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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) congratulou-se hoje com um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que a sua agência está pronta para intensificar a resposta às necessidades de saúde em Gaza

Através do seu perfil na rede social X, Tedros Adhanom Ghebreyesus  destacou que o cessar fogo em Gaza é “um grande passo em direcção a uma paz duradoura para Israel e Palestina”.

O director da OMS declarou ainda que a agência está pronta para intensificar as respostas às necessidades de saúde na Faixa de Gaza. “A OMS está pronta para intensificar seu trabalho para atender as necessidades urgentes de saúde dos pacientes em Gaza e apoiar a reabilitação do sistema de saúde destruído”.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira que Israel e o movimento islamita aceitaram a “primeira fase” do seu plano de paz, que prevê a retirada parcial das tropas israelitas da Faixa de Gaza e a libertação de 20 reféns ainda vivos em troca de prisioneiros palestinianos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de querer “semear o caos” na Ucrânia, com a intensificação recente dos ataques às infraestruturas energéticas e ferroviárias do país.

Segundo a imprensa internacional, nas últimas semanas, com o aproximar do inverno, a Rússia tem atacado instalações de eletricidade, gás e caminhos-de-ferro em várias regiões ucranianas, gerando receios de uma campanha semelhante à dos invernos anteriores, quando milhões de pessoas estiveram, por vezes, imersas na escuridão ou sem aquecimento.

Zelensky destacou a “forte pressão dos ataques russos” ao setor do gás ucraniano, o que pode obrigar Kiev a aumentar as importações.

No inverno passado, os bombardeamentos russos já tinham reduzido para metade a produção doméstica de gás da Ucrânia.

No entanto, Zelensky disse ter visto “resultados positivos” na campanha ucraniana contra as refinarias russas, que provocaram o aumento dos preços dos combustíveis na Rússia desde o verão.

A Ucrânia também atacou recentemente uma central elétrica na região fronteiriça russa de Belgorod, provocando cortes de energia.

“Em relação aos nossos intensos ataques na Rússia (…), há resultados positivos”, disse Zelensky, citando “a escassez de combustível de até 20% das necessidades” na Rússia.

Na linha da frente, o presidente ucraniano voltou a elogiar a contraofensiva liderada pelas suas forças em resposta a um avanço do exército russo este verão perto de Dobropillia, afirmando que esta operação “falhou a campanha ofensiva russa de verão”.

Os ataques russos provocaram cortes de energia em várias regiões da Ucrânia no último fim de semana e atingiram duas locomotivas numa estação no norte do país, matando várias pessoas.

A Rússia, por sua vez, enfrentou dois ataques com drones na segunda e terça-feira, cada um envolvendo mais de 200 drones, um dos ataques ucranianos mais massivos desde 2022.

Israel e o Hamas anunciaram, nesta quarta-feira, que chegaram a um acordo para implementar um plano de paz na Faixa de Gaza. Segundo a imprensa israelita, o acordo poderá ser assinado ainda nesta quinta-feira. 

Pode ser o fim para dois anos de guerra e morte na Faixa de Gaza. Donald Trump anunciou na sua rede social que estava orgulhoso do facto de Israel e Hamas terem aceite a primeira fase do plano de Paz. 

A primeira fase do “plano de paz de 21 pontos” de Trump exige a cessação imediata das hostilidades, bem como a libertação de todos os reféns que ainda se encontram em cativeiro na Faixa de Gaza, em troca de centenas de prisioneiros palestinos detidos em centros de detenção israelitas.

Trump sublinhou que o acordo, que classificou como “histórico”, vai garantir o “tratamento justo” de todas as partes envolvidas. O presidente dos EUA observou que o acordo foi facilitado por aliados regionais dos EUA, incluindo o Qatar, Egipto e Turquia.

Israel e o Hamas confirmaram separadamente o acordo. O acordo prevê que o Hamas liberte os 20 reféns vivos nos próximos dias, bem como os corpos de mais 28 reféns mortos.

O Prémio Nobel da Física foi atribuído a John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis “pela descoberta do tunelamento mecânico quântico macroscópico e pela quantização de energia num circuito elétrico”, anunciou hoje a Real Academia Sueca de Ciências.

O prémio Nobel da Física foi atribuído ao cientista britânico John Clarke, ao francês Michel H. Devoret e ao norte-americano John M. Martinis, pelos seus trabalhos em mecânica quântica.

O comité explica que a atribuição do prémio tem em conta a “descoberta do efeito túnel macroscópico da mecânica quântica e da quantização de energia num circuito elétrico”.

A temporada dos prémios Nobel arrancou ontem com o anúncio do vencedor da categoria de Medicina.

O galardão foi entregue a Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi pelas suas descobertas sobre tolerância imunitária periférica.

Esta semana serão, ainda conhecidos, os vencedores dos  galardões de Física, Química, Literatura e Paz.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) condenou, na segunda-feira, um líder da temida milícia Janjaweed por ter desempenhado um papel de liderança numa campanha de atrocidades e violações dos direitos humanos, cometidos na região ocidental sudanesa do Darfur, há mais de 20 anos.

