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O País – A verdade como notícia

Portugal vai amanhã eleger o novo Presidente da República na segunda volta das eleições, a serem disputadas por André Ventura e José Seguro. O país entra assim na reta final de um processo eleitoral marcado por forte polarização política, num momento em que os portugueses são chamados novamente às urnas para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. 

A campanha eleitoral terminou oficialmente nesta sexta-feira, à meia-noite, dando lugar ao período de reflexão obrigatório. Durante cerca de duas semanas, os dois candidatos intensificaram ações de rua, contactos com eleitores e debates públicos, numa disputa centrada em visões opostas sobre o papel do Presidente da República, o funcionamento das instituições democráticas e o futuro político do país.

José Seguro apostou numa campanha de estabilidade, diálogo institucional e defesa do Estado de direito, procurando captar o voto do centro e da esquerda moderada. Já André Ventura conduziu uma campanha de forte mobilização popular, assente num discurso crítico ao sistema político, com apelos à mudança e à ruptura com os partidos tradicionais. As sondagens divulgadas ao longo da última semana apontam vantagem para José Seguro, mas indicam também um cenário de disputa renhida, com margem para variações na participação eleitoral.

As eleições decorrem, contudo, num contexto particularmente desafiante, marcado por mau tempo, chuva intensa e inundações em várias regiões de Portugal. 

Apesar disso, as autoridades eleitorais garantem que estão criadas as condições para a realização do escrutínio em todo o território nacional.

Estão inscritos nos cadernos eleitorais mais de 11 milhões de eleitores, incluindo cidadãos residentes no estrangeiro, que são chamados a decidir o próximo chefe de Estado português.

As urnas abrem às 08h00 e encerram às 19h00, num ato eleitoral que é visto como decisivo não apenas para a escolha do Presidente da República, mas também como um sinal claro do atual equilíbrio político e social em Portugal.

A China permitirá a importação livre de impostos de alguns produtos sul-africanos no âmbito de um acordo que está a ser finalizado, enquanto Pretória procura diversificar os seus mercados.

A China é o maior parceiro comercial da África do Sul, seguida pelos Estados Unidos, que em agosto do ano passado impuseram tarifas de 30 por cento sobre alguns produtos sul-africanos.

O Ministro do Comércio sul africano está de viagem  para a China onde vai assinar um acordo que permitirá que as exportações sul-africanas tenham acesso livre de impostos ao mercado chinês, o que para o ministro vai atrair  investimento para a África do Sul.

A China tornou-se o maior parceiro comercial de Pretória em 2023, após ultrapassar a União Europeia, com a África do Sul a exportar principalmente minerais e produtos agrícolas.

Pretória afirmou que está a tentar negociar um acordo comercial melhor com os Estados Unidos devido a receios de que as suas tarifas de 30 por cento sobre uma série de produtos possam custar milhares de empregos.

As tensões entre o governo sul-africano e a administração do Presidente Donald Trump agravaram-se ao longo do último ano devido a várias questões, perturbando a relação transatlântica.

Ryan Routh, homem que planejou assassinar o Presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida, em Setembro de 2024, foi condenado, esta quarta-feira, à prisão perpétua.

A tentativa de assassinto de Donald Trump ocorreu em Setembro de 2024, dois meses antes das eleições nos Estados Unidos.

Ryan Routh de 59 anos, agora condenado à prisão perpétua pela prática do crime,  havia sido condenado em Setembro. Foi o segundo atentado contra a vida do então candidato na corrida eleitoral que o levou de volta à Casa Branca.

A juíza Aileen Cannon proferiu a sentença após uma audiência de 90 minutos.  Aileen Cannon argumentou que a decisão vai proteger o público de futuros crimes cometidos por Routh.

Routh foi preso depois de ter sido flagrado por um agente do serviço secreto. O agora condenado estava armado com um rifle cujo cano ficou visível entre os arbustos no qual ele se escondia, próximo ao campo onde Trump jogava uma partida de golfe.

Os Estados Unidos decidiram prorrogar a Lei de Crescimento e Oportunidades para África, a “(AGOA)”, para 31 de Dezembro de 2026. A reactivação do acordo de acesso preferencial de produtos de cerca de 30 países da África Subsaariana ao mercado norte-americano foi incluída numa lei promulgada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

A informação consta da página da  agência responsável por formular e conduzir a política comercial internacional dos EUA, a United States Trade Representative. 

