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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 79 pessoas morreram esta terça-feira, num acidente de viação no Afeganistão. As vítimas estavam num  autocarro superlotado que transportava afegãos expulsos do Irão.

O acidente na rodovia Herat-Cabul que ocorreu na noite da última terça-feira,  envolveu uma moto, um caminhão e um autocarro, segundo o governo local.

O autocarro transportava refugiados afegãos expulsos do Irão, parte de um êxodo de centenas de milhares de pessoas, que estavam a caminho da fronteira para Cabul.

As autoridades afegãs apontaram que o autocarro pegou fogo após o acidente e que o número de mortos era de 79, com 17 crianças entre os mortos.

Os afegãos referem que os acidentes de trânsito têm sido comuns no Afeganistão devido à precariedade das estradas, situação agravada por décadas de guerra e motoristas que não seguem as regras.

 

Um ataque à mesquita, no noroeste da Nigéria, causou 32 mortos, segundo adianta o Notícias ao Minuto, citando um habitante da cidade de Unguwar Mantau.

O número actualiza a informação inicial difundida na terça-feira, quando foi conhecido o ataque à mesquita durante as orações matinais, que apontava para 13 mortos.

Segundo o Notícias ao Minuto, o comissário do estado de Katsina, Nasir Mu’azu, afirmou na terça-feira que o ataque à mesquita foi provavelmente uma retaliação por uma acção dos moradores de Unguwan Mantau, que no fim de semana emboscaram e mataram vários dos homens armados.

Ninguém assumiu imediatamente a responsabilidade pelo ataque na cidade de Unguwan Mantau.

Os ataques, que matam e ferem dezenas de pessoas, são comuns nas regiões noroeste e centro-norte da Nigéria, onde pastores e agricultores locais frequentemente entram em conflito pelo acesso limitado à terra e à água.

Os agricultores acusam os pastores, na maioria de origem fulani, de pastar o gado nas suas quintas. Já os pastores insistem que as terras são rotas de pastagem que foram inicialmente reconhecidas pela lei em 1965, cinco anos após o país ter conquistado a independência.

O conflito prolongado tornou-se mais mortal nos últimos anos, alertam autoridades e especialistas.

 

Pelo menos 393 pessoas morreram na sequência de chuvas fortes que caem no Paquistão e estão a causar destruição de infra-estruturas nos últimos cinco dias. O número pode aumentar, segundo o governo paquistanês.

Debaixo das chuvas torrenciais desde quinta-feira, Paquistão está em estado de alerta. Na sequência das enxurradas, foram contabilizados 393 mortos, grande parte registados na província montanhosa de Khyber-Pakhtunkhwa a noroeste.

No terreno, equipes de resgate tentam localizar dezenas de desaparecidos que podem estar soterrados. Segundo a autoridade de gestão de catástrofes do país, desde o dia 26 de Junho até aqui, há registo de 706 mortos.

O governo do Paquistão prevê mais danos humanos e materiais até meados de Setembro próximo, altura em que se prevê que o fenómeno chegue ao fim.

O Paquistão é considerado um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas. Em 2022, chuvas semelhantes mataram mais de 1.700 pessoas e causaram perdas económicas de mais de 30 mil milhões de euros.

 

Pelos menos 52 civis foram mortos, só neste mês, na República Democrática do Congo (RDC), pelas Forças Democráticas Aliadas, segundo a Missão das Nações Unidas para paz na República Democrática do Congo.

Os ataques das Forças Democráticas Aliadas (ADF), sediadas no Uganda, ocorreram nos territórios de Beni e Lubero, na província de Kivu do Norte, entre 9 e 16 de Agosto.

Condenando os assassinatos, a organização diz que a violência mais recente das ADF foi acompanhada por sequestros, saques e destruição de propriedades, tendo alertado que o número de mortos ainda pode aumentar.

A população da região já enfrenta uma situação humanitária precária e a missão da ONU promete reforçar o seu apoio às autoridades congolesas para a protecção de civis.

As ADF, formadas na década de 1990, por ex-rebeldes ugandenses, estão entre as várias milícias, que disputam terras e recursos no leste da República Democrática do Congo, rico em minerais.

A retomada da violência ocorre num momento em que um conflito separado, entre o exército da RDC e o grupo M23, apoiado por Ruanda, continua a ferver na região.

Ambos os lados se acusam mutuamente de violar um acordo de cessar-fogo recentemente alcançado, mediado pelos Estados Unidos.

O governo e o M23 concordaram em assinar um acordo de paz permanente até 18 de Agosto, mas até esta parte nenhum acordo foi anunciado.

 

O ex-primeiro-ministro do Mali, Choguel Kokalla Maïga, foi acusado de desvio de fundos públicos, falsificação e uso de documentos falsos, segundo fontes judiciais.

Kokalla Maïga, detido há uma semana, ficou agora em prisão preventiva após ser presente a um juiz do Supremo Tribunal e terá de responder às acusações num julgamento cuja data está ainda por marcar, avançou uma fonte judicial.

