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O País – A verdade como notícia

O artigo publicado no dia 15 de Novembro de 2020 pelo jornal “O Pais” intitulado “Fim de tensões na fronteira internacional entre o Marrocos e a Mauritânia”, despertou nosso desacordo e apela, portanto, a várias observações de carácter pedagógica para demover o actual estado de confusão. Um desconhecimento que surge contra a corrente de esforços que visam a consolidação da confiança e do entendimento mútuos.

Primeira observação, deve-se notar que o território do Sahara Ocidental ainda é considerado, em nome do direito internacional, como um território não autónomo, em virtude do disposto no Capítulo XI da Carta das Nações Unidas. E voltando às tensões em El Guergueret, é preciso destacar que esta decisão está enraizada na imobilidade do processo de paz, instaurado em 1991 e, à fortiori, do mandato da “Missão das Nações Unidas para a Organização de um referendo no Sahara Ocidental’, a MINURSO, que favorece o status quo.

El Guergueret, vós sabeis, é uma brecha aberta ilegalmente em 2001 na linha de demarcação. Esta linha, em que a muro de areia e o campo minado antipessoal estão colados, vem do acordo militar de 1997.

Assim, uma coisa é exigida durante trinta anos sem que nada aconteça: a ausência de um referendo sobre a autodeterminação do povo saharaui prometido no cessar-fogo de 1991 e a razão de ser do MINURSO.

Esta imobilidade diplomática gera todas as eventualidades e incertezas e os nossos amigos moçambicanos estão bem informados para saber que a Argélia não tem sangue nas mãos.

Segunda observação, apesar da aceitação formal deste plano, continuam a multiplicar-se os obstáculos e as manobras dilatórias para retardar a organização de um referendo livre, justo, regular e sem constrangimentos administrativos ou militares e de querer obter das Nações Unidas uma modificação significativa do corpo eleitoral de maneiras a garantir-lhe um referendo confirmativo.

Terceira observação, na crise de El Guerguarat, a Argélia não apoia a Frente Polisário, mas deplora veementemente as graves violações do cessar-fogo no Sahara Ocidental e apelou ao fim imediato das operações militares. Como também apela a ambas as partes, Marrocos e a Frente Polisário, a mostrarem o sentido de responsabilidade e tolerância.

Quarta observação, faz-se saber que recentemente, apesar das suas lamentações, os esforços do Secretário-Geral das NU, António Guterres, dos últimos dias para “evitar uma escalada”, falharam. Note-se que a falha não data dos últimos dias, mas remonta a vários meses. Desde que foi incapaz de impor a nomeação de um sucessor do seu Enviado Especial demissionário para o Sahara Ocidental, Horst Köhler, devido aos obstáculos colocados no seu caminho para o impedir de cumprir melhor a sua missão. Além das restrições à liberdade de circulação do Enviado pessoal, Horst Köhler, e da MINURSO, o Sr. António Guterres lamentou igualmente que o Enviado da ONU não tivesse acesso a interlocutores locais nos territórios saharauis ocupados.

Quinta observação, a respeito da posição da Argélia, deve-se notar que se trata de um observador que se identifica com o consenso internacional e com a doutrina das Nações Unidas em matérias de descolonização. Nunca escondeu o seu apoio à justa causa do povo saharaui ao exercício do seu direito inalienável à autodeterminação, como fez pelos países da África Austral ao ajudar a FRELIMO em Moçambique, o ANC na África do Sul, o MPLA em Angola, a SWAPO na Namíbia, na Palestina e outros países que reconquistaram as suas independências e soberanias.

Sexta observação, a Argélia não o esconde, porque a sua posição faz parte do seu próprio percurso histórico e da sua convicção de que um povo que luta pela sua independência nunca desistirá da sua pretensão existencial de viver livre e soberano.

Sétima observação, sobre as relações argelino-marroquinas, temos de voltar à história para compreender as razões da decisão da Argélia de fechar as suas fronteiras terrestres com o seu vizinho ocidental. Em 1994, o Marrocos tinha acusado injustamente a Argélia de estar por detrás do atentado de Marraquexe e decidiu expulsar os cidadãos argelinos e instaurar a emissão de vistos para os argelinos. Em resposta a essas acusações infundadas e desastrosas, a Argélia, por sua vez, decidiu fechar suas fronteiras com o Marrocos por este representar uma fonte de insegurança e de incerteza.

