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O País – A verdade como notícia

Um ataque levado a cabo por grupos jihadistas contra uma base militar no nordeste da Nigéria provocou a morte de um general do exército e de vários soldados, segundo fontes governamentais e de inteligência citadas pela Africanews.

O Brigadeiro-General Oseni Omoh Braimah é o segundo oficial de alta patente a ser morto em cinco meses, numa altura em que se regista um agravamento da violência no norte do país, maioritariamente muçulmano.

De acordo com quatro fontes, incluindo o exército, o ataque ocorreu durante a noite numa base localizada a cerca de 75 quilómetros de Borno. Uma fonte de inteligência apontou para pelo menos 18 mortos.

Este balanço eleva para quase 100 o número de vítimas mortais desde domingo no norte da Nigéria, onde grupos jihadistas e gangues criminosos têm intensificado ataques contra instalações militares e aldeias, sobretudo em zonas próximas do Sahel.

A Nigéria, o país mais populoso de África, enfrenta há cerca de 17 anos uma insurgência jihadista, iniciada em 2009 com o grupo Boko Haram e posteriormente agravada com o surgimento de dissidências, como a Província da África Ocidental do Estado Islâmico.

Mais de 70 países juntaram-se esta sexta-feira à Indonésia para condenar os ataques contra a Força Interina da ONU para o Líbano , num contexto de escalada da guerra contra Beirute, apesar das conversações de paz com Israel.

Embaixadores de uma dezena de países expressaram profunda preocupação com a escalada da tensão no Líbano desde 02 de março do ano corrente e o impacto na segurança das forças de paz, na sequência da morte de três forças de manutenção de paz das Nações Unidas e depois de militares de França, Gana, Nepal e Polónia terem ficado feridos.

As missões diplomáticas sublinharam que as forças de paz nunca devem ser alvo de ataques e alertaram que estes factos podem constituir um crime de guerra, ao mesmo tempo que fizeram um apelo à ONU para que continue a investigar todos os ataques.

Estas delegações também deram ênfase à situação humanitária no Líbano, especialmente devido ao elevado número de vítimas civis, à destruição generalizada de infraestruturas e à deslocação em massa de mais de um milhão de pessoas.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que o Governo israelita iniciará negociações directas com o Líbano para desarmar o Hezbollah e estabelecer relações pacíficas. 

Israel foi instado a cessar imediatamente a agressão militar contra o Líbano, reiterando que o cessar-fogo também inclui este país. Os bombardeamentos massivos violam o direito internacional, após o assassínio de mais de 300 pessoas no Líbano desde o início da trégua.

O Presidente Volodymyr Zelensky disse que os militares ucranianos abateram drones Shahed, de fabrico iraniano, em vários países do Médio Oriente, durante a guerra com o Irão, confirmando a participação em missões no estrangeiro. 

Zelensky fez o primeiro reconhecimento público das operações internacionais na quarta-feira, em declarações à imprensa.  

Segundo o Presidente da Ucrânia, citado por Lusa, as forças de Kiev participaram em operações no estrangeiro utilizando aparelhos aéreos não tripulados de intercepção de fabrico ucraniano, eficazes contra drones Shahed de fabrico iraniano utilizados pela Rússia na Ucrânia.

A Ucrânia participou nas operações defensivas antes do cessar-fogo provisório no Médio Oriente, alcançado entre o Irão e os Estados Unidos.

Zelensky não identificou os países envolvidos, mas afirmou que os efetivos ucranianos operaram “em várias nações”, ajudando a reforçar os respectivos sistemas de defesa aérea.

Anteriormente, Zelensky tinha declarado que 228 especialistas ucranianos estiveram destacados na região do Médio Oriente.

Em troca, a Ucrânia está a receber armamento para proteger as instalações de energia, bem como petróleo, gasóleo e, em alguns casos, apoio financeiro, disse o chefe de Estado.

O líder ucraniano afirmou que os acordos vão reforçar a estabilidade energética da Ucrânia e descreveu as parcerias como algo que será promovido, à medida que Kiev procura formalizar e expandir conhecimentos no setor da defesa.

A revelação surgiu no momento em que há preocupações de que o conflito no Médio Oriente possa desviar o apoio militar ocidental da Ucrânia, particularmente o fornecimento de equipamento para a defesa aérea.

Zelensky afirmou que os parceiros da Ucrânia continuam a fornecer mísseis aos sistemas Patriot, adiantando que um novo lote chegou nos últimos dias e que a Ucrânia está a trabalhar com todos os parceiros para garantir que as defesas aéreas se mantêm em funcionamento.

Doze pessoas morreram, incluindo seis crianças, na quarta-feira, num ataque com drones numa cidade controlada por paramilitares no estado do Darfur do Norte, no Sudão, noticiou ontem a agência France-Presse (AFP) citando uma fonte médica e ativistas locais.

