O País – A verdade como notícia

Pelo menos 26 pessoas morreram devido ao deslizamento de terra no oeste do Quénia e outras 25 continuam desaparecidas. O país encontra-se na sua segunda época de chuvas.

Chuvas intensas têm atingido a região ocidental do Vale do Rift, no Quénia, desde semana passada. A  Cruz Vermelha daquele país afirma que as zonas mais afectadas ainda não são acessíveis por estrada devido a deslizamentos, lama e inundações repentinas.

O número de vítimas mortais que até este domingo estimava-se em 21 subiu para 26, 25 desaparecidos e 25 feridos .

 Vinte e cinco pessoas com ferimentos graves foram transportadas de avião para um hospital na cidade vizinha de Eldoret para tratamento, enquanto outras com ferimentos leves receberam cuidados no local.

Os esforços de resgate continuaram até sábado, apesar da chuva intensa persistente, enquanto as agências de desastre procuravam entre os escombros das casas desabadas por pessoas desaparecidas.

À medida que os esforços de busca e salvação continuavam este domingo, as autoridades locais afirmam que estão a trabalhar urgentemente para fornecer assistência humanitária e apoiar as famílias afectadas.

Mais de 1.000 casas foram destruídas pelo fenômeno. O ministro do Interior do Quénia apelou aos residentes que vivem perto de rios sazonais, ou em áreas onde ocorreram deslizamentos, para se mudarem para locais mais seguros.

O país encontra-se na sua segunda época de chuvas, também conhecida como “chuvas curtas”, quando normalmente experimenta algumas semanas de tempo húmido, em comparação ao período mais intenso e prolongado ocorrido no início do ano.

Centenas de pessoas morreram nos últimos anos devido a deslizamentos de terra e inundações no Quénia.

A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, tomou posse esta segunda-feira numa cerimónia limitada a convidados, após eleições contestadas, o que  provocou protestos mortais. As manifestações ocorreram depois que dois dos principais candidatos da oposição foram impedidos de concorrer. 

A cerimónia, que contou com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, foi realizada em terrenos pertencentes ao governo na capital administrativa, Dodoma, e  limitada a convidados,  uma mudança em relação ao passado, quando o presidente tomava posse em estádios de futebol lotados e abertos ao público.  A tensão permaneceu alta na capital comercial, Dar es Salaam, após três dias de protestos eleitorais. 

Postos de gasolina e mercados fechados, e as ruas quase desertas, enquanto funcionários do governo continuam a trabalhar a partir de casa. Em Dodoma, a maioria das pessoas permanece em casa. As eleições de 29 de Outubro foram marcadas por violência, à medida que manifestantes saíram às ruas das principais cidades para protestar contra as eleições e impedir a contagem de votos. 

O exército foi mobilizado para ajudar a polícia a conter violência, à medida que manifestantes saíram às ruas das principais cidades para protestar contra as eleições e impedir a contagem de votos. Houve corte de Internet neste país da África Oriental, o que perturba viagens e outras actividades.

O governo adiou a reabertura das universidades, prevista para esta segunda-feira. As autoridades não informaram quantas pessoas foram mortas ou feridas na violência. Mas a oposição que rejeita as eleições, fala de cerca de 700 mortos. 

Um porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, por sua vez, disse na sexta-feira que havia relatos credíveis de 10 mortes em Dar es Salaam e outras cidades da Tanzânia. 

A violência eleitoral na Tanzânia levou ao encerramento do posto fronteiriço com o Quénia em Namanga, onde produtos agrícolas transportados em camiões têm estado a apodrecer há seis dias.

Samia Suluhu Hassan obteve uma vitória eleitoral esmagadora, segundo resultados definitivos anunciados hoje na televisão estatal da Tanzânia, após três dias de protestos.

O país da África Oriental mergulhou na violência na quarta-feira, dia das eleições presidenciais e legislativas, que decorreram sem oposição, visto que os dois principais adversários da Chefe de Estado foram presos ou desqualificados. 

