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O País – A verdade como notícia

“A China faria tudo para me ver perder nestas eleições”, disse Donald Trump em entrevista a Reuters, esta quarta-feira. Trump tem acusado a China de ser responsável pela origem e propagação da COVID-19, pandemia que já matou mais de 60 mil pessoas nos Estados Unidos e arrasou a economia dos norte-americanos, levando milhões de cidadãos ao desemprego.

Mais uma vez, Trump atribui culpa à China sobre a pandemia que tem assolado o mundo, dizendo que o governo de Pequim não foi transparente na gestão do surto nos primeiros dias.

Questionado sobre o que pensava em fazer, Trump respondeu que tem considerado várias opções para responsabilizar a China, tendo acrescentado que o governo de Pequim tem apoiado Joe Biden, o provável candidato democrata nas eleições presidenciais de Novembro.

O presidente norte-americano fundamentou as suas acusações, alegando que a China não tem suportado a pressão comercial que colocou àquele país, por isso quer Biden na Casa Branca.

Em reacção, o porta-voz do ministério de negócios estrangeiros da China disse que o governo de Pequim não tem nenhum interesse nas eleições dos Estados Unidos, e as acusações de Trump são infundadas.

 

 

Agrava-se a situação da pandemia COVID-19 no Brasil, país mais afectado da América Latina, tendo só nesta quarta-feira registado 6.276 infectados, elevando o número de casos para mais de 78 mil e pelo menos 5 466 vítimas mortais.

Estes dados têm aumentado a impopularidade do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, quem tem sido acusado de má gestão da situação ao defender a reabertura da economia em detrimento das medidas de prevenção. Entretanto, Bolsonaro nega assumir responsabilidade pela crise humanitária, e atribui a culpa aos governadores federais.

“Essa factura deve ser enviada aos governadores (…) porque eles adoptaram as medidas restritivas e as pessoas continuam a morrer. A minha opinião não vale, o que vale são os decretos de governadores e prefeitos. Não adianta a imprensa colocar na minha conta essas questões, não adianta botar a culpa em mim”.

Na terça-feira, Bolsonaro chegou a dizer que lamentava as mortes no Brasil, mas que ele, embora tivesse o nome de Messias, não fazia milagres. Na quarta-feira, as Nações Unidas criticaram o governo de Bolsonaro por adoptar medidas de austeridade, quando devia gastar mais na luta para contenção do coronavírus no Brasil

 

Devido a pandemia da COVID-19, várias medidas de isolamento foram tomadas para controlar o surto. Essas medidas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), podem gerar milhões de gravidezes não desejadas, devido à dificuldade de muitas mulheres em aceder a métodos contraceptivos.

De acordo com dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), avançados pelo Expresso, um período de seis meses em isolamento e dificuldades em aceder a serviços de saúde pode deixar 47 milhões de mulheres de países em desenvolvimento sem métodos de planeamento familiar.

A UNFPA aponta ainda para um resultado de cerca de sete milhões de gravidezes não desejadas e avisa também para um grande aumento da violência de género, com quase 31 milhões de casos adicionais resultantes do surto do novo Coronavírus.

O estudo informa que a crise pode igualmente atrasar programas contra a mutilação genital feminina e aumentar o número de matrimónios adolescentes, devido a dificuldades económicas.

“Estes novos dados mostram o impacto catastrófico que a COVID-19 pode ter em mulheres e crianças de todo o mundo", disse a diretora-executiva da UNFPA, Natalia Kanem, em comunicado.

Segundo a ONU, o aumento da violência de género já se verifica em todo o mundo, com mais denúncias na justiça e maior fluxo de chamadas nas linhas de apoio às vítimas.

A UNFPA adverte que as medidas de isolamento deixaram muitas mulheres fechadas em casa com os agressores, sem acesso a espaços seguros.

"A saúde reprodutiva e os direitos das mulheres devem salvaguardar-se a todo o custo", defendeu Natalia Kanem, que sublinhou a importância de que todos os serviços continuem activos e de dar apoio às mulheres mais vulneráveis.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio, que tinham sido agendados para este ano e que foram adiados para 2021 por causa da pandemia da Covid-19, podem não se realizar. O alerta vem da Associação dos Médicos do Japão. Por outro lado, a FIFA adverte que o futebol profissional não deve regressar, pelo menos até Setembro.

Por agora é apenas um alerta. Mas as autoridades japonesas dizem que se não houver vacina até 2021 existe o risco do Japão não poder receber a competição.

O presidente da Associação dos Médicos do Japão disse que vê com receio a organização do evento, por atrair milhões de visitantes.

Yoshitake Yokokura entende que será difícil organizar os Jogos Olímpicos, a menos que sejam desenvolvidas vacinas eficazes.

Já o Comité Olímpico Internacional fez saber, entretanto, que se os jogos não forem organizados até meiados de 2021, o Japão perde a vez e não haverá Jogos Olímpicos até aos de 2024, em Paris.

