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O País – A verdade como notícia

Cerca de 2.200 pessoas detidas no Irão deverão receber um perdão ou redução da pena no âmbito da celebração que assinala o fim do Ramadão, Eid al-Fitr, que tem, hoje, início, anunciaram as autoridades iranianas.

De acordo com um comunicado divulgado pelas autoridades de Teerão, o Líder Supremo, aiatolá Sayyid Ali Hosseini Khamenei, citado pelo Notícias ao Minuto, “concordou em conceder o perdão ou a redução da pena a 2.187 pessoas condenadas” pela Justiça iraniana.

Contudo, a nota não especificou os critérios de elegibilidade para receber o perdão ou a redução da pena.

O Eid al-Fitr começa a ser celebrado entre hoje e sexta-feira, no Irão, de acordo com a observação da Lua crescente.

O Líder Supremo iraniano concede, anualmente, vários perdões colectivos por ocasião dos principais feriados religiosos e nacionais, sugeridos pelo dirigente da Autoridade Judicial do país.

O Ramadão, a principal celebração muçulmana, que ocorre durante o nono mês do calendário islâmico, decorreu entre 12 de Abril e 12 de Maio.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, hoje, ter detectado, em dezenas de outros países, a variante responsável pelo surto de casos da COVID-19 na Índia.

A variante B.1.617, que apareceu pela primeira vez na Índia, em Outubro, foi detectada em “44 países nas seis regiões da OMS”, informou a OMS, citada pelo Notícias ao Minuto, que acrescentou ter recebido “notificações de detecção em cinco outros países”.

Além da Índia, o maior número de casos de infecção com a variante B.1.617 foi detectado no Reino Unido.

Esta semana, a OMS classificou esta variante do novo Coronavírus como “de preocupação ou de interesse global” por estudos indicarem ser mais contagiosa que o vírus original.

Apontada como uma das razões para o surto na Índia, o pior no mundo neste momento, a variante B.1.617 juntou-se à lista de três outras, que apareceram pela primeira vez no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul.

Estas variantes são consideradas mais perigosas do que a original do SARS-CoV-2, por serem mais contagiosas, mortais e resistentes a certas vacinas.

O Congresso Nacional Africano instruiu, ontem, o seu secretário-geral, Ace Magashule, suspenso na semana passada, a apresentar um pedido de desculpas em público pela carta de suspensão que dirigiu ao líder do partido, Cyril Ramaphosa.

O afastamento de Ace Magashule do secretariado do partido no poder na África do Sul vigora desde 03 de Maio em curso.

No dia seguinte à suspensão, Ace Magashule respondeu com uma carta, anunciado que afastava o presidente do Congresso Nacional Africano, Cyril Ramaphosa, supostamente porque enfrenta acusações de compra de votos durante a sua campanha política para a presidência do partido no poder.

Na segunda-feira, Ramaphosa respondeu publicamente à provocação de Magashule, dizendo que, enquanto secretário-geral, este não tinha a autoridade para o suspender da liderança do partido.

Segundo Ramaphosa, o partido pretende aplicar uma acção disciplinar se, até um determinado período, Magashule não pedir desculpas em público.

Entretanto, o líder do Congresso Nacional Africano não especificou quanto tempo Magashule tem para se desculpar publicamente.

Ramaphosa falava após uma reunião do partido, em que um dos temas discutidos foi a suspensão de Magashule, proibido de participar do referido encontro.

O Conselho da Liga Árabe reúne-se, hoje, de emergência, no Cairo, para analisar a crescente tensão entre Israel e Palestina, sobretudo os acontecimentos registados, esta segunda-feira, em Jerusalém.

Prevista inicialmente para segunda-feira, a cimeira extraordinária da Liga Árabe, presidida pelo Qatar, que exerce actualmente a presidência rotativa do Conselho, foi adiada para hoje face aos violentos confrontos registados na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, envolvendo a polícia israelita e palestinianos.

Hossam Zaki, secretário-geral adjunto da Liga Árabe, citado pelo Notícias ao Minuto, disse que a reunião vai discutir os “crimes israelitas”, os “ataques contra locais sagrados islâmicos e cristãos na Jerusalém ocupada”, especialmente à Mesquita de Al-Aqsa, e ataques aos fiéis.

Novos confrontos opuseram, esta segunda-feira, na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, fiéis palestinianos à polícia israelita, causando mais de 300 feridos, maioritariamente palestinianos, após um fim-de-semana de violência na cidade.

 

A China exige que o Brasil pare de fazer declarações que “interfiram com a cooperação bilateral e confiança mútua” entre os dois países, nomeadamente sobre a origem do novo Coronavírus, disse o embaixador chinês em Brasília, Yang Wanming.

Numa videoconferência com três ministros brasileiros, o diplomata reiterou que a China “se opõe firmemente a qualquer politização e estigmatização da origem” da COVID-19.

Segundo a embaixada chinesa no Brasil, citada pelo Notícias ao Minuto, Yang Wanming defendeu que “a identificação da origem do novo Coronavírus é uma questão científica, que deve ser investigada por cientistas de todo o mundo”, acrescentando que a China continua disposta a trabalhar com o Brasil para vencer a pandemia o mais rápido possível.

