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O País – A verdade como notícia

A Academia Real das Ciências da Suécia atribuiu nesta sexta-feira o prémio Nobel da Paz aos jornalistas Maria Ressa e Dmitry Muratov, pelos seus esforços para salvaguardar a “liberdade de expressão, condição essencial para a democracia e uma paz duradoura”.

Segundo a academia, citada pelo Notícias ao Minuto, Maria Ressa usa a liberdade de expressão para expor o abuso de poder, o uso da violência e o crescente autoritarismo no seu país natal, as Filipinas.

Já para a premiação de Dmitry Muratov, o que mais pesou foi por ter defendido, durante décadas, a liberdade de expressão na Rússia, em condições cada vez mais difíceis.

A academia destacou ainda o facto de, em 1993, ter sido um dos fundadores do jornal independente Novaja Gazeta, uma importante fonte de informação sobre os aspectos censuráveis da sociedade russa raramente mencionados por outros meios de comunicação.

O galardão atribuído aos jornalistas é de quase um milhão de euros, para além de um diploma e uma medalha.

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defende uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, acusando os cinco membros permanentes de “manter o seu privilégio” na tomada de decisões finais do organismo.

“São membros permanentes que naturalmente pretendem manter o seu privilégio, que é importante, visto que lhes dá também o direito de veto e, com isso, uma enorme influência nas decisões das Nações Unidas a todos os níveis no plano de paz e segurança, mas, por outro lado, têm-se verificado grandes divisões”, explicou Guterres, citado pelo Notícias ao Minuto.

António Guterres, que falava à RTP, revelou que nem sempre há unanimidade em relação à escolha de outros potenciais candidatos a membros permanentes do órgão, defendendo que não haveria reforma se não se reconfigurar o Conselho de Segurança.

Actualmente, o Conselho de Segurança das Nações Unidas é reservado aos Estados Unidos da América, Rússia, França, Reino Unido e República Popular da China.

O escritor africano Abdulrazak Gurnah foi condecorado Nobel da Literatura em 2021, pela Academia Sueca. A última vez em que a Academia Sueca distinguiu um autor africano com o Nobel da Literatura foi em 2003, ao sul-africano J.M. Ccoetzee.

Ademais, Abdulrazak Gurnah é o primeiro autor negro africano a ser reconhecido pela Academia Sueca em mais de trinta anos, depois do nigeriano Wole Soyinka, laureado nos anos 1980.

Abdulrazak Gurnah, que nasceu em 1948 em Zanzibar, na Tanzânia, e vive desde a adolescência no Reino Unido, é o 118.º premiado na história do Nobel da Literatura.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, de toda a história do Nobel da Literatura, atribuído pela primeira vez em 1901, mais de 80% foram autores europeus ou norte-americanos.

Abdulrazak Gurnah, que escreve em inglês embora a sua língua nativa seja o suaíli, publicou, sobretudo, romances e contos, nomeadamente, “Paradise” (1994) e “Afterlives” (2020), e “tem sido amplamente reconhecido como um dos mais proeminentes escritores do pós-colonialismo”.

De acordo com a imprensa portuguesa, no entender do comité sueco, a obra literária de Abdulrazak Gurnah é um “retrato vívido e preciso de uma outra África, numa região marcada pela escravatura e por diferentes formas de repressão de vários regimes e poderes colonialistas: português, indiano, árabe, alemão e britânico”.

O Nobel da Literatura é um prémio concedido anualmente, desde 1901, pela Academia Sueca a autores que fizeram notáveis contribuições ao campo da literatura, e tem um valor pecuniário superior a 900 mil euros.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, ontem, a aprovação, pela primeira vez na história, de uma vacina contra a malária, uma doença que tem matado milhares de pessoas.

Foi através da rede social Twitter que a OMS anunciou a boa nova esperada há anos por muitos países: a primeira vacina contra a malária, uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito Anopheles.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, a recém-aprovada vacina chama-se RTS,S / AS01 da farmacêutica GlaxoSmithKline, cujo nome comercial é Mosquirix.

