O País – A verdade como notícia

O exército israelita promete avançar com a primeira fase da proposta do presidente norte-americano para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza e devolver todos os prisioneiros que ainda estão vivos.

Num contexto em que tem vindo a intensificar-se a guerra na Faixa de Gaza, o exército israelita decidiu acolher a proposta do presidente norte-americano, Donald Trump, para colocar fim à guerra na Faixa de Gaza.

Para já, os militares pretendem avançar com a implementação da primeira fase da proposta na sequência de uma ordem dada pelos comandantes neste sábado.

A medida consiste em um cessar-fogo de cerca de seis semanas e a libertação de todos os israelitas mantidos na Faixa de Gaza, em troca de alguns dos cidadãos palestinos mantidos por Israel.

Segundo os meios de comunicação social locais, um alto funcionário israelita disse que Israel passou a ter uma posição apenas defensiva na Faixa de Gaza e não atacará activamente, mesmo que nenhuma tropa tenha deixado a faixa.

O anúncio foi feito horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ordenado a Israel que parasse de bombardear a região, após o Hamas ter dito que aceitou alguns elementos do seu plano. 

Trump congratulou-se com a declaração do Hamas dizendo que eles estão prontos para uma paz duradoura.

A proposta de Trump, apresentada na semana passada, tem um amplo apoio internacional, incluindo do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Peter Mutharika foi empossado como presidente do Malawi, neste sábado, marcando um retorno político impressionante para o homem de 85 anos, que liderou a nação do sul da África de 2014 a 2020. Seu retorno ao poder, após uma vitória eleitoral,  coloca-o no comando de um país que enfrenta uma grave emergência económica.

Mutharika obteve 56% dos votos na eleição de 16 de Setembro, derrotando com folga o titular Lazarus Chakwera, que obteve 33%.

A vitória representa uma reviravolta para Mutharika, que perdeu a presidência depois que a eleição de 2019 foi anulada pelos tribunais devido a irregularidades.

Falando diante de milhares de pessoas no Estádio Kamuzu, o novo presidente reconheceu os profundos desafios do país.

 

As recentes incursões de drones na Europa demonstram que a Rússia procura uma escalada no conflito, alertou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante uma cimeira em Copenhaga, apelando aos europeus para se mobilizarem ao lado da Ucrânia.

Segundo a imprensa internacional, Zelensky sublinhou, durante a cimeira da Comunidade Política Europeia (CEP), que reúne quase todos os países europeus, com exceção da Rússia e da Bielorrússia, que a estratégia de Moscovo era “dividir a Europa”. 

“Este é apenas o início, o primeiro passo no caminho para um muro anti-drones eficaz para proteger toda a Europa”, sublinhou o líder ucraniano, cujo país desenvolveu uma indústria de drones única na Europa.

O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou as acusações e garantiu que o Kremlin estava a acompanhar de perto “a crescente militarização da Europa”.

“A resposta às ameaças será, para dizer o mínimo, muito convincente. Refiro-me à resposta. Nós próprios nunca iniciámos um confronto militar”, destacou Putin em Sochi, no sudoeste da Rússia.

O líder russo acusou ainda a Europa de impedir uma solução para a guerra na Ucrânia, de “escalar constantemente” o conflito e de incitar histeria para justificar o aumento dos seus gastos militares.

Após várias incursões russas nos céus europeus, incluindo cerca de vinte drones na Polónia, Bruxelas propôs aos 27 países da UE a implementação de um “muro” anti-drones.

Drones que violem o espaço aéreo europeu “podem ser destruídos. Ponto final”, apontou o Presidente francês, Emmanuel Macron, em Copenhaga.

O primeiro-ministro romeno, Nicosur Dan, cujo país também foi sobrevoado por drones russos, alertou que as suas forças vão derrubar o próximo drone que viole o seu espaço aéreo.

A ideia de lançar um “muro” anti-drone recebeu o apoio de vários Estados-membros, mas não suscitou entusiasmo noutros, incluindo a Alemanha.