Em resultado aos protestos, segundo escreve a imprensa internacional, houve corte geral de internet e foi imposto um recolher obrigatório.  A oposição deu conta de um saldo de 700 mortos em resultado da violência.

A cerimónia de tomada de posse está prevista para hoje, segundo a AFP

Samia Suluhu Hassan foi promovida à chefia da Tanzânia depois da morte do seu antecessor, John Magufuli, em 2021. Até ao momento, Samia Suluhu Hassan não se pronunciou sobre os distúrbios dos últimos dias.

 

Centenas de manifestantes saíram às ruas pela segunda vez consecutiva na Tanzânia, na quinta-feira, após uma eleição contestada. A Anistia Internacional informou que duas pessoas morreram. Após o início dos protestos na quarta-feira, o governo cortou a internet, impôs um toque de recolher e mobilizou os militares para as ruas.

O partido no poder Chama Cha Mapinduzi, que está no poder desde a independência em 1961, buscou estender seu domínio nas eleições de quarta-feira, com a proibição da participação de candidatos presidenciais dos dois principais partidos de oposição.

A presidente, Samia Suluhu Hassan, enfrentou outros 16 candidatos de partidos menores que praticamente não fizeram campanha.

O órgão eleitoral anunciou na quinta-feira, através da televisão estatal, que a presidente Hassan havia assumido a liderança inicial, conquistando 96,99% dos votos em oito dos 272 distritos eleitorais apurados no início da quinta-feira.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, membros do Parlamento Europeu afirmaram que as eleições na Tanzânia “não foram livres nem justas” e instaram os parceiros democráticos a “manterem-se firmes na defesa da democracia e dos direitos humanos”.

A participação nas eleições de quarta-feira foi baixa, e o caos se instaurou à tarde, com manifestantes incendiando um machimbombo e um posto de gasolina, atacando postos de polícia e vandalizando centros de votação.

Duas pessoas, um civil e um polícia, morreram nos protestos de quarta-feira, segundo a Amnistia Internacional. O governo ainda não se pronunciou sobre o número de vítimas nos protestos em curso.

O governo da Tanzânia impôs um toque de recolher na noite de quarta-feira na capital comercial, Dar-es-Salaam, onde ocorreu a maioria dos protestos, mas as manifestações continuaram até tarde da noite.

O governo pediu aos funcionários públicos que trabalhassem de casa na quinta-feira para limitar a circulação de pessoal não essencial.

Barreiras rodoviárias controladas pelo exército tanzaniano foram erguidas em todo o país, e aqueles que se aproximavam eram impedidos de passar caso não pudessem comprovar que eram trabalhadores essenciais.

Centenas de manifestantes romperam as barreiras de segurança para aceder uma estrada que leva ao principal aeroporto do país, mas não conseguiram entrar.

A Amnistia Internacional pediu investigações sobre o uso da força pela polícia contra manifestantes.

Vários manifestantes ficaram feridos na cidade de Namanga, na fronteira com o Quénia, quando outros manifestantes acenderam fogueiras na rodovia e a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersá-los.

Empresários disseram que os protestos paralisaram as actividades comerciais na cidade fronteiriça, geralmente movimentada.

Os serviços de ferry entre a Tanzânia continental e o arquipélago semiautónomo de Zanzibar, cujo órgão eleitoral deve anunciar os resultados na quinta-feira, também foram suspensos.

Os tanzanianos votam para presidente, membros do parlamento e vereadores.

O principal líder da oposição, Tundu Lissu, permanece preso após ser acusado de traição por defender reformas eleitorais. O candidato presidencial do segundo maior partido da oposição, Luhaga Mpina, foi impedido de concorrer.

A polícia tanzaniana impôs, ontem, recolher obrigatório após protestos eleitorais em Dar es Salaam. A população, que contesta a realização de eleições sem os principais candidatos da oposição, saiu à rua e destruiu cartazes da Presidente Samia Suluhu Hassan.

