A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.
O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar.
O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.
Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos.
O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.
A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária.
Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país.
O edil de Nampula fez mexidas no seu governo e avisa que haverá mais exonerações até acertar a dinâmica que precisa. Num contexto de problemas de mobilidade devido aos buracos nas estradas, Luís Giquira promete intervir, à medida da disponibilidade de meios e dinheiro.
A primeira mexida foi no dia 4 de Março e cessaram funções, dentre outros, os vereadores dos pelouros de Finanças, Planificação e Património e da Educação, Cultura, Juventude e Desportos. Esta quarta-feira, Luís Giquira voltou a fazer mexidas, tendo movimentado o vereador de Salubridade que passa a assumir a pasta de Administração e Recursos Humanos.
O edil de Nampula justifica a medida com a necessidade de imprimir uma nova dinâmica no funcionamento do município, até porque, segundo afirma, alguns funcionários exonerados já estavam cansados.
“Queremos ter um município que responda a visão do presidente e o compromisso que nós assumimos com a nossa população de tudo fazermos para termos uma cidade melhor, com mais água e desenvolvimento”, afirma Giquira, que garante que ainda haverá mais mexidas nos próximos dias.
Enquanto procura calibrar a sua equipa, o dia-a-dia na cidade é um dos maiores desafios. A avenida 25 de Setembro estava muito esburacada e já está em obras, mas há mais vias na cidade esburacadas.
Sobre o problema, Giquira assegura que a edilidade já tem um plano de reabilitação de algumas vias que já foram identificadas. Para essa empreitada, a edilidade está a trabalhar na busca de parceiros para aquisição de equipamentos.
Esta quinta-feira o Município de Nampula e a Universidade Rovuma assinaram um memorando para passarem a trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da cidade, sobretudo na área de Engenharia Civil. A UniRovuma tem cursos de engenharias que poderão ser a base desta relação com o Município de Nampula.
Os membros do Comité Central da Frelimo dizem que, sem comprometer a agenda da reunião do partido, a Sessão do Comité Central deve fazer uma análise realista da situação económica e social de Moçambique.
Entrevistado pouco antes do início da Sessão, Eliseu Machava, antigo Secretário-geral da Frelimo, não ignorou os pontos da agenda publicamente apresentados, mas exortou para que os trabalhos não se limitem à vida interna do partido.
“O Comité Central, como sempre, faz a melhor análise da situação política, econômica e social, e projecta para o futuro aquilo que é o desejo de muitos moçambicanos, que é de ver o país a progredir, ver o país a enfrentar positivamente os problemas, ver o país unido e ver o país a pensar no futuro risonho dos nossos filhos e dos nossos netos.”
Membro do Comitê Central e Chefe da Bancada Parlamentar do Partido na Assembleia da República, Feliz Sílvia, espera que a sessão seja incisiva na estruturação da reunião de quadros.
“O Comitê Central antecede a Reunião Nacional de Quadros, onde já há um debate muito grande sobre o futuro econômico, político, mas também social do nosso país. Nós achamos que este Comitê Central vai se debruçar profundamente sobre a vida econômica, política e social. Em termos de perspectivas nossas, é que saíamos daqui mais focados nos resultados que pretendemos alcançar, mesmo a nível da independência econômica.”
Já o porta-voz do partido, Pedro Guiliche, diz que a quinta sessão é o ponto de partida para a Frelimo começar a perspectivar os resultados almejados nos próximos pleitos eleitorais.
“A Frelimo, desde que termina um processo eleitoral, a sua tradição e a sua prática é preparar-se com vista aos próximos pleitos eleitorais. Portanto, este Comitê Central vai servir para fazer um balanço geral de todo o grau de preparação da Frelimo com vista aos desafios não só eleitorais em 2028 e 2029, mas sobretudo os desafios de como melhor servir o povo moçambicano”
A reunião do Comitê Central iniciou esta Quinta-feira e termina no dia 12 de Maio, Domingo.
O ministério da Saúde libanês actualizou esta quinta-feira para 182 o número de mortos e 890 feridos por uma série de bombardeamentos sem precedentes por parte de Israel, um dia após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão.
O Líbano passou a noite de quinta-feira a remover escombros depois de ataques israelitas terem atingido zonas comerciais e residenciais no centro de Beirute, matando pelo menos 182 pessoas e ferindo outras centenas .