“Hoje é um dia histórico (…). Esta vacina tem o potencial de salvar dezenas de milhares de jovens vidas. Fizemos progressos incríveis nas últimas duas décadas, os casos de malária caíram para metade, mas, globalmente, os casos permanecem demasiado elevados, com 200 milhões de casos anuais e mais de 400.000 mortes”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesu, citado pela agência noticiosa Efe.

Gana, Maláui e Quénia foram os primeiros três países a introduzirem a vacina, em 2019, tendo sido administradas 2,3 milhões de vacinas, tendo 800 mil crianças recebido pelo menos uma dose.

“É o melhor investimento possível alguma vez feito na saúde pública”, acrescentou o diretor do Programa Global Contra a Malária da OMS, Pedro Alonso.

A implementação do projeto-piloto nos três países africanos confirmou a viabilidade de administrar as quatro doses necessárias para esta vacina, o seu papel na redução da mortalidade infantil e a possibilidade de ser integrada nos programas nacionais de vacinação sem grandes complicações.

Pelo menos 20 pessoas morreram na sequência de um forte sismo que atingiu o sul do Paquistão na madrugada de hoje, de acordo com as autoridades locais.

Em declarações à imprensa, o chefe da Autoridade Provincial de Gestão de Catástrofes do Balochistão, Naseer Nasar, disse que o número de mortos pode vir a aumentar.

Entre os que foram mortos encontravam-se uma mulher e sete crianças.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o sismo de 5,7 graus de magnitude, que tinha 20 quilómetros de profundidade, atingiu o sul do Paquistão às 03h locais. Foi sentido na cidade de Quetta, a cerca de 100 quilómetros do epicentro, e em vários outros lugares da província.

Benjamin List e David W.C. MacMillan são os vencedores do Prêmio Nobel 2021 em Química, segundo anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia nesta quarta-feira, pelo desenvolvimento de uma nova ferramenta de construção de moléculas: a organocatálise.

Os vencedores dividirão o prêmio, que totaliza 10 milhões de coroas suecas (cerca de USD 6,1 milhões). As láureas em Literatura e Paz serão entregues ainda nesta semana.

Por muito tempo, cientistas acreditaram que havia apenas dois tipos de catalisadores: metais e enzimas. Trabalhando separadamente, Benjamin List e David MacMillan desenvolveram, em 2000, um terceiro tipo, a organocatálise assimétrica, que se baseia em pequenas moléculas orgânicas, de acordo com o site G1.

Essas moléculas tornaram as reações mais rápidas, eficientes e com menor impacto ambiental.

Os usos da ferramenta incluem a pesquisa de novos produtos farmacêuticos e também ajudou a tornar a química mais verde, segundo o comitê do Nobel. Como a maioria das reações químicas é muito lenta, é comum que cientistas usem catalisadores, substâncias que aumentam a velocidade de uma reacção.

No ano passado, o prêmio de Química foi para Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna pelo desenvolvimento do Crispr, método de edição do genoma. Foi a primeira vez na história que duas mulheres ganharam, juntas, o Nobel de Química.

A França foi acusada de retirar cinco milhões de doses de vacinas contra a COVID-19, que tinham como destino o Reino Unido, no início deste ano. O incidente ocorreu numa altura em que países como a França questionavam a segurança da vacina Oxford/AstraZeneca.

Segundo agora é revelado, porém, França terá desviado um lote de vacinas que foram enviadas dos Países Baixos com destino  ao Reino Unido.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o caso é denunciado por uma fonte governamental que classifica o sucedido como “vergonhoso”

Segundo o Metro britânico, o incidente gerou discussões acesas entre Emmanuel Macron e Boris Johnson.

A Academia de Ciências da Suécia atribuiu hoje o prémio Nobel da Física 2021 aos cientistas Syukuro Manabe, Klaus Hasselmann e Giorgio Parisi, pelas suas “contribuições inovadoras para compreensão de sistemas físicos complexos.

