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O País – A verdade como notícia

A guarda de fronteiras da Lituânia acusou, esta sexta-feira, as autoridades bielorrussas de facilitar a travessia da fronteira entre os dois países e coagir migrantes a entrar neste país báltico.

Segundo o Observador, o Serviço Estatal de Guardas de Fronteira difundiu um vídeo em que se podem ver três pessoas, identificados como soldados bielorrussos, a usarem ferramentas especiais para abrirem uma abertura na vala fronteiriça, pela qual passam depois quatro pessoas.

Pouco depois da ocorrência, que segundo um comunicado ocorreu na noite de quinta-feira, o Serviço Estatal de Guardas de Fronteira deteve nas proximidades do local, o posto fronteiriço de Lavoriskes, no sudeste, quatro cidadãos afegãos.

Todos afirmaram que os soldados bielorrussos os tinham agredido e coagido a atravessar a fronteira, apesar das baixas temperaturas e um deles tinha mesmo a cara ensanguentada, detalhou-se no texto.

Além disto, dois outros apresentavam sinais de congelamento nos pés, pelo que tiveram de receber tratamento médico, um no próprio local e outro em um hospital, para onde teve de ser transportado.

“Este é outro exemplo de como os soldados bielorrussos danificam permanentemente a fronteira na parte lituana, bem como de como tratam os grupos de migrantes que trazem para a fronteira”, acusaram os guardas fronteiriços lituanos.

Segundo médicos da Lituânia, este ano já se teve de cortar pernas a três migrantes, um do Egito e dois do Sri Lanka, por causa do congelamento que sofreram ao procurar atravessar a fronteira.

O Supremo Tribunal do Peru decidiu, esta quinta-feira, a favor do Ministério Público (MP), que a prisão preventiva do ex-Presidente do país, Pedro Castillo, deve durar 18 meses. O ex-Presidente está sob investigação por rebelião, depois de uma tentativa falhada de dissolver o parlamento.

“A decisão ordena a prisão preventiva por um período de 18 meses contra o acusado Pedro Castillo (…) que está sob uma ordem de prisão preventiva de 07 de Dezembro de 2022 a 06 de Junho de 2024”, explicou o juiz Juan Carlos Checkley, citado pelo Notícias ao Minuto.

O ex-Chefe de Estado tentou refugiar-se na embaixada do México, em Lima, depois de ter sido deposto do cargo pelo parlamento, a 07 de Dezembro.

Castillo, de 53 anos e já em prisão preventiva, recusou apresentar-se na audiência de revisão da petição e negou receber a notificação do requerimento judicial.

De acordo com os argumentos do MP, Castillo e o ex-Primeiro-Ministro Aníbal Torres, de 79 anos, enfrentam uma possível condenação superior a um mínimo de quatro e a um máximo de dez anos de prisão.

A decisão judicial sobre Castillo foi anunciada um dia depois de o novo Governo do país sul-americano ter declarado o estado de emergência, com a eventualidade de recolher obrigatório, para tentar pôr fim aos amplos e violentos protestos populares.

A declaração do estado de emergência suspende os direitos de reunião e liberdade de movimento e fornece mais poderes à polícia, apoiadas pelos militares, nas rusgas a habitações e sem permissão de mandado judicial.

Os manifestantes exigem a libertação de Castillo, a demissão da nova Presidente designada, Dina Boluarte, a dissolução do Congresso (parlamento), eleições gerais imediatas e a formação de uma Assembleia constituinte que promova uma nova Constituição.

Castillo foi detido na quarta-feira quando tentou dissolver o Congresso antes de uma nova votação de destituição, e com a larga maioria dos deputados a impor a renúncia e a retirarem-lhe os privilégios que impedem os chefes de Estado de enfrentar casos judiciais.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, rejeitou hoje uma acusação judicial do seu antecessor, Jacob Zuma, apresentada na véspera da conferência electiva do partido governante.

“O Presidente Cyril Ramaphosa rejeita com o maior desprezo o abuso de processos legais do Sr. Jacob Zuma e a perversão da disposição ‘nolle prosequi’ (acusação particular)”, refere-se no comunicado da Presidência da República, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo a Presidência,  a intimação feita ao Presidente é irremediavelmente abaixo do padrão e demonstra um absoluto desrespeito à lei.