Em meio a tantas incertezas, o certo é que a história pode repetir-se -os jogos de 1940 estavam também marcados para Tóquio, mas foram cancelados devido à segunda Guerra Mundial. Contudo, Tóquio acabaria por organizar os jogos 24 anos depois, em 1964. Esta poderá ser a segunda vez que a capital japonesa acolhe o maior evento desportivo do mundo.

Já em França as decisões já foram tomadas. A temporada 2019/2020 da Ligue 1 e Ligue 2 de futebol profissional foi dada como terminada.

O anúncio foi feito pelo Primeiro-ministro daquele país, Edouard Philippe, depois de o Estado francês ter decretado na tarde desta terça o seu fim, com efeito imediato.

As decisões sobre campeões, subidas e acesso às Ligas Europeias serão tomadas pela Federação Francesa de Futebol.

Desta forma, a Ligue 1 e Ligue 2 já só regressarão, para a temporada de 2020/2021.

Na data da suspensão da Ligue 1, o Paris Saint-German ocupava o primeiro lugar, enquanto o Marselha era o segundo da tabela e o Stade Rennais, do internacional moçambicano Mexer, o terceiro classificado.

A França é o quarto país com mais mortes provocadas pela Covi-19, somando mais de 23.200 óbitos em cerca de 166 mil casos.

E os sinais de alerta não param. Desta vez vem do Comité Médico da FIFA, que diz que o futebol não deve regressar até Setembro.

De acordo com o presidente deste Comité, o belga Michel D’Hooghe, o futebol não deve regressar antes do mês de Setembro, devido à pandemia da Covid-19, e assumiu que é preciso ter mais paciência.

As declarações do médico belga, que também é membro do Comité Executivo da FIFA, acontecem numa altura em que alguns campeonatos europeus, como a Bundesliga e a Premier League, começam a preparar o regresso à competição para fim de Maio e início de Junho.

O dirigente adverte que o mundo está a viver a situação mais dramática desde a II Guerra Mundial.
Oficialmente, a FIFA ainda não anunciou quando o futebol pode regressar em todo o mundo, mas um dos vice-presidentes, o canadiano Victor Montagliani, também numa entrevista recente, reconheceu que isso só deve acontecer nos últimos meses do ano e, de preferência, já com a existência de uma vacina do novo Coronavírus.

 

"Não estamos contentes com a China. Estamos descontentes com a situação. Acreditamos que podia ter sido travada na origem, rapidamente e não se ter alastrado por todo o mundo", afirmou o Chefe do Estado norte-americano, na habitual conferência de imprensa na Casa Branca, acusando a China de nada ter feito para impedir a disseminação do vírus quando podia ter feito. 

Segundo a nota publicada pela Euronews, Trump revelou ainda que as autoridades norte-americanas estão a investigar o que aconteceu e esta segunda-feira, o conselheiro da Casa Branca para o comércio acusou a China de estar a lucrar com a exportação de testes de baixa qualidade para os Estados Unidos.

Mesmo com as críticas pela falta de capacidade do sistema de saúde para fazer diagnósticos, Washington assumiu o objecto de cada estado testar pelo 2,6% da população, todos os meses.

Apesar de as taxas de hospitalização e letalidade continuarem a descer, o estado de Nova Iorque ainda não se sente preparado para aliviar as medidas de confinamento.

De acordo com o governador Andrew Cuomo, citado pela Euronews, as restrições, devem manter. 

Já noutros estados, a vida vai retomando a normalidade possível. No comércio, a abertura ao público implica o uso de luvas, o controlo de temperatura e várias outras medidas.

Com o mundo com mais de três milhões de casos confirmados do novo coronavírus, a passos de atingir um milhão de casos recuperados e havendo alguns países com baixos índices de novos casos a aliviarem as restrições, a Organização Mundial da Saúde chama atenção: a Covid-19 está longe do fim.

"À medida que os bloqueios na Europa diminuem com o número decrescente de novos casos, continuamos a instar os países a encontrar, isolar, testar e tratar todos os casos e rastrear todos os contatos, para garantir que essas tendências em declínio continuem. Repito, a pandemia está longe de terminar", disse o Director-Geral da Organização, Tedros Ghebreyesus, em Conferência de Imprensa ontem em Genebra.

E enquanto na Europa a tendência é de redução em outras partes do mundo os casos positivos e as mortes aumentam. África é um dos continentes que preocupa a organização. 

“A OMS continua preocupada com as tendências crescentes na África, Europa Oriental, América Latina e alguns países asiáticos. Como em todas as regiões, casos e mortes são subnotificados em muitos países. Nessas regiões devido à baixa capacidade de teste. Continuamos a apoiar esses países com assistência técnica por meio de nossos escritórios regionais e nacionais", acrescentou.

A Organização Mundial da Saúde alerta ainda a muitos países que as pessoas recuperadas não são totalmente imunes a doença e que devem continuar a tomar medidas de prevenção para evitar uma segunda vaga de subida de casos e mortes. Desde Dezembro do ano passado, a COVID-19 já matou mais de 200 mil pessoas.

