O País – A verdade como notícia

Subiu de 43 para 82 o número de vítimas mortais devido às cheias no estado norte-americano do Texas. Entre as vítimas estão 21 crianças e há dezenas de desaparecidos. Residentes falam de um desastre jamais visto na região.

À medida que as águas vão baixando, as equipas de busca, que trabalham 24 horas sem cessar, têm acesso às zonas mais críticas.

Lorena Guillen, proprietária de um restaurante local, descreve a noite de 3 de Julho como marcada por um vento surpreendente e desastroso.

Muitos dos meus clientes que estiveram cá no dia 3 de Julho estão desaparecidos. Ouvia os gritos, porque não se via nada, estava escuro, mas ouvia-se o clamor das pessoas, crianças a gritar e a pedir ajuda, carros a flutuar com as luzes acesas. Viam-se as luzes e ouviam-se buzinas”, contou Lorena.

A família de Regan Brown perdeu quase tudo e agora procura recuperar o pouco que sobrou para seguir com um futuro incerto.

Estamos a tentar ajudar os nossos vizinhos aqui e começar a retirar as coisas à medida que podemos, salvar o que for possível, num esforço geral de limpeza”, contou.

As últimas informações das autoridades locais apontam para a subida do número de vítimas mortais: de sábado para domingo o total saltou de 43 para 82. O governador do Texas, Greg Abbott, diz que o número pode vir a aumentar.

“A última actualização é que continuamos com o resgate e a recuperação. E digo isto porque nunca desistimos de procurar alguém. Já tivemos tempestades no passado em que as pessoas desceram o rio 16, 24 quilómetros e foram encontradas mais tarde, vivas. As horas, claro, estão a alongar-se agora, mas não desistimos disso.”, garantiu o governador.

Na missa deste domingo, o Papa Leão rezou pelas vítimas. “Gostaria de expressar as minhas sinceras condolências a todas as famílias que perderam entes queridos, em particular às suas filhas, que se encontravam num campo de férias durante o desastre causado pela inundação do rio Guadalupe, no Texas, Estados Unidos. Rezamos por elas”.

As autoridades apontam que mais de 20 pessoas continuam desaparecidas.

Subiu para 51 o número de mortos pelas cheias no estado norte-americano do Texas, incluindo 15 crianças, segundo autoridades do condado de Kerr, zona central do desastre.

A tempestade de sexta-feira fez com que as águas do rio subissem oito metros em apenas 45 minutos antes do amanhecer, mas o perigo ainda não passou. 

As chuvas torrenciais continuaram a atingir no sábado comunidades nos arredores de San Antonio, tendo as autoridades lançado alertas e avisos de enchentes repentinas que permanecem activos. 

Para já, contabilizam-se 43 mortos. As equipas de resgate continuam a vasculhar as margens do rio Guadalupe, na região de Texas Hill Country, à procura das 27 raparigas que participavam num acampamento cristão e continuam desaparecidas, descreveu a agência de notícias Associated Press.

As autoridades também ainda não esclareceram se os acampamentos e os residentes em locais muito vulneráveis a inundações receberam os avisos adequados e se foram feitos preparativos suficientes.

O multimilionário Elon Musk, antigo aliado do Presidente norte-americano, Donald Trump, com quem se desentendeu recentemente, anunciou a criação da sua formação política, o “Partido da América”.

Mantendo-se firme contra o projecto de lei orçamental do Presidente dos Estados Unidos da América, que acusa de aumentar a dívida pública, Musk tinha prometido lançar o seu próprio partido político caso o projecto fosse aprovado.

Natural da África do Sul, Elon Musk não poderá concorrer em futuras eleições presidenciais, uma vez que os candidatos têm de ter nascido nos Estados Unidos.

O empresário lançou  uma sondagem sobre a criação da nova formação política na sua rede social na sexta-feira, dia do feriado nacional americano e da promulgação com grande alarido da “grande e linda lei”, como foi apelidada por Donald Trump.

“Numa proporção de dois para um, quer um novo partido político, e tê-lo-á!”, afirmou o magnata da tecnologia, uma vez que 65% dos cerca de 1,2 milhões de eleitores responderam “sim” à pergunta. 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que o seu governo vai enviar cartas, provavelmente a 12 países, com os quais não chegou a um acordo comercial, para notificá-los das tarifas que pretende impor. As cartas serão enviadas na segunda-feira.