De acordo com o porta-voz da presidência sul-africana, Vincent Magwenya, em causa está a acusação de que o Presidente Ramaphosa não agiu após Zuma ter reclamado sobre a alegada conduta imprópria da parte dos advogados Billy Downer e Andrew Breitenbach. “Estas acusações são completamente espúrias e infundadas”, referiu.

“O Presidente Ramaphosa não interfere no trabalho do NPA [Autoridade Nacional de Acusação], nem tem poderes para o fazer. O Presidente respondeu ao senhor Zuma e tomou as medidas cabíveis e legalmente admissíveis”, salientou.

O procurador do NPA, o advogado Billy Downer, lidera o processo judicial do Ministério Público sul-africano contra Zuma num caso de corrupção pública de mais de 20 anos, relacionado com a aquisição de equipamento militar pelo Governo sul-africano no final da década de 1990.

Zuma acusou Ramaphosa de ser cúmplice em alegadas violações à Lei do NPA.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, o anúncio foi feito pela Fundação Jacob Zuma na noite de quinta-feira, na rede social Twitter, minutos depois de Ramaphosa discursar perante empresários e diplomatas estrangeiros acreditados no país, no jantar de gala do ANC, na véspera da 55.ª conferência nacional eletiva do partido em Nasrec, sul de Joanesburgo.

Em comunicado, a Fundação Jacob Zuma adiantou hoje que o Presidente Ramaphosa foi intimado a comparecer no Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, no dia 19 de Janeiro de 2023, para enfrentar a acusação no mesmo processo particular em que Zuma está a processar o procurador Billy Downer e a jornalista sul-africana Karyn Maughan pela divulgação de um relatório médico sobre o seu estado de saúde.

“O Aumento de casos da COVID na China não se deve a alívio das medidas. As infecções por COVID-19 estavam já a aumentar exponencialmente na China muito antes da decisão do Governo de abandonar a sua rígida política de ‘Covid zero’”, estes foram os comentários feitos, esta quarta-feira, pelo director de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Mike Ryan.

Esta observação anula as alegações de que a súbita inversão de política causou um pico nos casos.

Falando a imprensa, citada pelo Notícias ao Minuto, Mike Ryan disse que o vírus estava a propagar-se intensamente na nação já muito antes do levantamento das restrições e alertou para a necessidade de aumentar a vacinação no país.

“Existe uma narrativa no momento em que a China levantou as restrições e, de repente, a doença está fora de controlo. A doença estava a espalhar-se intensivamente, pois, segundo acredito, as medidas de controlo em si não estavam a fazer cessar a doença. E acredito que a China decidiu estrategicamente que essa já não era a melhor opção”.

Pequim começou este mês a afastar-se da sua política de ‘Covid zero’, na sequência de protestos contra as restrições economicamente prejudiciais que eram defendidas pelo presidente Xi Jinping.

O súbito abrandamento das restrições provocou longas filas de espera no exterior de clínicas, num sinal preocupante de que uma onda de infecções estará efectivamente a aumentar – embora os números oficiais de novos casos tenham baixado nos últimos tempos, à medida que as autoridades têm vindo a diminuir a frequência da testagem.

A Ucrânia já perdeu cerca de 20% da sua população desde o início da invasão russa, a 24 de Fevereiro, segundo dados do comissário dos direitos humanos do parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets.

Em declarações à imprensa, Dmytro Lubinets, citado pelo Notícias ao Minuto, adiantou que cerca de 7,9 milhões dos 41 milhões de habitantes da Ucrânia abandonaram o país.

“Sete milhões e novecentas mil pessoas deixaram o país em busca de refúgio no estrangeiro, ou seja, 20% da população do nosso país”, disse.

Segundo o Lubinets, há ainda 4,9 milhões de ucranianos deslocados internamente, um terço dos quais são pensionistas e pessoas com deficiências.

Até à data, pelo menos 13 milhões de pessoas permanecem em territórios ocupados pela Rússia ou onde ocorrem combates intensos.

A Comissão de Saúde da China informou, esta quarta-feira, que vai deixar de publicar dados sobre casos assintomáticos da COVID-19, face à redução acentuada da frequência de testes PCR, que deixaram de ser obrigatórios.

De acordo com um comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, a agência governamental disse que parou de publicar o número diário de casos em que nenhum sintoma é detectado por ser “impossível compreender com precisão o número real de pessoas infectadas assintomáticas, geralmente a grande maioria dos casos.

Os únicos números relatados são casos diagnosticados em alojamentos de teste públicos.

Isto representa um desafio para a China, à medida que põe fim a quase três anos da estratégia ‘zero covid’. Como os testes de PCR em massa não são mais obrigatórios e os pacientes com sintomas leves podem recuperar em casa, em vez de serem isolados em instalações designadas, tornou-se mais difícil avaliar o número real de casos.

O presidente timorense, José Ramos-Horta, disse esta quarta-feira que vai devolver a proposta de lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2023 ao Parlamento para que possa ser retirado o orçamentação do fundo dos veteranos considerado inconstitucional.

“Vou já iniciar o processo. Não quero que seja demorado porque temos tantas dificuldades e prioridades e não quero mais demoras. É necessário começar 2023 com o Orçamento Geral do Estado”, José Ramos-Horta, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Vou devolver o OGE ao Parlamento que num simples acto, num dia, retira essa linha do fundo dos veteranos do orçamento, devolve ao Presidente e eu promulgo de imediato”, salientou o Presidente timorense.

O chefe de Estado reagia à decisão de que o Tribunal de Recurso (TR) timorense considerou inconstitucional o novo Fundo de Combatentes da Libertação Nacional, criado no OGE retificativo de 2022.

O acórdão do Tribunal de Recurso timorense declara “a inconstitucionalidade, por violação dos princípios da proporcionalidade e da utilização justa e igualitária dos recursos naturais (…) respectivamente dos artigos 1 e 139 da Constituição”.

O parlamento da África do Sul chumbou, esta terça-feira, a destituição do Presidente daquele país, ao rejeitar o relatório de uma comissão independente que concluiu que Cyril Ramaphosa pode ter violado a Constituição num caso de alegada corrupção.

Os deputados votaram hoje, na Cidade do Cabo, contra a aprovação do relatório parlamentar com 214 votos contra, 148 votos a favor e duas abstenções, anunciou a presidente da Assembleia Nacional, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, do ANC, partido que detém a maioria no parlamento.

Segundo o Notícias ao Minuto, cinco deputados do ANC votaram a favor da aprovação do relatório parlamentar, entre os quais a actual ministra da Governação Cooperativa e Assuntos Tradicionais, Nkosazana Dlamini-Zuma.

Cyril Ramaphosa é acusado de tentar esconder da polícia e das autoridades fiscais o roubo de grandes somas de dinheiro, depois de terem sido encontrados mais de 10 milhões de rands na sua quinta agrícola Phala Phala, situada na província de Limpopo.

O voto da ministra Dlamini-Zuma surpreendeu os deputados da Assembleia Nacional, ao ser a primeira a ‘romper’ as “fileiras” do partido no poder e antigo movimento de libertação, na votação aberta. “Como membro disciplinado do ANC, eu voto sim”, declarou.

A sessão de hoje realizou-se no salão municipal da Cidade do Cabo, devido à destruição parcial do edifício da Assembleia Nacional por um incêndio no início deste ano.

Ramaphosa, que substituiu Jacob Zuma, é o primeiro Presidente pós-apartheid a enfrentar a possibilidade de um processo de destituição no parlamento.

Pelo menos 100 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, hoje, em consequência das inundações e deslizamentos de terra causados por fortes chuvas na capital da República Democrática do Congo, Kinshasa.

O primeiro-ministro, Jean-Michel Sama Lukonde, disse que as autoridades ainda estão à procura de mais corpos. “Viemos avaliar os danos e os primeiros danos que vemos são pessoas mortas”, disse Lukonde, citado pelo Notícias ao Minuto.

Cerca de 15 milhões de pessoas vivem nas 24 comunas de Kinshasa, atingidas por inundações e transbordo do rio Congo, de acordo com três autoridades locais que disseram à Associated Press, que além das vítimas mortais, há casas submersas e estradas destruídas, refere o Notícias ao Minuto.

Na comuna de Ngaliema, mais de três dezenas de pessoas morreram e os corpos ainda estão a ser contados, disse um autarca local.

As autoridades dizem que grande parte da destruição aconteceu em casas construídas em lotes sem permissão oficial.

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