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O País – A verdade como notícia

O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, El Malick Ndiaye, demitiu-se do cargo, este domingo, dois dias depois da demissão do primeiro-ministro, Ousmane Sonko, pelo Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye.

A sucessão de mudanças no topo das instituições senegalesas aumenta as incertezas em torno do futuro político do país.

A decisão de El Malick Ndiaye, foi tornada pública através das redes sociais e surge num momento marcado por fortes tensões políticas internas.

“Esta decisão resulta de uma escolha pessoal, guiada sobretudo pela minha visão das instituições, da responsabilidade pública e do interesse superior da Nação”, disse El Malick Ndiaye. 

O agora ex-presidente da Assembleia Nacional não avançou os detalhes adicionais sobre as razões concretas da sua saída.

Ndiaye tinha sido eleito presidente da 15.ª legislatura do Senegal na sequência da ampla vitória do seu partido, o Pastef, com 130 lugares num total de 165, em Novembro de 2024. 

Refira-se que na última sexta-feira, o Presidente demitiu o primeiro-ministro Ousmane Sonko e consequentemente, os ministros e secretários de Estado que fazem parte do Governo. 

Um deslizamento de terras numa mina ilegal de ouro no município de Nambuangongo, na província angolana do Bengo, matou 28 garimpeiros na madrugada de sábado, segundo informações do porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros (SPCB).

Wilson Baptista, citado pelo Jornal de Angola,  disse que o incidente ocorreu por volta das 05 horas na aldeia do Mucunha, a cerca de 20 quilómetros da comuna de Kicabo, tendo sido resgatados com vida três pessoas, enquanto prosseguem operações de busca para localizar mais desaparecidos.

 Segundo a Rádio Nacional de Angola, entre as 28 vítimas mortais confirmadas, 13 pertencem à mesma família.

Wilson Baptista, porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, disse que a insuficiência da rede de comunicação na região está a dificultar o trabalho das equipas no terreno, sobretudo no levantamento de informações e na coordenação das acções de resgate.

A situação está a ser acompanhada pelo delegado provincial do Ministério do Interior no Bengo, Delfim Kalulo, e por autoridades da administração local, que reforçaram o apelo contra a prática de garimpo ilegal e defendem o aumento da fiscalização e de ações de sensibilização.

O garimpo ilegal em várias províncias angolanas tem originado várias tragédias nos últimos anos.

Em Junho de 2025, pelo menos seis pessoas morreram num intervalo de três dias em minas ilegais no Huambo, e 13 garimpeiros morreram soterrados na localidade de Tchikuele, município de Chipindo, na Huíla, numa mina clandestina de extração de ouro e outros minerais.

Registaram-se igualmente desabamentos mortais no Bié e na Lunda-Norte, associados à extração ilegal de diamantes, e em municípios do Huambo como Ukuma e Cuima.

Dez países africanos correm o risco de ser afetados pelo vírus do ebola, incluindo Tanzânia e Zâmbia. O alerta é da  Agência de Saúde da União Africana, África CDC.

O surto de ébola que já fez cerca de 180 mortes na República Democrática do Congo já representa uma ameaça para outros dez países incluindo Tanzânia e Zâmbia, que fazem fronteira com as províncias de Cabo Delgado, Niassa e  Tete.

O alerta do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC), chegou no mesmo dia em que o Uganda confirmou três novos casos de ébola, elevando o total no país para cinco, desde que o surto foi detectado no dia 15 de Maio.

O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, alertou aos Governos para o reforço nas fronteiras com os dois países que já registraram casos de doença, tal é o caso da República Democrática do Congo e Uganda, para evitar a propagação da epidemia.

Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde declarou o surto uma “emergência de saúde pública de importância internacional” e apelou ao maior controlo até porque actualmente, não existe uma vacina para a variante do vírus predominante.

O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens e espalha-se por meio do contacto directo com o sangue de pessoas infectadas, e com superfícies e materiais contaminados.

