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O País – A verdade como notícia

Botswana declara emergência de saúde pública, devido à  uma crise sanitária que coloca os hospitais e clínicas sem medicamentos e mantimentos. O país está com dificuldades para tratar doenças como hipertensão, cancro e diabetes.

A emergência sanitária que assola o Botswana está a colocar o país em condições cada vez mais difíceis na prestação dos serviços básicos de saúde à população. Pacientes com doenças como  hipertensão, cancro e diabetes são os mais afectados, devido a ruptura de stok de medicamentos.

O Ministério da Saúde atribui a crise aos desafios financeiros. O Presidente Dumo Boko diz que o aumento dos custos de aquisição e os sistemas de distribuição ineficientes levaram a perdas, desperdícios e danos.

No início de agosto, o Ministério da Saúde alertou para o esgotamento dos stocks e adiou todas as cirurgias não urgentes, mas a crise prevalece. 

Desde então, o Ministério das Finanças aprovou 250 milhões de pulas que equivalem a 1.1 mil milhões de meticais em fundos de emergência para material médico.

O orçamento do Botswana tem estado sob pressão este ano, em grande parte devido à queda prolongada do mercado global de diamantes, uma das bases da sua economia. 

O presidente francês, Emmanuel Macron, considerou “intolerável” o ataque ao hospital Nasser, em Gaza, e instou Israel a respeitar o Direito internacional, salientando que “civis e jornalistas devem ser protegidos em todas as circunstâncias”.

“Os meios de comunicação social devem poder cumprir a sua missão de forma livre e independente para cobrir a realidade do conflito”, disse Macron após uma conversa telefónica com o Emir do Qatar, cita Lusa.

Vários países, a par da França, condenaram o ataque israelita ao hospital Nasser, em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, que matou pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas.

O chefe da diplomacia do Qatar, Mayed al-Ansari, condenou estes ataques, que disse constituírem “um novo episódio na série de crimes odiosos cometidos pela ocupação contra o povo palestiniano irmão e uma violação flagrante do direito internacional”.

Al-Ansari sublinhou que ataques contra jornalistas e pessoal médico requerem “uma acção internacional e decisiva”.

Também a diplomacia alemã manifestou o seu choque com a morte de jornalistas, de equipas de salvamento e de civis, defendendo que o ataque deve ser investigado.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, Israel deve “permitir imediatamente o acesso de meios de comunicação estrangeiros independentes e garantir a proteção dos jornalistas em Gaza”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano descreveu o ataque como um “crime odioso”.

O Vaticano, através do cardeal Pietro Parolin, diz-se “atordoado com o que está a acontecer em Gaza”, apesar da “condenação mundial”.

“Também aqui parece que não há atualmente nenhuma esperança de solução e que a situação está a tornar-se cada vez mais complicada, sobretudo do ponto de vista humanitário”, acrescentou.

Também os chefes da diplomacia dos 57 países-membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), que se reuniram hoje, afirmaram que Israel deve ser responsabilizado pelo Direito internacional por “crimes de guerra e genocídio” na Faixa de Gaza.

Os países apresentaram uma resolução em que exigem responsabilização e ação penal ao abrigo do direito internacional numa reunião extraordinária realizada na cidade saudita de Jeddah.

Em Novembro passado, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu três mandados de captura para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o antigo ministro da Defesa de Israel Yoav Gallant e o líder do Hamas, Mohammed Deif – entretanto morto – pelas acções realizadas na Faixa de Gaza e nos ataques do Hamas a 7 de Outubro de 2023, que desencadearam a ofensiva israelita no território palestiniano.

Israel bombardeou o hospital Nasser, esta manhã e, quando jornalistas e socorristas chegaram ao local para ajudar as vítimas e documentar o que aconteceu, voltou a bombardeá-lo, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, numa técnica conhecida como “golpe duplo”.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, definiu o ataque como “um trágico acidente”.

Vários grupos de manifestantes bloquearam hoje algumas das principais estradas de Israel, para exigir um acordo de cessar-fogo e a libertação dos reféns na Faixa de Gaza, informou a agência de notícias Efe.

Alguns dos manifestantes incendiaram pneus para perturbar o trânsito em vários cruzamentos da cidade e outros protestaram em frente à casa de vários ministros israelitas, tal como mostram imagens partilhadas nas redes sociais por vários grupos pró-democracia israelitas.

Segundo a imprensa internacional, as manifestações são parte de uma série de protestos convocados para hoje pelo Fórum das Famílias dos Reféns e Desaparecidos, que representa a maioria dos familiares das pessoas raptadas nos ataques do grupo palestiniano Hamas de 07 de Outubro.

