Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou este sábado, que Moscovo “nunca teve nem tem” intenção de agredir qualquer país da NATO e deixou claro que se for provocada, a resposta será “decisiva”.

Falando durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, a Rússia afastou os rumores de ter protagonizado um ataque à NATO.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, acusou este sábado, o Ocidente de alimentar o medo e manipular a opinião pública, sugerindo que os governos europeus preparam os seus cidadãos para uma guerra que, segundo ele, Moscovo não quer, mas se for provocada, pode responder de forma decisiva. 

O diplomata também criticou os discursos sobre ataques a território russo, classificando-os como provocatórios, num momento em que o clima geopolítico permanece tenso.

No mesmo discurso, o chefe da diplomacia russa garantiu que o Kremlin está aberto a discutir garantias de segurança com a Ucrânia. 

Os 32 Estados-membros da NATO que se reúnem na Letónia, numa cimeira centrada na defesa aérea, prometeram reforçar os céus europeus, numa resposta estratégica à crescente tensão militar no continente. 

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou um congelamento temporário de mais de cinco mil milhões de dólares em ajuda externa. A verba já foi aprovada pelo Congresso e abrange programas de assistência humanitária global.

A decisão, tomada por maioria conservadora, favorece o governo de Donald Trump, uma vez que permite a interrupção de desembolso de fundos para ajuda externa, enquanto o caso segue trâmites em instâncias inferiores.

Os  mais de quatro mil milhões de dólares norte-americanos a serem congelados seriam destinados a programas de assistência humanitária global, muitos deles operados pela USAID.

Numa carta datada de 28 de Agosto passado, Donald Trump disse ao Presidente da Câmara que não iria gastar 4,9 mil milhões de dólares em ajuda externa aprovada pelo Congresso. Desde que assumiu o cargo em Janeiro deste ano, Trump busca maior controlo sobre os gastos federais. 

Embora a decisão não seja definitiva, ela já provoca impactos imediatos, impedindo que os recursos cheguem a centenas de projectos em andamento em cerca de 120 países. 

Os beneficiários da ajuda e implementadores de programas de ajuda, muitos deles em regiões assoladas pela crise humanitária, vivem numa  incerteza.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta sexta-feira, a retoma das sanções contra o Irão. França, Alemanha e Reino Unido acusam Teerã de violar um acordo de 2015 que o impedia de construir uma bomba nuclear.

Uma iniciativa da Rússia e China para adiar o retorno das sanções das Nações Unidas ao Irã fracassou nesta sexta-feira no Conselho de Segurança da organização. 

Dos 15 membros que compões o Conselho de Segurança da ONU, apenas quatro países votaram a favor do projeto de resolução, ou seja, adiar sanções ao Irão. Nove países votaram contra, enquanto dois se abstiveram.

Na sequência, todas as sanções da ONU ao Irão foram reimpostas a partir deste sábado, depois que França, Alemanha e Reino Unido acusaram Teerã de violar um acordo de 2015 que visava impedi-lo de construir uma bomba nuclear.

Nesta semana, durante a Assembleia Geral da ONU, o presidente do Irão reiterou que o país não tem intenção de construir armas nucleares e destacou a existência de “planos pacíficos” para seu programa nuclear. 

O presidente do Irão criticou a medida das potências europeias, classificou-a como “ilegal” e disse que ela foi tomada a “mando dos Estados Unidos da América”.

Disse que “aqueles que perturbam a paz e a estabilidade na região estão em Israel, mas o Irão é quem está sendo punido por essas acções”. 

Mesmo diante da decisão, diplomatas afirmam que as portas da negociação continuam abertas. 

Por sua vez, o Irão classificou a medida como ilegal e garantiu que o país está preparado para responder às sanções, mas ainda mantém esperanças de reverter a situação por meio da diplomacia.

O primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, rejeitou  as acusações de genocídio na Faixa de Gaza e denunciou apoio internacional ao Hamas. O governante israelita falava, nesta sexta-feira, na Assembleia Geral da ONU, onde defendeu a eliminação do Hamas e a libertação de reféns como condições para a paz em Gaza.

Num pronunciamento tido como tenso e marcado por protestos diplomáticos, Benyamin Netanyahu afirmou, nesta sexta-feira, que o Israel tem adoptado medidas para evitar vítimas civis, mesmo no decurso da guerra contra o Hamas e perante acusações de genocídio.

Falando durante a Assembleia Geral da ONU, Benyamin Netanyahu acusou o grupo Hamas de receber apoio internacional e de usar civis como escudos humanos, dificultando as operações que visam o restabelecimento da paz. 

Segundo Netanyahu, o Israel não está a promover fome ou crises humanitárias intencionais, mas sim está a combater o que chamou de “máquina terrorista” e prometeu continuar com a ofensiva até que o Hamas seja completamente desmantelado.

O discurso provocou reações imediatas. Representantes de alguns países e diplomatas abandonaram o auditório antes de Netanyahu subir à tribuna, em protesto contra o não cumprimento de decisões internacionais por parte de Israel. 

A saída de diplomatas foi interpretada como um posicionamento político directo sobre a postura israelita diante de tribunais internacionais.

Na sua intervenção na octagésima sessão da Assembleia Geral da ONU, Netanyahu frisou que Israel “não cederá” às pressões internacionais e que não descansará enquanto não eliminar o Hamas e trouxer para casa os 20 reféns vivos, dos 48 que estão em poder do Hamas.

 

Uma megaoperação coordenada pela Interpol em 14 países africanos resultou na prisão de 260 suspeitos, envolvidos em esquemas de cibercrimes que lesaram 1400 pessoas em mais de 2 milhões de dólares. Entre os crimes, golpes românticos e a chantagem sexual online foram mais recorrentes.

