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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 20 prisioneiros terão morrido durante os protestos contra as restrições da pandemia da COVID-19 numa prisão em Myanmar, após a repressão das forças de segurança, segundo avançou um órgão de comunicação local.

De acordo o Notícias ao Minuto, que citou fonte próxima do exército, os soldados dispararam contra os detidos na prisão de Insein, em Rangum, causando a morte de cinco mulheres e 15 homens.

Outras pessoas terão sido detidas por militares, após se juntarem aos protestos no centro penitenciário, onde estão detidas dezenas de presos políticos.

Várias embaixadas, como a dos EUA e a da União Europeia, apelaram às autoridades para resolverem a situação “de forma pacífica e respeitando os direitos básicos e sanitários nessa e nas outras prisões do país”.

A Serra Leoa aboliu, ontem, a pena de morte, e como pena máxima por crimes no país passará a aplicar a prisão perpétua. Desde 1998 que o país não aplicava a pena capital.

A Serra Leoa, antiga colónia britânica localizada na África Ocidental, era criticada pelos defensores dos direitos humanos por manter a pena de morte.

Críticas ouvidas e acolhidas, esta sexta-feira, o parlamento da Serra Leoa aprovou, por unanimidade, a abolição da pena de morte e a sua substituição, como pena máxima, pela prisão perpétua.

O país não aplicava sanções de condenação à morte desde 1998. Agora, as sentenças para crimes consideradas mais graves, como homicídio ou traição, acabam de ser traduzidas em penas de prisão perpétua.

Ao parlamento, o procurador-geral e ministro da Justiça, Anthony Bewah, disse que todos conhecem a história da pena capital na Serra Leoa. Algumas pessoas forram erradamente sujeitas à pena de morte depois consideradas inocentes.

Pouco depois da votação que ditou o fim da medida também amplamente criticada pela Amnistia Internacional e Human Rights Watch, o Presidente da Serra Leoa, Julius Maada Bio, escreveu na sua conta no Twitter que a promessa do governo de abolir permanentemente a pena de morte foi cumprida e agradeceu a todos que segundo ele estão com o país na construção da história do país.

Recentemente, países africanos como Malawi e Tchad também aboliram a pena de mortes.

Um novo balanço das autoridades do Equador indica que subiu para 27 o total de presos mortos nos motins ocorridos na quarta-feira em dois centros penitenciários, que levaram o Governo a declarar o estado de emergência nas prisões do país.

Segundo escreve o “Observador”, os incidentes foram registados na Prisão-1 da província costeira de Guayas, próxima à cidade portuária de Guayaquil, e na cidade Andina de Cotopaxi, próxima de Latacunga, especificou o Serviço Nacional de Atenção às Pessoas Privadas de Liberdade (SNAI).

Na penitenciária de Guayaquil, o SNAI indicou que oito presos morreram e três agentes da polícia ficaram feridos, tendo sido transferidos para unidades de saúde da cidade.

Outro motim foi registado na prisão de Latacunga, provocando morte de 10 pessoas e detenções de outras 35 que ficaram feridas, assim como seis agentes, tendo-se registado ainda danos nas zonas administrativas do complexo penitenciário.

As autoridades asseguraram que a situação, nas duas prisões, foi controlada após a entrada de grupos especiais da polícia.

“Os agentes do corpo de segurança e vigilância penitenciária, junto dos grupos de elite da polícia nacional, retomaram o controlo dos centros penitenciários”, escreve o Observador.

Um agente da polícia indicou que vários policiais foram detidos pelos presos quando tentavam ajudar os funcionários do serviço penitenciário.

A violência, nas prisões do Equador, tem sido frequente, sendo que, por exemplo, nos últimos anos, têm ocorrido vários confrontos violentos entre gangues adversárias.

Em Abril, uma disputa entre dois grupos espalhou-se por quatro centros de detenção nas cidades de Guyaquil, Cuenca e Latacunga.

Esses confrontos fizeram cerca de 80 mortos e 20 feridos, o que gerou um debate sobre as alegadas fragilidades dos organismos penitenciários para controlar as prisões do país.

