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Moçambique procura experiência brasileira para impulsionar exploração de hidrocarbonetos 

Moçambique pretende  aprofundar a cooperação com o Brasil na exploração de petróleo  e gás em águas profundas, através da partilha de conhecimentos e  do estabelecimento de parcerias de investimento, uma das  oportunidades que o Presidente da República, Daniel Francisco  Chapo, vai explorar na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro,  onde participa como principal orador do Fórum Petróleo e Gás  2026, afirmou este sábado o embaixador de Moçambique no Brasil,  Alexandre Manjate.

O diplomata explicou que a experiência brasileira neste domínio  constitui uma referência para Moçambique, tendo em conta as  semelhanças na localização dos recursos offshore e o  desenvolvimento de tecnologias de exploração em grandes  profundidades. 

“A experiência do Brasil é interessante. Nós temos uma similitude  linguística, cultural e humana, e a Petrobras [Petróleio Brasileiro] vem  explorando petróleo e gás em altas profundidades. Tem uma  especialidade singular e Moçambique tem uma similitude do ponto  de vista de localização dos nossos recursos em offshore. O Brasil vem  explorando isso há muito tempo, tem uma das melhores tecnologias  de exploração disso.” 

Segundo Manjate, o interesse moçambicano passa igualmente pelo  estabelecimento de relações de cooperação com empresas  internacionais do sector, entre as quais a Petrobras, a Shell e a Galp,  tendo em vista a identificação de oportunidades de investimento  no país. 

“O Brasil vem explorando isso há muitos anos, tem estratégias, tem  uma diversidade com eles, assim como com outros actores como a  Shell, a Galp e muitos outros nesta área, com o interesse de ver  como podemos fazer parcerias para investimento em Moçambique,  e como explorar melhor para essa produção reverter-se em bem 

estar do nosso povo”. 

O embaixador afirmou que a participação moçambicana no Fórum  Petróleo e Gás 2026 constitui também uma oportunidade para  apresentar o potencial nacional e conhecer os percursos de outros 

países na exploração de hidrocarbonetos, com destaque para as  experiências que possam contribuir para o desenvolvimento do  sector em Moçambique. 

“Este é um fórum em que nós vamos apresentar o que temos. Este é  um fórum em que vamos aprender com os outros qual é a  caminhada que eles tiveram para chegar onde estão na  exploração de hidrocarbonetos em benefício de seus próprios  países”. 

O evento é organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e  Biocombustíveis (IBP) e reúne diferentes actores da indústria  energética mundial, incluindo empresas como a TotalEnergies, a  Shell e a Petrobras. O evento realiza-se de dois em dois anos,  estando a edição seguinte prevista para 2028. 

Manjate enquadrou esta participação no crescente papel de  Moçambique na geografia energética internacional, associado ao  início da exploração do gás e ao potencial de outros  hidrocarbonetos, considerando importante a presença do país nos  principais encontros mundiais do sector. 

“Eu prefiro dizer que estamos a reconfigurar e a integrar-nos com  um papel activo nesta área”, concluiu o embaixador. 

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