A investigação internacional, baptizada de Operação Contender 3.0,  revelou um esquema sofisticado que fazia uso de redes sociais, perfis falsos e manipulação emocional para enganar as vítimas. 

Com os 260 suspeitos foram apreendidos mais de 1.200 dispositivos eletrônicos e desmantelados 81 infra-estruturas digitais ligadas a golpes cibernéticos. Estima-se que mais de 1.400 pessoas tenham sido afectadas, com prejuízos que ultrapassam os 2,8 milhões de dólares.

Gana, Senegal, Costa do Marfim e Angola estiveram entre os países com maior volume de prisões e apreensões. 

Segundo a Interpol, este caso reforça a urgência de combater o cibercrime com acções transnacionais, sobretudo diante da crescente sofisticação das fraudes virtuais no continente africano.

Uma megaoperação coordenada pela Interpol em 14 países africanos resultou na prisão de 260 suspeitos, envolvidos em esquemas de cibercrimes que lesaram 1400 pessoas em mais de 2 milhões de dólares. Entre os crimes, golpes românticos e a chantagem sexual online foram mais recorrentes.

A investigação internacional, baptizada de Operação Contender 3.0,  revelou um esquema sofisticado que fazia uso de redes sociais, perfis falsos e manipulação emocional para enganar as vítimas. 

Com os 260 suspeitos foram apreendidos mais de 1.200 dispositivos eletrônicos e desmantelados 81 infra-estruturas digitais ligadas a golpes cibernéticos. Estima-se que mais de 1.400 pessoas tenham sido afectadas, com prejuízos que ultrapassam os 2,8 milhões de dólares.

Entre os crimes mais comuns, destacam-se os golpes românticos e a chantagem sexual online.

Gana, Senegal, Costa do Marfim e Angola estiveram entre os países com maior volume de prisões e apreensões. 

Segundo a Interpol, este caso reforça a urgência de combater o cibercrime com acções transnacionais, sobretudo diante da crescente sofisticação das fraudes virtuais no continente africano.

Os governos da República Democrática do Congo e Ruanda concordaram, ontem, em iniciar a implementação de medidas de segurança conjuntas para dar um passo crucial rumo à estabilidade regional, com apoio dos Estados Unidos da América.  

Na sequência de uma reunião em Washington, mediada pelos Estados Unidos, com apoio de Qatar, Togo e União Africana, espera-se que o acordo oficial entre a República Democrática do Congo e Ruanda seja assinado e entre em vigor em Outubro próximo.

A decisão é considerada estratégica para destravar o processo de paz, que ainda enfrenta desconfianças e impasses, sobretudo quanto à presença do grupo armado M23 no Congo, supostamente apoiado por Ruanda. 

A reunião em Washington foi marcada por divergências entre os governos sobre o M23, mas estes ponderam desmantelar o grupo rebelde e suspender as acções de Ruanda no território congolês.

O Mecanismo Conjunto de Coordenação de Segurança iniciou a troca de informações e planeamento de acções coordenadas em solo, com base em inteligência compartilhada para reduzir tensões e evitar confrontos directos, além de oferecer uma estrutura de monitoramento que possa garantir a execução do pacto.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou que a Inteligência Artificial pode ser transformada em arma caso não sejam estabelecidas regras claras de controlo no mundo.

António Guterres alertou, nesta quarta-feira, num debate do Conselho de Segurança da ONU, que Inteligência Artificial pode ser transformada em arma e pede controlo.

Reconheceu que a questão, neste momento, já não é se a Inteligência Artificial influenciará a paz e a segurança internacionais, mas sim como será moldada essa influência.

Segundo o secretário-geral da ONU, a Inteligência Artificial pode ser transformada numa arma se não forem aplicadas barreiras, apelando aos Governos para que regulem esta tecnologia.

Guterres destacou que, embora a Inteligência Artificial  tenha o potencial de salvar vidas e melhorar a resposta a crises, também pode causar danos irreversíveis, como ciberataques a infra-estruturas críticas, manipulação de informações e uso militar não controlado. 

Para Guterres, o controle humano sobre a tecnologia deve ser uma prioridade, porque ela deve servir à humanidade e não ameaçá-la. A inovação deve servir a humanidade – não miná-la.

Sem barreiras, a Inteligência Artificial também pode ser transformada numa arma e os conflitos recentes tornaram-se campos de testes para a segmentação e autonomia com essa tecnologia. 

 

O presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, reconheceu publicamente a derrota nas eleições presidenciais, ainda antes de a Comissão Eleitoral anunciar os resultados oficiais, que dão vitória ao antigo presidente Peter Mutharika .

Em um discurso na imprensa, apenas algumas horas antes do anúncio dos resultados finais, Chakwera disse que havia falado com Mutharika para parabenizá-lo. 

“Dos resultados oficiais, ficou claro que meu principal rival, do Partido Democrático Progressista, já havia consolidado uma vantagem intransponível e é o vencedor presumido da eleição presidencial. Por essa razão, há pouco tempo, liguei directamente para parabenizá-lo por sua vitória histórica e desejar-lhe sucesso em seu próximo mandato como o 7º Presidente da República do Malawi”, disse.

Os resultados parciais divulgados sugerem que Mutharika obteve cerca de 60% dos votos na eleição de 16 de setembro. Lazarus Chakwera cumpriu apenas um mandato após vencer a repetição das eleições em 2019, quando a primeira volta foi anulada pelo Conselho Constitucional por casos de fraude a favor do então presidente Peter Mutharika.

+ LIDAS

Siga nos