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O País – A verdade como notícia

Moçambique defende união africana no combate ao terrorismo

Moçambique defendeu hoje, na Etiópia, durante o 12.º Fórum de Alto Nível de Tana sobre Segurança em África, o reforço da união entre os países africanos e da cooperação internacional no combate ao terrorismo, considerando que a segurança é uma condição indispensável para o desenvolvimento.

O Presidente da República, Daniel Chapo, chamou a atenção para a coincidência entre a descoberta de gás natural em Moçambique e o surgimento do terrorismo, defendendo a união dos países africanos para a protecção dos recursos naturais. “Na mesma altura em que descobrimos o gás, apareceu o terrorismo. É coincidência a mais”, afirmou o Chefe do Estado.

Chapo considera igualmente necessário repensar a arquitectura de segurança mundial, com maior participação de África nos debates permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. “A ausência de África na mesa do debate permanente do Conselho de Segurança da ONU é um dos principais motivos que dificultam a solução dos conflitos internos”, declarou.

O estadista moçambicano defendeu ainda que a segurança deve constituir uma prioridade para os países africanos e para a comunidade internacional. “Não há nenhum país no mundo que se desenvolve sem ter a segurança acautelada”, sublinhou, apelando ao fortalecimento das organizações multilaterais, num contexto em que, segundo afirmou, o multilateralismo está a ser posto em causa.

Ao abordar a experiência de Moçambique no combate ao extremismo violento, Daniel Chapo destacou a cooperação com a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o Ruanda e a Tanzânia. O Presidente considera que a união entre os povos constitui um dos caminhos para enfrentar o terrorismo em África e garantir a estabilidade necessária ao desenvolvimento.

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