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Mãe envenena filha em Manica

Uma mulher, de 29 anos de idade, está detida na cidade de Chimoio, província de Manica, por ter tentado matar a sua própria filha com recurso a veneno usado para eliminar ratos.

A Polícia diz que a indiciada pretendia livrar-se de um caso de violação sexual da filha que ela teria orquestrado.

Tudo se deu quando, há dias, a menor de 16 anos, que vive na cidade da Beira com os tios, decide passar o fim-de-semana na cidade de Chimoio, com a mãe. Chegada a data de regresso à cidade da Beira, teria pedido dinheiro de passagem à mãe, tendo-a sugerido que mantivesse relações sexuais com um indivíduo por ela arranjado.

“Eu aceitei, fui dormir com ele. Depois do acto, perguntei pelos 250 meticais que ele me devia dar, mas justificou que o dinheiro já estava com a minha mãe. Fui ter com minha mãe e deu-me o dinheiro, depois segui viagem para Beira”, contou.

Um mês depois, segundo anotou, constatou que não estava entrar em período fértil, tendo contado o sucedido à sua avó que a submeteu a teste de gravidez, que deu positivo.

“Tive que viajar com a minha avó para a cidade de Chimoio a fim de resolvermos o problema”, referiu.

Já com a filha grávida e o caso a cheirar à cadeia, esta teria pautado por uma ideia menos esperada: colocar fim à vida da menor por via de envenenamento, tal como atesta uma guia de alta hospitalar a que “O País” teve acesso.

“Eu tomei o comprimido que ela me deu, a pensar que era para abortar. Depois que passei mal, fui parar no hospital, inconsciente”, revelou, acrescentando que foi preciso ficar uma semana no leito hospitalar para se recuperar dos efeitos do veneno que lhe foi administrado pela própria mãe.

Detida na primeira esquadra da Polícia em Chimoio, a mulher nega todas as acusações que pesam sobre si. Alega tratar-se de uma armação da filha, uma vez que, no dia em que administrou a medicação, ela, a mãe, se encontrava embriagada.

A Polícia diz não ter dúvidas de que a mulher administrou as substâncias nocivas à saúde da sua própria filha e reiterou apelos de que o crime não compensa.

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