Donald Trump vai enviar cartas a uma dúzia de países notificando-os dos direitos aduaneiros, que pretende aplicar à entrada dos respectivos produtos nos Estados Unidos, e espera que os países que vierem a ser abrangidos estejam totalmente cobertos e notificados até 09 de Julho, data em que termina a trégua de 90 dias após a qual imporá os chamados direitos recíprocos.

O Governo norte-americano vai começar a cobrar esses direitos a partir de 01 de Agosto.

“Minha inclinação é enviar uma carta a dizer qual tarifa eles vão pagar. É muito mais fácil. Temos, sabe, muito mais de 170 países. E quantos acordos vocês podem fazer? E vocês podem fazer bons acordos, mas eles são muito mais complicados. Eu preferiria, e tenho sido assim desde o começo, enviar uma carta dizendo que é isso que vocês vão pagar”, disse o Presidente norte americano.

Trump disse que as taxas que irá propor nessas cartas variam entre 60 a 70% e 10 a 20%, e que serão mais elevadas, em alguns casos, do que as que anunciou a 02 de Abril, que apelidou de “Dia da Libertação”.

O Presidente recusou-se a especificar quais países ou regiões vão receber essas cartas na segunda-feira, mas disse que iria revelar os destinatários nesse dia.

Entretanto, o grupo dos 11 principais países emergentes, incluindo o Brasil, a China, a Índia, a Rússia e a África do Sul, vai reunir-se no domingo e na segunda-feira na Baía de Guanabara, Brasil, para denunciar a guerra comercial lançada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com a imposição de tarifas, mas sem nomear directamente os Estados Unidos.

O encontro será liderado por Luíz Inácio Lula da Silva e sem as presenças de Xi Jinping e Vladimir Putin.

O bloco é formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e integra agora a Arábia Saudita, o Egipto, os Emirados Árabes Unidos, a Etiópia, o Irão e a Indonésia.

Subiu de 13 para 24 o número de mortos e dezenas de pessoas estão desaparecidas, incluindo 20 raparigas que estavam num campo de férias, após fortes chuvas que causaram inundações repentinas nas montanhas do Texas, nos Estados Unidos. A informação foi avançada pelas autoridades locais.

As fortes chuvas provocaram inundações repentinas e o extravasamento do rio Guadalupe, que atravessa o Texas Hill Country. O xerife da localidade mais próxima afirmou, em conferência de imprensa, que cerca de 24 pessoas morreram.

As autoridades locais disseram ainda que 237 pessoas foram até agora resgatadas, entre as quais 167 através da intervenção de helicópteros.

Entre as pessoas desaparecidas, constam mais de 20 raparigas que se encontravam num campo de férias de verão.

As autoridades acreditam que o número de mortes pode aumentar à medida que as operações de resgate prossigam na área de buscas, conhecida por “vale das inundações repentinas”, propensa a inundações súbitas devido ao seu solo fino.

Os números avançados duplicam as primeiras estimativas anunciadas na tarde de sexta-feira pelo vice-governador do Estado, Dan Patrick, que disse terem sido encontrados entre 6 e 10 corpos nas operações de busca até essa altura.

Pelo menos 25 centímetros de chuva caíram durante a noite no centro do condado de Kerr, causando inundações repentinas no rio Guadalupe e levando a pedidos desesperados por informações sobre os desaparecidos.

David Mabuza, ex-vice-presidente da África do Sul do partido Congresso Nacional Africano, morreu esta quinta-feira aos 64 anos, informou o partido.

Mabuza serviu um mandato como vice-presidente do país de 2018 a 2023 e como vice-presidente do Congresso Nacional Africano de 2017 a 2022.

A causa da morte não foi imediatamente divulgada, mas a mídia local informou que ele morreu no hospital, escreve o Africanews.

O apoio político de Mabuza foi fundamental para que o actual Presidente Cyril Ramaphosa vencesse a presidência da CNE na conferência electiva do partido em 2017 e para que Ramaphosa posteriormente se tornasse líder da África do Sul.