O ataque, é considerado um dos mais fortes desde o início do conflito israelita com o Irão, a 28 de fevereiro, e levou o primeiro-ministro libanes , Nawaf Salam, a anunciar um dia de luto nacional pelas vítimas, nesta quinta-feira.
O bombardeamento ocorreu apenas algumas horas depois de ter sido anunciado um cessar-fogo no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.
Devido ao sucedido, os meios de comunicação social iranianos anunciaram novamente o encerramento do Estreito de Ormuz na quarta-feira, em resposta aos ataques israelitas contra o grupo militante Hezbollah no Líbano.
De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, o fim da guerra no Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo, uma afirmação que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitaram.
O Senado do Congresso Nacional do Brasil aprovou, esta terça-feira, a autorização para a reestruturação de uma dívida de 143 milhões de dólares de Moçambique junto ao Estado brasileiro, num passo considerado determinante para o alívio da pressão financeira externa e para o reforço das relações económicas entre os dois países.
O Acordo insere-se no quadro da cooperação bilateral entre Moçambique e o Brasil, bem como dos esforços internacionais coordenados no âmbito do Clube de Paris e das instituições financeiras multilaterais, visando reforçar a sustentabilidade da dívida dos países em desenvolvimento.
O reescalonamento da dívida consiste na renegociação dos prazos e condições de pagamento, criando condições para que Moçambique cumpra as suas obrigações em períodos mais alargados e com prestações ajustadas à sua capacidade financeira.
Segundo o comunicado do Ministério das Finanças, o acordo de reestruturação traz benefícios mútuos, de entre outros aspectos, prevê o pagamento de uma parcela no prazo de 60 dias após a assinatura do Acordo, seguindo-se o remanescente em dez prestações semestrais, a uma taxa de juro anual fixa de 3,625%, criando, deste modo, condições favoráveis para a gestão das finanças públicas e continuidade dos investimentos prioritários em Moçambique.
“A aprovação, pelo Senado Brasileiro, da proposta de reestruturação da dívida, representa um passo importante no aprofundamento das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e o Brasil, contribuindo para a estabilidade macroeconómica, о reforço da confiança dos parceiros internacionais e a promoção do desenvolvimento económico e social sustentável do país”.
Velhos rivais voltam a defrontar-se e há novos confrontos em vista com o início dos quartos-de-final da Liga Europa em futebol. Braga e FC Porto procuram ganhar vantagem nesta primeira mão, por forma a encarrar a segunda mão com alguma tranquilidade.
A Liga Europa também entra para a fase crucial, com a disputa dos jogos da primeira mão dos quartos-de-final. São quatro jogos que vão definir os semi-finalistas, onde Portugal conta com duas equipas, tal como Espanha e Inglaterra, com Itália e Alemanha a colocarem uma equipa cada nesta fase.
Veja a seguir a antevisão de cada jogo desta primeira mão, feita pela UEFA.com
Braga vs Real Betis
As coisas não pareciam estar a correr bem para o Braga depois de ter perdido fora por 2-0 na primeira mão dos oitavos-de-final, contra o Ferencváros, mas a equipa de Carlos Vicens reagiu com pujança na partida do Minho, onde dois golos de Ricardo Horta inspiraram uma vitória por 4-0 que garantiu a qualificação.
Finalista derrotado desta competição em 2011 (diante do Porto), o Braga começa a sonhar que, desta vez, pode chegar novamente ao jogo decisivo.
Tal como o seu adversário, o Betis também recuperou de uma desvantagem inicial e venceu a segunda mão dos oitavos-de-final por 4-0, derrotando o Panathinaikos por 4-1 no total.
Os finalistas da Liga Conferência da época passada parecem estar em grande forma, e o médio Sofyan Amrabat já sonha com mais uma final: “Espero conseguir voltar a Istambul, porque joguei lá no ano passado com o Fenerbahçe; ir lá com a equipa, disputar a final e vencê-la – esse é o nosso sonho.”
Este é o primeiro confronto oficial entre as duas equipas.
Bologna vs Aston Villa
Estas duas equipas estão a ficar bem familiarizadas uma com a outra na Europa, uma vez que este é o seu terceiro confronto nas duas últimas temporadas. O Villa levou a melhor nas duas ocasiões anteriores, ao vencer o Bologna por 2-0 na fase de liga da Champions League de 2024/25, antes de triunfar por 1-0 na Jornada 1 da Liga Europa da presente época, com o capitão John McGinn a marcar nos dois jogos.
