O País – A verdade como notícia

42 pessoas morreram num acidente de autocarro de passageiros numa região montanhosa do norte da África do Sul. A informação foi partilhada pelas autoridades locais.

O acidente ocorreu este domingo, envolvendo um autocarro que transportava cidadãos do Zimbabué e do Malawi, que viajavam para os seus países de origem. 

Em comunicado emitido, na manhã desta segunda-feira, o governo provincial de Limpopo explicou que o caso ocorreu a cerca de 90 quilômetros da fronteira  quando o condutor perdeu o controle do veículo. 

Entre as causas do acidente, as autoridades apontam para a fadiga do condutor e problemas mecânicos na viatura.

Em resultado do acidente de viação, 42 pessoas morreram e 38 encontram-se hospitalizadas devido aos ferimentos. 

Até a manhã desta segunda-feira, as equipas de resgate ainda se encontravam no local para socorrer mais vítimas.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já está em Israel, para a libertação dos reféns, na Faixa de Gaza, sob o acordo de cessar firmado entre Israel e Hamas. 

Segundo a CNN, ao embarcar para a viagem, Trump afirmou que “a guerra acabou”. Falando a bordo do avião Air Force One, Trump disse que o cessar-fogo será mantido e que um “conselho de paz” deverá ser rapidamente estabelecido para Gaza. 

 Trump também elogiou o papel do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do Qatar.

Pela primeira vez, militares juntaram-se, neste sábado, aos manifestantes que desde 25 de setembro realizam protestos em Madagáscar, inspirados pelos movimentos juvenis da Geração Z no Quénia e no Nepal.

As manifestações, que começaram devido à falta de água e eletricidade, evoluíram para um movimento mais amplo de contestação, tornando-se o maior desafio ao governo do Presidente Andry Rajoelina desde a sua reeleição em 2023.

Neste sábado, tropas de uma unidade do exército que ajudou Rajoelina a chegar ao poder durante o golpe de 2009 apelaram aos colegas militares para que desobedecessem às ordens superiores e se unissem aos protestos liderados por jovens, segundo reportaram os meios de comunicação locais.

A unidade de elite CAPSAT, protagonista na ascensão de Rajoelina, fez um apelo público inédito à solidariedade com os manifestantes que exigem a demissão do presidente.

Em resposta, os altos responsáveis das forças armadas, incluindo o Chefe do Estado-Maior e um alto funcionário do Ministério das Forças Armadas, encorajaram os soldados a priorizar o diálogo e a reflexão.

Imagens transmitidas pela imprensa mostraram dezenas de militares a deixarem o quartel para acompanhar milhares de manifestantes até à Praça 13 de Maio — local simbólico de várias revoltas políticas — que se encontrava interdito e fortemente vigiado durante os protestos.

Posteriormente, o Chefe do Estado-Maior, General Jocelyn Rakotoson, fez uma declaração pública pedindo à população que “ajude as forças de segurança a restaurar a ordem através do diálogo” e apelou aos líderes religiosos para que “intervenham na mediação da crise que o país enfrenta”.

Os manifestantes reclamam a renúncia de Rajoelina, um pedido de desculpas ao povo e a dissolução do Senado e da comissão eleitoral.

Na semana anterior, o presidente dissolveu o seu gabinete e nomeou um novo primeiro-ministro.

De acordo com as Nações Unidas, os protestos já causaram a morte de pelo menos 22 pessoas e deixaram 100 feridos, embora o governo malgaxe conteste esses números. Rajoelina afirmou esta semana que as vítimas mortais somam 12.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, uma tarifa adicional de 100% sobre todos os produtos chineses.

A decisão surge em resposta ao aumento dos controles de exportação e terras raras  elementos fundamentais para a fabricação de eletrônicos por parte de Pequim

A tarifa adicional de 100% sobre todos os produtos chineses anunciada por  Donald Trump soma-se aos 30% em vigor e deverá começar até o dia 1º de Novembro.

A imposição de controles de exportação dos Estados Unidos será sobre os softwares.

A decisão representa uma nova escalada nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo e levou à queda imediata das bolsas de valores, segundo investidores.

Economistas temem que com o agravamento da disputa, o encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para o fim deste mês na Coreia do Sul, pode ser cancelado.

O Burkina Faso recusou-se a receber migrantes deportados dos Estados Unidos da América e justificaram que a proposta não está de acordo com os interesses do país e ofende ao povo.

 

A rejeição das autoridades de Burkina Faso da recepção de migrantes foi confirmada pelo governo, que classificou a proposta dos Estados Unidos da América como indecente e ofensiva à dignidade do povo.

Segundo o governo de Burkina Faso, a proposta partiu da administração de Donald Trump e incluía o envio de cidadãos deportados de outros países.

Aliás, a junta no poder no Burkina Faso denunciou, também, o que considera chantagem por parte dos Estados Unidos da América, que suspenderam a emissão de vistos a cidadãos do país africano, depois da recusa do mesmo em aceitar migrantes expulsos por Washington.

A Embaixada dos Estados Unidos da América na capital do Burkina Faso explicou, num comunicado, que há uma pausa temporária de todos os serviços de vistos, incluindo vistos para migrantes, turistas, empresários, estudantes, intercâmbio e a grande maioria de outras categorias não migratórias.

De acordo com o comunicado diplomático, os requerentes de visto afectados foram informados sobre o cancelamento de marcações.

Após semanas de intensos combates, um cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor nesta sexta-feira. Com o fim temporário dos ataques, segundo a Defesa Civil de Gaza, 200 mil palestinianos começaram a retornar às suas casas na Faixa de Gaza, mas muitos encontraram apenas destruição.

A trégua foi iniciada na manhã desta sexta-feira,depois de um acordo firmado com a mediação do Egipto e apoio de um plano proposto pelos Estados Unidos.

