O País – A verdade como notícia

Líderes europeus discutem processo de paz para a Ucrânia em Angola

O encontro de líderes da União Europeia decorre à margem da cimeira com a União Africana. Os líderes da União Europeia reúnem-se, nesta segunda-feira, em Angola, com o objetivo de abordar o processo de paz para a Ucrânia.

O encontro em Luanda realiza-se após um convite do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e à margem da cimeira entre União Europeia e União Africana.

“O trabalho continua. Convidei todos os líderes dos 27 para um encontro especial sobre a Ucrânia à margem da Cimeira UE-UA em Luanda, na segunda-feira”, escreveu  o presidente do Conselho Europeu no X.

“Acolhemos os esforços contínuos dos Estados Unidos para levar a paz à Ucrânia”,escreveu na mesma publicação, citando o comunicado conjunto assinado por vários líderes europeus, do Japão e do Canadá, que se reuniram à margem da Cimeira do G20.

“O esboço inicial do plano de 28 pontos inclui elementos importantes que serão essenciais para uma paz justa e duradoura. Acreditamos portanto que o esboço é uma base que vai requerer trabalho adicional”.

Segundo a imprensa internacional, a Europa preparou já uma contraproposta ao plano de Donald Trump. Ao invés de 600 mil militares, a Ucrânia poderia manter uma força de 800 mil militares em tempo de paz.

Por outro lado, a decisão de adesão à NATO passaria por um consenso entre os Estados-membros da Aliança Atlântica e esta concordaria em não manter na Ucrânia uma força permanente.

Kiev seria “compensada financeiramente”, o que se materializaria com recurso a bens russos congelados, até que Moscovo pagasse os danos causados no país.

O país invadido teria de prometer não recuperar território ocupado através de ações militares e fazer eleições assim que possível, depois da assinatura de um acordo de paz, recebendo garantias de proteção dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou que o plano de paz para a Ucrânia proposto por Donald Trump é “insuficiente” para os objectivos europeus.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, veio vincar que as fronteiras da Ucrânia não podem ser alteradas pela força.

Partilhe

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos