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O País – A verdade como notícia

A Polícia da Tanzânia deteve 104 indivíduos suspeitos de estabelecer bases radicais no norte de Moçambique, onde  pessoas foram mortas, maior parte decapitada, em ataques de homens armados, desde ano passado.

Os detidos tentavam atravessar a fronteira para Cabo Delgado onde pretendiam estabelecer bases extremistas.

 De acordo com o jornal britânico, Reuters, em conferência de imprensa, o inspetor geral da Polícia, Simon Sirro, disse que, nos últimos meses, foi lançada uma operação policial na zona sul da Tanzânia contra os criminosos.

“Durante a operação, vários criminosos foram detidos, outros mortos. Alguns escaparam. Os que nos escaparam tentam atravessar a fronteira para Moçambique a fim de estabelecer bases terroristas. Após o interrogatório, eles confessaram que iam se juntar a grupos radicais em Moçambique”.

Mais de 600 mil cidadãos britânicos inundaram, no último sábado, às ruas de Londres, alguns exigindo o cancelamento do Brexit e outros pedindo um novo referendo de Brexit, totalmente diferente daquele projetado pela Theresa May.

Sadiq Khan, prefeito de Londres, defende que se deve impedir a saída do Reino Unido da União Europeia:

"Algumas das promessas feitas há dois anos não foram cumpridas. Ninguém falou sobre a possibilidade de termos de aceitar um mau acordo ou de não se chegar a um acordo para a saída. Sob estas circunstâncias, penso que os britânicos deviam poder dizer se aceitam ou não o desfecho destas negociações e ter a opção de ficar na União Europeia, disse Sadiq Khan"

Mas mesmo aqueles britânicos que defendem a saída do Reino Unido da União Europeia mostram-se insatisfeitos com o Brexit traçado por May, que decidiu, semana passada, alongar o período de transição.

"Infelizmente estive na cimeira europeia esta semana em condições bastante humilhantes… Theresa May concordou em prolongar o período de transição em um ano. Mais um ano em que não poderemos fazer as nossas leis, nem controlar as nossas fronteiras, nem apanhar o nosso peixe. E ainda quer pagar mais 20 mil milhões de libras para isso. O problema aqui não é o Brexit, o problema é a nossa primeira-ministra”, acusou Khan.

Entretanto, ainda não se conhecem as possibilidades para realização de um novo referendo.

O próximo encontro entre o Presidente dos Estados Unidos de América EUA), Donald Trump e o Líder da Correa do Norte, Kim Jong-un, poderá acontecer no início de 2019.

Esta possibilidade foi avançada à Agência Reuters por um dos elementos da administração norte-americana, que não avança a data concreta, citado pelo Noticias ao Minuto.

Lembre-se que o encontro de Singapura foi o primeiro entre os líderes de Estados Unidos e Coreia de Norte desde o conflito da década de 50, entre as duas Coreias.

Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, deverá encontrar-se com representantes da Coreia do Norte para as conversações que deverão levar a este segundo encontro entre Trump e Kim Jong-un.

Em causa do encontro, está não apenas a pacificação das relações entre as duas Coreias mas também a desnuclearização da Coreia do Norte.

 

Pelo menos 60 pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas ao serem atropeladas por um comboio, na última sexta-feira, no norte da Índia, quando estavam a assistir a um festival religioso.

Os dados foram anunciados este sábado, pelas Autoridades indianas, no mais recente balanço, citados pelo Noticias ao Minuto.

De acordo com as Autoridades o número de vítimas e feridos subiu, em comparação com anterior balanço, que apontava para 58 mortos e 40 feridos.

Segundo Notícias ao Minuto as vítimas estavam a ver o fogo-de-artifício durante um festival religioso, tendo-se amontoado em cima da linha de caminho-de-ferro nos arredores de Amritsar, quando foram colhidas pelo comboio em grande velocidade.