As assembleias de voto na Tanzania abriram na hora prevista e a votação começou calmo. Entretanto, ao contrário das eleições anteriores, o processo gerou uma contestação sem precedentes

Centenas de pessoas fizeram-se às ruas da maior cidade do país, em protesto, e deitaram abaixo tudo o que encontraram pela frente, incluindo cartazes da Presidente Samia Suluhu Hassan. Incendiaram esquadra e autocarro, numa clara contestação pela ausência dos principais candidatos a oposição, presos ou impedidos de concorrer.

A forte presença militar em Dar es Salaam, com tanques posicionados em pontos estratégicos, não foi suficiente para demover centenas de jovens que saíram às ruas a cantar “queremos o nosso país de volta”, segundo a imprensa internacional.

A polícia lançou gás lacrimogéneo, mas acabou por recuar perante os manifestantes que atiravam pedras. 

Samia Suluhu, de 65 anos de idade, é acusada de procurar consolidar o poder com uma vitória esmagadora, uma vez que as autoridades eleitorais tanzanianas impediram o principal adversário, Tundu Lissu, do partido Chadema, de concorrer.

Tundu Lissu, cuja formação política exige reformas eleitorais, está a ser julgado por traição e pode enfrentar pena de morte. Outro candidato relevante, Luhaga Mpina, do ACT-Wazalendo, foi desqualificado por questões técnicas, escreve a imprensa internacional, citando analistas.

É a primeira vez, desde que a democracia multipartidária instituída em 1992, que uma corrida presidencial na Tanzânia decorre sem os principais partidos da oposição.

O presidente basileiro, Lula da Silva, disse nesta quarta-feira, que não se pode aceitar que crime organizado domine e destrua famílias, no Brasil, após uma  megaoperação policial que provocou mais de 130 mortes. A ONU quer investigação sobre acção da polícia. 

A megaoperação que envolveu  2.500 agentes das polícias civil e militar, nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, na última terça-feira, é considerada a mais letal da história, com mais de 130 mortes e 81 detidos. 

Em reacção ao sucedido, na rede social X, o presidente do Brasil, Lula da Silva, afirmou que não pode aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores, espalhando drogas e violência pelas cidades. 

Segundo Lula, o país precisa de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar inocentes em risco.  O governo estadual defendeu a acção, fez um balanço positivo da megaoperação e lamentou a morte de 4 polícias.

As organizações de direitos humanos e a ONU expressaram preocupação com o número de vítimas e pediram investigação imediata sobre o uso da força policial.

A contagem dos votos nas eleições gerais da Tanzânia começou na quarta-feira, após um dia tenso marcado por protestos violentos. Na sequência das manifestações, a polícia decretou toque de recolher na capital comercial, Dar es Salaam.

Os serviços de internet foram interrompidos em todo o país devido à circulação nas redes sociais de vídeos de jovens manifestantes atirando pedras contra as forças de segurança e de um posto de gasolina em chamas.

A expectativa geral é de que a actual presidente, Samia Suluhu Hassan, fortaleça seu poder nas eleições. Ela assumiu o cargo após a morte de seu antecessor, John Magufuli, em 2021, e não deixou nada ao acaso em seu primeiro teste presidencial.

Sua administração foi acusada de reprimir a dissidência antes da votação, enquanto candidatos dos dois principais partidos de oposição foram impedidos de concorrer. O partido no poder Chama Cha Mapinduzi, de Hassan, governa o país desde que este conquistou a independência em 1961.

Os manifestantes estão revoltados com a exclusão dos candidatos do CHADEMA e do ACT-Wazalendo e com uma onda de supostos sequestros de críticos do governo. Uma verificação aleatória em dezenas de secções eleitorais revelou uma baixa participação, especialmente entre os eleitores mais jovens.