Doze corpos foram levados para o hospital, 16 pessoas ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, e estão a receber cuidados médicos, segundo a fonte médica. O comité de resistência de Al-Fashir, um grupo pró-democracia, precisou que o ataque atingiu o bairro de Al-Salama, perto de uma escola para raparigas, atribuindo a responsabilidade pelo ataque ao exército, em guerra com os paramilitares das Forças de Apoio Rápido desde Abril de 2023.

No dia 24 de Março, as Nações Unidas indicaram que os ataques com drones mataram mais de 500 civis entre Janeiro e meados de Março, alertando para o “impacto devastador” destas armas em zonas povoadas.

Na sexta-feira, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou a morte de pelo menos 10 pessoas, incluindo sete profissionais de saúde, também num ataque com drone contra um hospital no estado do Nilo Branco, no sul do Sudão.

A guerra civil no Sudão, que eclodiu em Abril de 2023 devido a desacordos em torno da integração do grupo paramilitar nas Forças Armadas, resultou já na morte de dezenas de milhares de pessoas.

O número pode ultrapassar 400 mil, segundo os Estados Unidos. Este conflito, que mergulhou o país numa crise humanitária considerada das piores do mundo, interrompeu a transição que havia começado após a queda do regime de Omar al-Bashir, em 2019, que já estava enfraquecido após o golpe que depôs o então primeiro-ministro Abdalla Hamdok.

Há registo de milhões de deslocados e refugiados, bem como alarme internacional devido à propagação de doenças e aos danos em infraestruturas críticas, o que dificulta o atendimento a centenas de milhares de pessoas afectadas.

O  ministério da Saúde libanês actualizou esta quinta-feira para 182 o número de mortos e 890 feridos por uma série de bombardeamentos sem precedentes por parte de Israel, um dia após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão.

O Líbano passou a noite de quinta-feira a remover escombros depois de ataques israelitas terem atingido zonas comerciais e residenciais no centro de Beirute, matando pelo menos 182 pessoas e  ferindo outras centenas .

O ataque, é considerado um dos mais fortes desde o início do conflito israelita com o Irão, a 28 de fevereiro, e levou o primeiro-ministro libanes , Nawaf Salam, a anunciar um dia de luto nacional pelas vítimas, nesta quinta-feira.

O bombardeamento ocorreu apenas algumas horas depois de ter sido anunciado um cessar-fogo no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Devido ao sucedido, os meios de comunicação social iranianos anunciaram novamente o encerramento do Estreito de Ormuz na quarta-feira, em resposta aos ataques israelitas contra o grupo militante Hezbollah no Líbano.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, o fim da guerra no Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo, uma afirmação que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitaram.

Israel manteve ataques no sul do Líbano e realizou bombardeios no Irão nas últimas horas, no mesmo dia em que entrou em vigor um cessar-fogo​​​​​​​ de duas semanas entre Washington e Teerão.

O Exército israelita atacou o sul do Líbano nesta quarta-feira, deixando várias vítimas mortais, segundo meios de comunicação libaneses, apesar de Telavive ter declarado aceitar a trégua com o Irão, mas excluindo o território libanês do acordo.

Citada pel;a DW, a agência oficial libanesa “ANN”, informou que um ataque contra uma ambulância em Al Hulaylah provocou várias mortes, sem número confirmado. Em Chaqra, pelo menos quatro pessoas morreram após um bombardeamento atingir um edifício próximo ao Hospital Hiram e um centro médico, causando ainda vários feridos.

Outras localidades atingidas incluem Haddatha, Rabaa Thalathin, Abbasieh, Kfar Dunin, Haniyeh Mansouri e Jmeijmeh.

O conflito no Líbano intensificou-se após ataques do Hezbollah, aliado do Irão, em resposta à ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, iniciada em 28 de fevereiro. Desde então, mais de 1.500 pessoas morreram e 4.800 ficaram feridas. Israel reiterou ainda a intenção de ocupar a faixa sul até ao rio Litani.

As Forças de Defesa de Israel anunciaram que realizaram, durante a noite, uma série de bombardeios contra bases de lançamento de mísseis em todo o território iraniano, com o objetivo de reduzir a capacidade de ataque de Teerão.

Segundo comunicado militar, citado pela DW, a Força Aérea atingiu “dezenas de locais de lançamento” para impedir uma ofensiva maior de mísseis balísticos contra Israel. As autoridades israelitas não esclareceram se os ataques terminaram antes ou depois da entrada em vigor do cessar-fogo à 0 hora.

Israel registou ainda o lançamento de mísseis iranianos cerca de 15 minutos após o início da trégua, sem novos ataques desde então.

A Argélia prepara-se para receber uma visita papal, pela primeira vez, quando Leão XIV pisar o território magrebino, nos dia 13 e 15 de Abril, antes de se deslocar a Angola.