Os Rossoblù, no entanto, vão entrar em campo animados pela emocionante vitória por 5-4 no total das duas mãos, após prolongamento, sobre o rival italiano da Roma nos oitavos-de-final, um resultado que lhes permitiu qualificar-se para os quartos-de-final de uma grande competição europeia pela primeira vez.
O Bolonha não perde há 11 jogos na Liga Europa League, a série invicta mais longa da história do clube nas competições da UEFA.
Porto vs Nottingham Forest
Este confronto marca mais um reencontro da fase de liga, quando o Forest bateu em casa o Porto por 2-0 na Jornada 3, graças a golos de Morgan Gibbs-White e Igor Jesus, um dos melhores marcadores da competição, com sete golos.
No entanto, a equipa de Francesco Farioli tem melhorado bastante desde aquela noite no City Ground e mantém-se invicta nos sete jogos disputados desde então na Liga Europa.
Enquanto o Porto rumou sem problemas aos quartos-de-final após uma vitória por 4-1 no total das duas mãos sobre o Stuttgart, o Forest precisou do desempate por penáltis para eliminar o Midtjylland, mantendo assim vivas as esperanças de conquistar um título na sua primeira campanha de regresso à Europa em 30 anos.
O Porto perdeu apenas um dos seus últimos 13 jogos em casa na UEFA e ganhou os cinco disputados na presente época.
Freiburg vs Celta
O Freiburg teve uma exibição extraordinária para dar a volta a uma desvantagem de 1-0 do primeiro jogo e derrotar o Genk por 5-2 no total das duas mãos nos oitavos-de-final, com o avançado japonês Yuito Suzuki a marcar um grande golo após um contra-ataque fulminante.
Depois de ter sido eliminada nesta fase em duas ocasiões nos últimos anos, a equipa alemã chegou finalmente aos quartos-de-final pela primeira vez.
O Celta, por sua vez, chega a esta fase pela quinta vez após afastar o Lyon, embora só tenha chegado às meias-finais uma vez. Uma boa exibição em França permitiu-lhe avançar com um total de 3-1, demonstrando que é capaz de conseguir o resultado que deseja.
Nenhuma equipa marcou mais golos do que os 21 que o Celta conseguiu até agora nesta competição.
Moçambique acolhe, de 29 de Abril a 2 de Maio, a qualificação regional para o Campeonato Africano de Voleibol de Praia 2026. O evento reunirá várias duplas da região que procuram garantir o acesso à fase final da maior prova continental da modalidade.
A realização deste torneio em solo nacional destaca o papel do País no desenvolvimento do desporto em África. Para os atletas moçambicanos, esta é a oportunidade de competir com o apoio do público e lutar pelo apuramento num ambiente familiar, capitalizando o factor casa.
Espera-se que a competição seja marcada pelo equilíbrio e pela qualidade técnica, reforçando o prestígio de Moçambique na organização de grandes eventos desportivos.
Para já, os trabalhos das duplas nacionais continuam, tendo em vista a preparação para a qualificação para os Jogos Africanos. Por ora, os trabalhos das duplas nacionais são vistos, pelo gabinete técnico, como um passo importante para o desenvolvimento da modalidade e garantir o sucesso do País no continente.
Os mesmos decorrem no campo anexo à Escola Secundária Estrela Vermelha e na Arena da Costa do Sol, onde os atletas se focam na melhoria do rendimento desportivo.
O objectivo central desta preparação consiste na correcção de aspectos técnicos e tácticos importantes para elevar a competitividade das selecções nacionais perante os desafios internacionais que se aproximam.
A Federação Moçambicana de Voleibol reitera o compromisso em assegurar que as duplas se apresentem na sua melhor forma, focadas em superar os desempenhos anteriores.
Além do mais, a FMV acredita que todo o esforço feito neste ciclo de treinos será decisivo para garantir a qualificação de Moçambique para a fase final da competição continental, honrando a tradição de sucesso do voleibol de praia moçambicano e elevando o nome da nossa bandeira em toda a África.
Deputados do PODEMOS e da Renamo, na Assembleia da República, exigem regularização no pagamento dos salários e outros subsídios. As bancadas parlamentares exigem meios de transporte condignos e acusam o Governo de tentar enfraquecer a oposição.