Os 200 mil palestinianos que regressaram ao norte da Faixa de Gaza, segundo a Defesa Civil local, encontraram um cenário de destruição e escombros, tal como ilustram as imagens.

O pacto prevê a libertação de reféns israelitas, num prazo de 72 horas, contados a partir desta sexta-feira.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, confirmou que dos 48 reféns identificados, 20 estão vivos. Em troca, Israel vai libertar cerca de 1.900 prisioneiros palestinos, presos desde Outubro de 2023. Nenhum dos nomes divulgados pertence a lideranças armadas.

Os governos da Alemanha, Reino Unido e França pediram ao Conselho de Segurança da ONU apoio total ao plano de paz. Enquanto isso, organizações internacionais cobram de Israel o acesso de jornalistas à região, ainda sob controle militar. 

O Prémio Nobel da Paz foi entregue a Maria Corina Machado, descrita pelo Comité como “uma campeã corajosa e empenhada pela paz”. Maria Corina Machado foi distinguida “pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela”. 

O Comité Norueguês do Nobel justifica a decisão “pelo trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

“Maria Corina Machado cumpre os três critérios estabelecidos no testamento de Alfred Nobel para a seleção do laureado com o Prémio da Paz. Ela uniu a oposição do seu país. Nunca vacilou na resistência à militarização da sociedade venezuelana. Tem sido firme no seu apoio a uma transição pacífica para a democracia”, lê-se no comunicado publicado pela The Nobel Prize. 

O anúncio foi feito, esta sexta-feira, em Oslo. Um total de 338 nomeações foram apresentadas para o prémio, incluindo 244 indivíduos e 94 organizações.

Este é o único dos Nobel a ser atribuído em Oslo pelo Comité do Nobel Norueguês. As restantes categorias são  anunciadas em Estocolmo, capital da Suécia. Durante esta semana foram anunciados os vencedores nas categorias de Medicina, Física, Química e Literatura.

O Prémio Nobel da Economia, a última categoria a ser anunciada, só será conhecido na próxima segunda-feira, dia 13 de Outubro.

O Congresso do Peru decidiu destituir a presidente Dina Boluarte, esta sexta-feira, na sequência da onda de criminalidade que o país atravessa. Dina Boluarte, de 63 anos, foi destituída com 188 votos a favor da decisão. Governante não apresentou recurso e anúncio foi celebrado por vários manifestantes à porta do Congresso.

Boluarte acaba de ser afastada do cargo que exercia desde dezembro de 2022, com 122 votos a favor.

Recorde-se que tinham sido apresentadas quatro moções de destituição contra a presidente pela sua gestão face à insegurança e ao crime organizado e onde era acusada de “incapacidade moral permanente”

“Foi aprovada a destituição da presidente da República”, anunciou o líder do Congresso, José Jerí, no final de uma sessão à qual Dina Boluarte não compareceu, apesar de ter sido convocada.

Será agora o presidente do parlamento a assumir o poder interinamente até às eleições gerais de abril de 2026.

Na sequência do anúncio, várias pessoas celebraram com bandeiras do país e cartazes onde se podia ler “Somos governados pela vergonha”, mostrando-se felizes com o afastamento da governante, de 63 anos, que não quis apresentar recurso, noticia o ABC espanhol.

Desde 2016, o Peru já teve seis presidentes: dois destituídos pelo Congresso; dois que renunciaram antes de correr o mesmo risco; um que completou o seu mandato interino e Boluarte, que chegou ao cargo após a tentativa frustrada de Pedro Castillo de dissolver o Congresso.

Dina Boluarte chegou à chefia do Estado em dezembro de 2022 como uma incógnita e acabou por se tornar na chefe de Estado do país menos popular da América Latina. Os peruanos acusaram-na de ser incompetente, frívola e até a chegaram a chamar de “assassina”.

Dina Boluarte foi a primeira mulher eleita presidente do Peru.

O Nobel da Paz é hoje atribuído em Oslo, com as atenções voltadas para o Presidente norte-americano, Donald Trump, que afirma ser merecedor do prémio. Este é o único dos Nobel a ser atribuído em Oslo pelo Comité do Nobel Norueguês, com as restantes categorias a serem anunciadas em Estocolmo, capital da Suécia.

 Segundo Lusa, o anúncio está marcado para 11 horas, e é feito num contexto sombrio: desde 1946, ano que marca o início destas estatísticas, nunca o número de conflitos armados a envolver pelo menos um Estado foi tão elevado como em 2024, de acordo com a Universidade sueca de Uppsala.

A divulgação do vencedor do galardão surge cerca de 48 horas depois de Donald Trump ter anunciado que Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas tinham chegado a acordo e aprovado a primeira fase de um plano de paz para Gaza, impulsionado pelo líder norte-americano.

Trump, que já afirmou considerar que será um insulto para os Estados Unidos se não receber o Nobel da Paz, disse, na quinta-feira, que o acordo alcançado entre Israel e o Hamas representa o oitavo conflito resolvido sob a sua liderança e que a guerra na Ucrânia será “a próxima” a terminar.

No mesmo dia, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, insistiu que Trump merece ser galardoado.

“Deem o prémio Nobel da Paz a Donald Trump, ele merece!”, escreveu Netanyahu na rede social X.

Este ano, 338 indivíduos e organizações foram propostos para o Nobel da Paz, lista que vai permanecer secreta durante 50 anos.

Em 2024, o Nobel da Paz foi dado à organização japonesa Nihon Hidankyo (Confederação Japonesa de Organizações de Vítimas de Bombas A e H), um grupo formado por sobreviventes das bombas atómicas lançadas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial e que defende a abolição de armas nucleares.

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