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O País – A verdade como notícia

O coronavírus (COVID-19) é uma doença infecciosa causada por um novo vírus. A doença causa problemas respiratórios semelhantes à gripe e sintomas como tosse, febre e, em casos mais graves, dificuldade para respirar.

Porque não há nenhum medicamento específico para tratar o Coronavírus, as instituições de saúde recomendam que se lave as mãos com frequência e se evite tocar o rosto e ter contato próximo para se prevenir.

Sobre a origem do novo Coronavírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) volta a insistir que “tudo aponta para origens naturais”.

A OMS afirma também que Washington, que diz ter “provas muito significativas” de que o vírus veio do laboratório de alta segurança de Wuhan, “não apresentou nenhum dado concreto nesse sentido”.

Michael Ryan, responsável pelo Programa de Emergências da OMS, também confirma que “o governo dos Estados Unidos não avançou com qualquer elemento preciso, por isso trata-se de um cenário especulativo. Seria importante receber informações adicionais sobre a origem do vírus, porque esse é um dado fundamental no controlo da saúde pública no futuro”.

Charlie Parton, antigo diplomata britânico na China, ressalta que “o mais importante agora é que os chineses conduzam uma investigação transparente para o resto do mundo, de forma a poder determinar o que realmente aconteceu, como é que o vírus se desenvolveu e que medidas são necessárias no presente e no futuro”.

No entanto, a Organização Mundial de Saúde realça a cooperação dos cientistas chineses no combate à pandemia e alerta também para as consequências das acusações a nível político para um trabalho em conjunto no futuro.

 

 

Enquanto várias instituições de investigação no mundo continuam na corrida em busca da vacina contra COVID-19, alguns países africanos têm aos poucos aderido o remédio tradicional de Madagáscar conhecido como COVID-Orgânico.

Entre os países que já encomendaram quantidades deste chá feito da planta artemísia, contam-se Guiné-Equatorial, Guiné-Bissau e Tanzânia.

Entretanto, a Organização Mundial de Saúde alertou esta segunda-feira sobre os riscos de usar um remédio que ainda não é reconhecido pela ciência.

A OMS disse que somente apoia a medicina tradicional comprovada pela ciência, por isso todos os remédios tradicionais que alegadamente curam COVID-19 deviam antes passar pela experimentação para avaliar-se a sua eficácia e os eventuais efeitos secundários.

A instituição acrescentou que estes remédios podem dar falsa segurança às pessoas ao ponto de negligenciarem os cuidados necessários contra coronavírus. Segundo o presidente de Madagáscar Andry Rajoelina, o chá de artemísia já mostrou a sua eficácia, tendo já curado vários pacientes em sete dias.

 

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou, neste domingo, que os Estados Unidos terão uma vacina contra o novo coronavírus até final de 2020.

“Estamos muito confiantes de que vamos ter uma vacina  até o final do ano”, disse Trump durante a entrevista no canal de televisão Fox News, emitida a partir do Lincoln Memorial em Washington, DC, em homenagem ao 16.º Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln.

A entrevista marcou a retomada da campanha eleitoral de Trump, suspensa devido à crise por COVID-19 no país.

“Os médicos vão dizer que eu não devia dizer isto. Eu digo o que penso”. Estamos a pressionar (…) vários grupos [farmacêuticos] estão, penso, muito perto”, acrescentou.

Questionado sobre como reagiria se outro país tivesse uma vacina antes dos Estados Unidos, Trump respondeu: “É indiferente. Apenas quero uma vacina que funcione”.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Londres de Higiene e Medicina Tropical (London School of Hygiene & Tropical Medicine), citada pela Euronews, vários projectos de vacina contra a COVID-19 estão em curso em todo o mundo.

Donald Trump, que defendeu, uma vez mais, um regresso prudente, mas “tão rápido quanto possível” à actividade no país, mostrou-se optimista sobre as perspetivas económicas.