“As pessoas não se aperceberam da chegada do comboio e foram atropeladas, não tendo a composição parado após o acidente”, lesse no website.

O primeiro-ministro ministro indiano, Narendra Modi, na rede social Twitter disse "estou extremamente triste com o acidente de comboio em Amritsar. A tragédia é devastadora. As minhas profundas condolências às famílias daqueles que perderam seus entes queridos".

Já o líder da região de Punjab, Amarinder Singh, também recorreu às redes sociais para anunciar uma compensação de 500.000 rupias para as famílias dos mortos e que os cuidados médicos dos feridos vão ser gratuitos.

A rede ferroviária indiana, com 65 mil quilómetros de rota, é a quarta mais longa do mundo, atrás dos Estados Unidos, Rússia e China, e tem 1,3 milhões de funcionários e 12.500 comboios, que transportam diariamente cerca de 23 milhões de passageiros.

 

Um acidente que envolveu um camião, um mini-autocarro e uma viatura de mercadorias, na estrada que liga Mookgophong a Kranskop, na província de Limpopo, provocou a morte de 27 pessoas no final da noite desta sexta-feira na África do Sul, adianta a Associated Press, citado pelo Notícias ao Minuto.

As causas do acidente ainda não são conhecidas, no entanto, a imprensa local destaca que vários factores estão por detrás desta múltipla colisão.

Ineke van Huyssteen, responsável do ER24, o serviço de emergência sul-africano, disse ao The South African que um pneu do camião rebentou e levou-o a atingir os veículos que seguiam na direção oposta, uma vez que na estrada não há barreiras a separar as duas vias, outra das razões que pode ajudar a explicar este acidente.

A empresa que gere o tráfego rodoviário na África do Sul frisa que só no ano passado morreram 14.050 pessoas em acidentes nas estradas do país.

O antigo vice-ministro da Malásia, Ahmad Zahid Hamidi, é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e abuso de poder, num caso ligado à apropriação indevida de fundos na fundação gerida pela família.

Hamidi foi detido nesta quinta-feira pela Comissão Anticorrupção da Malásia, que alega que mais de 167 mil euros da fundação Yayasan Akal Budi terão sido usados para pagar despesas feitas com cartões de crédito do político.

O antigo ministro nega qualquer caso de corrupção, admitindo que os pagamentos foram feitos mas por erro dos contabilistas, escreve o Notícias ao Minuto citando a agência de notícias Associated Press.

A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) publicou um relatório onde denuncia exploração e abusos de alunos adolescentes em escolas no Senegal, contrariando os esforços adotados pelo país no acesso de raparigas ao ensino secundário.

No relatório, intitulado "Não é Normal: A Exploração Sexual, Assédio e Abuso em Escolas Secundárias", são documentados abusos conduzidos por professores e funcionários de escolas secundárias contra estudantes, naquele país, escreve o Notícias ao Minuto.

"Apesar de tudo, o Senegal reconhece que a violência sexual é um problema sério", disse Elin Martinez, investigadora para os direitos das crianças na Human Rights Watch, acrescentando que, ainda assim, "muitos professores saem impunes à exploração sexual e assédio às suas estudantes, que toleram as ofensas sexuais para progredir na escola secundária".

A organização sublinha que o assédio e coação de estudantes para propósitos sexuais e abuso de poder e autoridade pelos professores no Senegal pode levar a uma pena de prisão até dez anos.

A HRW considera que "tabus e estigmas sociais têm silenciado muitas raparigas e jovens mulheres afectadas pela prática", o que não permite saber a extensão da prevalência destes abusos sexuais.

De modo a garantir um ambiente seguro para a aprendizagem, algumas escolas senegalesas adoptaram políticas de "tolerância zero" ou desenvolveram mecanismos para que as vítimas se sintam confortáveis quando reportam estas práticas.