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu o Primeiro-Ministro Ousmane Sonko e dissolveu todo o Governo, numa decisão que está a provocar forte agitação política naquele país da África Ocidental. A decisão foi anunciada esta sexta-feira através da televisão estatal senegalesa e marca o fim da aliança política entre os dois líderes que chegaram juntos ao poder em 2024, prometendo reformas profundas, combate à corrupção e mudanças económicas no Senegal.

O Senegal enfrenta uma das maiores crises políticas dos últimos anos. O Presidente Bassirou Diomaye Faye decidiu afastar Ousmane Sonko do cargo de primeiro-ministro e dissolver o executivo, numa altura em que aumentavam sinais de tensão no seio do partido no poder.

Sonko era considerado o principal aliado político de Faye e uma das figuras mais influentes da oposição senegalesa. Impedido de concorrer às presidenciais de 2024 devido a problemas judiciais, foi ele quem apoiou a candidatura de Diomaye Faye, que acabaria eleito presidente da República.

Após a vitória eleitoral, Sonko assumiu o cargo de primeiro-ministro, mas divergências internas começaram a surgir nos últimos meses, sobretudo em relação à gestão da economia, negociações com o Fundo Monetário Internacional e controlo político dentro do governo.

A dissolução do executivo acontece num contexto económico difícil, marcado pelo aumento da dívida pública e pressão social por resultados concretos das promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Depois da demissão, Ousmane Sonko reagiu nas redes sociais, numa publicação interpretada como sinal claro do rompimento definitivo entre os dois antigos aliados políticos.

Agora, o país aguarda pela nomeação de um novo governo, enquanto cresce a incerteza sobre o futuro político do Senegal.

O Conselho da União Europeia (UE) alargou esta sexta-feira o  quadro das sanções impostas ao Irão e a pessoas e instituições implicadas em ações que ameacem a liberdade de navegação no Médio Oriente, em particular no estreito de Ormuz.

A informação consta de um comunicado, recentemente, divulgado pela  Conselho da UE de acordo com o qual “as ações do Irão contra navios que transitam pelo estreito de Ormuz são contrárias ao direito internacional. 

É uma decisão que alarga o regime restritivo estabelecido em julho de 2023, originalmente para responder ao apoio militar iraniano à Rússia na Ucrânia.

A medida incorpora um novo critério de designação: a vinculação a ações que impeçam a passagem em trânsito ou a passagem inocente pelo estreito de Ormuz, incluindo direitos consagrados pelo direito internacional do mar. 

O quadro de sanções alterado passa também a visar pessoas e entidades envolvidas em ações e políticas do Irão que ameacem a liberdade de navegação no Médio Oriente.

Das medidas anunciadas com o alargamento das sanções, constam a proibição de entrada ou trânsito no território da UE, congelamento de bens e o veto para que cidadãos e empresas europeias ponham fundos à disposição dos visados. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta quinta-feira, o envio de mais 5.000 soldados para a Polónia, dias depois de ter anunciado a retirada do mesmo número de militares norte-americanos da Alemanha.

Donald Trump publicou na sua rede social Truth Social, esta quinta-feira, uma declaração segundo a qual irá enviar 5 mil soldados à Polónia e justificou que a decisão resulta da forte relação entre os dois países. 

“No seguimento da vitória eleitoral do atual presidente da Polônia, Karol Nawrocki, a quem tive a honra de dar o meu apoio, e das nossas relações, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão para a Polónia mais 5 mil militares”, anunciou Trump. 

O anúncio surge dois dias após o vice-presidente dos EUA ter informado que o destacamento planeado de tropas norte-americanas na Polônia tinha sido adiado. 

Estes movimentos de tropas norte-americanas estão a ser acompanhados de perto, depois de o Presidente dos EUA ter ameaçado punir os aliados europeus que não apoiassem a sua guerra contra o Irão.

No mês passado, o Pentágono já havia anunciado a retirada de 5 mil soldados da Alemanha e a decisão foi interpretada como  uma reacção às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, à falta de estratégia norte-americana no conflito contra o Irão.    