Duas pessoas morreram em Marrocos durante o confronto entre um grupo de manifestantes e as forças policiais. Desde sábado que várias cidades marroquinas vivem momentos de tensão, com os manifestantes a protestarem contra a corrupção.

Os chamados “protestos da Geração Z”, liderados em grande parte por jovens marroquinos, são os maiores do país nos últimos anos. As manifestações continuam a se espalhar para novas áreas, ressaltando a crescente insatisfação com o que os participantes dizem ser corrupção desenfreada. 

Segundo escreve a Africanews, entre as exigências estão ainda a melhoria da qualidade educativa, a formação e a melhoria das condições laborais dos docentes, bem como a universalidade da cobertura de serviços de saúde e a modernização dos centros hospitalares. O acesso a medicamentos a preços acessíveis é outra das reivindicações.

Além disso, os jovens exigem a luta contra a corrupção a todos os níveis do Governo, justiça social e económica, igualdade de oportunidades, criação de empregos para jovens e apoio a pequenas empresas.

Os manifestantes protestam também pelo facto de o Governo estar supostamente a gastar biliões em preparativos para a Copa do Mundo às custas, dizem eles, de escolas e hospitais. 

O Ministério do Interior informou que 409 pessoas foram presas desde o início dos protestos no sábado, 263 membros das forças de segurança ficaram feridos, além de 23 civis. As autoridades informaram que 142 viaturas policiais e 20 carros particulares foram danificados.

Autoridades negaram priorizar estádios em detrimento de serviços, mas os protestos evidenciaram grandes disparidades regionais e a desilusão entre os jovens do Marrocos.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de representar uma “ameaça global”, após o fornecimento de energia à estrutura de contenção da antiga central nuclear de Chernobyl ter sido cortado por um bombardeamento russo.

“Cada dia que a Rússia prolonga a guerra, se recusa a implementar um cessar-fogo abrangente e fiável e continua a atacar todas as nossas instalações energéticas, incluindo as críticas para a segurança das centrais nucleares e outras instalações nucleares, representa uma ameaça global”, escreveu Zelensky nas redes sociais. 

   Segundo Lusa, o Ministério da Energia ucraniano anunciou anteriormente que o abastecimento de eletricidade da estrutura de confinamento, que contém parte da central nuclear de Chernobyl, destruída em 1986 no seguimento de um acidente nuclear, foi cortado por causa de um bombardeamento russo.

O ataque surge numa altura em que também a central nuclear ucraniana de Zaporijia, em território ucraniano é controlada por militares russos, tem a ligação à rede cortada há uma semana e em que operações militares russas impedem a sua reparação, segundo o Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE). 

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em Fevereiro de 2022, esta é a décima vez que a central ocupada pelas tropas russas está desligada da rede, mas, refere à diplomacia europeia, “este é o apagão mais longo e grave, especialmente porque a atividade militar continua a impedir a reparação e a religação das linhas de energia”. 

O Papa Leão XIV criticou o tratamento “desumano” dos imigrantes nos Estados Unidos, tendo questionado se as medidas da administração de Donald Trump vão ao encontro da doutrina e dos ensinamentos católicos.

O Papa Leão XIV criticou, na terça-feira, o tratamento “desumano” dos imigrantes nos Estados Unidos, tendo questionado se as medidas do presidente Donald Trump vão ao encontro da doutrina da Igreja Católica.

 “Alguém que diz que é contra o aborto, mas concorda com o tratamento desumano dos imigrantes nos Estados Unidos, não sei se isso é ser pró-vida”, disse o pontífice, em declarações aos jornalistas à porta da sua residência, em Castel Gandolfo.

Leão XIV, que assumiu o cargo em Maio, na sequência da morte do Papa Francisco, foi questionado quanto à decisão da arquidiocese de Chicago de conceder um prémio a Dick Durbin, senador democrata de Illinois que apoia o direito ao aborto. Esta decisão motivou críticas por parte de católicos conservadores, incluindo vários bispos norte-americanos, noticiou a agência Reuters.