O norte-americano Syukuro Manabe recebeu o prémio Nobel de Física por demonstrar como o aumento das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera eleva a temperatura na superfície terrestre.

Já o alemão Klaus Hasselmann foi premiado por criar um modelo que une tempo e clima. E, por último, o italiano Giorgio Parisi descobriu os padrões ocultos em materiais complexos desordenados.

As descobertas estão, segundo a Academia, “entre as contribuições mais importantes para a teoria dos sistemas complexos”.

 “Metade do prémio é dado em conjunto para Syukuro Manabe e Klaus Hasselmann, pela modelagem física do clima na terra. A outra metade vai para Giorgio Parisi pela descoberta da interação da desordem e das flutuações nos sistemas físicos das escalas atómicas, as planetárias”, disse Goran Hansson da Academia de Ciências da Suécia

Até ao momento, já foram distinguidas com o Prémio Nobel de Física 622 pessoas, entre as quais, 22 mulheres.

Segundo o relatório do UNICEF, a nível mundial, quase 20% das crianças com menos de cinco anos vivem em extrema pobreza. As normas de género podem ter impacto na saúde mental, tanto de raparigas, como de rapazes.

As raparigas podem enfrentar estereótipos restritivos sobre trabalho, educação e família, bem como o risco de violência do parceiro íntimo; os rapazes podem ser pressionados a suprimir as emoções e a experimentar o uso de substâncias.

As crianças estão demasiadas vezes na linha da frente em crises humanitárias (415 milhões em 2018), cada uma delas exposta ao stress e trauma. O impacto de tais crises pode variar de criança para criança, com algumas a mostrarem resiliência e outras a experimentarem uma angústia extrema e duradoura.

“Há múltiplos relatos de abuso de crianças em instituições, uma grande proporção das quais têm deficiências, incluindo deficiências de desenvolvimento ou de saúde mental. Há, também, provas extensivas do uso continuado de algemas de crianças e jovens com graves problemas de saúde mental e do uso de coerção e contenção nos serviços de saúde mental”, lê-se no documento.

Há uma grande preocupação sobre o impacto da pandemia da COVID-19 na saúde mental. As investigações indicam alguns aumentos de stress e ansiedade entre crianças e adolescentes. A saúde mental dos prestadores de cuidados, especialmente das jovens mães, é também uma preocupação.

O UNICEF estima que mais de 13% dos adolescentes entre os 10 e 19 anos de idade vivem com uma perturbação mental diagnosticada, tal como definida pela Organização Mundial de Saúde. Isto representa que 86 milhões de adolescentes com idades entre os 15 e 19 anos e 80 milhões de adolescentes com idades entre os 10 e 14 anos, 89 milhões de rapazes adolescentes dos 10 e 19 anos e 77 milhões de raparigas adolescentes dos 10 e 19 anos de idade, vivem com uma perturbação mental.

As taxas de prevalência de perturbações diagnosticadas são mais elevadas nas regiões do Médio Oriente e Norte de África, América do Norte e Europa Ocidental. A ansiedade e a depressão constituem cerca de 40% destas perturbações mentais diagnosticadas; as outras incluem perturbações de défice de atenção/hiperactividade, perturbações de conduta, incapacidade intelectual, bipolar, distúrbios alimentares, autismo, esquizofrenia e um grupo de perturbações de personalidade.

As crianças e os jovens também relatam perturbações psicossociais que não atingem o nível de perturbação epidemiológica, mas perturbam as suas vidas, saúde e perspectivas de futuro.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Gallup para o próximo relatório da UNICEF sobre a Mudança da Infância, uma média de 19% de crianças entre os 15 e os 24 anos de idade em 21 países, auto-relatou, na primeira metade de 2021, que frequentemente se sentem deprimidas ou têm pouco interesse em fazer as coisas.

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