Há semanas que este grupo pede ao Governo israelita para pôr um ponto final na guerra e o regresso dos reféns.

Espera-se que várias marchas e protestos tenham lugar em todo o país ao longo do dia, culminando às 20:00 do horário local com uma manifestação na chamada Praça dos Reféns, em Telavive.

A 17 de Agosto, num evento semelhante, centenas de milhares de manifestantes encheram as ruas do centro de Telavive, para exigir um acordo que ponha fim à guerra, numa altura em que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, segue em frente com os planos de intensificar a ofensiva e tomar a cidade de Gaza.

O governo da África do Sul prometeu que não deixará que a retirada de cerca de 427 milhões de dólares em apoio dos EUA prejudique seu programa de HIV, mas está a ter dificuldades para preencher a lacuna. Especialistas, citados pela African News, alertam que os próximos anos poderão ver centenas de milhares de novas infecções.

Segundo a African News, a África do Sul tem mais pessoas a viverem com HIV do que qualquer outro país do mundo. Quando o presidente dos EUA, Donald Trump, cortou o orçamento de ajuda externa dos EUA, o impacto foi imediato, com clínicas gratuitas a fecharem as portas, deixando os pacientes sem medicamentos.   

Alguns pacientes, entrevistados pela imprensa sul-africana, dizem ter sido rejeitados em hospitais públicos, embora as autoridades insistam que isso não deveria acontecer.  Outros dizem que foram forçados a comprar medicamentos para HIV no mercado negro, onde os comprimidos custam quase o dobro do preço.

A operação militar conduzida pela Força Aérea da Nigéria resultou no resgate de  76 pessoas, no último sábado, vítimas de sequestro por grupos armados no estado de Katsina, no noroeste do país.

O resgate foi realizado após um ataque aéreo direcionado a uma área montanhosa em Pauwa Hill, na região de Kankara, onde operava um conhecido líder de gangue responsável por recentes ataques violentos na região noroeste da Nigéria.

 O grupo é suspeito de ter liderado a ofensiva contra uma mesquita e comunidades vizinhas na semana passada, acção que deixou cerca de 50 mortos.

O governo local confirmou a operação de resgate, em comunicado divulgado nesta segunda-feira, apontando que durante a ofensiva, 76 reféns foram libertados, mas uma criança perdeu a vida.

Os sequestros em massa com fins de extorsão tornaram-se frequentes no noroeste e centro da Nigéria, onde grupos criminosos armados invadem aldeias remotas para roubo e captura de civis, exigindo posteriormente resgates em dinheiro. 

Embora essas milícias actuem sem motivações ideológicas claras, autoridades e analistas têm alertado para uma crescente cooperação estratégica entre esses grupos e facções jihadistas, que actuam no nordeste do país.

O Departamento de Estado dos EUA reavaliará o estatuto do Quénia como país aliado da NATO, devido a preocupações com os crescentes laços do país com a China, Irão e Rússia a ser concluída dentro de 180 dias.

De acordo com o Jornal de Angola, Washington examinará os laços militares e económicos do Quénia com a China, incluindo a sua participação na Iniciativa do Cinturão e Rota do presidente Xi Jinping, de acordo com a directriz apresentada pelo senador Jim Risch (R-Idaho) em 01 de Agosto.

“No mês passado, o presidente Ruto declarou que o Quénia, um importante aliado, não pertencente à NATO, e a China são ‘co-arquitectos de uma nova ordem mundial’. Isso não é apenas alinhamento com a China; é lealdade”, disse Risch durante um discurso no Comité de Relações Exteriores do Senado em Maio, “Confiar em líderes que abraçam Pequim tão abertamente é um erro. É hora de reavaliar o nosso relacionamento com o Quénia e outros que forjam laços estreitos com a China”, escreve o Jornal de Angola.

O relacionamento de Nairobi com o Irão e a Rússia, bem como com os grupos extremistas violentos Al-Shabaab e as Forças de Apoio Rápido do Sudão, também serão revistos. Além disso, o Senado mandatou o Departamento de Estado para investigar se o Governo do presidente William Ruto usou inteligência de segurança dos EUA para sequestrar e torturar civis.

O ex-presidente dos EUA, Joe Biden, deu ao Quénia o estatuto em Junho de 2024 como o primeiro país da África Subsaariana na sua relação com os EUA, o que lhe valeu a criação de uma parceria estratégica com as forças armadas norte-americanas e vem com vários privilégios militares e financeiros. Se os EUA retirarem o estatuto do Quénia, os seus militares poderão perder o acesso a equipamentos avançados de defesa e a participação em operações conjuntas, incluindo a missão de segurança no Haiti, avança o Jornal de Angola.

