africana evitou uma condenação direta ao ataque dos Estados Unidos. Num comunicado divulgado na noite de sábado, a organização sublinhou que os problemas internos da Venezuela devem ser resolvidos por via do diálogo. A UA reafirmou o seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, nomeadamente o respeito pela soberania dos Estados, pela integridade territorial e pelo direito dos povos à autodeterminação. A organização pan-africana destacou igualmente a importância da resolução pacífica de litígios, do diálogo e do respeito pelos quadros constitucionais e institucionais, num contexto de cooperação e coexistência pacífica entre as nações.

Já a África do Sul assumiu uma posição mais firme, afirmando, em comunicado, que os acontecimentos “minam a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”.

O Governo do Gana também condenou o “uso unilateral da força” por parte dos Estados Unidos contra a Venezuela, considerando que as declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, “evocam a época colonial e imperialista e estabelecem um precedente perigoso para a ordem mundial”. O executivo ganês apelou ainda à libertação do chefe de Estado venezuelano.

“O Governo do Gana acompanha a situação na Venezuela com grande preocupação e sublinha que tais ataques ao direito internacional, as tentativas de ocupação de territórios estrangeiros e o aparente controlo externo dos recursos petrolíferos têm implicações extremamente adversas para a estabilidade internacional e a ordem mundial”, refere um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil Pinto, revelou nas redes sociais ter recebido mensagens de apoio de vários países africanos, entre os quais Angola, Namíbia, Burkina Faso, Libéria, Chade, Níger, Gâmbia e Burundi.

No sábado, forças militares norte-americanas realizaram um ataque contra a Venezuela, que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, a congressista Cilia Flores. Ambos foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova Iorque, e deverão comparecer hoje pela primeira vez em tribunal, onde enfrentarão várias acusações relacionadas com tráfico de droga e corrupção.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas moderadas a fortes, por vezes localmente fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, a partir do final do dia de hoje, no Norte do país.

Segundo o comunicado, a previsão abrange a província de Nampula, com destaque para os distritos de Moma, Larde, Angoche, Mogovolas, Liúpo, Mogincual, Meconta, Mossuril, Monapo, Nacala, Nacarôa, Memba, Erati, Murrupula, Rapale, Muecate, Mecuburi e a cidade de Nampula.

Em Cabo Delgado, as chuvas deverão afectar principalmente os distritos de Mecufi, Chiúre, Namuno, Balama, Montepuez, Metuge, Ancuabe, Quissanga, Ibo, Meluco, Macomia, Muidumbe, Mocímboa da Praia, Mueda, Nangade, Palma e a cidade de Pemba.

Já na província de Niassa, o INAM indica como mais afectados os distritos de Mecanhelas, Cuamba, Metarica, Mandimba, Maúa, Nipepe e Marrupa.

De acordo com o INAM, as precipitações poderão atingir 30 a 50 milímetros em 24 horas, sendo localmente superiores a 50 milímetros, mantendo-se assim o cenário de chuvas em curso. 

O comunicado acrescenta ainda que se prevê a continuação de chuvas, que poderão ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas, também nas zonas sul e centro do país.

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