“Acreditamos na Justiça, estamos tranquilos à espera do julgamento”, declarou o advogado do ex-primeiro-ministro, Cheick Oumar Konaré, citado pela imprensa internacional.

Oito dos seus antigos colaboradores também foram detidos a 12 de Agosto no âmbito do mesmo caso.

Maïga, uma das figuras do Movimento 5 de Junho – Reunião das Forças Patrióticas (M5-RFP), foi nomeado primeiro-ministro em 2021 pela junta militar liderada pelo general Assimi Goïta, no poder desde 2020, antes de ser demitido no final de 2024 após ter criticado a junta.

Fracassou a tentativa de acordo de paz entre o governo da República Democrática do Congo e os rebeldes do M23, evento previsto para esta segunda-feira, noticia, hoje, AfricaNews. 

A reunião de conversação para o acordo de  paz estava prevista para ontem, mas, num comunicado no domingo, o movimento M23 afirmou que as conversações de paz não seriam retomadas a menos que todos os termos da declaração de princípios fossem totalmente implementados.

Os combates no leste da RDC intensificaram-se desde Janeiro, quando os rebeldes do M23, apoiados pelo Ruanda, tomaram grande parte do território, incluindo a capital regional de Goma.

Os rebeldes e o Governo congolês assinaram uma declaração de princípios em Julho, sob mediação do Qatar.

Uma autoridade do Qatar disse, no domingo, que um esboço de acordo para o fim dos combates tinha sido partilhado com o Governo congolês e os rebeldes.

Na semana passada, o exército congolês acusou o M23 de ameaçar o cessar-fogo ao lançar múltiplos ataques no leste do país.

 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou, esta segunda-feira, em Washington, na sequência do encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que os seus aliados ocidentais vão formalizar “dentro de dez dias” as garantias de segurança para a Ucrânia, para impedir qualquer novo ataque russo ao país, noticia o Observador.

“As garantias de segurança serão provavelmente decididas pelos nossos parceiros e haverá cada vez mais detalhes, pois tudo será colocado no papel e oficializado (…) dentro de uma semana a dez dias“, afirmou o chefe de Estado ucraniano, após negociações na Casa Branca, cita o Observador. 

Ainda de acordo com a fonte portuguesa, o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que uma das garantias de segurança para a Ucrânia, a acompanhar qualquer acordo de paz com a Rússia, deverá ser um exército ucraniano suficientemente “robusto” para impedir novos ataques de Moscovo.

Zelensky disse que está “pronto” para uma reunião bilateral com Putin, para pôr fim à invasão russa do seu país, que já dura há mais de três anos. “Estamos prontos para uma reunião bilateral com Putin e, depois disso, esperamos uma reunião trilateral” com a participação de Donald Trump, disse à imprensa.

A questão de eventuais concessões territoriais exigidas pela Rússia à Ucrânia “é uma questão que deixaremos entre mim e Putin”, acrescentou, segundo o Observador.

O Presidente finlandês, Alexander Stubb, manifestou dúvidas de que Putin esteja disponível para a sequência de reuniões que se anunciou no final do encontro na Casa Branca, que juntou, para além de Stubb, do anfitrião, Donald Trump e Zelensky, os Presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, e o seus homólogos britânico, Keir Starmer, e italiana, Giorgia Melonio, e ainda as lideranças da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e da NATO, Mark Rute.

As reuniões em Washington giraram em torno das garantias de segurança, que devem ser fornecidas à Ucrânia pelos seus aliados do Velho Continente, em “coordenação” com os Estados Unidos.

 

O Governo da RDC rejeitou a nomeação de um cônsul-geral para a cidade de Goma pelo Quénia, descrevendo a decisão como “inadequada”. Goma, situada no leste da RDC, tem sido o centro de um conflito entre o Governo congolês e o grupo rebelde M23, apoiado pelo Rwanda.

O grupo lançou um ataque relâmpago à cidade regional, rica em minerais, em Janeiro. Goma caiu nas mãos do grupo rebelde após dias de combates, e o exército congolês retirou. Kinshasa afirmou que a nomeação de um cônsul para a cidade representava um desrespeito pela integridade territorial do país e poderia parecer legitimar a ocupação do grupo.

Além disso, afirmou que o Quénia não contactou Kinshasa antes de fazer o anúncio, como exige o direito internacional e a prática diplomática. O grupo M23, apoiado pelo Rwanda, conquistou este ano grandes áreas de território no leste da RDC, na sua longa batalha contra o exército.

Após as suas conquistas territoriais, o grupo tentou estabelecer um governo paralelo, como parte da Aliança do Rio Congo, alegando estar a libertar a região do que alega ser um governo desgovernado por Kinshasa. O grupo foi acusado de abusos generalizados no conflito, que matou milhares de pessoas e desalojou centenas de milhares.

A mediação do Qatar entre o governo congolês e o M23 levou à assinatura recente de uma “declaração de princípios” para pôr fim aos conflitos de décadas, mas as negociações falharam desde então e os combates foram retomados. Os países vizinhos, incluindo o Ruanda, o Burundi, Uganda e o Quénia, têm tropas em terra, complicando os esforços regionais para pôr fim aos conflitos.

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