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O antigo presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, foi condenado na noite de ontem pelo Tribunal Militar daquele país,  por crimes de guerra e traição. Joseph Kabila foi presidente durante 18 anos.

Depois de conduzir os destinos da República Democrática de Congo entre 2001 e 2019, na qualidade de Presidente da República, Joseph Kabila foi condenado nesta terça-feira à pena de morte pelo  Tribunal Militar  em Kinshasa.

De acordo com as autoridades da justiça, Kabila foi considerado culpado por  crimes de guerra, traição, crimes contra a humanidade e participação em movimento insurrecional,  e por  alegadas  ligações com o grupo rebelde M23.

O referido grupo é tido, já há algum tempo, como responsável pela instabilidade e violência armada no leste do país. O ex-presidente é condenado após anos de acusações que pesavam sobre si que provocaram repercussão internacional.

Trata-se de um marco inédito na história recente congolesa, já que é a primeira vez que um ex-chefe de Estado do país recebe uma pena severa. Devido à condenação, há tensões internas e discussões sobre o futuro político do país.

O julgamento do ex-chefe de Estado de 54 anos de idade ocorreu à revelia e até aqui se desconhece o seu paradeiro. Sobre a sua detenção pelas autoridades congolesas ainda é prematuro avançar, por se encontrar ainda em parte incerta.

De acordo com o Expresso, um recurso contra o veredicto do Tribunal Militar Superior, a mais alta instância militar do país, ainda é possível, mas apenas para questões de direito e não para reexaminar os factos arrolados. 

Donald Trump apresentou, ontem, um plano para pôr fim ao conflito na Faixa de Gaza. O documento, ainda não aceite pelo Hamas, prevê a criação de uma administração de transição sob supervisão internacional e a libertação dos reféns israelitas.

Foi a quarta vez que Benjamin Netanyahu deslocou-se à Casa Branca desde o regresso de Donald Trump ao poder. A primeira ocorreu em Fevereiro. A guerra entre Israel e o Hamas foi, em todas as ocasiões, o pano de fundo das conversações entre os dois aliados.

As conversações desta segunda-feira resultaram na apresentação de um plano para o restabelecimento da paz na Faixa de Gaza. Para Trump, trata-se de um momento histórico.

“Hoje é um dia histórico para a paz. O Primeiro-Ministro Netanyahu e eu concluímos uma reunião importante sobre questões vitais, incluindo o Irão, o comércio e a expansão dos Acordos de Abraão. Mais importante, discutimos como acabar com a guerra em Gaza. Mas isto é apenas parte de um panorama maior: a paz no Médio Oriente. Vamos chamar-lhe paz eterna no Médio Oriente”, disse Donald Trump, Presidente dos EUA.

O Primeiro-ministro israelita, que raramente discorda do seu aliado norte-americano, apoia a proposta e espera que o Hamas aceite os termos.

“Apoio o plano para pôr fim à guerra em Gaza, que cumpre os nossos objectivos de guerra. Trará de volta a Israel todos os nossos reféns, desmantelará as capacidades militares e o regime político do Hamas, e assegurará que Gaza nunca mais represente uma ameaça”, afirmou Benjamin Netanyahu.

O documento estabelece ainda que Israel não anexará a Faixa de Gaza e que as forças israelitas terão de se retirar gradualmente da região. A notícia foi bem recebida em Telavive.

O Hamas ainda não reagiu à proposta, mas o plano já mereceu elogios de vários líderes mundiais. O Primeiro-ministro da Austrália foi um dos primeiros a saudar a iniciativa.

A supervisão será assegurada por um novo órgão internacional de transição, o Conselho da Paz, que será liderado por Trump, com a participação de outros chefes de Estado a anunciar. Entre os nomes já avançados está o do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

A Guiné-Conacri vai realizar a sua primeira eleição presidencial no dia 28 de Dezembro próximo, na sequência do golpe militar de 2021. O anúncio foi feito após a Suprema Corte local validar uma nova Constituição.

Esta será a primeira eleição presidencial a ser realizada na Guiné-Conacri, desde o golpe militar de 2021.