Segundo o comunicado do representante comercial da Presidência norte-americana, Jamieson Greer, a promulgação da Lei que autoriza o programa de preferência comercial de crescimento e Oportunidades Africanas, a “AGOA”, terá efeito retroativo a 30 de Setembro de 2025 e vigora até 31 de Dezembro do presente ano. 

Hoje, o Presidente Trump promulgou uma lei que autoriza o programa de preferência comercial da Lei de Crescimento e Oportunidades Africanas (AGOA) até 31 de dezembro de 2026, com efeito retroativo a 30 de setembro de 2025.

Apesar da prorrogação, há algumas exigências aos parceiros comerciais dos Estados Unidos da América. 

A AGOA para o século XXI deve exigir mais dos nossos parceiros comerciais e proporcionar maior acesso ao mercado para as empresas, agricultores e pecuaristas dos EUA, de modo a construir sobre os benefícios que historicamente tem proporcionado a África e aos Estados Unidos”, refere-se  na nota, o que inclui a necessidade do programa estar alinhado à política comercial “ American First” de Donald Trump. 

“Também devemos assegurar que o programa fortaleça o comércio entre os EUA e África e trabalharemos com o Congresso ao longo do próximo ano para modernizar o programa de forma a alinhar-se com a Política Comercial América em Primeiro do Presidente Trump.”

Para os próximos dias, a United States Trade Representative  irá trabalhar com as agências relevantes para implementar quaisquer modificações feitas à Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos como resultado da legislação que reautoriza a AGOA.

A AGOA proporciona aos países elegíveis da África Subsaariana, incluindo Moçambique e África do Sul, o acesso livre de impostos ao mercado dos EUA para mais de 1.800 produtos, além dos mais de 5.000 produtos que são elegíveis para acesso livre de impostos ao abrigo do programa do Sistema Generalizado de Preferências. 

O Ministério Público Militar pediu, nesta terça-feira,  a perda de patente do ex-presidente Brasileiro, Jair Bolsonaro, e de outros quatro oficiais condenados por tentativa de golpe de Estado.

O pedido de perda de patente do ex-presidente Brasileiro Jair Bolsonaro e outros oficiais condenados por tentativa de golpe de Estado, pelo Ministério Público Militar, marca a história. Será a primeira vez que o Superior Tribunal Militar vai analisar um caso envolvendo crimes contra a democracia. 

Além de Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, são alvos dos pedidos de perda de postos e patentes os generais do Exército Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto; e o almirante da Marinha Almir Garnier.

 O grupo tem penas entre 19 e 27 anos de prisão por crimes como golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

Morreu, vítima de assassinato, Saif Kadhafi, filho do falecido lider líbio Muammar Khadafi. O caso ocorreu, nesta terça-feira,  durante confrontos armados que eclodiram entre dois grupos na área de Hamada, em Zintan, depois de um dos grupos ter tentado prendê-lo dentro da sua casa.

Saif al Islam Kadafi, um dos filhos do falecido ditador líbio, Muammar Kadafi, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, foi assassinado nesta terça-feira no oeste da Líbia.

Através de um comunicado, a equipe política da vítima confirmou o sucedido e avançou que  o assassinato ocorreu em um aparente atentado em sua casa, na cidade de Zintan. 

Uma fonte próxima a família referiu que quatro atiradores balearam Khadafi quando ele se encontrava no seu jardim e logo após a ofensiva, os agressores fugiram rapidamente do local. 

Entretanto, a brigada 444, uma formação militar filiada ao Governo  de Unidade Nacional negou qualquer envolvimento no  assassinato confirmando, por via de um comunicado oficial, que não esteve envolvida nos confrontos.

Durante muito tempo, Saif al Islam foi considerado um possível sucessor de Muammar Kadhafi, antes da queda do regime, em 2011. Na época, tentou se apresentar como moderado e reformista, entretanto a estratégia ruiu quando prometeu um banho de sangue diante das revoltas contra o governo do pai.

Procurado pelo Tribunal Penal Internacional, Seif foi detido em 2011 no sul da Líbia por rebeldes. Foi condenado à morte em 2015 após um julgamento sumário, mas depois beneficiou-se de uma amnistia. 

Até o momento, os responsáveis pelo ataque que resultou na sua morte não foram  identificados.

O exército sudanês afirma que suas forças chegaram a Kadugli, capital da província de Kordofan do Sul, pondo fim a um cerco de mais de dois anos imposto pelas Forças de Apoio Rápido paramilitares.

Os militares afirmam que o avanço ocorreu durante uma “batalha heroica” para abrir uma estrada crucial entre Kadugli e a cidade vizinha de Dilling.

