O País – A verdade como notícia

Cinquenta dos 303 alunos sequestrados de uma escola católica no estado de Níger, no centro-norte da Nigéria, escaparam do cativeiro e já estão com suas famílias, informou a direção da escola neste domingo. Enquanto continuam as investigações, o Papa pede a libertação imediata dos que ainda estão desaparecidos.

Segundo anunciou Reverendíssimo Bulus Dauwa Yohanna, presidente da Associação Cristã da Nigéria no estado de Níger e proprietário da escola, os alunos, com idades entre 10 e 18 anos, fugiram individualmente entre sexta-feira e sábado do cativeiro.

Um total de 253 crianças em idade escolar e 12 professores ainda estão sob poder dos sequestradores, disse Yohanna em um comunicado.

Sobre o assunto, o Papa Leão XIV manifestou, neste domingo, o seu “profundo pesar” pelo sequestro de estudantes, padres e professores na Nigéria e nos Camarões e pediu a libertação imediata dos reféns.

“Apelo para que os reféns sejam libertados imediatamente e exorto as autoridades competentes a tomarem as decisões adequadas e oportunas para garantir a sua libertação”, disse o pontífice após a oração do Angelus dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano.

O encontro de líderes da União Europeia decorre à margem da cimeira com a União Africana. Os líderes da União Europeia reúnem-se, nesta segunda-feira, em Angola, com o objetivo de abordar o processo de paz para a Ucrânia.

O encontro em Luanda realiza-se após um convite do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e à margem da cimeira entre União Europeia e União Africana.

“O trabalho continua. Convidei todos os líderes dos 27 para um encontro especial sobre a Ucrânia à margem da Cimeira UE-UA em Luanda, na segunda-feira”, escreveu  o presidente do Conselho Europeu no X.

“Acolhemos os esforços contínuos dos Estados Unidos para levar a paz à Ucrânia”,escreveu na mesma publicação, citando o comunicado conjunto assinado por vários líderes europeus, do Japão e do Canadá, que se reuniram à margem da Cimeira do G20.

“O esboço inicial do plano de 28 pontos inclui elementos importantes que serão essenciais para uma paz justa e duradoura. Acreditamos portanto que o esboço é uma base que vai requerer trabalho adicional”.

Segundo a imprensa internacional, a Europa preparou já uma contraproposta ao plano de Donald Trump. Ao invés de 600 mil militares, a Ucrânia poderia manter uma força de 800 mil militares em tempo de paz.

Por outro lado, a decisão de adesão à NATO passaria por um consenso entre os Estados-membros da Aliança Atlântica e esta concordaria em não manter na Ucrânia uma força permanente.

Kiev seria “compensada financeiramente”, o que se materializaria com recurso a bens russos congelados, até que Moscovo pagasse os danos causados no país.

O país invadido teria de prometer não recuperar território ocupado através de ações militares e fazer eleições assim que possível, depois da assinatura de um acordo de paz, recebendo garantias de proteção dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou que o plano de paz para a Ucrânia proposto por Donald Trump é “insuficiente” para os objectivos europeus.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, veio vincar que as fronteiras da Ucrânia não podem ser alteradas pela força.

É histórico. Decorre pela primeira vez em África a Cimeira dos G20. O evento arrancou hoje em Joanesburgo, na vizinha África do Sul, onde o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, fez um forte apelo à reforma da ordem económica global e à afirmação das prioridades do continente africano na agenda internacional. Os Estados Unidos da América fazem manchetes por boicotar a cimeira. 

Trata-se do maior fórum económico internacional que reúne países desenvolvidos e emergentes para discutir políticas económicas, financeiras e de desenvolvimento global. É  a primeira vez que o encontro acontece no continente Africano, desde a criação do fórum em 1999. 

Esta sexta-feira, vários líderes ou representantes dos 19 estados, mais a União Europeia e a União Africana, chegaram a Joanesburgo, maior cidade da África do Sul, para participar no encontro.