As eleições marcam um momento crucial na transição política do país.

A principal mudança que possibilita este acontecimento é a constituição recém-aprovada  pela Suprema Corte, que substitui a carta transitória que impedia os membros da junta de concorrer a cargos públicos.

A  medida efectivamente remove o obstáculo legal que impede Mamady Doumbouya de se tornar candidato, embora ele ainda não tenha declarado publicamente suas intenções.

A nova carta também introduz reformas institucionais significativas, principalmente a extensão dos mandatos presidenciais de cinco para sete anos, renováveis ​​uma vez.

As forças israelitas continuaram os seus ataques à Faixa de Gaza durante a noite, tendo sido também registados bombardeamentos de artilharia na Cidade de Gaza e um bombardeamento que feriu várias pessoas no campo de refugiados de Nuseirat.

Uma fonte do Hospital Nasser, em Gaza, revelou à Al Jazeera que três membros da mesma família foram mortos num ataque aéreo israelita a uma tenda onde dormiam deslocados, em Khan Younis.

Outros seis palestinos foram mortos num bombardeamento israelita contra uma casa a oeste da cidade de Deir el-Balah, no centro de Gaza, segundo uma fonte do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, na cidade.

Outro ataque israelita atingiu uma tenda em al-Mawasi, a chamada zona humanitária segura. As forças israelitas atacaram uma tenda onde estavam hospedados um pai, uma mãe grávida de sete meses e o seu filho. A mulher é outra das vítimas mortais.

Também se registaram alguns ataques em Bureij, no centro de Gaza, mas os principais ataques ocorreram na Cidade de Gaza, onde as forças israelitas têm destruído blocos residenciais. As forças terrestres israelitas também estão presentes em diferentes partes da cidade, como Tal al-Hawa e Nassr.

Já no campo de refugiados de Nuseirat, um bombardeamento israelita provocou ferimentos em cinco pessoas.

Há dezenas de palestinianos presos sob os escombros em zonas onde as equipas de defesa civil e de resgate não conseguem chegar.

O Ministério da Saúde de Gaza registou mais de 400 mortes relacionadas com a fome no enclave desde que a guerra de Israel em Gaza começou, a 7 de Outubro de 2023, cita a RTP.

O presidente Andry Rajoelina dissolveu seu governo, na segunda-feira, em resposta aos crescentes protestos liderados por jovens contra a grave escassez de água e eletricidade, uma crise que, segundo as Nações Unidas, deixou pelo menos 22 mortos e mais de 100 feridos no maior desafio à sua autoridade em anos.

Os protestos, agora em seu terceiro dia, foram desencadeados pela raiva generalizada contra apagões e escassez de água que podem durar mais de 12 horas.

As manifestações tornaram-se as maiores que a ilha do Oceano Índico já viu em anos, inspiradas pelos movimentos bem-sucedidos da “Geração Z” no Quênia e no Nepal.

Em um discurso televisionado, o presidente Rajoelina, de forma conciliadora, declarou: “Eu compreendo a raiva, a tristeza e os desafios… Eu ouvi o chamado, senti a dor.”

Rajoelina pediu desculpas caso as autoridades tenham falhado em cumprir com seus deveres e prometeu apoio às empresas afetadas pelos saques.

Setenta e três crianças e 22 adultos morreram devido a fome e doenças, nos últimos 40 dias, no campo de deslocados perto de Al-Fashir, capital de Darfur do Norte cercada pelas forças paramilitares, informaram hoje autoridades locais, citadas pela imprensa internacional.

A célula de emergência do campo de Abú Shuk indicou, num comunicado publicado na sua conta na rede social Facebook, que durante os últimos 40 dias foram confirmadas 95 mortes por fome e doença .

A célula alertou ainda para o contínuo “deteriorar” da situação humanitária e de segurança, denunciando “uma ausência quase total de serviços básicos, principalmente água e comida, especialmente para famílias deslocadas que não têm acesso às cozinhas comunitárias, que deixaram de funcionar devido à falta de financiamento”.