O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, afirmou, hoje, que os Estados Unidos querem um Irão “obediente” que aceite as suas exigências, garantindo que o país se vai opôr e descartando que a negociação directa com Washington resolva as tensões, escreve o Notícias ao Minuto.

Ali Khamenei destacou que o país “com a sua história, dignidade e grandeza, nunca será subjugado”, e advertiu que a nação enfrentará “com toda a sua força” aqueles que pretendem impor essa condição.

Khamenei, segundo o Notícias ao Minuto, rejeitou os apelos dentro do país para iniciar negociações directas com Washington a fim de chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano e aliviar as tensões.

“Aqueles que nos dizem por que não negociamos directamente com os EUA e não resolvemos os problemas só veem as aparências. À luz do verdadeiro objectivo da hostilidade dos Estados Unidos em relação ao Irão, essas questões são insolúveis”, afirmou.

O líder supremo iraniano disse ainda que Israel e os EUA compreenderam, após “a resistência e a poderosa união do povo, dos responsáveis e das forças armadas” na guerra dos 12 dias em Junho, que não é possível “subjugar a nação iraniana com a guerra nem obrigá-la a obedecer”.

Por isso, indicou que agora procuram alcançar o seu objectivo através da “criação de divisões dentro do país”, pelo que insistiu na necessidade de manter a coesão interna.

As declarações surgem depois de a Frente de Reformas – uma coligação de partidos reformistas – e várias figuras próximas terem apelado nos últimos dias a mudanças estruturais no país, especialmente na política externa, e a aceitar a exigência do Ocidente de suspender o enriquecimento de urânio em troca do levantamento das sanções que asfixiam a economia, adianta o Notícias ao Minuto.

Pelo menos oito pessoas morreram na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, incluindo dois bebés com poucos meses de idade, devido à fome no território palestiniano. A informação foi tornada pública pelas autoridades locais.

A situação na Faixa de Gaza continua crítica, com o número de mortos a aumentar a cada dia. Desta vez, pelo menos oito pessoas morreram, incluindo dois bebês recém-nascidos, devido à fome .

Os dados, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, elevam o número total das vítimas de fome para 281, sendo que destas 114 são crianças.

Uma das crianças que morreu na sexta-feira, era uma menina de 5 meses, internada num Hospital após sofrer de “desnutrição grave.

A ONU declarou a fome na província de Gaza, na sexta-feira, a primeira vez no Médio Oriente, e alertou que a situação deverá alargar-se às províncias de Deir el-Balah (centro) e Khan Younis (sul) até ao final de Setembro.

O secretário-geral-adjunto das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou, na sexta-feira, que se trata de uma fome “previsível e evitável” causada pelo homem.

Num outro comunicado, o Ministério da Saúde de Gaza apelou este sábado à comunidade internacional para agir e ir além de meras declarações.

Israel negou a existência de fome na Faixa de Gaza e acusou a ONU de veicular uma narrativa falsa do Hamas.

A ofensiva israelita já provocou mais de 62.260 mortos em Gaza, a maioria civis, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza, considerados fiáveis pela ONU.

O embaixador da Ucrânia em Moçambique diz que a guerra, que dura há anos, é uma violação à independência do país. A comunidade ucraniana residente em Maputo reuniu-se, hoje, para orar pela paz, no âmbito dos 34 anos da independência do país. 

Pelo quarto ano consecutivo, a Ucrânia celebra a sua independência em meio a guerra. Ainda sem luz verde para o cessar-fogo, quem, mesmo de longe, acompanha a morte de conhecidos e vê a destruição da terra que o viu nascer, o seu desejo é a paz. 

Em meio a orações, a comunidade ucraniana residente em Maputo, reuniu-se na Sé Catedral para reforçar o pedido de intervenção divina, para pôr fim à guerra. 

Há cerca de 10 anos em Moçambique, Saril Allan deseja regressar ao país, mas fala de uma Ucrânia irreconhecível devido à destruição. 

O embaixador da Ucrânia, Rostyslav Tronenko, que garante que o seu país está aberto a negociações de cessar-fogo, diz que o conflito é uma ameaça à independência.

A União Europeia esteve também representada nas orações e prometeu continuar a apoiar a Ucrânia, para o fim da instabilidade, disse Antonino Maggiore, Embaixador da União Europeia em Moçambique. 

O presidente ucranaino, Volodymyr Zelensky, felicitou os ucranianos pelo dia da independência com uma mensagem emotiva sobre a aspiração a uma paz justa, segura e duradoura.

 

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