Foi durante uma conversa telefónica que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, concordaram com a necessidade de reformar a Organização Mundial de Saúde (OMS) comunicou a Casa Branca, citada pela Euronews.

Segundo a fonte, durante a conversa, Trump e Macron falaram dos avanços positivos na luta contra a COVID-19 e o progresso até à reabertura das economias mundiais.

Nos meados de Abril corrente, Trump ordenou a suspensão de fundos com os quais os EUA contribuía para o financiamento da OMS, depois de criticar a gestão da crise pela organização.

O presidente norte-americano justificou a decisão pela oposição da OMS em fechar fronteiras para combater a propagação do vírus, por não ter actuado mais cedo e por, não só confiar, como também “elogiar”, o Governo da China.

O Governo francês lamentou essa decisão e reiterou o compromisso, “especialmente o do presidente da República”, com o multilateralismo, indicou a porta-voz do Conselho de Ministros francês, Sibeth Ndiaye.

Dias depois, durante uma reunião dos líderes do G7, organizada sob a presidência de Trump, Macron defendeu a OMS e enfatizou o “papel central que a organização deve ter em relação ao conjunto de Estados, das instituições internacionais e dos programas dedicados à vacina, saúde e fortalecimento dos sistemas de saúde", de acordo com o gabinete presidencial.
 

O governo sul-africano diz que vai fazer de tudo para conter a pandemia do Coronavírus. Para o efeito, pondera contrair empréstimos monetários dos credores internacionais.

Africa do Sul está em busca de 95 biliões de rands, equivalente a 4.99 biliões de dólares, dos credores multilaterais de modo a combater a pandemia da COVID-19, segundo o funcionário de Tesoureiro.

A economia mais avançada de África está em negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Novo Banco de Desenvolvimento de BRICS e o Banco de Desenvolvimento Africano para obter o financiamento do pacote de resgate de 500 biliões de dólares destinado a cobrir o impacto do novo coronavírus em empresas e famílias pobres.

O FMI garante que a África do Sul está legível para um empréstimo de 4.2 biliões de dólares em resposta a crise. O Ministro das Finanças, Tito Mboweni, disse na sexta-feira passada que o governo poderia negociar um valor entre 55 milhões e 60 milhões de dólares.

Dondo Mogajane, director-geral do Tesouro Nacional, disse numa entrevista com a televisão eNCA que África do Sul vai apostar no financiamento do FMI.

“O Banco Mundial disse que África do Sul pode aceder a um empréstimo de cerca de 50 milhões de dólares, o Novo Banco de Desenvolvimento já havia anunciado que tem biliões de dólares disponíveis para Africa do Sul”, disse Mogajane.

“Com todas estas intervenções, esperamos actualmente conseguir 95 biliões de rands vindo dessas instituições para combate à COVID-19”, disse.

Mogajane acrescentou que o governo tem de fazer tudo quanto necessário para assegurar a contenção do vírus, incluindo a revisão de projectos prioritários e fontes monetárias mais fáceis.

“Reitero a questão de fontes financeiras mais fáceis, pois as discussões actuais com os credores centram-se em taxas de juros”, disse Mogajane.

“O FMI promete 1% de taxa de juros, por isso, estamos mais propensos a apostar nele”.

Mboweni minimizou na sexta-feira as preocupações em alguns círculos partidários do governo e dentro do influente movimento sindical de que o dinheiro viria com condições árduas.

Um oficial do FMI disse a Reuters que os fundos de emergência disponíveis não incluem condições de programas estruturais de ajuste.

A economia sul-africana já estava em recessão, quando o vírus atingiu o país.

 

O recém-criado Movimento Saharaui para a Paz (MSP), um movimento que surge como alternativa ao projecto “esgotado” liderado pela Frente Polisário, segundo o seu manifesto de fundação, elegeu no último sábado os seus órgãos directivos, que tem como primeiro secretário, Hach Ahmed Berical.

A Assembleia do Comité Fundador do Movimento Saharaui para a Paz elegeu no sábado os 20 membros da Comissão Política e do Conselho de Assessores, órgãos que irão dirigir o movimento até ao próximo congresso” explicou o MSP, através de um comunicado citado pela europapress.

Entre os membros da Comissão Política está Fadel Braika, de nacionalidade espanhola que esteve, recentemente, encarcerado por motivos políticos, segundo a oposição da Frente Polisario.

Os treze membros da Comissão Política elegeram Hach Ahmed Berical como primeiro secretário da nova organização política.

Na sua primeira intervenção após a eleição, o 1º Secretário do sublinhou que o movimento está aberto a todas as opiniões e sensibilidades da sociedade saharaui.

Em relação às primeiras tarefas, Hach Ahmed enfatizou a necessidade de formar todos os comitês e equipes de trabalho, integrando todas as pessoas e intelectuais qualificados.

Ele também prestou homenagem aos mais de cem signatários do Manifesto Constituinte do MSP que, em 22 de Abril, tornaram pública a iniciativa, que inclui vários ex-funcionários da Polisário, além de descendentes de membros da assembleia de notáveis ??do período colonial.

 

 

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