Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Os incêndios já destruíram, este ano, em Portugal mais de 316.100 hectares, segundo o sistema da Comissão Europeia, que aponta para quase 54.000 hectares queimados só no domingo. Os incêndios parecem começar a dar tréguas, depois de no domingo se ter registado o número mais elevado de ocorrências este ano que culminaram com a morte de pelo menos 36 pessoas, avançou o Notícias ao Minuto.

Os dados disponíveis, ao início da manhã de hoje, no EFFIS, Sistema do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite, indicavam que só na zona do Pinhal Litoral, que abrange o Pinhal de Leiria, arderam no domingo e ontem, 11.394 hectares.

Depois desta, a maior área destruída pelas chamas que deflagraram no domingo foi na região do Pinhal Interior Norte, que abrange os concelhos de Penacova e Arganil, entre outros, onde arderam mais de 16.000 hectares, segundo o EFFIS.

O último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), com dados até final de Setembro, indicava que os incêndios florestais tinham queimado este ano mais de 215 mil hectares, o valor mais elevado dos últimos 10 anos.

Só os grandes incêndios (mais de 100 hectares) foram responsáveis por quase 90% do total de área ardida, segundo o ICNF.

A polícia queniana matou entre 33 e 50 pessoas e feriu outras centenas nalgumas partes de Nairóbi, em resposta aos protestos ocorridos após as eleições de Agosto, revela um relatório conjunto da Amnistia Internacional e da Human Rights Watch, citado pelo Observador.

O relatório, “Matem esses criminosos”: Violações das Forças de Segurança nas eleições de Agosto de 2017 no Quénia”, hoje divulgado, documenta o uso excessivo de força pela polícia e, em alguns casos, por outros agentes de segurança, contra manifestantes e moradores de alguns bastiões da oposição.

Os investigadores descobriram que, embora a polícia se comportasse adequadamente em alguns casos, em muitos outros matou ou espancou manifestantes até à morte.

Outras vítimas morreram por asfixia devido à inalação de gás lacrimogéneo e gás pimenta, ao serem atingidas por lâmpadas de gás disparadas de perto, ou esmagadas por multidões em fuga.

De acordo com o relatório, a polícia esteve directamente envolvida nas mortes de pelo menos 33 pessoas. Outras 17 foram presas e mortas, a maioria delas em Kawangware, mas os investigadores não conseguiram confirmar os casos.

“As autoridades quenianas devem assegurar urgentemente que todos os responsáveis pelo uso ilegal da força sejam responsabilizados e que a polícia cumpra as leis e normas internacionais sobre o uso da força durante o próximo período de repetição de eleições”, defende o documento.

A investigação anterior da Human Rights Watch tinha documentado 12 assassinatos da polícia durante os protestos no oeste do Quénia. A Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quénia, por seu lado, documentou 38 mortes, cinco das quais são complementares as 33 referidas no relatório de hoje.

Pelo menos quatros pessoas morreram e seis ficaram feridas num acidente com um avião de carga na Costa do Marfim, escreve o Euronews.

O avião de carga despenhou-se, hoje, no mar pouco depois de descolar do aeroporto internacional de Abidjan, capital económica da Costa do Marfim.

O acidente ocorreu durante uma forte tempestade. Pelo menos quatro pessoas morreram e seis ficaram feridas. As vítimas mortais têm nacionalidade moldava.

Ao que tudo indica, o aparelho é um Antonov AN-26, fabricado na antiga União Soviética entre 1969 e 1986.

O acidente ocorreu a escassos metros da costa, a cerca de 250 quilómetros da capital do país, Yamoussoukro.

De acordo com a imprensa local, a aeronave pertencia à companhia Valan Air e transportava carga militar para o exército francês.

Os primeiros resultados provisórios das eleições presidenciais na Libéria indicam que George Weah, antigo jogador profissional de futebol, está à frente na contagem dos votos, escreve o Notícias ao Minuto.

De acordo com os dados preliminares divulgados pela Comissão Nacional de Eleições, Weah tem o maior número de votos nas 14 das 15 províncias do país, enquanto o actual vice-presidente, Joseph Bokai, lidera na província de Lofa, onde nasceu.

No total, 20 candidatos concorrem às presidenciais na Libéria.