Na sua intervenção, o Presidente sul-Africano, Cyril Ramaphosa, começou por destacar o simbolismo da cimeira por acontecer em África, o berço da humanidade. “É uma honra e um privilégio recebê-los, como África do Sul, para esta primeira Cimeira de Líderes do G20, realizada em solo africano. Reunimo-nos aqui no berço da humanidade, em África, para afirmar a nossa humanidade comum”, disse.

Ramaphosa alertou aos presentes sobre os desafios que ameaçam a humanidade, desde as guerras às mudanças climáticas, da pobreza extrema à insegurança energética  e apontou que apenas uma acção coordenada poderá evitar que países vulneráveis fiquem para trás.

“As ameaças que a humanidade enfrenta, hoje,  incluindo as tensões geopolíticas, as crises globais, as pandemias, a insegurança energética e alimentar, a desigualdade, o desemprego, a pobreza extrema e os conflitos armados, prejudicam nosso futuro colectivo. É, portanto, essencial promover um progresso maior e mais rápido para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas até 2030”, alertou.

O Presidente sul africano pediu que instituições globais se tornem mais inclusivas e capazes de responder às necessidades dos países em desenvolvimento, e destacou as prioridades do bloco durante a liderança da África do Sul. 

“Primeiramente, focámos na acção para fortalecer a resiliência e a capacidade de resposta aos desastres. Concordamos que é essencial que a comunidade global, as instituições financeiras internacionais, os bancos de desenvolvimento e o sector privado aumentem o apoio e a escala das intervenções na fase pós-desastre. Em segundo lugar, concordámos que devemos agir para garantir a sustentabilidade da dívida nos países de baixa renda”, apelou.

Ramaphosa acrescentou ainda que “Devemos mobilizar o financiamento para uma transição energética justa, aumentando a qualidade e a quantidade dos fluxos de financiamento climático para os países em desenvolvimento. Em terceiro lugar, enfatizámos a importância de garantir o acesso a minerais críticos para o crescimento inclusivo e o desenvolvimento sustentável, por meio do benefício desses minerais nos próprios países de extracção”.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, falou das dívidas que sufocam os países mais pobres, limitando os investimentos, o desenvolvimento, clima, saúde e educação, e apontou que o G20 deve liderar medidas para o alívio da situação, reestruturação e criação de mecanismos de financiamento mais justos.

“Precisamos de acção económica. Os países em desenvolvimento, em particular em África, estão a enfrentar uma enorme tempestade: o espaço orçamental está a desaparecer, as dívidas estão a tornar-se insustentáveis e a arquitectura financeira global não os tem apoiado nem sequer representado adequadamente”, disse Guterres.

Entre várias figuras presentes, destaca-se a presença do presidente do Brasil, Lula da Silva, e do presidente da França, Emmanuel Macron.  Entretanto, a primeira cimeira do G20 em solo africano decorre sem a presença dos Estados Unidos da América, que boicotam o encontro.

Donald Trump quer que Zelensky aceite a proposta de paz até à próxima quinta-feira, dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos. Caso contrário, Trump ameaça retirar apoio à Ucrânia. 

Donald Trump está a pressionar Volodymyr Zelensky para que apoie a sua  proposta de paz antes de 27 de Novembro, e ameaça retirar o apoio à Ucrânia se não o fizer.

O presidente norte-americano defendeu que os Estados Unidos já transferiram “o melhor equipamento militar do mundo” para a Ucrânia, mas o conflito continua “fora de controlo”.

Antes, Zelensky defendeu que se recusa a trair a nação e anunciou que vai propor alternativas, reconhecendo que este “é um dos momentos mais difíceis e de maior pressão” da história da Ucrânia, que se confronta com “escolhas muito difíceis” face à proposta de 28 pontos.

Pelo lado da Rússia, o presidente, Vladimir Putin, considerou que o plano pode “servir de base para uma solução definitiva”, mas sublinhou que “este plano não foi discutido” com Moscovo.

