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Mais de 60 mil congoleses fugiram para o Burundi devido a escala de violência 

Em apenas duas semanas, mais de 60 mil cidadãos congoleses deslocaram-se para o Burundi, fugindo da violência mortal na República Democrática do Congo (RDC). Muitas dessas famílias já tinham sido deslocadas dentro do seu país e, agora, buscam refúgio no Burundi. A maioria dos que chegam são mulheres e crianças, que conseguiram escapar do conflito no Congo.

A medida que a luta se aproxima da cidade de Uvira, perto da passagem oficial da fronteira, espera-se que o número de deslocados aumente. O ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, elogia a decisão do Burundi de conceder aos refugiados status prima facie, garantindo que eles recebam proteção imediata e ajuda humanitária crítica.

Esses recém-chegados são, principalmente, cidadãos congoleses, que já tinham sido deslocados por conflitos passados, e agora são forçados a fugir mais uma vez, devido a novos confrontos.

Brigitte Mukanga-Eno, a Representante do ACNUR no Burundi, visitou recentemente os refugiados em Kaburantwa, onde ouviu as suas preocupações e avaliou  as suas necessidades. Os que chegam estão a ser transferidos para o local de refugiados de Musenyi, que pode acomodar 10 mil pessoas. A equipe do ACNUR está auxiliando com o registro e o transporte, garantindo que os refugiados sejam realocados com segurança.

O Governo do Burundi também planeja alocar terras adicionais, para expandir os locais de refugiados, fornecendo abrigo e apoio necessário.

 

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