O presidente da Comissão Nacional de Eleições, Jerome Korkoya, alertou que os primeiros resultados divulgados representam ainda uma pequena percentagem do número total de votos e pediu cautela aos candidatos quanto a eventuais declarações de vitória que podem ser extemporâneas.

A Libéria escolhe o sucessor de Ellen Johnson Sirleaf, a presidente que liderou o país após o final da guerra civil e durante a crise sanitária provocada pelo vírus Ébola que matou cindo mil liberianos.

Ontem, um dos maiores partidos políticos da Libéria pediu a paragem da contagem dos votos alegando irregularidades e fraudes durante a votação.

Os apoiantes do Partido da Liberdade afirmam que a hora de início da votação começou tarde e referiu-se a falta de condições em, pelo menos, uma assembleia de voto em Monróvia.

A comissão eleitoral já disse, entretanto, que está disposta a receber todos os protestos e queixas, mas deixou claro que a contagem dos votos não vai ser suspensa.

"Temos um mandato constitucional para organizar as eleições e declarar os resultados definitivos daqui a 15 dias", disse Henry Boyd Flod, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições.

O Carter Center, um dos observadores às eleições presidenciais na Libéria, já sublinhou o "ambiente de calma" durante a votação e, apesar de ter detetado "falta de condições" em alguns centros de voto, remeteu a declaração final sobre as eleições para o dia em que forem divulgados os resultados definitivos.

"Qualquer que seja o resultado, estas eleições vão resultar na transferência de poder um órgão democraticamente eleito para outro, pela primeira vez na vida dos liberianos", disse o Carter Center, através de um comunicado.

Os Estados Unidos anunciaram, hoje, oficialmente sua decisão de se retirar da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O país permanecerá como membro da entidade até o final do ano, escreve o site brasileiro G1.

Segundo o Departamento de Estado do país, os EUA pretendem estabelecer uma missão permanente como "observadores" nesse organismo.

"Não foi uma decisão fácil e reflete as preocupações dos EUA com pagamentos em atraso na Unesco, a necessidade de reformas fundamentais na organização e a continuidade do viés anti-Israel na Unesco", informou o departamento.

A Unesco lamentou publicamente a saída dos EUA como país membro da organização.

A directora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar profundamente a decisão dos EUA de se retirar da entidade, após ter recebido a notificação oficial do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson.

Bokova acrescentou que a decisão dos EUA marca uma perda para o multilateralismo e para a família das Nações Unidas.

Os EUA cancelaram substancialmente suas contribuições em dinheiro para a Unesco em 2011, em protesto contra a decisão de permitir o ingresso integral dos palestinos na entidade.

A procuradoria da Turquia ordenou, hoje, a prisão de 70 oficiais do exército por presumíveis ligações ao fracassado golpe de Estado do 15 de Julho de 2016, informou o jornal Hürriyet, citado pelo Notícias ao Minuto.

Todos os visados se encontram no activo, 62 são membros da Força Aérea, quatro da Marinha e dois do Exército, a somar a outros dois da gendarmaria (polícia).

A procuradoria de Konya, na região central de Anatólia, ordenou a detenção após o interrogatório de outros suspeitos de envolvimento no golpe detidos anteriormente.

Desde a tentativa de golpe, mais de 140 mil funcionários foram despedidos e mais de 10 mil despedidos por supostas ligações ao clérigo Fethullah Gülen.

Ancara culpa o predicador Fethullah Gülen, exilado desde 1999 nos Estados Unidos, e antigo aliado do Presidente Recep Tayyip Erdogan, pela tentativa de golpe de Estado de 20 de Julho de 2016, acusando-o de liderar uma "organização terrorista" que se infiltrou nas instituições turcas para erguer um "Estado paralelo".

Na sequência do fracassado golpe, a Turquia lançou uma purga sem precedentes contra supostos apoiantes do clérigo, que sempre negou qualquer envolvimento no golpe.

Ontem, arrancou em Istambul o julgamento contra 143 soldados turcos acusados de terem disparado contra civis que saíram para as ruas para se manifestarem contra os golpistas na noite de 15 para 16 de Julho do ano passado.

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) acusou o exército do Ruanda de recorrer à tortura para conseguir confissões de suspeitos detidos. A acusação foi feita num relatório divulgado hoje, de acordo com o Notícias ao Minuto.

