Dezenas de manifestantes reuniram-se em Manhattan, para protestar contra a guerra no Irão, acusando o Presidente norte-americano, Donald Trump, de lançar mais uma ofensiva contra uma nação estrangeira para distrair os eleitores do escândalo sexual de Jeffrey Epstein.
“Os iranianos não querem ser bombardeados, independentemente do que ouvirem dizer na Televisão. Trump só lançou este ataque porque quer criar uma distração do caso Epstein”, dizia, ao microfone, um dos oradores do protesto, identificando-se como de “origem árabe”, citado por Lusa.
Em vários cartazes erguidos pelos manifestantes podiam encontrar-se referências ao Caso Epstein.
Vários democratas têm acusado os congressistas republicanos e o Departamento de Justiça de encobrirem o facto de o Presidente Donald Trump constar nos ficheiros relacionados com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
O protesto foi convocado pela coligação anti-guerra ‘Answer’, que acusa Donald Trump de ter prometido “trazer paz ao mundo durante a campanha eleitoral”, mas dizem que “não fez nada além de deixar um rasto de devastação em todo o mundo”.
Em Manhattan, o protesto durou cerca de uma hora e decorreu junto ao Columbus Circle, em frente ao Central Park e debaixo de temperaturas negativas.
“Isto nunca foi sobre democracia e direitos humanos, mas sim sobre poder”, acusou igualmente uma das manifestantes, que não se quis identificar.
“Queremos mais educação. Não queremos mais guerras, nem mais ocupação”, entoava a multidão, composta maioritariamente por jovens.
Muitos deles erguiam bandeiras do Irão e da Palestina
As forças norte-americanas sublinharam, contudo, que “as principais operações de combate continuam” e que o “esforço de resposta” permanece em curso.

