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Mais de 85% da população moçambicana compra roupa em “segunda mão”

FOTO: DIÁRIO ECONÓMICO

Pelo menos 85 %  da população moçambicana, estimada em 34 milhões de habitantes, usa roupa em segunda mão, segundo revelou um estudo produzido pela empresa Consulting for Africa (CFA) Abalon Capital Limitada, sob encomenda da ADPP Moçambique. 

A notícia foi publicada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), dando conta de que um estudo intitulado “Situação Actual do Mercado de Vestuário em Segunda Mão em Moçambique” foi apresentado, esta quarta-feira, em Maputo e explica que a procura pelas roupas de segunda mão em Moçambique deve-se a vários factores, com enfoque para o preço, que chega a custar dez vezes menos em relação a roupa nova. 

O estudo revela ainda que em termos de consumo de volumes, Moçambique importa anualmente cerca de 34 mil toneladas de roupa usada.

Orlando Mapute, oficial de programas da ADPP Moçambique, citado pela Agência de Informação de Moçambique afirmou que “A ADDP importa, por ano, cerca de cinco mil toneladas de roupa de segunda mão”.

No que concerne às receitas para os cofres do Estado, Mapute diz que a importação e venda da roupa de segunda mão em Moçambique gera uma receita significativa para o Estado, sendo que a média anual fixa-se em cerca de 35 milhões de dólares por ano.

“[Com este valor das importações e venda de roupa de segunda mão], há um contributo significativo para os cofres do Estado em termos de cobrança de impostos. Estamos a falar de cerca de 35 milhões de dólares por ano”, disse, cita a AIM.

O estudo foi baseado nas províncias de Maputo cidade e província, Beira e Nampula,  locais onde se situa o maior número de vendedores de roupa de segunda mão, e  revela que, em Moçambique, o sector da roupa de segunda mão emprega, actualmente, 288 mil trabalhadores, dos quais, mais de 55% são mulheres.

Refira-se que, ao nível dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Moçambique ocupa a posição na importação de roupa usada, com média de 19% de importações. Tanzânia está em primeiro lugar, com 23%; e no terceiro lugar está a República Democrática do Congo, com 17% de importações.

 

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