Mabuza actuou como vice de Ramaphosa e deixou discretamente a vida política após sua renúncia em 2023, reaparecendo para fazer campanha pelo partido nas eleições do país no ano passado.

Ele também foi chefe provincial da província de Mpumalanga de 2009 a 2018.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, anunciou um encontro com os líderes do Gabão, Guiné-Bissau, Libéria, Mauritânia e Senegal de 9 a 11 de Julho.

No mês passado, a Casa Branca negociou um acordo de paz entre Ruanda e a República Democrática do Congo, pondo fim preliminar às hostilidades e aos grupos rebeldes apoiados por Ruanda que lutavam contra as tropas da RDC no leste do país por vários meses.

Embora uma reunião bilateral com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa em maio tenha gerado mais tensões, com alguns descrevendo Trump como uma “emboscada” ao líder sul-africano, a minicúpula da próxima semana provavelmente se concentrará principalmente nas relações comerciais e oportunidades comerciais.

Trump fez do aumento dos laços comerciais um objetivo fundamental das relações com o continente africano, que ele quer substituir por programas humanitários e ajuda ao desenvolvimento interrompidos.

Planos para uma cúpula mais ampla entre EUA e África também foram anunciados para setembro, embora nada tenha sido confirmado até agora por nenhum dos lados.

A Ucrânia está preocupada com a suspensão de parte do apoio militar dos Estados Unidos ao país anunciada na terça-feira. Enquanto isso, a Rússia comemora a decisão por acreditar ser um avanço para o fim da guerra.

Continuam os confrontos entre Rússia e Ucrânia, que começaram a 24 de Fevereiro de 2022, num contexto em que os Estados Unidos anunciaram a suspensão de parte da ajuda militar que concedia à Kiev, capital ucraniana.

O anúncio da administração de Donald Trump foi acolhido em ambiente de festa pela Rússia, nesta quarta-feira, país que acredita que quanto menos armas chegarem à Ucrânia, mais rápido a guerra russo-ucraniana terá o seu fim.

Enquanto isso, as autoridades ucranianas demonstraram preocupação com a decisão, numa altura em que a ofensiva russa conquista alguns avanços. Trata-se de uma suspensão que pode afectar envios de mísseis e projéteis à Ucrânia.

De acordo com a subsecretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, a decisão foi tomada para “colocar os interesses dos americanos em primeiro lugar após uma revisão do apoio dos EUA e assistência militar a outros países”.

Elbridge Colby, Subsecretário de Políticas do Departamento de Defesa dos EUA, afirmou que o Pentágono continuará “a fornecer ao presidente opções robustas para continuar a ajuda militar à Ucrânia, para pôr fim à trágica guerra”.

Um helicóptero militar operado pela União Africana caiu, na quarta-feira, no aeroporto de Mogadíscio, capital da Somália, resultando na morte de pelo menos três pessoas, de acordo com autoridades locais.

O helicóptero chegava do Campo de Aviação de Baledogle, na região de Lower Shabelle, no sul da Somália, com oito pessoas a bordo.

O helicóptero pertencia originalmente à Força Aérea de Uganda, mas estava a ser operado pela missão de paz da União Africana, segundo a imprensa internacional. 

Segundo o African News, o acidente ocorreu por volta das 7:30. Ainda não está claro o número exacto de vítimas, mas já foram confirmadas três mortes. 

Um porta-voz do exército de Uganda, Felix Kulaigye, disse à imprensa que três pessoas conseguiram sair do helicóptero com queimaduras e que os cinco passageiros restantes “ainda não foram encontrados”.

Os três sobreviventes foram levados ao hospital para tratamento enquanto “operações de busca e resgate estão em andamento para resgatar os demais tripulantes e passageiros” , disse a missão de paz da UA em um comunicado.

A Missão de Apoio e Estabilização da União Africana na Somália (AUSSOM) é composta por mais de 11 mil soldados de países como Uganda e Quénia. 

A missão auxilia as autoridades somalianas no combate ao grupo al -Shabab , ligado à Al-Qaeda. O grupo tem travado uma insurgência violenta na Somália desde meados dos anos 2000.

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