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A Organização das Nações Unidas  declarou que Israel cometeu, e continua a cometer, genocídio na Faixa de Gaza. A avaliação foi feita por uma comissão internacional independente de investigação.

Os investigadores, citados pela imprensa internacional, dizem também que o presidente do país, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o anterior ministro da Defesa incitaram ao crime e que as autoridades do país nada fizeram para impedir.

Israel rejeita as conclusões.

Os malawianos preparam-se para votar em uma eleição presidencial decisiva nesta semana, enquanto o país enfrenta uma das piores crises económicas de sua história recente. Com inflação em alta, escassez de alimentos e combustíveis, e crescente desconfiança nas instituições públicas, a população demonstra cansaço e frustração diante da falta de progresso nos últimos anos.

O presidente Lazarus Chakwera, de 70 anos, busca um segundo mandato após vencer a polêmica reeleição anulada de 2019 e triunfar no pleito subsequente de 2020. Líder do Partido do Congresso do Malawi, Chakwera enfrentará novamente o ex-presidente Peter Mutharika, de 85 anos, que lidera o Partido Democrático Progressista (DPP) e tenta retornar ao poder.

A disputa se desenha acirrada: entre os 17 candidatos presidenciais, também está a ex-presidente Joyce Banda, embora analistas políticos apontem Chakwera e Mutharika como os principais favoritos para uma provável segunda volta.

MUDANÇA DE CLIMA POLÍTICO

Há cinco anos, a eleição de Chakwera foi celebrada como um marco para a democracia no país, impulsionada por protestos populares e uma rara anulação judicial de resultados eleitorais. No entanto, após um mandato marcado por desafios severos, o entusiasmo inicial deu lugar à frustração.

A economia do Malawi, um dos países mais pobres do mundo, foi profundamente afectada por desastres naturais recentes. O ciclone Freddy, em 2023, e uma seca prolongada causada pelo fenómeno El Niño em 2024 devastaram plantações, agravando a insegurança alimentar e elevando os preços dos alimentos e fertilizantes.

Além disso, a morte trágica do vice-presidente Saulos Chilima em um acidente aéreo no ano passado abalou ainda mais a estabilidade política. Chilima era visto como uma figura em ascensão, capaz de renovar a liderança nacional.

NOVAS REGRAS, NOVOS DESAFIOS

As eleições de 2025 também marcam a estreia do sistema eleitoral 50% +1, adotado após as irregularidades de 2019. Agora, o vencedor precisa obter a maioria absoluta dos votos válidos para ser declarado eleito, o que aumenta a possibilidade de um segundo turno.

Para além da presidência, os malawianos também escolherão novos representantes para o Parlamento e mais de 500 vereadores locais.

Em um cenário de dificuldades económicas, promessas eleitorais giram em torno de questões práticas: como conter a inflação, garantir o abastecimento de combustível e açúcar, e melhorar o acesso a insumos agrícolas. 

O ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, diz que pretende regressar ao país e concorrer à presidência.  

Simões Pereira, que lidera o partido de oposição Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), fez o anúncio em Lisboa. Ele se estabeleceu na capital portuguesa logo após o presidente guineense dissolver a Assembleia Nacional da Guiné-Bissau em 2023.  

Em declarações à diáspora da Guiné-Bissau, Simões Pereira disse que temia pela sua segurança ao regressar ao país, mas afirmou que era seu dever continuar a luta.  

Umaro Sissoco Embaló disse que o líder da oposição poderia retornar sem problemas, mas o alertou para não contestar os resultados das eleições de Novembro.  

Caso concorra às eleições, esta será a quarta tentativa de Simões Pereira.

O Presidente Brasileiro, Lula da Silva, respondeu às tarifas dos Estados Unidos, após a condenação de Bolsonaro. Em um artigo de opinião publicado pela New York Time, Lula refuta todos os argumentos usados para fundamentar a aplicação das tarifas e sublinha que a democracia e a soberania brasileira não estão em discussão. 

