O Presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, alertou para o impacto da violência persistente em vários países africanos, considerando que a insegurança está a comprometer a agricultura, a educação e os esforços de desenvolvimento no continente.
Ndayishimiye falava durante o Fórum Africano de Alamein, no Egipto, que reuniu chefes de Estado, dirigentes e representantes do sector empresarial de vários países africanos.
Segundo o Presidente burundês, a insegurança impede as populações de desenvolverem actividades agrícolas e dificulta o acesso das crianças à escola, além de limitar a capacidade das instituições de planear e executar projectos de desenvolvimento.
O estadista manifestou particular preocupação com a situação na República Democrática do Congo e no Sudão, que, segundo afirmou, enfrentam uma catástrofe humanitária de grandes proporções.
No mesmo encontro, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, apelou aos países africanos para que respeitem os direitos e os interesses uns dos outros, numa referência às disputas sobre a utilização dos recursos naturais do continente.
O Egipto mantém uma longa disputa com a Etiópia em torno da Grande Barragem do Renascimento Etíope, projecto que tem gerado divergências entre os dois países sobre a gestão das águas do rio Nilo.
Al-Sisi defendeu que todos os Estados têm direito ao desenvolvimento e à utilização dos seus recursos naturais, mas sublinhou que esse direito deve ser exercido de forma responsável, sem prejudicar outros países.
O Fórum de Alamein deverá passar a realizar-se de dois em dois anos, sob o mandato da União Africana, com uma agenda centrada em áreas como infra-estruturas, comércio, agricultura, saúde, mineração, tecnologia e energias renováveis.