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Mia Couto desafia universidades a gerarem ideias úteis

Foto: O País

O biólogo e escritor Mia Couto defende que as universidades devem ser centros de produção e não de reprodução de ideias. O pronunciamento foi feito na palestra por si proferida, esta quarta-feira, na Universidade Eduardo Mondlane.

Escolas de ensino superior no país devem produzir ideias e transformá-las em ciência. Para Mia Couto, assim contribuiriam mais para o desenvolvimento sustentável.

“Se não formos capazes de questionar a ciência e produzirmos coisas que estão fora da caixa, seremos simples transmissores. A universidade deve ser um centro de produção de novas ideias, não pode ser somente um centro de reprodução, porque a ciência não é aquilo que já existe, mas o que nós próprios fazemos todos os dias”, defende Mia Couto.

O escritor falava, esta quarta-feira, numa aula aberta sobre a conservação da biodiversidade dirigida a estudantes, docentes e investigadores da Universidade Eduardo Mondlane.

Na ocasião, o biólogo e escritor disse ainda haver necessidade de criação de condições, para que o Homem não comprometa a conservação da biodiversidade.

Não pode haver conservação da biodiversidade se não houver conservação do modo de vida das pessoas. Isto é, não se pode pedir para que alguém proteja uma espécie qualquer se a sua própria existência está em risco. As culturas moçambicanas devem ser preservadas. Os modos de sobrevivência das pessoas”, terminou o também biólogo.

O evento organizado pela UEM visava reflectir sobre os desafios da preservação da biodiversidade.

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