A organização apela ao Governo senegalês para adoptar medidas de resposta mais fortes para terminar os abusos, incluindo uma política nacional que "clarifique o que constituem comportamentos ilícitos ou inapropriados".
 

Pelo menos 25 milhões de crianças na União Europeia vivem em agregados com baixos rendimentos, sem condições e onde a fome é frequente, revela um relatório da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA), divulgado esta terça-feira, citado pelo Noticias ao Minuto.

O relatório intitula-se "Combating child poverty: an issue of fundamental rights", e foi divulgado a margem do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que hoje se assinala.

O documento aponta que a média dos 28 países não reflete, no entanto, "importantes disparidades nacionais", dai a conclusão que uma em cada quatro crianças menores de 18 anos está em risco de pobreza e exclusão social no conjunto da União Europeia (EU).

Na Roménia e Bulgária a situação é mais grave, quase metade das crianças estão em risco de pobreza e exclusão social, com os gráficos a perpetuarem em 49,2 e 45,6, respectivamente. E mais de 30 por cento das crianças corriam risco de pobreza e exclusão social em países como a Grécia com 37,5, Hungria 33,6, Itália 33,2, Espanha 32,9 e Lituânia 32,4.

As percentagens mais baixas registaram-se na Dinamarca com 13,8, Finlândia 14,7 e Eslovénia 14,9 por cento.

O risco afeta as crianças europeias de uma maneira global, mas é pior em alguns grupos, nomeadamente entre as comunidades ciganas e os migrantes.

De acordo com o estudo, 90% das crianças ciganas em nove Estados-membros são pobres.

A média de crianças em risco de pobreza e exclusão social na Europa registou uma variação mínima nos últimos 10 anos, quando comparada com o período antes da crise económica e do lançamento da Estratégia Europa 2020, que tem a redução da pobreza como um dos objetivos principais.

Em 2008, a média de crianças em risco na Europa era de 26,5 por cento. Durante a crise económica, essa percentagem aumentou para 28,1 em 2012. Em 2016, a média era de 26,4 por cento, uma taxa semelhante à de 10 anos, segundo as mais recentes estatísticas europeias citadas no estudo.

Esta taxa é também superior aos 23,5% de risco na população em geral.

Em termos absolutos, há na União Europeia quase 25 milhões de crianças em risco de pobreza e exclusão social, risco que afeta rapazes e raparigas de igual forma.

O relatório sublinha que combater a pobreza infantil "é também uma questão de direitos fundamentais" e sugere a implementação de um conjunto de medidas para abordar o problema.

Reforçar a legislação e políticas de proteção infantil, priorizar a proteção de crianças vulneráveis, estabelecer um regime europeu que garanta a cada criança casa, alimentação, saúde e educação, ligar o financiamento aos Estados-Membros aos resultados do combate à pobreza, desigualdades e exclusão social das crianças e adoção de políticas de conciliação entre o trabalho e a família são algumas das medidas propostas.

 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou esta segunda-feira o duplo atentado na Somália, que custou a vida a 16 pessoas e que causou ferimentos em outras 20.

Guterres estendeu as suas condolências às famílias das vítimas e desejou uma pronta recuperação aos feridos, numa declaração divulgada pelo seu seu porta-voz, Stephane Dujarric, citado pelo Observador.

Segundo a Polícia local, as 16 pessoas morreram em resultado de dois atentados suicidas em Baidoa, no sudoeste da Somália, que tiveram como alvo um restaurante e um café.

“O número de mortos confirmados nas duas explosões é de 16 e cerca de 20 outras pessoas ficaram feridas, algumas gravemente. Nove pessoas morreram na segunda explosão e sete na primeira”, disse Abudulahi Mohamed, um responsável da polícia de Baidoa, citado pelo Observador.

Baidoa é um importante centro económico a cerca de 250 quilómetros a oeste da capital da Somália, Mogadíscio, e aproximadamente à mesma distância, a leste, da fronteira com a Etiópia.

 

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