Lula da Silva reagiu contra as tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros importados para os EUA. Da Silva considera que a decisão é ilógica e tem fundamentos políticos . “O aumento tarifário imposto ao Brasil neste verão não é apenas equivocado, mas também ilógico. Os Estados Unidos não têm déficit comercial com o nosso país, nem estão sujeitos a tarifas elevadas(…) a falta de justificativa económica por trás dessas medidas deixa claro que a motivação da Casa Branca é política”, lê-se no artigo. 

O Presidente brasileiro acusa ainda os EUA de usar as tarifas para buscar impunidade para o ex-presidente, Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado, reiterando que “não se tratou de uma caça às bruxas e que a decisão [do julgamento] foi resultado de um procedimento conduzido em conformidade com a Constituição Brasileira de 1988”. 

Lula da Silva diz estar aberto para negociações, mas sublinhou que “a democracia e a soberania do Brasil não estão em pauta”. 

Volodymyr Zelensky ameaça atacar todos os pontos de exportação de gás e petróleo russos. O presidente ucraniano garante que é a forma mais eficaz de sanção à Rússia, e diz que as forças especiais ucranianas estão neste momento a olhar para os terminais russos no Báltico.

“As sanções mais eficazes, as que funcionam mais depressa, são os incêndios nas refinarias de petróleo russas, nas terminais e nos depósitos de petróleo”, disse Zelensky, agradecendo as forças especiais dos serviços de segurança da Ucrânia “pelo excelente trabalho em Primorsky”, o maior terminal petrolífero da Rússia”. 

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a vacinar profissionais de saúde da linha de frente e contactos de indivíduos infectados, em resposta a um novo surto de Ébola na província de Kasai, na República Democrática do Congo (RDC).

Um total inicial de 400 doses da vacina Ervebo contra o Ébola foi entregue a Bulape, epicentro do surto, a partir de um estoque nacional de dois mil doses. O Grupo de Coordenação Internacional para o Fornecimento de Vacinas aprovou o envio de mais 45 mil doses para ajudar a conter a disseminação.

O surto, declarado no início de Setembro, é o primeiro na República Democrática do Congo em três anos. O vírus, que se prolifera nas densas florestas tropicais do país, resultou, até agora, em 32 casos suspeitos, 20 confirmados e 16 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde em Kinshasa, citado pela African News.

Um ataque aéreo do Israel reduziu a escombros um bairro residencial no centro de Sanaa, capital do Iémen, com casas destruídas, fumaça ainda a subir dos destroços e pertences de famílias espalhadas pelos escombros.

O ataque, que de quarta-feira, teve como alvo um prédio que abrigava os jornais 26 de Setembro e Al-Yemen, causando também um número significativo de vítimas civis e forçando muitos moradores a fugirem para áreas mais seguras.

Múltiplos alvos controlados pelos houthis foram atingidos no ataque. Embora os prédios residenciais não tenham sido atingidos diretamente, muitos desabaram devido às fortes ondas de explosão, prendendo civis sob os escombros. Segundo relatos dos houthis, o ataque deixou 46 mortos e 165 feridos.

“Esta era a casa de Abdullah Shabami. A esposa de seu filho Osama, que era médica, foi morta no ataque aéreo israelense. Esta é a casa de Azzub, bem aqui. Você consegue imaginar cinco famílias perdendo suas casas durante a noite? O próprio Ahmed Azzub também morreu, e sua filha ainda está no hospital. Lutamos por horas para retirá-la dos escombros”.

O relato é de Ibrahim Faki, morador do bairro atacado. Residentes do Iémen realizaram manifestações em Sanaa e outros lugares na sexta-feira e no sábado para protestar contra os referidos ataques aéreos.

Nos últimos tempos, a situação de segurança no Iémen e no Oriente Médio tem se agravado.

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