Morreu, nas celas do Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava (BO), na Matola, Momad Assif Satar, mais conhecido por Nini Satar.
Segundo uma nota de imprensa do Serviço Nacional Penitenciário, por volta das 7 horas e 30 minutos desta sexta-feira, no acto da vistoria matinal às celas, efectuada por agentes da Guarda Penitenciária adstritos ao referido estabelecimento, Nini Satar foi encontrado estatelado no soalho, aparentemente sem sinais vitais. Face à ocorrência, acrescenta o Serviço Nacional Penitenciário, foi comunicado o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que realizou diligências de inspecção ao local, no âmbito das suas competências e prerrogativas, tendo apurado que o mesmo se encontrava sem vida.
Nini Satar encontrava-se em regime de reclusão no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava, no âmbito do processo n°66/2020.
“Ο Serviço Nacional Penitenciário lamenta o sucedido e continua a acompanhar as diligências em curso com vista a apurar as circunstâncias da sua morte”, lê-se na nota de imprensa.
Nini Satar foi condenado por envolvimento na morte do jornalista Carlos Cardoso, em 2000, e o desfalque de 14 milhões de dólares no ex-BCM, nos anos 90. Nini Satar saiu em liberdade condicional no dia 5 de Setembro de 2014, depois de cumprir metade da pena de 24 anos, por bom comportamento.
Sucede que, em 2015, Nini Satar pediu para ir à Índia, onde ia tratar de questões de saúde. De lá terá seguido rumos desconhecidos pelas autoridades, violando assim a liberdade condicional, e, para a sua localização, foi preciso accionar a Interpol. Nini Satar foi encontrado na Tailândia e trazido a Moçambique, em 2018. Já com outros crimes, como roubo, falsificação de documentos e sequestros, Nini Satar voltou à cadeia, onde em 2022, terá sofrido uma tentativa de assassinato no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança, e foram detidos, em conexão com o caso, dois agentes da Unidade de Intervenção Rápida.
Nini Satar foi várias vezes associado à organização criminosa, cujo propósito é raptar cidadãos para, posteriormente, exigir avultadas quantias em dinheiro.