Yang Wanming falava numa videoconferência com o novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo um comunicado, os ministros agradeceram o apoio chinês ao combate contra a pandemia e sublinharam que as relações comerciais com a China têm apoiado a recuperação económica do Brasil e melhorado a qualidade de vida dos brasileiros.

A videoconferência aconteceu poucos dias depois de o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ter levantado suspeitas sobre a origem do SARS-CoV-2.

“É um vírus novo. Não se sabe se nasceu em laboratório ou se foi de um homem que comeu um animal. Sabemos que há guerras bacteriológicas”, declarou o Presidente brasileiro, na quarta-feira passada.

Um relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde e especialistas chineses, divulgado em março, concluiu que a transmissão do SARS-CoV-2 de morcegos para humanos através de outro animal é o cenário mais provável para explicar o início da pandemia, considerando “extremamente” improvável um incidente num laboratório.

Pelo menos 11 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas ,hoje, na consequência da explosão de uma bomba que atingiu um autocarro na província de Zabul, no sul do Afeganistão.

De acordo com o porta-voz do governador provincial de Zabul, Gul Islam Sial, citado pela RTP, o incidente ocorreu na madrugada de hoje, horas antes de os talibãs anunciarem um cessar-fogo de três dias por ocasião do fim do Ramadão.

O incidente causou mortes e feridos, incluindo mulheres e crianças em estado crítico.

É a segunda explosão em menos 72 horas no Afeganistão, totalizando assim, 66 mortos e mais de 100 feridos como resultado de atentados terroristas.

A violência aumentou, intensamente, no país nas últimas semanas, depois dos Estados Unidos anunciarem a retirada de suas tropas do estado afegão.

 

Um foguetão chinês caiu na madrugada de hoje no oceano Índico, perto das Ilhas Maldivas, no sul da Ásia. Segundo a agência espacial da China, o incidente aconteceu quando o aparelho retornava à atmosfera terrestre.

O foguetão, que transportava um módulo habitável para uma futura estação espacial chinesa, caiu no oceano Índico, a sul da Índia, durante o retorno à atmosfera terrestre.

Segundo a Rádio e Televisão Portuguesa, foi um voo sem tripulação e provocou uma incerteza sobre o local onde poderia cair.

Num comunicado, a agência espacial da China refere que o aparelho, com perto de vinte toneladas, fragmentou-se em pedaços e espalhou-se pelo mar.

O tamanho do objecto com cerca de 30 metros e perto de 21 toneladas viajava, a uma velocidade de perto de 28 mil quilómetros por hora.

O incidente levou à activação das mais importantes agências de monitoria espacial do mundo, como o Pentágono ou o Serviço de Vigilância e Acompanhamento Espacial da União Europeia.

O lançamento do foguetão ao espaço na semana passada faz parte das 11 missões necessárias para construir e abastecer a futura estação espacial chinesa e enviar uma tripulação de três pessoas até ao final do próximo ano.

A Índia registou, hoje, mais de 400 mil novas infecções da COVID-19 pelo quinto dia consecutivo e reportou mais de 4.000 óbitos diários, pelo segundo dia consecutivo, anunciou o Ministério da Saúde do país.

Segundo “Notícias ao Minuto”, o número de infecções nas últimas 24 horas foi de 403.738, cerca de 2.600 casos acima de Sábado, elevando o total de infecções no país, desde o início da pandemia, para 22,2 milhões, segundo a mesma fonte.

Pelo segundo dia consecutivo, o número de mortes causadas pela COVID-19 ultrapassou a barreira das quatro mil, com 4.092 hoje, elevando o total para 242.362, contagem só superada pelos Estados Unidos e Brasil.

A Índia é o segundo país com mais casos da COVID-19, depois dos Estados Unidos, com 32,6 milhões, mas tem-se tornado o epicentro da pandemia ao registar o maior aumento de casos por dia, devido a uma segunda vaga que dura há mais de um mês.

Pelo menos 50 pessoas morreram no atentado bombista de sábado junto da escola secundária feminina, na zona ocidental de Cabul, indicou, hoje, um novo balanço do Ministério do Interior afegão.

Mais de 100 pessoas ficaram feridas na explosão, ao início da tarde de sábado, de um carro armadilhado à porta da escola Sayed al-Shuhada e na explosão de duas outras bombas quando as estudantes fugiam, em pânico, do edifício, disse o porta-voz do Ministério Tareq Arian, citado pelo “Notícias ao Minuto”.

O anterior balanço dava conta de cerca de 30 mortes e 79 feridos, de acordo com as autoridades afegãs.

O atentado não foi reivindicado, mas o Presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, atribuiu a responsabilidade aos talibãs.

Numa declaração, os talibãs negaram qualquer envolvimento, condenaram o ataque a civis e culparam “círculos sinistros que, em nome do (grupo extremista Estado Islâmico) EI, operam sob as asas e a cobertura dos serviços de informação da administração de Cabul”.

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