“O deputado não foi eleito para disputar “chapa”, nem para circular de mototáxi, para chegar à plenária ou fiscalizar o seu círculo eleitoral.”
Foi com estas palavras que Elísio Muaquina, deputado do PODEMOS, começou por apresentar indignação em relação às condições de trabalho.
Os parlamentares da oposição queixam-se de desigualdade material entre as bancadas.
“Na prática, cria-se uma desigualdade material entre bancadas, uns com todos os meios, outros sem condições básicas para exercer o seu mandato. Isto não é neutralidade institucional, isto é distorção do funcionamento democrático. Está-se a limitar a função fiscalizadora, está-se a enfraquecer a oposição e, consequentemente, a empobrecer a democracia”, acrescentou Muaquina.
A contestação veio também da bancada da Renamo, que fala de desrespeito aos órgãos de soberania.
“Este governo também não respeita os outros órgãos de soberania, como é o caso desta Assembleia da República, que está instalada desde Janeiro de 2025. No entanto, passado um ano e meio, os deputados andam pendurados em chapas e estão sujeitos a toda a situação deplorável, impedidos de fazer o seu trabalho fiscalizador e de representação. Vergonhosamente, cada membro do governo recebeu a sua frota de viaturas no dia da tomada de sua posse”, explicou Manteigas.
Outra preocupação é relativa ao pagamento dos salários.
“Senhora presidente, ainda é tempo de corrigir, regularizar com urgência salários subsídios, cumprir integralmente o Estatuto dos Deputados sem discriminação, porque um deputado sem condições não é apenas um deputado fragilizado, é o povo que fica mal representado. Não é favor algum, mas sim um direito instituído pelo artigo 19, o seu número 6, do Estatuto dos Deputados”, explicou Muaquina.
As preocupações foram apresentadas nesta quarta-feira, na Assembleia da República, durante a sessão plenária.
A selecção nacional de sub-17 do nosso País já conhece os seus adversários para a fase de grupos da 16.ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN) 2026, a decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho em Marrocos. Trata-se de Mali, Tanzânia e Angola, esta última seu rival da região.
O sorteio do Campeonato Africano das Nações da categoria de sub-17 foi realizado na tarde desta quarta-feira, na cidade do Cairo, Egipto, e definiu a composição dos quatro grupos da competição que terá lugar em Marrocos, em Maio e Junho próximos.
Moçambique, que esteve integrado no pote 4 do sorteio, foi sorteado para integrar o Grupo C, juntamente com as selecções do Mali, Angola e Tanzânia, num enquadramento competitivo que exigirá elevado rigor táctico e maturidade competitiva dos jovens Mambinhas.
A fase final do CAN sub-17 contará com 16 selecções, distribuídas em quatro grupos de quatro equipas cada. As duas primeiras classificadas de cada grupo avançam para os quartos-de-final, fase em que os oito apurados garantem automaticamente a qualificação para o Campeonato do Mundo da categoria do próximo ano.
Para além disso, as selecções que terminarem na terceira posição de cada grupo disputarão um play-off adicional, do qual sairão mais duas equipas qualificadas para o Mundial.
Histórico de Moçambique e Raio-X dos adversários do grupo C
Moçambique soma duas participações na história do CAN sub-17, nomeadamente nas edições de 1995 e 2001, tendo, em ambas ocasiões, ficado pela fase de grupos.
A edição de 2026 representa, assim, uma nova oportunidade para a selecção nacional ultrapassar essa barreira e afirmar-se entre as melhores do continente, até já provou nas provas que disputou ano passado e este ano.
Os adversários de Moçambique apresentam percursos distintos na competição, com algum histórico relevante. A Etiópia conta com três participações (1997, 2001 e 2003), tendo alcançado como melhor resultado o quarto lugar na edição de 1997, evidenciando tradição competitiva na prova.
A Tanzânia soma igualmente três presenças (2017, 2019 e 2025), tendo sido eliminada na fase de grupos em todas elas, perfilando-se como uma equipa em busca de afirmação.
Já Angola apresenta maior regularidade, com cinco participações (1997, 1999, 2001, 2019 e 2025), destacando-se o terceiro lugar alcançado em 2019, o melhor registo entre os adversários directos de Moçambique no grupo.
Com um grupo equilibrado e adversários com diferentes níveis de experiência, Moçambique terá de apresentar consistência e ambição para lutar por um dos lugares de qualificação.
A campanha rumo ao CAN sub-17 deste ano arranca, assim, com um desafio claro: transformar potencial em resultados e escrever uma nova página na história do futebol jovem nacional.
A prova vai decorrer de 13 de Maio a 2 de Junho, em Marrocos.
Eis a composição dos quatro grupos:
Grupo A: Marrocos, Tunísia, Egipto e Etiópia.
Grupo B: Costa do Marfim, Camarões, Uganda e RD Congo.
Grupo C: Mali, Angola, Tanzânia e Moçambique.
Grupo D: Senegal, África do Sul, Argélia e Gana.1
O futebol tem destas partidas cruéis e o Sporting sentiu-o da forma mais amarga na noite de terça-feira. Num Estádio José Alvalade vibrante e esgotado, os “leões” viram uma exibição defensiva quase perfeita ser desfeita ao minuto 90+2, com o Arsenal a levar para Londres uma vitória preciosa por 0-1.
Desde o apito inicial, ficou clara a estratégia das duas equipas. O Arsenal, fiel à identidade de Mikel Arteta, assumiu o controlo da posse e tentou empurrar o Sporting para o seu último terço. Contudo, a organização leonina mostrou-se imperial. Com as linhas muito juntas e uma entreajuda constante, os espaços para Bukayo Saka e Martin Ødegaard aparecerem foram quase nulos durante a primeira hora de jogo.
O Sporting não se limitou a defender e, em transições rápidas exploradas pela velocidade de Luís Suárez, ameaçou a baliza de David Raya, obrigando o guardião espanhol a duas intervenções de recurso que mantiveram o nulo até ao intervalo.
Na segunda parte, a pressão dos Gunners intensificou-se. O cansaço começou a pesar nas pernas dos jogadores caseiros e o Arsenal refrescou o ataque. Quando tudo indicava que o Sporting conseguiria levar o empate para a segunda mão — um resultado que seria inteiramente justo pelo rigor táctico demonstrado — surgiu o momento decisivo.
Numa insistência pelo corredor central, a bola sobrou para Kai Havertz dentro da área que, com frieza, bateu Rui Silva e silenciou as bancadas de Alvalade. Não houve tempo para a reacção: o golo “ao apagar das luzes” deu a vitória a quem foi mais persistente, mas castigou severamente quem tanto trabalhou.
Apesar da derrota caseira, a eliminatória não está sentenciada. O Sporting viaja para o Emirates Stadium no dia 15 de Abril com a obrigação de vencer, mas com a certeza de que tem argumentos para bater o pé aos gigantes ingleses. Em Alvalade, ficou a imagem de um leão ferido, mas ainda muito vivo na luta por um lugar nas meias-finais da prova rainha da UEFA.
Bayern surpreende no Bernabéu e trava hegemonia do Real Madrid
No “templo” da Liga dos Campeões, o Bayern de Munique mostrou por que razão é um dos eternos candidatos ao trono europeu. Numa noite em que o Real Madrid carregava o favoritismo das bancadas, a equipa de Vincent Kompany foi mais inteligente, bateu os recordistas de troféus por 1-2 e partiu com vantagem para a decisão na Baviera.
A primeira parte foi um xadrez táctico, com o Real Madrid a pressionar alto mas a esbarrar num inspirado Manuel Neuer, que, aos 40 anos, somou defesas cruciais. Contra a corrente do jogo, ao minuto 41, Serge Gnabry isolou Luis Díaz, que não perdoou na cara de Andriy Lunin.
O choque para os adeptos locais aumentou mal começou o segundo tempo. Com apenas 20 segundos decorridos após o reatamento, Harry Kane recebeu de Michael Olise e, com um remate seco de fora da área, ampliou para 0-2, anotando o seu 49.º golo na temporada.
O Real Madrid, fiel à sua mística de nunca desistir, lançou-se ao ataque. Após várias tentativas travadas por Neuer, a resistência alemã quebrou ao minuto 74. Trent Alexander-Arnold cruzou rasteiro e Kylian Mbappé apareceu no sítio certo para encostar, reduzindo a diferença e incendiando o Bernabéu para os minutos finais.
Apesar do sufoco final, com Vinícius Júnior e Mbappé a forçarem defesas de recurso, o Bayern segurou o resultado, que será discutido em Munique, no dia 15 de Abril.