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O País – A verdade como notícia

O Governo da Guiné-Bissau encerrou, hoje, as portas das emissões da RTP África, RDP África e Agência Lusa, com efeitos imediatos, por motivos até aqui desconhecidos. O governo português já reagiu e diz ser uma medida altamente censurável e injustificável. 

A medida afecta directamente a presença da comunicação social portuguesa naquele país. Até  esta altura, não foram apresentadas justificações oficiais para esta decisão.

Como consequência, as delegações da agência Lusa, da RTP e da RDP África foram encerradas de imediato. 

Os  representantes das delegações foram intimados a abandonar aquele país até a próxima  terça-feira.

Recorde-se que em Julho deste ano, o jornalista Waldir Araújo, delegado da RTP na Guiné-Bissau, foi agredido e assaltado em plena capital, supostamente, por motivações políticas.

O Governo português classifica a medida como “altamente censurável e injustificável”. Ainda promete fazer de tudo para reverter a decisão da Guiné-Bissau.

Refira-se que o Governo guineense anunciou a suspensão das emissões da RTP e RDP África, em 2017, por alegada cobertura tendenciosa. 

Analistas mostram-se pouco optimistas quanto aos resultados do encontro entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, realizado hoje, com o objectivo de discutir uma possível solução para o conflito na Ucrânia.

O analista Tárcio Muta considera improvável que a reunião produza avanços relevantes. Para Muta, factores históricos e interesses geoestratégicos tanto da Rússia quanto da Ucrânia continuam a dificultar qualquer entendimento duradouro.

“Com o poder negocial do lado russo, é expectável que Putin procure extrair ganhos económicos do encontro, o que pode desviar o foco da busca por uma solução política e pacífica para o conflito”, afirmou Muta.

Por sua vez, o especialista Jaime Saia alerta que a reacção do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre o encontro poderá servir como indicador da eficácia ou não do processo de negociação. Saia destaca que, ao intermediar estas conversações, os Estados Unidos estão, acima de tudo, a proteger os seus próprios interesses na região.

“A iniciativa de Trump tem, claramente, uma agenda paralela que serve os interesses estratégicos norte-americanos. A paz na Ucrânia, embora importante, parece não ser o único objectivo”, observou Saia. 

Importa referir que, nos dias que antecederam o encontro, Donald Trump ofereceu incentivos económicos à Rússia, numa tentativa de influenciar a disposição de Putin nas negociações.

Apesar das expectativas geradas, os analistas entrevistados pelo “O País” não acreditam que o encontro resulte em acordos definitivos, sublinhando a complexidade do conflito e o desequilíbrio nas prioridades dos envolvidos.

O Irão assegurou, esta quinta-feira, que está a cooperar com a China e a Rússia, para travar possíveis sanções europeias ligadas ao programa nuclear iraniano.

A Alemanha, o Reino Unido e a França (grupo conhecido como E3), indicaram estar prontos para accionar sanções, se não for encontrada nenhuma solução negociável para o programa nuclear iraniano até ao final de Agosto, numa carta enviada na terça-feira, ao secretário-geral da ONU, António Guterres.

O Irão avisou que se as sanções europeias avançarem, Teerão “tem as ferramentas para reagir”. 

Nesta altura, Teerão garante que está a trabalhar com a China e a Rússia para evitar possíveis sanções dos 3 países europeus, no contexto do programa iraniano. 

Refira-se que os  três países europeus, juntamente com China, Rússia e Estados Unidos, estiveram nas negociações do acordo nuclear de 2015 com as autoridades iranianas, para controlo das actividades nucleares do Irão  iranianas em troca do levantamento das sanções internacionais.

A guerra, desencadeada por um ataque israelita ao Irão, em Junho, atrasou o programa iraniano, mas também interrompeu as negociações entre Teerão e Washington.

 

Na véspera da aguardada cimeira entre Vladimir Putin e Donald Trump, a Rússia e a Ucrânia realizaram hoje uma troca de 84 prisioneiros de guerra, informou o Ministério da Defesa russo.

Segundo o comunicado, 84 militares russos regressaram de áreas controladas pelo governo de Kyiv, enquanto 84 soldados das forças armadas ucranianas foram devolvidos a Ucrânia. Não foram fornecidos detalhes sobre o procedimento adotado para a operação.

A troca de prisioneiros e de corpos de soldados mortos continua a ser uma das poucas áreas de cooperação entre Moscovo e Kyiv, mais de três anos após o início da ofensiva russa contra a Ucrânia.

Ao longo deste ano, milhares de prisioneiros foram libertados por ambas as partes, no âmbito de três rondas de negociações diretas realizadas em Istambul, entre maio e julho. Estes intercâmbios representam o único avanço concreto dessas reuniões.

No encontro mais recente, em julho, as delegações apenas reconheceram o aumento da distância entre as respetivas posições para alcançar o fim do conflito.

A troca desta quinta-feira acontece um dia antes da reunião no Alasca, que deverá focar-se principalmente nas possibilidades de paz na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não deverá participar no encontro.

Cinco medidas foram tomadas pela África do Sul, depois da  imposição de tarifas unilaterais de 30% pelos Estados Unidos, que entrou em vigor a 7 de Agosto. 

Diante da tarifa de 30% nas exportações da África do Sul para os Estados Unidos, a terra do rand decidiu tomar medidas para reduzir seu impacto na economia. São elas: 

  • Engajamento contínuo com EUA para garantir um acordo e reduzir as tarifas;
  • Diversificação das exportações para mercados alternativos;
  • Pacote de respostas económicas para trabalhadores e empresas vulneráveis;
  • Defesa comercial contra aumento repentino de importações e;
  • Intervenções do lado da demanda.