“É muito importante olhar para o trabalho geral que o senador tem feito. […] Compreendo a dificuldade e as tensões, mas penso que, como eu próprio já disse no passado, é importante olhar para muitas questões que estão relacionadas com o que é o ensinamento da Igreja”, disse.

Um terremoto de magnitude 6,9 na escala Richter matou pelo menos 69 pessoas e deixou milhares de pessoas feridas  ontem nas Filipinas. Por conta do desastre, milhares de pessoas estão sem casas.

O terremoto de magnitude 6,9 na escala Richter   atingiu o centro das Filipinas e matou cerca de 69 pessoas,  na última terça- feira. Como consequência, milhares de  pessoas ficaram feridas e inúmeras desalojadas.

Estão em curso operações de emergência que visam encontrar sobreviventes, As autoridades procuram também restabelecer o fornecimento de energia e água naquele país.

Citado  pela Euronews,  as autoridades locais dizem que o número de mortos na cidade poderá aumentar. As imagens da tragédia mostram  locais em ruínas e casas dos residentes devastadas. 

O terremoto ocorreu  a  menos de uma semana depois de a região ter sido afectada  por duas tempestades consecutivas, nas  cidades  do continente  asiatico. 

As Filipinas são um dos países do mundo mais propensos a catástrofes e são frequentemente atingidas por terramotos e erupções vulcânicas devido à sua localização geográfica.

A União Democrática dos Construtores, um partido lançado há poucos meses pelo presidente Brice Oligui Nguema, assumiu a liderança no primeiro turno das eleições legislativas, conquistando 55 das 145 cadeiras na Assembleia Nacional.

Esta é a primeira votação legislativa do país desde que um golpe militar em 2023 pôs fim ao domínio de 50 anos da família Bongo no poder. O partido do ex-presidente Ali Bongo Ondimba, o PDG, conquistou apenas três assentos, com ambos os partidos a dividir dividir assentos.

Uma segunda volta está marcada para 11 de Outubro, onde 77 distritos eleitorais indecisos, a maioria disputada entre UDB e PDG, determinarão a composição final do parlamento.

O Gabão está agora sob um sistema presidencial, restaurado depois que o general Oligui Nguema venceu as eleições de Abril, após a adopção de um código eleitoral controverso que permitiu que figuras militares, incluindo ele mesmo, concorressem.

Embora os poderes legislativos permaneçam limitados, esta votação está sendo vista como um teste fundamental para a transição do Gabão de volta ao regime constitucional.

O antigo presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, foi condenado na noite de ontem pelo Tribunal Militar daquele país,  por crimes de guerra e traição. Joseph Kabila foi presidente durante 18 anos.

Depois de conduzir os destinos da República Democrática de Congo entre 2001 e 2019, na qualidade de Presidente da República, Joseph Kabila foi condenado nesta terça-feira à pena de morte pelo  Tribunal Militar  em Kinshasa.

De acordo com as autoridades da justiça, Kabila foi considerado culpado por  crimes de guerra, traição, crimes contra a humanidade e participação em movimento insurrecional,  e por  alegadas  ligações com o grupo rebelde M23.

O referido grupo é tido, já há algum tempo, como responsável pela instabilidade e violência armada no leste do país. O ex-presidente é condenado após anos de acusações que pesavam sobre si que provocaram repercussão internacional.

Trata-se de um marco inédito na história recente congolesa, já que é a primeira vez que um ex-chefe de Estado do país recebe uma pena severa. Devido à condenação, há tensões internas e discussões sobre o futuro político do país.

O julgamento do ex-chefe de Estado de 54 anos de idade ocorreu à revelia e até aqui se desconhece o seu paradeiro. Sobre a sua detenção pelas autoridades congolesas ainda é prematuro avançar, por se encontrar ainda em parte incerta.

De acordo com o Expresso, um recurso contra o veredicto do Tribunal Militar Superior, a mais alta instância militar do país, ainda é possível, mas apenas para questões de direito e não para reexaminar os factos arrolados. 

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