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Mais de 350 famílias desalojadas pelas inundações queixam-se de fome em Xai-Xai

Mais de 350 famílias do centro de acomodação 8 de Março debatem-se contra a falta de água para consumo doméstico, recorrendo a poços sem proteçcão ao longo da baixa de Xai-Xai, e temem adoecer. O grupo diz estar a passar fome e acusa o governo do distrito de Xai-Xai de abandono.

Dois meses depois, mais de três mil pessoas continuam nos centros de acomodação em Xai-Xai, destas pelo menos 340 famílias acolhidas na Escola 8 de Março. As mesmas relatam que têm passado por dias difíceis, tendo em conta que falta um pouco de tudo.

O secretário do bairro comunal, Armando Nhanbanga, confirma a inquietação da população e lamenta a demora na resolução do problema da crise de água, que afecta, além do centro, todos bairros da baixa de Xai-Xai. O grupo queixa-se, ainda, da falta de apoio para suprir as necessidades básicas, além de estar a passar fome.

O alegado abandono e silêncio do governo distrital de Xai-Xai tem tirado o sossego das famílias, que exigem respostas. O líder do centro de acomodação diz que as famílias estão sem abastecimento alimentar desde Março e, por conta disto, a situação das famílias tende a piorar a cada dia.

O “O País” tentou ouvir o governo do distrito de Xai-Xai, que prometeu reagir ao assunto nesta segunda-feira. Refira-se que continuam activos apenas dois centros de acomodação em Xai-Xai, que albergam mais 3500 vítimas da segunda vaga de inundações.

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