O general Abdel Fattah al-Burhan, líder de facto do país, afirmou que uma rota de abastecimento crucial para a cidade assolada pela fome foi agora aberta.

“Parabéns ao povo de Kadugli pela libertação da cidade”, disse ele. “As forças armadas chegarão a qualquer lugar no Sudão.”

Al-Burhan insiste que o governo militar apoia os esforços de paz, mas afirma que não concordará com uma trégua com as Forças de Apoio Rápido (RSF) enquanto as cidades estiverem sitiadas.

“Não existe trégua que fortaleça o inimigo [Forças de Apoio Rápido], nem cessar-fogo que permita a esta milícia recuperar a sua posição”, afirma.Não houve comentários imediatos da RSF, segundo o Africanews.

Após ser expulso de Cartum em 2025, o grupo paramilitar concentrou-se em Kordofan e na cidade de el-Fasher.

Era o último bastião militar na vasta região de Darfur até que as Forças de Apoio Rápido (RSF) o tomaram em outubro.

O Sudão mergulhou no caos em abril de 2023, quando uma luta pelo poder entre os militares e as Forças de Apoio Rápido (RSF) explodiu em confrontos abertos.

As Nações Unidas afirmam que mais de 40.000 pessoas morreram na guerra que já dura quase três anos e que criou a pior crise humanitária do mundo.

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu que a China deve construir uma “moeda forte” com utilização alargada no comércio internacional, investimento e mercados cambiais, capaz de atingir o estatuto de divisa de reserva global.

O apelo consta de trechos de um discurso proferido por Xi em 2024, divulgados no fim-de-semana pela Qiushi, a principal revista teórica do Partido Comunista Chinês.

Na intervenção dirigida a quadros provinciais e ministeriais, Xi traçou os atributos essenciais de uma potência financeira: uma base económica sólida, força tecnológica de topo, instituições financeiras competitivas, centros financeiros internacionais influentes e uma moeda credível e amplamente utilizada.

“A economia da China já se encontra entre as maiores do mundo em activos bancários, reservas cambiais e dimensão dos mercados de capitais, mas continua a ser ‘grande, mas não forte'”, afirmou o líder chinês, sublinhando que transformar o país numa potência financeira será uma tarefa de longo prazo.

A divulgação do discurso surge num momento em que Pequim intensifica os esforços para internacionalizar o renmimbi e reforçar a sua estabilidade, numa conjuntura marcada por incerteza nos mercados globais e crescentes dúvidas sobre a força do dólar norte-americano.

Nos últimos meses, a moeda chinesa tem-se mantido relativamente firme face ao dólar, apesar das tensões comerciais com os Estados Unidos. Ainda assim, analistas como o banco de investimento Goldman Sachs consideram que o renmimbi permanece subvalorizado — até 25% abaixo do seu valor justo, segundo um relatório de Janeiro.

A posição de Pequim é de cautela: o banco central prefere uma moeda estável, mas evita valorizações rápidas. Apesar disso, a utilização internacional do renmimbi continua limitada. A compensação diária de pagamentos transfronteiriços ronda os 100 mil milhões de dólares (6.3 trilhões de meticais), muito abaixo dos cerca de dois biliões movimentados pelo sistema interbancário em dólares.

Um sinal recente da expansão do uso do renmimbi foi dado pela Zâmbia, que começou, em Janeiro, a cobrar impostos e dividendos a empresas mineiras chinesas directamente em moeda chinesa, canalizando-a depois para o financiamento de importações e pagamento de dívida a Pequim.

A Proteção Civil em Portugal activou este domingo o Plano de Emergência de Proteção Civil para todo o país, devido aos estragos causados pela tempestade Kristin e à previsão de continuação de mau tempo durante pelo menos mais uma semana. 

Os impactos do mau tempo em Portugal têm sido alarmantes, situação que obrigou a um plano de emergência de Protecção Civil para todo o país.  

A decisão foi tomada, por unanimidade, na primeira reunião extraordinária de 2026 da Comissão Nacional de Proteção Civil a que presidiu a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, segundo o comunicado da Instituição citado pela imprensa internacional.

Como consequência do mau tempo, pelo menos 9 pessoas morreram nos últimos dias. 

Quatorze distritos de Portugal Continental estão sob aviso laranja devido ao mau tempo. Para todo o Litoral prevê-se fortes chuvas, ventos com rajadas e agitação marítima, enquanto os distritos a norte, com excepção de Aveiro, estão também sob alerta devido à neve.

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