Pelo menos 16 civis foram mortos numa emboscada realizada por alegados membros do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF), no leste da República Democrática do Congo (RDC), disseram hoje fontes médicas e do governo local.

“A emboscada ocorreu na quinta-feira à noite entre Maimoya e Chani-chani, local onde é, todas as quintas-feiras, organizada uma feira. Temos 16 corpos no necrotério do hospital geral de referência de Oicha”, declarou Nicolas Kikuku, autarca de Oicha, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo declarou o director do hospital geral de Oicha, Jérôme Munyambethe, as vítimas, que voltavam da feira, “são 15 adultos, seis mulheres e nove homens, além de uma criança, todos mortos a tiro”.

A fonte adiantou que nove pessoas ainda estavam no processo de estabilização numa unidade sanitária.

A emboscada ocorreu na cidade de Maimoya, a 40 quilómetros da cidade de Beni, na província de Kivu do Norte.

Originalmente formados por rebeldes muçulmanos de Uganda, as ADF operam há quase 30 anos no leste da RDC.

As ADF são o mais mortífero entre os cerca de cem grupos armados activos no leste do Congo. São acusados de massacres de civis, nos quais 6.000 pessoas morreram desde 2013, de acordo com um relatório do episcopado congolês.

Desde Abril de 2019, alguns ataques das Forças Democráticas Aliadas foram reivindicados pela organização jihadista do Estado Islâmico por meio dos seus canais habituais nas redes sociais.

As máscaras de protecção contra a COVID-19 são as melhores vacinas que o continente africano tem nesta fase em que o mundo é fustigado pelo vírus, considera o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana.

A pandemia da COVID-19 já matou 160.648 pessoas em África, até esta quinta-feira, num total de 6.335.702 infectados. Destes indivíduos, 5.546.538 recuperaram-se.

Os apelos para que haja mais vacinas de modo a frear as infecções e as mortes chegam de todos os lados, mas a escassez tira sono a todos os países.

Para o director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, John Nkengasong, mais do que esperar pelas vacinas é preciso apostar na prevenção.

“As vacinas não são uma solução mágica, vão levar algum tempo até chegar às pessoas. Por isso, as medidas de saúde pública têm de ser praticadas com rigor. As aglomerações têm de continuar a ser evitadas, porque propiciam a transmissão do vírus”, disse Nkengasong.

John Nkengasong não parou por aí. “Precisamos de que os governos continuem a apoiar a utilização de máscaras em locais públicos, porque são as melhores vacinas para o continente africano nesta fase”, acrescentou.

Na sua intervenção, durante uma conferência de imprensa virtual, a partir de Adis Abeba, na Etiópia, John Nkengasong falou ainda da importância da parceria com várias instituições para imunizar 60% da população africana até 2022.

“As parcerias são poderosas, permitir-nos-ão atingir o objectivo de ter 60% da população imunizada até o final do próximo ano, e pelo menos 25% até Dezembro deste ano. É preciso ousadia para alcançar essas metas, e não sermos obrigados a viver com este vírus para além de 2022 e 2023”, alertou.

A África Austral continua a ser a região mais afectada pela COVID-19 no continente, sendo a África do Sul o país mais arrasado.

O Egipto é o segundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, e, em terceiro, está a Tunísia.

O Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, sobreviveu a uma tentativa de assassinato, graças à pronta intervenção das autoridades locais, informou, esta quinta-feira, uma agência noticiosa local.

Segundo informações avançadas pela Angop, vários estrangeiros e residentes de Madagáscar foram detidos pelas autoridades.

De acordo com uma fonte diplomática, citada pela agência noticiosa, dois cidadãos franceses estão entre os detidos “como parte de uma investigação, por minarem a segurança do Estado”. Os dois franceses respondem pelos nomes de Paul Rafanoharana, de dupla nacionalidade franco-malgaxe, e Philippe François.

Rafanoharana foi preso na sua casa, na terça-feira à noite, enquanto François foi detido no aeroporto de Ivato quando estava prestes a sair do país rumo à França.

