A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, defendeu, nesta segunda-feira, na cidade da Matola, Província de Maputo, que Moçambique deve assumir o compromisso colectivo de não aceitar como inevitável qualquer morte infantil por causas preveníveis, apelando ao envolvimento das famílias, comunidades, instituições públicas e parceiros na protecção da criança desde a gravidez até ao seu pleno desenvolvimento.
Segundo um comunicado do Gabinete da Primeira-Dama, a mensagem foi transmitida durante a cerimónia de lançamento do Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil (PASI) 2026–2030. Na sua intervenção, Gueta Chapo afirmou que a sobrevivência infantil deve constituir uma causa nacional, sustentando que o futuro do País depende da forma como protege as suas crianças desde os primeiros momentos de vida.
Segundo disse, o PASI representa o reforço do compromisso do Estado com políticas orientadas para a protecção da vida e para a garantia de um desenvolvimento saudável das crianças moçambicanas.
A Primeira-Dama sublinhou que o País não pode considerar aceitável a perda de crianças por causas que podem ser prevenidas, defendendo que o verdadeiro desenvolvimento só será alcançado quando os progressos económicos se traduzirem em melhores condições de vida para mães e crianças.
“Nenhuma estratégia de desenvolvimento será plenamente bem-sucedida enquanto perdermos crianças por causas que sabemos prevenir”, afirmou.
Embora tenha reconhecido os avanços registados por Moçambique na redução da mortalidade infantil e neonatal, Gueta Chapo observou que persistem desafios relacionados com o acesso aos cuidados de saúde, nutrição, água segura, saneamento e informação, factores que continuam a comprometer a sobrevivência e o desenvolvimento infantil em várias comunidades.
Perante esse cenário, defendeu que a implementação do PASI exige uma resposta concertada de toda a sociedade, considerando que a responsabilidade pela protecção da criança não pertence apenas ao Governo, mas também às famílias, aos profissionais de saúde, aos líderes comunitários e religiosos, aos parceiros de cooperação, às organizações da sociedade civil, aos professores e aos órgãos de comunicação social.
Durante o discurso, prestou homenagem às mães, profissionais de saúde, agentes polivalentes, parteiras, líderes comunitários e voluntários que diariamente trabalham em prol da saúde materno- infantil, destacando o seu contributo para salvar vidas e levar esperança às comunidades mais vulneráveis.
“São estes homens e mulheres os verdadeiros heróis silenciosos da sobrevivência infantil. A eles dirijo a minha mais sincera homenagem”, declarou.
Num dos momentos centrais da sua intervenção, a Primeira-Dama lançou um apelo à mobilização nacional para colocar a sobrevivência infantil acima de qualquer diferença política, religiosa, étnica ou regional. “A vida de uma criança tem apenas uma bandeira: a bandeira da República de Moçambique. Digo isto porque a vida de uma criança está acima de todas as diferenças políticas, religiosas, étnicas e regionais. A única bandeira é que esta criança pertence ao território moçambicano”, enfatizou.
Gueta Chapo apelou igualmente às famílias para assumirem uma responsabilidade partilhada na protecção das crianças desde a gravidez, incentivando uma maior participação dos pais nos cuidados pré-natais e na criação dos filhos, bem como a valorização da mulher e da harmonia familiar. “Hoje somos chamados a assumir um compromisso colectivo de não aceitar como inevitável nenhuma morte evitável, de cuidar melhor das nossas mães, fortalecer os serviços de saúde e proteger cada criança desde a gravidez até ao seu pleno desenvolvimento”, afirmou.
A Primeira-Dama encerrou a cerimónia reiterando que a protecção da criança constitui um investimento no futuro de Moçambique, antes de declarar oficialmente lançado o Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil (PASI) 2026–2030, instrumento que orientará as acções nacionais para acelerar a redução da mortalidade infantil e neonatal no País.