O governo afirmou que a eleição foi conduzida de forma justa e negou as alegações de violações generalizadas dos direitos humanos durante o período que a antecedeu.

Além de escolher um presidente, os eleitores também elegem os membros do parlamento de 400 assentos, bem como um presidente e políticos para o arquipélago semiautónomo de Zanzibar.

Os resultados preliminares são esperados dentro de 24 horas, mas a comissão eleitoral tem até sete dias para anunciar o resultado final.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou, nesta quarta-feira, ter recebido uma ordem da Líbia para abandonar o país até 09 de Novembro, afirmando que as autoridades não apresentaram qualquer justificação.

A organização já tinha visto as suas operações suspensas na Líbia em Março passado, quando a Agência de Segurança Interna (ISA) do país encerrou as suas instalações.

Na altura, vários funcionários da MSF foram interrogados e a organização foi obrigada a retirar os seus funcionários internacionais da Líbia e a rescindir os contratos da sua equipa local.

Desta vez, a decisão foi tomada e é irreversível.

“Lamentamos profundamente a decisão que nos foi comunicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e estamos preocupados com as consequências para a saúde das pessoas que ajudamos”, disse o responsável do programa da MSF na Líbia, Steve Purbrick, em comunicado divulgado esta quarta-feira.

A “onda de repressão”, como classificou a MSF num comunicado publicado em Março, quando viu as suas actividades comprometidas, afectou outras nove organizações não-governamentais de ajuda a migrantes e refugiados na Líbia.

“Num contexto de crescente obstrução das operações das ONG na Líbia, de uma diminuição drástica do financiamento da ajuda internacional e do reforço das políticas europeias de gestão de fronteiras em colaboração com as autoridades líbias, não existem actualmente ONG internacionais a prestar assistência médica a refugiados e migrantes no oeste da Líbia”, alertou.

Antes da suspensão das actividades, a MSF estava a tratar um grupo de mais de 300 doentes líbios, migrantes e refugiados, que necessitavam sobretudo de tratamento para a tuberculose, cuidados pré-natais e apoio psicológico, especialmente para sobreviventes de violência, sendo que alguns doentes morreram por ficarem sem ajuda.

Desde então, a MSF tem tentado chegar a um acordo com as autoridades para poder retomar a prestação de cuidados médicos na Líbia.

No entanto, a ONG explicou que recebeu recentemente uma carta do Ministério dos Negócios Estrangeiros líbio a ordenar a sua saída do país até 09 de Novembro.

“Não foi apresentada qualquer razão para justificar a nossa expulsão, e o procedimento geral permanece muito obscuro. O registo da MSF junto das autoridades competentes do país continua válido e, por isso, esperamos encontrar uma solução positiva para esta situação”, adiantou Steve Purbrick.

A MSF refere que, em 2024, em colaboração com as autoridades de saúde líbias, realizou milhares de consultas médicas no país e que, em 2023, também prestou assistência médica de emergência após as inundações em Derna.

A organização esteve também envolvida na identificação e ajuda a refugiados e migrantes particularmente vulneráveis durante a sua retirada da Líbia.

 

O ex-Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, perdeu a sua nacionalidade depois de ter fugido do país no início deste mês, no meio de protestos generalizados liderados por jovens.

A notícia foi divulgada após a detenção do seu ex-assessor, o empresário Maminiaina Ravatomanga, nas Maurícias, por suspeita de branqueamento de mais de 160 milhões de dólares com activos no país.

Ravatomanga, que fugiu para as Maurícias depois de Rajoelina ter deixado Madagáscar, estava sob custódia da polícia e de funcionários da Comissão de Crimes Financeiros (FCC) numa clínica privada onde se tinha dirigido para procurar tratamento em Port Louis, disse um porta-voz da comissão. O porta-voz, que não quis ser identificado, afirmou que a detenção de Ravatomanga estava relacionada com a lavagem de 163 milhões de dólares com bens nas Maurícias.

+ LIDAS

Siga nos