No relatório "Obrigar-te-emos a confessar: tortura e detenção militar ilegal no Ruanda", a HRW afirma ter documentado 104 casos de pessoas detidas ilegalmente e, na maioria, vítimas de actos de tortura — bastonadas, choques eléctricos, simulações de execução — em centros de detenção do exército ruandês entre 2010 e 2016.

"Investigações realizadas durante um certo número de anos demonstram que os responsáveis militares no Ruanda podem recorrer à tortura a seu critério", declarou Ida Sawyer, directora para a África Central da Human Rights Watch.

"A impunidade pela detenção ilegal e a utilização sistemática da tortura leva numerosas vítimas a abandonarem qualquer esperança de justiça", referiu.

Segundo a HRW, a maioria das vítimas foram detidas por alegadamente pertencerem às Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda, rebeldes hutus ruandeses que se instalaram no leste da República Democrática do Congo. Alguns dos seus membros fundadores são acusados de terem participado no genocídio de 1994.

Outras vítimas são suspeitas pelas autoridades de terem ligações com o Congresso Nacional Ruandês, um grupo da oposição no exílio, composto sobretudo por antigos membros do partido no poder, ou de apoiarem Victoire Ingabire, presidente detido do partido — não reconhecido pelas autoridades — das Forças Democráticas Unificadas.

A HRW exige às autoridades do Ruanda e às Nações Unidas que investiguem os casos.

O Governo do Ruanda, dirigido desde 2000 pelo antigo líder guerrilheiro Paul Kagame, negou a existência de campos militares de detenção ilegal.

O Governo devia falar em Kigali sobre as conclusões de um anterior relatório da HRW, mas a conferência de imprensa foi anulada à última hora.

Nesse relatório, divulgado a 29 de Setembro, a HRW acusava as forças de segurança de detenções, desaparecimentos forçados e ameaças a políticos da oposição, após a reeleição a 4 de Agosto para um terceiro mandato do Presidente Kagame, com mais de 99% dos votos.

Elogiado pela transformação económica do país, Kagame é regularmente criticado por organizações de direitos humanos por limitar as liberdades civis e silenciar a oposição.
 

Ao todo, 50 pessoas foram julgadas pelo ataque à esquadra de Helwane, no sul do Cairo, em que morreram três polícias em 2013. Oito foram condenadas à morte e as restantes a pena de prisão perpétua, avançou o Notícias ao Minuto.

O tribunal considerou que os acusados se barricaram atrás de um muro e dispararam contra a polícia e civis presentes na esquadra, além de incendiarem o edifício e várias viaturas da polícia e de particulares.

Quarenta e cinco dos acusados foram condenados a pagar pelos dos danos causados.

A sentença é passível de recurso.

O Comité Nobel norueguês atribuiu o Nobel da Paz de 2017 à Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN) pelos esforços feitos no sentido de um mundo sem armas nucleares, escreve o site português Diário de Notícias.

O Comité Nobel na fundamentação da escolha da ICAN apela aos Estados detentores de armas nucleares que se comprometam a eliminar gradualmente os respectivos arsenais, estimando existir no mundo cerca de 15 mil armas nucleares.

O Comité Nobel destaca na sua fundamentação "o renovado vigor" que as acções da ICAN permitiram dar aos esforços para libertar o mundo dos armamentos nucleares.

A decisão do Comité Nobel norueguês incide sobre nomes propostos até 31 de janeiro. Os seus cinco elementos podem acrescentar nomeações. Qualquer pessoa pode ser nomeada, mas as nomeações só podem ser feitas pelas seguintes categorias: membros de governos em funções, deputados e chefes de Estado; membros do Tribunal Internacional de Justiça de Haia e do Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia; membros do Instituto de Direito Internacional; professores universitários das áreas de humanidades e de teologia e religião; reitores e diretores de universidades; diretores de institutos de estudos para a paz e de política internacional; laureados com o Nobel da Paz; responsáveis de organizações distinguidas com o Nobel da Paz; atuais e antigos membros do Comité Nobel norueguês e ex-conselheiros desta entidade. O prémio é anunciado na sexta-feira da primeira semana completa de Outubro e a entrega realiza-se a 10 de Dezembro em Oslo.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE