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O País – A verdade como notícia

O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, anunciou, ontem, que vai nomear uma mulher para o cargo de vice-presidente.

Durante um comício do partido no poder, ZANU-PF, em Bulawayo, o presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, disse que o partido vai mudar a sua constituição para garantir que no congresso marcado para Dezembro, um dos dois vice-presidentes nomeados seja uma mulher.

A esposa do presidente, Grace Mugabe, disse não haver nada de errado se Robert Mugabe a nomear para o cargo.

Analistas afirmam que, caso a nomeação ocorra, irá afastar da corrida Emmerson Mnangagwa, tido como possível sucessor de Mugabe.

Lembre-se que a primeira-dama acusa Emmerson Mnangagwa de ser a raiz de desentendimentos na ZANU-PF.

Robert Mugabe, de 93 anos de idade, disse no mesmo comício estar cansado de insultos constantes de pessoas que disse serem apoiantes de Mnangagwa.

O outro vice-presidente é Phelekezela Mphoko que não tem grande apoio dentro do partido

Os republicanos George H. W. Bush e George W. Bush, respectivamente o 41º e o 43º presidentes dos Estados Unidos, admitem as suas desconfianças sobre o actual republicano que lidera a Casa Branca, Donald Trump, de acordo com Notícias ao Minuto.

As revelações de que o New York Times dá conta surgem num novo livro do historiador Mark K. Updegrove, que sairá este mês no mercado norte-americano: ‘The Last Republicans’ (‘Os últimos republicanos’).

Neste livro que aborda a presidência e a relação entre os dois Bush, os ex-presidentes fazem algumas confidências, nomeadamente que nenhum deles votou em Trump, candidato do seu partido.

George H. W. Bush, o pai, presidente entre 1989 e 1993, revela mesmo que votou em Hillary Clinton, a candidata democrata, nas últimas eleições. Já George W. Bush, o filho, presidente entre 2001 e 2009, admitiu que não votou nem em Trump nem em Hillary Clinton; votou em branco.

Nas conversas que mantiveram com o autor, Bush pai admite mesmo, em Maio de 2016, meses antes de Trump ser eleito, que não gostava do milionário nova-iorquino. Criticou o ego de Trump e disse ainda  que “não estava muito animado” com a ideia de Trump ser o presidente.

Já o filho critica a “exploração da raiva” de Trump e admitiu mesmo ao autor a sua preocupação com o futuro do partido: “Preocupa-me que poderei ser o último presidente republicano”, uma frase que serviu também de inspiração para o título do livro.

 

O autor do ataque perpetrado, ontem, em Manhattan, que causou oito mortos e 11 feridos, "está ligado" ao auto-proclamado Estado Islâmico e "radicalizou-se" nos Estados Unidos, divulgou o governador de Nova Iorque, citado pelo Notícias ao Minuto.

Em declarações ao canal de televisão americano CNN, o governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, confirma as indicações que já tinham sido referidas por alguns órgãos de comunicação social, segundo os quais o atacante terá deixado uma mensagem, escrita em árabe, na qual manifestará aliança ao grupo terrorista.
Segundo o jornal New York Times, a mensagem, juntamente com uma bandeira do autoproclamado Estado Islâmico, terá sido encontrada dentro da carrinha utilizada no ataque registado perto do memorial do World Trade Center, em Manhattan.

O atacante investiu a carrinha contra quem passava numa ciclovia movimentada, causando pelo menos oito mortos e 11 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Porém, as fontes ouvidas pelo New York Times frisam que nada permite estabelecer uma ligação directa entre o atacante e o autoproclamado Estado Islâmico, podendo tratar-se apenas de um ataque "inspirado" na actuação do grupo terrorista.

A carrinha, alugada, foi depois abandonada pelo condutor, munido com duas armas de imitação nas mãos. O homem acabou por ser detido, depois de ser baleado no abdómen e hospitalizado. As autoridades estimam que sobreviva.