Por outro lado, a África do Sul pretende acelerar o desenvolvimento do Acordo da Zona de Comércio Livre Continental Africana, bem como reforçar a sua presença nos mercados da Europa, Ásia, Médio Oriente e outras regiões.

É ainda intenção da África do Sul melhorar  a certificação de exportação e as normas de biossegurança, bem como reforçar a resiliência económica.

Consequentemente, o USA-Africa Trade Desk informou que irá enviar contentores de aves e carne de porco de vários estados para a África do Sul dentro de duas semanas.

O governo sul-africano declarou que fará o máximo para proteger o mercado americano, ao mesmo tempo que acelera o ritmo de diversificação do seu mercado local para garantir o emprego e a estabilidade industrial.

O Banco Mundial aprovou um apoio de emergência de 10 milhões de dólares para reforçar a resposta aos danos provocados pelas cheias, que causaram oito mortos e três desaparecidos, anunciou o primeiro-ministro de Cabo Verde.

O apoio foi acionado ao abrigo de um programa de cooperação para ajudar os esforços do Governo numa recuperação económica resiliente e equitativa, com o Banco Mundial a permitir um desembolso imediato, adiantou Ulisses Correia e Silva, na página oficial do Facebook.

O governante agradeceu ao Grupo Banco Mundial pela “resposta célere” ao pedido efectuado por Cabo Verde “e pelo elevado sentido de solidariedade” perante a necessidade de emergência social e infraestrutural, para proteger as pessoas e reconstruir com maior resiliência”.

Segundo a RTP, a tempestade, na madrugada de segunda-feira, provocou oito mortos e três desaparecidos na ilha de São Vicente, onde casas e estradas foram destruídas, pontes colapsaram e alguns bairros ficaram inundados.

Também foram registados danos em Santo Antão e São Nicolau, com o Governo a declarar situação de calamidade por seis meses nos três municípios, para permitir a mobilização urgente de recursos.

Na terça-feira, um contingente de 30 militares e polícias, três viaturas e material para limpezas e transporte de água chegou para apoiar as operações de resposta e recuperação em São Vicente.

A defesa de Jair Bolsonaro pediu, na quarta-feira, ao Supremo Tribunal Federal a absolvição do ex-presidente brasileiro, julgado por alegada tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022, vencidas por Lula da Silva.

Num documento de 197 páginas entregue ao tribunal, citado pela imprensa internacional, os advogados do ex-chefe de Estado (2019-2022), de 70 anos, sustentaram que Bolsonaro é “inocente de todas as acusações” que lhe são imputadas e que “a total ausência de provas” foi demonstrada.

O líder do campo conservador na maior economia da América Latina deverá conhecer em breve o desfecho do julgamento.

Juntamente com sete colaboradores, Bolsonaro é acusado de tentar garantir a sua “manutenção autoritária no poder” apesar da derrota frente a Lula da Silva (esquerda).

Em 08 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Lula, milhares de apoiantes de Bolsonaro invadiram as sedes dos três poderes em Brasília, denunciando uma alegada fraude eleitoral e apelando para uma intervenção militar.

Bolsonaro declarou-se inocente em Junho perante o Supremo Tribunal Federal, afirmando que “um golpe de Estado é algo abominável”. O ex-presidente poderá ser condenado a 40 anos de prisão.

No início de Agosto, antes mesmo da conclusão do julgamento, Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliária, na sua casa em Brasília, por ter desrespeitado uma proibição de se expressar nas redes sociais.

Apesar de ter sido declarado inelegível até 2030 por ataques sem provas à fiabilidade das urnas eletrónicas, o ex-presidente mantém a esperança de concorrer às presidenciais de 2026.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou hoje, em Berlim, que espera que a reunião marcada para sexta-feira, no Alasca, entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, resulte em um cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia.

“Discutimos a reunião no Alasca e esperamos que haja um cessar-fogo”, afirmou Zelensky após uma videoconferência com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e Donald Trump. O diálogo também contou com a participação de líderes europeus em reunião virtual.

Segundo anúncio da Casa Branca, a cimeira entre Trump e Putin acontecerá na base militar de Elmendorf-Richardson, localizada em Anchorage, no Alasca. Este local, no norte da cidade, é considerado o único no estado que atende aos requisitos de segurança necessários para uma reunião de grande porte como esta.

Este encontro será o primeiro entre os presidentes dos dois países desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

O Exército da República Democrática do Congo acusa o grupo rebelde M23 de violar repetidamente o acordo de cessar-fogo, com ataques sucessivos no leste do país. 

A região leste da República Democrática do Congo, rica em recursos naturais, é palco de confrontos há décadas entre forças governamentais e grupos armados.

O grupo rebelde M23, apoiado pelo Ruanda, retomou as armas em 2021 e já conquistou diversas zonas estratégicas, como Goma e Bukavu. Nos últimos dias, os confrontos intensificaram-se na cidade de Mulamba, na província de Kivu do Sul, onde a linha de frente estava relativamente estável desde Março.

Um acordo de cessar-fogo foi assinado no mês passado em Doha, no Qatar, com apoio dos Estados Unidos, e previa uma trégua permanente. No entanto, o Exército congolês afirma que os ataques “quase diários” representam uma violação clara do acordo. O exército do Congo prometeu responder às provocações com força.

O grupo M23, por sua vez, acusa o governo congolês de manter operações ofensivas. A situação agrava ainda mais a crise humanitária na região e ameaça colapsar os esforços diplomáticos em curso.

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