Oitava observação, e para edificar a opinião moçambicana, convém saber que todas as infra-estruturas argelinas defendem a integração Magrebina e que o artigo em questão deixa entender traiçoeiramente que a Argélia está por trás do bloqueio da construção do Grande Magrebe e impediria a aproximação entre os dois países vizinhos. Esta tentativa de envolver a Argélia no conflito do Sahara Ocidental, lamentavelmente, falhou. A Argélia, que sempre apoiou os esforços da ONU para o Sahara Ocidental, continuará a dar o seu apoio incondicional, bem como defenderá uma União Magrebe forte. (Serviço de Imprensa e Mídia/Embaixada da Argélia em Maputo)

O autarca Bill de Blasio anunciou ontem que a cidade deverá encerrar novamente todas as escolas, a partir desta quinta-feira, para mitigar a propagação do novo Coronavírus.

As autoridades nova-iorquinas tinham anunciado, durante o Verão, que as escolas voltariam a encerrar se 3% de todos os testes feitos à presença do SARS-CoV-2 em toda a cidade tivessem resultado positivo.

O rácio de infecções contabilizadas aproximou-se desta percentagem na última semana, razão pela qual Nova Iorque decidiu voltar atrás no regresso do ensino presencial e Blasio aconselhou, na altura, os encarregados de educação para se preparem para o encerramento das instituições de ensino dentro de dias, diz o Notícias ao Minuto.

Nova Iorque tem mais de um milhão de estudantes no ensino público que agora continuarão os estudos inteiramente online.

Até ao final de Outubro, apenas 25% dos estudantes tinha regressado às aulas presenciais, uma percentagem mais baixa do que aquela prevista pelas autoridades daquela cidade.

O regresso às aulas presenciais foi faseado: em 21 de Setembro para as creches e estudantes com necessidades educativas especiais, em 29 de Setembro para o ensino básico e 01 de Outubro para o secundário, explica o Notícias ao Minuto.

Na altura, a percentagem de pessoas cujo resultado da testagem à presença do novo Coronavírus era positivo, durante um período de sete dias, era menor do que 2%.

Apesar da reabertura, mais de 1.000 estabelecimentos de ensino estiveram temporariamente encerrados durante este período, devido ao conhecimento de vários casos da COVID-19 e ao aumento do número de infeções em várias secções da cidade, que obrigou a confinamentos nessas zonas.

À semelhança do resto do país, o ensino presencial em Nova Iorque parou a meio de Março, altura em que a primeira vaga da pandemia atingiu os Estados Unidos.

Apesar de várias cidades norte-americanas terem decidido começar o novo ano letivo dando primazia ao ensino online, Bill de Blasio pressionou o regresso ao ensino presencial.

O autarca democrata justificou a pressão feita com a necessidade que vários estudantes tinham de aceder a serviços apenas disponíveis nas escolas, e que os encarregados de educação precisavam do regresso das aulas presenciais para poderem regressar ao trabalho, refere o órgão que citamos.

Também estava equacionado um regresso faseado, com uma parte dos alunos a assistir às aulas presencialmente, e os restantes elementos da turma através da web.

Este regresso ao ensino presencial estava inicialmente previsto para 10 de Setembro, mas foi adiado por cauda da contestação de encarregados de educação, professores – que ameaçaram fazer greve – e funcionários das escolas.

Na sequência da contestação, as autoridades nova-iorquinas comprometeram-se a contratar milhares de novos docentes e a fazer a testagem entre 10% e 20% de todos os alunos e funcionários mensalmente.

 

Três pessoas morreram na Síria em consequência de ataques aéreos israelitas ocorridos hoje.

Uma fonte militar não identificada, citada pelo Notícias ao Minuto, afirmou que “a agressão aérea” realizada pelo “inimigo sionista” contra a região sul (…) matou três militares e feriu um soldado, além de provocar danos materiais”.

Entretanto, a Síria activou as defesas anti-aéreas para contrariar o ataque israelita, tendo abatido vários mísseis.

Por sua vez, as forças armadas de Israel afirmaram que atingiram alvos iranianos e sírios, depois de terem encontrado explosivos ao longo da fronteira no norte de Israel.

“O que o Irão e a Síria fizeram” foi colocar engenhos explosivos improvisados perto da linha Alfa para atingir as tropas israelitas. atingimos alvos da força iraniana Qods e das forças armadas sírias”, escreveu o exército de Israel numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

O Estado hebreu realizou centenas de ataques aéreos e lançou mísseis contra a Síria, desde o início da guerra civil no país, em 2011. Os alvos são as forças iranianas e libanesas do movimento xiita Hezbollah destacadas em território sírio, bem como tropas governamentais sírias.

A guerra na Síria já fez mais de 380 mil mortos e milhões de deslocados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança esta terça-feira uma estratégia global para acelerar a eliminação do cancro do colo do útero. A estratégia tem como objectivo vacinar 90% das raparigas contra o papilomavírus humano (a causa do cancro do colo do útero) até aos 15 anos de idade e exige também que 70% das mulheres sejam rastreadas aos 35 e 45 anos e que 90% das mulheres diagnosticadas com a doença sejam tratadas, escreve o Notícias ao Minuto.