A identidade do atacante não foi divulgada oficialmente pelas autoridades (que disseram simplesmente tratar-se de um homem de 29 anos), mas, segundo fontes citadas pela agência de notícias Associated Press, também citada pelo Notícias ao Minuto, trata-se de Sayfullo Saipov, de 29 anos, natural do Uzbequistão, que chegou aos Estados Unidos em 2010, sendo titular de residência permanente. Com carta de condução da Flórida, tem residência em Nova Jérsia. Segundo o jornal New York Times, trabalhava como motorista da Uber e já estaria no radar da polícia americana.

O ataque – o primeiro em Nova Iorque com registo de mortos desde os atentados contra o World Trade Center a 11 de setembro 2001 — causou oito mortos, entre os quais seis estrangeiros (uma belga, cinco argentinos), e feriu onze pessoas (cinco das quais estrangeiras: três belgas, uma alemã e um argentino), que estão hospitalizadas, mas fora de perigo.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já ordenou o reforço do controlo das entradas de estrangeiros no país.
 

 

O chefe de Estado do Quénia, Uhuru Kenyatta, foi reeleito na repetição das eleições presidenciais quenianas de quinta-feira passada, boicotadas pela oposição, obtendo 98,26% dos votos, anunciou ontem a comissão eleitoral local, citada pela imprensa internacional.

Segundo o presidente da comissão eleitoral, Wafula Chebukati, a taxa de participação foi de apenas 38%, dando a Kenyatta 4,483 milhões de votos, contra apenas 73228 do líder da oposição, que, apesar do boicote, não abandonou oficialmente a corrida presidencial.

Nas presidenciais de 8 de Agosto último, anuladas para 1 de Setembro pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) queniano por terem sido dadas como provadas as acusações de ilegalidade e irregularidades cometidas pela própria comissão eleitoral, a taxa de participação foi de 79%.

Antes do anúncio dos resultados, Chebukati disse acreditar que a votação de quinta-feira última decorreu de forma livre, justa e credível, depois de, na semana passada, três dias antes da votação, ter afirmado que não podia garantir a credibilidade das eleições.

A votação foi boicotada em 25, das 291 circunscrições nacionais, o que representa cerca de 9% do eleitorado de todo o país. O boicote acabaria repetido sábado, dia em que a comissão eleitoral tentou organizar a votação nas circunscrições em falta.

O líder da oposição, Raila Odinga, 72 anos e três vezes candidato derrotado às presidenciais quenianas (1997, 2007 e 2013), boicotou a repetição da votação por não terem sido concretizadas reformas na Comissão Eleitoral.

Mergulhado na incerteza, o Quénia conheceu nos últimos dias actos de violência em todo o país que, segundo balanços oficiais, causaram nove mortes, maioritariamente na região oeste do país e nos arredores da capital, Nairóbi.

Já no período pós-eleitoral de 08 de Agosto, a violência também assolou o país, provocando pelo menos 49 mortos e dezenas de feridos, na maioria devido à repressão policial.

A repressão da polícia foi, por outro lado, criticada ontem pela Amnistia Internacional, que, num comunicado, condenou a brutalidade com que actuou contra apoiantes da oposição a seguir à votação de quinta-feira, sobretudo em Nairóbi e em Kisumu, a terceira maior cidade do país.
 

 

 

O colapso de um túnel num laboratório nuclear na Coreia do Norte terá causado a morte a pelo menos 200 pessoas, segundo órgãos de comunicação social japoneses, citados pelo Notícias ao Minuto. A informação avançada cita um funcionário norte-coreano. O funcionário conta que o acidente ocorreu no dia 10 de Outubro e foi escondido. 

Em causa estava a construção de um túnel subterrâneo que acabou por colapsar. Mais de 100 pessoas ficaram presas no local e as tentativas de salvamento levaram ainda a mais um colapso que elevou o número de mortes.

De acordo com a televisão japonesa Asahi, a mesma fonte acredita que o solo em redor do laboratório nuclear ficou enfraquecido devido aos testes nucleares, o que poderá ter espoletado o colapso.