“Vários cidadãos estrangeiros e malgaxes foram presos na terça-feira, 20 de Julho, como parte de uma investigação num ataque à segurança do Estado”, confirmou em comunicado a procuradora, Berthine Razafiarivoni.

Berthine Razafiarivoni disse, ainda, que “de acordo com provas materiais à nossa posse, estes indivíduos elaboraram um plano de eliminação e neutralização de diversas personalidades malgaxes, entre as quais, o Chefe de Estado”.

Cerca de 800 pessoas receberam uma ou mais injecções de vacina falsa contra a COVID-19 no Uganda, um esquema gerido por médicos e enfermeiros “sem escrúpulos”, anunciaram, ontem, as autoridades ugandesas.

Segundo escreve a Angop, as vacinas contrafeitas, por vezes misturadas com água, foram administradas entre Maio e Junho, no pico de uma onda de infecções pelo novo Coronavírus, no país, com uma média de 1.700 novos casos por dia.

O principal alvo dos médicos eram os requerentes de vacinas dispostos a pagar pelas suas injecções. No período em referência, o país estava sem doses suficientes para a campanha de vacinação gratuíta.

“Indivíduos sem escrúpulos, com a intenção de ganhar dinheiro, enganaram pessoas com falsas vacinas contra a COVID-19″, disse Warren Naamara, responsável pelo controlo dos Serviços de Saúde na Presidência, citado pela Angop.

O responsável disse, ainda, que dois trabalhadores da Saúde foram presos e um médico está fugitivo.

Os testes mostraram que os frascos não continham qualquer produto perigoso, apenas água.

As vítimas da burla pagaram entre 80.000 e 500.000 xelins ugandeses (entre 1.575 e 7.578,60 meticais) por cada vacina.

O Governo sul-africano afirmou ontem que o número total de mortes relacionadas com a onda de manifestações violentas no país subiu para 276.

“A estabilidade continua a prevalecer nas províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal, as duas regiões mais afectadas pela violência”, afirmou a ministra da Presidência em funções, Khumbudzo Ntshavheni, citada pela agência noticiosa Efe.

Ntshavheni apontou que apesar da normalização gradual da situação, o Governo identificou 61 mortes adicionais relacionadas com a violência, elevando o total para 276.

Destas 276 mortes, 234 ocorreram em KwaZulu-Natal e 42 em Gauteng, escreve o Notícias ao Minuto.

A ministra interina acrescentou que já foram ao tribunal quatro pessoas detidas por alegadamente terem instigado a violência destes dias, iniciada após a detenção do ex-Presidente Jacob Zuma.

O presidente do maior partido da oposição da Tanzânia, Chadema, Freeman Mbowe, foi detido junto com outros 10 membros, na cidade de Mwanza por planearem uma manifestação, anunciou hoje o partido.

Segundo explicou o director de comunicações do Chadema, John Mrema, Freeman Mbowe foi abordado por um exército de polícias ao chegar ao hotel às 02h:30 minutos, e foi preso junto com outros líderes.

O representante do partido disse, também, que “os outros dirigentes foram levados para a esquadra da polícia de Mwanza, mas o local para onde Freeman Mbowe foi transportado não é conhecido e, até ao momento, não há informações sobre o seu paradeiro”. O partido pediu à polícia que dissesse onde o líder está e porque está preso.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, as manifestações convocadas por Freeman Mbowe tinham como objectivo exigir reformas constitucionais, apesar das restrições impostas pelas autoridades locais em Mwanza, devido à pandemia do novo Coronavírus.

Numa mensagem divulgada no Twitter do maior partido da oposição, assinada por John Mrema, o partido repreende a persistência da ditadura do falecido presidente tanzaniano, John Magufuli.

“Condenamos a repressão aos direitos dos tanzanianos da maneira mais veemente. São sinais de que a ditadura do Presidente John Magufuli continua no país”, sublinhou o partido.

O ex-Presidente John Magufuli, que governava a Tanzânia desde 2015, morreu, a 17 Março, de problemas cardíacos.

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