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Lucro do BCI reduz no primeiro semestre de 2026

O lucro do BCI caiu de cerca de 3,7 mil milhões de meticais para 3,3 mil milhões de Janeiro a Junho deste ano, se comparado a igual período de 2025. Devido ao elevado risco de crédito malparado, as reservas do banco comercial dispararam.

Nos primeiros seis meses deste ano, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), um dos maiores bancos do País, ganhou menos dinheiro e reforçou reservas para eventuais riscos de clientes, mostram demonstrações financeiras.

O banco fechou o semestre com um resultado líquido de 3,3 mil milhões de meticais, depois de cerca de 3,7 mil milhões em igual período de 2025.

Nas contas dos primeiros seis meses, a preocupação vai para as “imparidades”. De Janeiro a Junho deste ano, a instituição reservou 1,3 mil milhões para cobrir perdas ligadas a clientes, caso estes não consigam pagar os seus empréstimos. 

Em igual período do ano passado, o valor das imparidades do Banco Comercial e de Investimentos rondava em apenas 988 milhões de meticais. 

Embora tenha reforçado as reservas contra o risco de incumprimento, o relatório destaca uma nota positiva: a recuperação de dinheiro em operações anteriores. 

“No decurso do primeiro (1º) semestre de 2026, o banco recebeu o valor de 212.291.225,00 MT referente à recuperação de várias operações de crédito, mediante acordo entre as partes”, lê-se nas demonstrações financeiras.

Outro ponto que sofreu queda é a ‘margem financeira’, que mostra o lucro que o banco faz com a diferença entre o que paga nos depósitos e o que cobra nos empréstimos. Reduziu de 8,9 mil milhões de meticais para 8,5 mil milhões. 

De Janeiro a Junho últimos, o banco gastou cerca de 74,8 milhões de meticais com remunerações mensais, enquanto em 2025 a despesa foi de 92.4 milhões de Meticais. E, com outras remunerações, a despesa foi de 37.4 milhões nos primeiros seis meses deste ano, contra 46.2 milhões no ano anterior.

O banco comercial e os seus accionistas dizem estar comprometidos em deter capital suficiente para manter o rácio de solvabilidade confortavelmente acima do mínimo exigido pelo Banco de Moçambique. 

“Em 30 de Junho de 2026, o rácio de solvabilidade era de 31,40% (2025: 31,44%). O mesmo manteve-se acima do exigido pelo Banco de Moçambique (15%), facto que comprova a solidez financeira do BCI”, revela a instituição.

O valor da contribuição do Banco Internacional e de Investimento para a segurança social ascende a 80.822.524,00 MT (2025: 77.900.366,00 meticais).

Os dados foram extraídos da demonstração de resultados do BCI referentes ao primeiro semestre. Para já, resta saber como será o resto do ano para o banco.

O Banco Comercial e de Investimentos é uma subsidiária do grupo Caixa Geral de Depósitos, que tem a sua sede em Lisboa, Portugal.

De acordo com o Banco de Moçambique, regulador do sistema financeiro moçambicano, o BCI é a instituição bancária doméstica de maior importância, seguida dos bancos Millennium bim e Standard Bank, respectivamente.

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