O ano de 2021 vai ser “incrível”, afirmou Trump, que voltou a defender as decisões que tomou desde o início da epidemia no país. “Penso que salvámos milhões de vidas”, reiterou.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (67.674) e mais casos de infecção (mais de 1,15 milhões) no mundo. Nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados este domingo pela Universidade Johns Hopkins, EUA registaram 1.450 mortos.

 

A situação da pandemia da COVID-19 na Tanzânia corre risco de piorar, após o Presidente John Magufuli ter ordenado a suspensão do uso de material de teste importado, sob alegacão do mesmo ter sido deliberadamente sabotado.

Segundo o Presidente Magufuli, os quites de testes importados já foram usados para colher amostras de cabritos, ovelhas e papaia que deram positivo e os mesmos têm sido usados para testar tanzanianos, dando resultados errados.

Já passam cinco dias que Tanzânia não tem dado actualizações sobre casos da COVID-19, depois de Magufuli ter acusado o ministro de saúde de criar pânico na sociedade com os seus relatórios.

A última acusação aconteceu na quarta-feira, tendo sido de 480 infectados e 17 óbitos. Mesmo com este número, Magufuli recusou-se a tomar medidas drásticas de prevenção, tendo apelado para as pessoas a continuar a trabalhar e orar pelo fim do vírus nas igrejas e mesquitas.

O principal partido da oposição apelou este fim-de-semana à suspensão do parlamento por 21 dias, após a morte de três deputados cuja causa não foi revelada.

 

O Papa Francisco pediu, este sábado, aos governantes de todo o mundo, união diante das diferenças para ajudar os seus povos a superar a actual crise causada pela COVID-19.

“Oramos hoje pelos governantes que têm a responsabilidade de cuidar dos seus povos nestes tempos de crise”, disse Francisco na missa da manhã que realiza todos os dias na capela da sua residência, a Casa Santa Marta do Vaticano.

Na ocasião, Papa Francisco disse que orava pelos “chefes de Estado, presidentes de governo, legisladores, autarcas e presidentes de regiões, para que o Senhor os ajude e lhes dê força porque o seu trabalho não é fácil” e “para que, quando houver diferenças, entendam que, em momentos de crise, devem estar muito unidos pelo bem do povo, porque a unidade é superior ao conflito”.

O sumo pontífice também apontou a necessidade de os fiéis perseverarem a sua fé em tempos de crise, que “são momentos de escolha” que os colocam perante “as decisões que precisam de ser tomadas”.

“Pode haver muitas crises, na família, no trabalho, no mundo, e esta pandemia é uma época de crise social”, advertiu o papa Francisco.

O Coronavírus em Moçambique continua a ser combatida em vários pontos do país e nas últimas 24 não houve nenhum caso novo desta pandemia, das 91 amostras testadas.

O centro de testagem de referência do Ministério da Saúde testou 21 amostras de Cabo Delgado, 16 de Tete, seis de Manica, um de Sofala, 11 de Maputo Província e 36 de Maputo Cidade, tendo todas se revelado negativas, o que mantém os 79 casos positivos anunciados na sexta-feira, dos quais 71 de transmissão local e oito importados.

Não aumentam casos positivos, mas aumentam os recuperados, depois de mais oito anunciados este sábado. Seis dos recuperados são de Cabo Delgado e com ligação com a investigação com Afungi, sendo dois de Pemba e quatro de Afungi, mais outros dois de Maputo Província, totalizando 18 recuperados.

Assim, o país tem um comutativo de 59 casos activos, dos 79 positivos anunciados.

A inteligência norte-americana também concluiu que o vírus da COVID-19 não foi criado pelos humanos nem foi geneticamente modificado. Entretanto, o presidente dos Estados Unidos diz que está confiante que o vírus possa ter surgido num laboratório de Wuhan.

Tal como maior parte da comunidade científica vinha defendendo, o vírus que originou a doença respiratória COVID-19 não foi criado por humanos nem sequer sofreu uma mudança genética. Esta foi a recente conclusão da comunidade dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, tendo acrescentado que doravante vai investigar a hipótese de o vírus ter surgido, por acidente, num laboratório da cidade chinesa Wuhan.