No mesmo período, Trump afirmou que a redução poderia ser ainda maior e informou que ponderava retirar tropas também da Itália, após a primeira-ministra Giorgia Meloni, ter defendido o Papa Leão XIV dos ataques do líder norte-americano.

As Forças Armadas da Nigéria anunciaram a eliminação de 175 combatentes ligados ao grupo jihadista. A ofensiva resultou na neutralização de líderes considerados estratégicos para a estrutura do movimento.

A operação foi  realizada no âmbito da campanha militar no nordeste do país, em coordenação com forças norte-americanas. 

As autoridades militares nigerianas revelaram que as operações elevaram para 175 o número total de jihadistas Estado Islâmico da Província da África Ocidental mortos. 

Segundo o exército, um dos alvos eliminados foi Abd-al Wahhab, identificado como responsável pela coordenação de ataques terroristas e pela propaganda do grupo rebelde. Também foi confirmada a morte de Abu Musa al-Mangawi, descrito pelas autoridades como uma peça importante dentro da estrutura operacional da organização.

As forças de segurança anunciaram igualmente a eliminação de Abu al-Muthanna al-Muhajir, apontado como um dos principais responsáveis pela produção de conteúdos de comunicação do grupo. Para as autoridades, a sua morte representa um duro golpe à capacidade de influência e recrutamento do movimento jihadista.

Além das baixas humanas, a operação destruiu infra-estruturas consideradas estratégicas, incluindo depósitos de armas, plataformas logísticas, postos de controlo e redes de financiamento. O comando militar garante que a ofensiva vai continuar, numa altura em que o nordeste da Nigéria permanece há mais de uma década sob ameaça persistente da insurgência armada.

O Presidente russo, Vladimir Putin, chegou à China para conversações de alto nível com o líder chinês Xi Jinping, numa visita que ocorre alguns dias depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter concluído a sua viagem a Pequim.

O avião de Putin aterrou na capital chinesa, onde foi recebido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, por uma guarda de honra e por jovens. 

A visita de dois dias  acontece numa altura em que Pequim procura manter relações estáveis com os Estados Unidos e, simultaneamente, preservar os laços historicamente fortes com a Rússia.

De acordo com o Kremlin, espera-se que Putin e Xi discutam a expansão da cooperação económica, juntamente com o que os oficiais descrevem como “questões internacionais e regionais chave”. 

A visita marca também o 25º aniversário do Tratado de Amizade Sino-Russo, um acordo fundamental que moldou as relações entre as duas potências durante décadas.

A China tornou-se uma das linhas de vida económicas mais importantes da Rússia desde que Moscovo lançou a sua invasão em grande escala à Ucrânia em 2022. 

As autoridades ruandesas intensificaram os rastreios de saúde e apertaram o controlo de movimentos ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo, à medida que um surto mortal de Ébola continua a espalhar-se pela região. 

A medida surge em meio a receios de que o surto possa espalhar-se ainda mais pela África Oriental. O Ruanda também restringiu o movimento transfronteiriço desde que o surto foi confirmado.

Nos postos fronteiriços perto da cidade congolesa de Goma, os profissionais de saúde estão a verificar temperaturas e a rastrear os viajantes que entram no Ruanda.

Os habitantes do distrito de Rubavu, no Ruanda, dizem que os controlos são apertados e estão a afectar os meios de subsistência e a perturbar o comércio.

Por outro lado Uganda colocou mais de 100 pessoas em quarentena à medida que a OMS lança alerta sobre a propagação do Ébola

Até a esta parte, pelo menos 131 pessoas morreram e foram reportadas 531 infecções suspeitas no leste da RDC, segundo a AfricaNews, levando a Organização Mundial da Saúde a declarar uma emergência de saúde pública internacional.

As autoridades de saúde dizem que o surto é causado por uma variante rara para a qual actualmente não existe vacina aprovada nem tratamento específico.

A estirpe foi anteriormente responsável por surtos em Uganda em 2007 e na RDC em 2012, com taxas de mortalidade que variavam entre 30 e 50 por cento.

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