A decisão marcou a primeira vez que o tribunal condenou um suspeito de crimes no Darfur. O painel de três juízes decidiu que as atrocidades, incluindo assassinatos em massa e violações, faziam parte de um plano governamental, para extinguir uma rebelião na região.

Ali Muhammad Ali Abd-Al-Rahman recebeu 27 sentenças de culpa por crimes cometidos pelo seu grupo paramilitar, que dirigiu durante a campanha de 2003-2004 em Darfur.

“Ele encorajou e deu instruções que resultaram nos assassinatos, violações e destruição cometidos pelos Janjaweed”, disse a juíza presidente Joanna Korner, acrescentando que os veredictos foram unânimes.

Durante o julgamento, os juízes ouviram 56 testemunhas que descreveram actos de violência horríveis e a utilização da violação como arma para aterrorizar e humilhar.

Abd-Al-Rahman foi também considerado culpado de ter ordenado a execução sumária de dezenas de presos em Março de 2004 e de ter assassinado pessoalmente civis em cativeiro, espancando dois homens até à morte com um machado, disse Korner.

Abd-Al-Rahman foi transferido para a custódia do TPI em 2020, depois de se ter rendido na República Centro-Africana. Declarou-se inocente das acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade quando o seu julgamento foi iniciado, em Abril de 2022, e argumentou que não era a pessoa conhecida como Ali Kushayb.

Os juízes rejeitaram a sua defesa, dizendo que este até se identificou pelo seu nome e alcunha num vídeo quando se rendeu.

Os juízes decidiram que Abd-Al-Rahman era um comandante sénior das milícias Janjaweed durante o conflito do Darfur, que eclodiu quando os rebeldes da comunidade étnica da África Central e subsariana do território lançaram uma insurreição em 2003, queixando-se da opressão do governo dominado pelos árabes na capital, Cartum.

Israel e o Hamas prepararam-se para prováveis negociações no Egipto, esta segunda-feira, antes de um possível cessar-fogo em Gaza.

As possíveis negociações acontecem numa altura em que continuam a crescer as esperanças  de um possível cessar-fogo, depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter indicado que um acordo de libertação de reféns poderia ser anunciado esta semana.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito informou que as conversações vão centrar-se na proposta de troca de todos os reféns restantes por milhares de prisioneiros palestinianos detidos nas prisões israelitas.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, saudou a medida. 

Na terça-feira, assinalam-se dois anos desde os ataques do Hamas a 7 de outubro no sul de Israel, que mataram 1.139 pessoas, na sua maioria civis, e fizeram 250 reféns. 

Os ataques desencadearam uma resposta feroz de Israel, que tem registado uma actividade militar diária em Gaza desde 8 de outubro de 2023.

De acordo com a  Organização Mundial de Saúde, 400 pessoas em Gaza morreram de desnutrição desde o início deste ano. Esse número inclui 101 crianças, das quais 80 tinham menos de cinco anos.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, demitiu-se, nesta segunda-feira, horas depois de ter apresentado os nomes que compunham o seu governo e menos de um mês depois de ter tomado posse.

Segunda a Euronews, o presidente francês, Emmanuel Macron, já aceitou a demissão. 

Lecornu enfrentou críticas ferozes da sua área partidária e da oposição após revelar o governo. O partido conservador Republicanos ficou irritado com o regresso do ex-ministro da Economia Bruno Le Maire como ministro da Defesa, escreve a imprensa internacional.

Outros críticos criticaram a composição do governo pela falta de renovação, 12 dos 18 ministros já tinham servido sob o antecessor François Bayrou antes da sua destituição a 8 de Setembro, devido a uma moção de censura.

A temporada dos prémios Nobel arranca esta segunda-feira com o anúncio do vencedor da categoria de Medicina e ao longo da semana serão conhecidos também os vencedores dos galardões de Física, Química, Literatura e Paz.

O anúncio da última categoria, Economia (Ciências Económicas), só irá acontecer no início da próxima semana, no dia 13.

Todas as categorias serão anunciadas em Estocolmo, Suécia, exceto o Nobel da Paz que, como habitualmente, será atribuído pelo Comité Nobel Norueguês e terá como cenário o Instituto Nobel Norueguês, em Oslo.

O anúncio do Nobel da Medicina vai acontecer às 10:30 (hora de Lisboa).

Na edição deste ano dos Nobel é o galardão da Paz que concentra as atenções por causa do Presidente norte-americano, Donald Trump, um potencial vencedor que divide largamente opiniões a nível mundial.

Uma equipa de cinco polícias sul-africanos está em Paris para auxiliar as autoridades francesas na investigação da morte do embaixador da África do Sul naquele país.  Na última terça-feira, Nathi Mthethwa foi encontrado morto no porão de um hotel, na capital francesa.

Um comunicado do Ministério sul-africano da Polícia, citado pela Rádio Moçambique, explica que os investigadores sul-africanos vão trabalhar, em estreita colaboração com as autoridades francesas, para garantir que as circunstâncias da morte do embaixador Mthethwa sejam investigadas de forma completa e transparente.

Os restos mortais do diplomata sul-africano serão repatriados.

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