Todavia, vários serviços de inteligência avançam a possibilidade do vírus ter tido sua origem em animais, tendo-se se espalhado por meio da caça e venda de animais selvagens.

Ainda na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou a sua convicção de que o vírus tenha surgido num laboratório de Wuhan, mas recusou-se a oferecer evidências. Trump está confiante de que a verdade brevemente virá a tona.

O Programa Mundial de Alimentação iniciou o envio de 350 voos de ajuda humanitária por mês a países pobres para combater a pandemia da COVID-19. Burkina Faso foi ontem o primeiro país a beneficiar-se da ajuda.

São vários países do mundo em estado de vulnerabilidade causado pela COVID-19. Para atenuar o impacto da pandemia, o Programa Mundial de Alimentação tem um plano de enviar 350 voos de ajuda por mês a países em vias de desenvolvimento.

Estima-se que 120 países poderão beneficiar-se dessa ajuda que incluem equipa médica e material de saúde. Os principais aeroportos a ser explorados são Acra, Adis Abeba, Joanesburgo, Dubai, Cidade de Panamá, Xangai e Dubai.

O maior desafio da ONU tem sido o transporte aéreo, numa altura em que vários países suspenderam voos, e os aviões de carga quase que quadruplicaram o preço.

Burkina Faso foi, esta quinta-feira, o primeiro país a receber o voo da ONU, que partiu da Bélgica carregado de 16 toneladas de material de saúde, incluindo máscaras, luvas e seringas.

Mais de 40 por cento das pequenas e médias empresas sul-africanas estão a ficar sem dinheiro para continuar a funcionar, devido a crise causada pelas restrições resultantes do bloqueio para prevenção da propagação do novo coronavírus, revela uma pesquisa do Serviço Oficial de Estatística da África do Sul.

A mercearia de José Tenente e sua família que funciona há mais de 30 anos em Randburg, município do noroeste da cidade sul-africana de Joanesburg é um dos exemplos. O negócio de venda e distribuição de alimentos ficou prejudicado, em parte, pelas restrições resultantes do bloqueio devido ao lockdown. Além da mercearia, Tenente fornece alimentos para restaurantes, um negócio que não tem estado a fluir porque os estabelecimentos de restauração estão fechados por decisão do governo.

“Seis caminhões agora sem entregas, grande perda de produtos que tínhamos em estoque, uma vez iniciado o bloqueio, está sendo desperdiçado”, revela José Tenente que afirma que nas últimas semanas tem sobrevivido graças a clientes fiéis que continuam a deslocar-se ao seu estabelecimento comercial para fazer compras.

“Temos muitos clientes que ainda estão a ajudar-nos, vindo para cá. Eles são clientes fiéis e dedicados, por isso somos muito gratos a eles ", afirma.

A pesquisa da Statistics South Africa, a agência oficial estatística da África do Sul, revelou que há concretamente 42% de empresas do país estão a ficar sem recursos financeiros para continuar. Mas há alguma esperança para o estabelecimento de Tenente e outros, já que o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa anunciou uma mudança do nível cinco para o nível quatro de restrições de bloqueio com efeitos a partir de hoje, 1º de maio.

Isso significa que mais as empresas poderão reabrir e uma quantidade limitada de funcionários poderá retornar aos seus postos. Ramaphosa anunciou 42 bilhões de dólares para ajudar as empresas mas até agora ter acesso aos fundos de ajuda não é fácil.

“Precisamos de departamentos como o de Pequenas Empresas para poder acelerar o tempo que leva para agências como a CIFA prestarem atenção às pequenas empresas e também responder as suas solicitações de alívio financeiro. Isso não acontece. Não faz sentido que uma empresa faça um pedido e receba uma resposta possivelmente um mês depois, quando tem desafios diários", desabafou Bonolo Ramogele, um membro do Conselho Empresarial Negro da África do Sul.
  

 

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