A Coreia do Norte ainda não reagiu oficialmente à fuga de informação e não confirmou o sucedido.

 

O primeiro chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general João Baptista de Matos, morreu em Espanha, aos 62 anos, vítima de cancro de pâncreas, noticiou o Expresso.

João Baptista de Matos foi um dos mais conceituados generais das Forças Armadas Angolanas, que ajudou a criar, a 09 de Outubro de 1991, e vivia entre Espanha e Angola há vários anos, sendo públicas as participações que detinha em várias empresas.

Chegou a liderar a força militar angolana enviada para a República Democrática do Congo, a pedido do então Presidente Laurent-Désiré Kabila, na guerra civil que atingiu o país vizinho, em 1998.

Foi chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas entre 1991 (antes das primeiras eleições angolanas) e 1999.

Quatro civis e um polícia foram mortos, hoje, em Goma, no leste da República Democrática do Congo, à margem de uma manifestação para exigir a saída do Presidente Joseph Kabila, avançou o Notícias ao Minuto.

A RD Congo está a atravessar uma profunda crise política ligada à manutenção de Kabila no poder, cujo mandato expirou a 20 de Dezembro de 2016.

A Constituição congolesa não permite qualquer acção política do chefe de Estado, embora o autorize a permanecer em funções simbólicas até à eleição de um sucessor.

As próximas eleições presidenciais, segundo Kabila, não deverão realizar-se antes de 2019, ideia reforçada recentemente pelo presidente da Comissão Eleitoral Nacional, Corneille Nangaa.

Pelo menos cinco pessoas morreram num ataque suicida no nordeste da Nigéria disse hoje à France Presse um membro das milícias pró-governamentais que combatem os extremistas do grupo Boko Haram, citado pelo Notícias ao Minuto.

A explosão atingiu uma mesquita de uma povoação a cerca de 15 quilómetros a norte de Maiduguri, capital do Estado de Borno, explicou Ajiri Yala, chefe da milícia Civilian Joint Task Force (CJTF).
"Um 'kamikaze' disfarçado de crente entrou na mesquita na altura da oração da manhã", disse a mesma fonte.

"O homem fez explodir o cinto armadilhado provocando cinco mortos e ferimentos a várias pessoas", acrescentou.

No domingo, um membro das milícias que combatem ao lado das forças do governo foi morto na sequência de um outro ataque suicida em Maiduguri e na semana passada um triplo atentado suicida fez 14 mortos junto à porta do campo de deslocados de Muna.

As Nações Unidas, que coordenam as actividades humanitárias na região, já demonstraram preocupação pelos "ataques constantes" nos campos de deslocados.

Cerca de um milhão de pessoas encontram-se concentradas no campo de deslocados de Maiduguri.

Pelo menos 23 pessoas morreram na sequência da explosão de dois carros armadilhos e subsequente ataque, já reivindicado pelo grupo extremista al-Shabab, contra um hotel do centro da capital da Somália, de acordo com Notícias ao Minuto.

Um polícia somali disse que as forças de segurança acabaram com a ocupação do hotel por cinco extremistas, que invadiram o edifício depois da explosão de um carro junto ao portão de entrada na tarde de sábado, escreve a agência Associated Press.

O capitão Mohamed Hussein disse que as tropas recuperaram o controlo do hotel na manhã de hoje, depois de terem matado três atacantes e capturado outros dois.

Trata-se do hotel Nasa-Hablod, frequentado por políticos somalis e situado perto do palácio presidencial.

Já a agência Efe refere um balanço provisório de 17 vítimas mortais, indicando que o número pode aumentar devido ao grande número de feridos que estão a ser tratados nos hospitais e à gravidade de muitos deles.

Este atentado ocorre apenas duas semanas depois da morte de 358 pessoas na capital somali pela explosão de dois camiões com explosivos, no pior atentado da história do país, que levou o Governo a declarar o estado de guerra.

 

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