Segundo a OMS, Se estas medidas forem implementadas com sucesso até 2030, os novos casos da doença poderão ser reduzidos em mais de 40% e o número de mortes em cinco milhões até 2050.

A organização  estima que o acesso generalizado à vacinação, rastreio e tratamento pode salvar cinco milhões de vidas até 2050.

“Eliminar o cancro teria em tempos parecido um sonho impossível, mas agora temos instrumentos eficazes e baratos, baseados em provas, para tornar esse sonho uma realidade”, afirma, num comunicado, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A menos que sejam tomadas novas medidas, o número anual de novos casos deverá aumentar de 570.000 para 700.000 entre 2018 e 2030 e o número anual de mortes deverá crescer de 311.000 para 400.000, adverte a OMS.

Segundo Tedros Adhanom “só podemos eliminar o cancro do colo do útero como um problema de saúde pública se combinarmos o poder dos instrumentos à nossa disposição com uma determinação inabalável de expandir a sua utilização à escala global”.

Os 194 membros da OMS comprometeram-se a eliminar o cancro do colo do útero, adotando uma resolução nesse sentido, na reunião anual da agência, realizada na semana passada, escreve Notícias ao Minuto.

“Este é um marco importante”, considerou, numa conferência de imprensa, a diretora-geral adjunta da OMS, Princess Nothemba Simelela. A representante da OMS realça que “pela primeira vez, o mundo concordou em eliminar o único cancro que podemos prevenir com uma vacina, e o único cancro que é curável se for detetado a tempo”.

Até agora os três principais instrumentos contra o cancro do colo do útero (vacinação, rastreio e tratamento) têm sido amplamente utilizados na maioria dos países ricos, mas a situação não é a mesma no resto do mundo, em particular devido ao elevado custo da vacina.

 

Vinte e uma pessoas foram executadas, esta segunda-feira, no Iraque, por crimes relacionados com terrorismo, indicam fontes médicas e policiais locais citadas pelas agências internacionais.

Os 21 iraquianos, todos condenados por crimes relacionados com terrorismo, perpetrados recentemente ou há vários anos, foram executados por enforcamento na prisão central de Nassiriya (sul do Iraque), o único estabelecimento prisional do país que tem um “corredor da morte”, refere o Notícias ao Minuto.

Desde o anúncio da vitória contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), no final de 2017, os tribunais iraquianos têm imposto centenas de penas capitais a cidadãos iraquianos e estrangeiros, ao abrigo de um código penal que prevê a aplicação da pena de morte para qualquer pessoa que se tenha juntado a um “grupo terrorista”, independentemente de o acusado ter lutado ou não nas fileiras da organização terrorista.

O Iraque é frequentemente citado por organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos humanos a propósito da pena de morte.

Segundo o Notícias ao Minuto, em 2019, o país executou um total de 100 pessoas, o que representou quase uma em cada sete execuções em todo o mundo, de acordo com a Amnistia Internacional.

Síria: Morreu ministro dos Negócios Estrangeiros Walid Mouallem
Morreu, hoje, aos 79 anos, o ministro dos negócios estrangeiros da Síria, Walid Mouallem, anunciou o Governo sírio, citado pelo Notícias ao Minuto, sem indicar as causas da morte.

Na quinta e na sexta-feira, segundo Notícias ao Minuto, Mouallem surgiu em público, por ocasião de uma conferência organizada pela Síria, para debater o regresso de milhões de refugiados. Visivelmente enfraquecido, Walid Mouallem foi ajudado a caminhar por dois homens, que o ladeavam ao entrar na sala.

De acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial síria, Sana, o Governo de Al-Assad anunciou “com tristeza” a morte do “veterano da diplomacia”, conhecido pelas “posições patrióticas honradas”.

As cerimónias fúnebres vão realizar-se na tarde desta segunda-feira em Damasco, capital da Síria, cidade onde nasceu, precisou a Sana.

Walid Mouallem ocupava também o cargo de vice-primeiro-ministro e, entre 1990 e 1999 foi embaixador em Washington, acrescentou. A carreira diplomática levou-o também à Arábia Saudita, a Espanha e ao Reino Unido, tendo sido nomeado embaixador na Roménia em 1975.

Casado e pai de três filhos, Mouallem é autor de quatro obras de História, nomeadamente sobre a Síria ou o conflito palestiniano.