Na bagagem, o Bispo de Roma trará consigo o apelo de renovação ao diálogo inter-religioso, reforçando a mensagem de paz e convivência num país de maioria muçulmana.

Segundo a Africanews, que avança a informação, o Papa vai desembarcar, em Argel, na próxima segunda-feira, onde vai homenagear os mártires da independência e reunir-se com o Presidente daquele país norte-africano, Abdelmadjid Tebboune, antes de seguir para Annaba, cidade que guarda o legado de um dos nomes mais influentes do Cristianismo, Santo Agostinho.

Na Basílica de Santo Agostinho, os fiéis e o clero aguardam com entusiasmo a celebração de uma missa histórica. 

Citado pela mesma fonte, o reitor da basílica, padre Fred Wekesa, expressou gratidão e expectativa pela deslocação, que considera importante porque “demonstra a proximidade da Igreja connosco”.

Enquanto estiver na Argélia, o Papa Leão XIV visitará, ainda, a Grande Mesquita de Argel.

O périplo do Chefe de Estado do Vaticano por África incluirá, ainda, passagens por Camarões, Angola e Guiné Equatorial e marcará um gesto de aproximação entre culturas e credos.

As últimas visitas do Santo Padre ao Norte de África foram realizadas por João Paulo II a Marrocos, em 1985, e Egipto em 2000, além do Papa Francisco ao mesmo país em 2017.

Milhares de pessoas formaram, nesta terça-feira, cadeias humanas junto a centrais eléctricas e pontes em várias cidades do Irão para protestar contra as ameaças de ataque do Presidente norte-americano, Donald Trump, noticiaram as agências iranianas.

Trump advertiu na segunda-feira que vai atacar pontes e centrais de energia no Irão se Teerão não terminar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via fundamental de abastecimento energético dos mercados internacionais.

Em Teerão, centenas de pessoas concentraram-se diante da maior central eléctrica do País, Damavand, empunhando bandeiras do Irão e condenando as ameaças norte-americanas de atacar infraestruturas vitais, segundo imagens difundidas pela televisão estatal iraniana.

Na cidade ocidental de Kermanshah, um grupo de manifestantes reuniu-se em frente à central eléctrica de Bisotun para denunciar que atacar infraestruturas eléctricas constitui um crime de guerra, informou a agência Mehr.

Os manifestantes exibiam fotografias do ex-líder supremo, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, a 28 de Fevereiro, e do sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Formaram-se também cadeias humanas junto à central termoeléctrica da cidade de Tabriz (noroeste) e a central de Shahid Rajaei, na cidade de Qazvin (norte).

As mobilizações repetiram-se noutros pontos do país.

Em Dezful (sudoeste), estudantes formaram uma cadeia humana sobre a ponte histórica da cidade, com mais de 1.700 anos, em sua defesa perante as ameaças de Trump.

Estas acções fazem parte de uma campanha do Governo, que apelou aos jovens do país para formarem cadeias humanas para “encenar um símbolo de unidade e resistência face ao inimigo”.

O vice-ministro para os Assuntos da Juventude, Alireza Rahimi, disse ontem que “os jovens do Irão, de qualquer ideologia ou preferência, unir-se-ão para dizer ao mundo que atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra”.

Figuras da cultura iraniana, entre as quais o músico Ali Gamsari e o cantor Benyamin Bahadori, começaram a instalar-se nas imediações de centrais eléctricas e pontes na segunda-feira.

A concentração começou depois das ameaças de Trump de “desencadear o inferno” se Teerão não reabrir Ormuz antes das 20:00 de ontem em Washington (02h00 desta quarta-feira em Moçambique).

Teerão tem bloqueado o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a passagem a embarcações de países que considera aliados, o que disparou o preço do petróleo e de outros produtos.

Os Estados Unidos e o Irão receberam a estrutura de uma proposta de paz para encerrar as hostilidades no Médio Oriente, mas Teerão rejeitou de imediato a reabertura do Estreito de Ormuz como condição de um cessar-fogo temporário. 

A proposta  que apela os Estados Unidos e Irão a um cessar-fogo de 45 dias, segundo a africanews, também pede que o Irão afrouxe o seu controlo sobre a rota marítima do Estreito de Ormuz.

O mesmo foi apresentado por mediadores paquistaneses, egípcios e turcos, que esperam que o prazo de 45 dias proporcione tempo suficiente para que as discussões cheguem a uma trégua permanente.

Este plano surge depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dado um ultimato a Teerão, ameaçando atacar a sua infraestrutura crítica caso não reabra o Estreito.

Um alto funcionário iraniano citado pela Reuters disse que o país não reabrirá o estreito como parte de uma trégua temporária e não aceitará prazos enquanto analisa a proposta. O funcionário acrescentou que Washington não demonstra disposição para um cessar-fogo permanente.

No terreno, no Irão, os EUA e Israel continuam com a sua campanha de ataques aéreos. 

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