Segundo a célula de emergência local, perdem-se “mais de oito vidas por dia sob estas condições catastróficas”.

Por outro lado, as Forças Armadas sudanesas garantiram que no domingo repeliram uma ofensiva das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) contra Al-Fashir, causando “grandes perdas” entre os paramilitares “tanto em equipamento como em vidas”.

A Organização Mundial de Saúde alerta para doenças transmitidas por água contaminada ou mosquitos, bem como perturbações mentais, como riscos de saúde pública, no actual período pós-cheias na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

A ilha cabo-verdiana de São Vicente foi abalada por cheias no fim do mês de Agosto. Quase dois meses depois os impactos ainda são sentidos na saúde pública.

Uma recente avaliação da Organização Mundial de Saúde concluiu haver risco de contaminação de doenças transmitidas por água ou mosquitos, perturbações mentais. 

Face à situação, a OMS alerta para a saúde pública na Ilha. Segundo a organização global, citado pela agência Lusa, foram emitidos alertas devido a nove casos de diarreia, febre e dores de cabeça manifestados pelas vítimas das cheias de Agosto.

Cabo Verde já tinha declarado, a 1 de Agosto, uma situação de contingência nacional, com base na necessidade de prevenir e mitigar o potencial risco de propagação da dengue e de reintrodução da malária.

Devido ao trauma e sofrimento psicológico de verem suas casas destruídas e terem se deslocado, a OMS alerta para impactos na saúde mental das vítimas das inundações.

O Presidente dos Estados Unidos recebe hoje o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, em Washington. O encontro decorre um dia depois de Donald Trump ter prometido “algo especial” nas negociações de paz para o Médio Oriente.

O encontro entre Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel decorrem depois de, no domingo, o presidente americano ter declarado, nas redes sociais, haver uma oportunidade de se alcançar o que chamou de “algo grande e especial” no Médio Oriente.

Trump já tinha dito,antes disso, na Sexta-feira passada, que acreditava num acordo sobre Gaza, depois de apresentar, durante a semana, um novo plano de paz a vários países árabes e muçulmanos, assim como a Benjamin Netanyahu.

Tal plano, segundo uma fonte diplomática citada pela agência Notícias ao Minuto, prevê um cessar-fogo permanente em Gaza, a libertação dos reféns, bem como um futuro governo de Gaza sem o Hamas. 

O encontro entre Trump e Netanyahu é visto com muita expectativa, principalmente depois de o líder israelita ter declarado, durante a Assembleia-geral da ONU, que Israel não cederá às pressões internacionais e que não descansará enquanto não eliminar o movimento Hamas e libertar os reféns.

Milhares de pessoas, na Alemanha e Itália, realizaram manifestações para pedir o fim da guerra na Faixa de Gaza.  Só no sábado, pelo menos 44 pessoas morreram na região em conflito, enquanto Israel ignora pedidos de cessar-fogo. 

Mais de 50 mil pessoas manifestaram-se em Berlim, na Alemanha e em Turim, nordeste da Itália, em protesto contra a guerra em Israel, que só neste sábado fez 44 vítimas mortais. 

Entre os mortos estavam nove pessoas da mesma família que viviam numa casa no campo de refugiados de Nuseirat, segundo funcionários do Hospital para onde os corpos foram levados. 

As manifestações culminaram em confrontos na Itália e grandes concentrações na Alemanha, com os participantes a exigirem um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e o fim da cooperação militar com Israel.

A tarde de sábado em Turim foi palco de um protesto não autorizado que visava atingir infra-estruturas essenciais. 

Uma manifestação, que iniciou às 15h00 na praça Crispi, continuou até ao aeroporto Sandro Pertini de Caselle, com o objectivo declarado de bloquear o trânsito e chegar às instalações do grupo de defesa  que está nas proximidades.

Na tentativa de romper o cordão de segurança para aceder ao aeroporto, os manifestantes entraram em confronto com as forças da ordem, que responderam com uma carga apoiada pelo uso de hidrantes e gás lacrimogéneo.

Entre os manifestantes, há dez feridos, que receberam assistência numa ambulância auto-organizada. 

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