Desde 21 de Outubro de 2020, a fronteira entre o Marrocos e a Mauritânia conhece tensões ligadas à presença de elementos da Frente Polisário, apoiados e armados pela Argélia, numa zona tampão, sujeita ao controlo das Nações Unidas. Estas tensões, que constituem uma alteração do Status Quo, vão se acentuando pela persistência do bloqueio dos movimentos tradicionais de mercadorias e pessoas entre a Europa e África, e especialmente após a votação, em 30 de outubro de 2020, da Resolução 2548, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que define claramente os meios para uma solução política realista, pragmática e duradoura com base no compromisso do conflito do Sahara Ocidental.

No mesmo dia, 21 de Outubro, o porta-voz do Secretário-Geral das Nações Unidas, Sr. Stéphane Dujarric, terá “lembrado que o tráfego civil e comercial regular não deve ser prejudicado e que nenhuma medida deve ser tomada que possa constituir uma mudança no Status Quo da zona ”. Hoje, 14 de Novembro de 2020, o Presidente da Comissão da União Africana, Sr. Moussa Faki, também o exorta a “abster-se de qualquer alteração do Status Quo e retornar o mais rápido possível à mesa de negociação “. Ele reafirmou a disponibilidade da União Africana para apoiar activamente os esforços das Nações Unidas para uma solução política justa e aceitável para todas as partes neste conflito.

Mais do que uma simples pressão sobre as economias dos países vizinhos e o tráfego comercial, muito importante, entre a Europa e a África que atravessa esta zona, esta alteração do Status Quo,  feita pela Polisário e apoiada pela Argélia, tem um duplo risco: em primeiro lugar, paralisar os esforços da ONU para chegar à uma solução definitiva para este problema regional e, em seguida, arrastar toda a região para uma espiral de instabilidade e confrontos militares.

O momento dessa nova tensão não é acidental. Além da última resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, há também a escalada verbal constante entre o Marrocos e a Argélia, cujas fronteiras ainda estão fechadas; a prolongada ausência do Chefe de Estado argelino hospitalizado na Alemanha, bem como a escolha de certas forças militares nos países da região, de alimentar conflitos que impedem qualquer construção de um Magrebe Árabe coerente e unido cujo Tratado fundador foi efetivamente assinado, em 17 de Fevereiro de 1989, pela Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos e Mauritânia, sem qualquer referência à Polisário.

O Tufão Vamco matou 67 pessoas nas Filipinas, segundo o balanço feito pelas autoridades locais, que apontam para 1,1 milhão de pessoas afectadas pelo 21º ciclone que assolou o país este ano.

Doze pessoas continuam desaparecidas em consequência da passagem do tufão que danificou pouco mais de 25.852 residências no norte do país, escreve o Notícias ao Minuto, citando o porta-voz do Conselho de Redução de Risco de Desastres (NDRRMC), Mark Timbal.

Dados do NDRRMC indicam que 1,1 milhão de pessoas foram afectadas pela tempestade, que obrigou a que cerca de 370 mil pessoas deixassem as suas casas.

As operações de resgate continuam no norte da ilha de Luzon, onde milhares de pessoas ficaram presas nas enchentes.

O Vamco é o quinto tufão a atingir as Filipinas entre Outubro e Novembro, tendo já causado graves inundações e deslizamentos de terra em muitas partes de Luzon, incluindo Manila, onde foram registadas as piores enchentes em décadas, segundo o Notícias ao Minuto.

Este ano, as Filipinas já foram fustigadas por 21 ciclones e, segundo o serviço meteorológico daquele país, ainda podem sofrer mais quatro ciclones até o final de 2020.

Onze mil pessoas atravessaram a fronteira da Etiópia em apenas uma semana, fugindo do conflito no Tigray e estão refugiadas no Sudão, onde há cerca de 100 mil exilados, a maioria da Eritreia.

De acordo com o canal CCTV, os Estados de Gedaref e Kassala, na fronteira com a Etiópia, são os que receberam mais de 11 mil refugiados etíopes, incluindo doentes e feridos.

A Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados, Acnur, disse haver um aumento significativo de requerentes de asilo a deixar a região de Tigray, no extremo norte da Etiópia, em direcção à fronteira com o Sudão Oriental.

O aumento dos combates entre as forças do governo e da região separatista de Tigray está a fazer cada vez mais feridos e a ONU alerta para o agravamento da situação humanitária.

Autoridades sudanesas fizeram uma visita de inspecção às áreas de recepção de refugiados etíopes e disseram que uma série de medidas foram tomadas para fornecer ajuda urgente.

O conflito no Tigray teve início em Novembro de 2020 e envolve as forças especiais estaduais da região de Tigray e a Força de Defesa Nacional da Etiópia.

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