Disse ainda que está pronto para negociações e “resolver os problemas através de meios pacíficos”, mas requer uma discussão minuciosa de todos os detalhes dos 28 pontos propostos pelo homólogo norte-americano.

O plano de Paz de Donald Trump coloca em causa algumas das linhas vermelhas de Zelensky, como a cedência  de território ucraniano ao domínio russo.

O documento inclui a exigência de que Kiev retire as tropas do território que ainda controla na região oriental do Donbass.

Prevê também que o exército ucraniano seja reduzido para 600 mil efectivos depois da guerra, em vez dos cerca de 880 mil actuais, e que a Ucrânia renuncie à entrada na NATO, prevista na Constituição.

Em troca, a Ucrânia vai receber garantia de segurança face a uma eventual nova ofensiva russa.

A intenção de Trump é que a Ucrânia assine o plano, para que seja depois apresentado ao líder russo, Vladimir Putin.

O ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, foi preso neste sábado. Segundo a imprensa internacional, a prisão é preventiva e foi solicitada pela Polícia Federal, mas não se trata do cumprimento de uma pena, mas de uma medida cautelar

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, um espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.

Em nota oficial, citada pela imprensa brasileira, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Globo, a prisão de Bolsonaro terá sido  motivada pela garantia da ordem pública, uma vez que, na sexta-feira, o senador Flávio Bolsonaro convocou uma vigília em apoio ao ex-presidente. 

Refira-se que Jair Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do património, numa pena que totaliza 27 anos e três meses.

 A condenação ainda não transitou em julgado, mas segundo a imprensa brasileira a fase em que ainda pode apresentar recursos deve acabar nos próximos dias, sendo que a defesa quer recorrer a condenação.

Pelo menos 21 pessoas precisaram de atendimento médico, por inalar fumaça no incêndio que atingiu um dos pavilhões da Cimeira dos Líderes Mundiais sobre Mudanças Climáticas-COP30. O corpo de bombeiros afirma que o incêndio tenha tido origem num microondas. 

A organização da COP-30 informou que 21 pessoas precisaram de atendimento médico devido ao incêndio que atingiu o Pavilhão da África Oriental, nesta quinta-feira. 

Do total de casos, 19 estão relacionados a  inalação de fumaça e dois a crise de ansiedade, após o ocorrido. Não há, até o momento, registo de óbitos.

As chamas foram controladas em seis minutos e todas as pessoas foram evacuadas com segurança. A Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima declarou que as instalações atingidas, agora, estão sob a autoridade do Brasil e não são mais consideradas um território da ONU.

O Corpo de Bombeiros  avançou que a principal suspeita é de que o fogo tenha começado em um equipamento eletrônico, possivelmente um forno de micro-ondas instalado em um dos estandes.

No total, 56 bombeiros atuaram diretamente na resposta ao incêndio, além de uma equipe externa posicionada com um carro de combate. Foram utilizados 244 extintores de incêndio, além do acionamento de uma mangueira instalada no local.

A área afetada pelo incidente ficará, no entanto, isolada até a conclusão da COP30.

Pelo menos 33 pessoas morreram, esta quinta-feira, depois de mais uma ofensiva em vários pontos da Faixa de Gaza.  Trata-se de mais um ataque que é realizado mesmo após o acordo de cessar-fogo. 

É para já considerado um dos ataques mais mortíferos, desde o início do cessar-fogo entre Israel e Hamas, que teve início a 10 de Outubro. 

Até o momento, as autoridades sanitárias  locais contabilizaram 33 vítimas mortais, em resultado de ataques aéreos  realizados em vários pontos da Faixa de Gaza, nesta quinta-feira. 

O Hospital Nasser em Khan Younis recebeu parte dos corpos e confirmou que cinco vítimas são crianças mortas na sequência de ataques aéreos israelitas contra tendas que abrigavam pessoas deslocadas. 

Desde o início do cessar-fogo, que foi mediado pelos Estados Unidos da América, foram registadas mais de 300 mortes. 

 

Um incêndio de grandes proporções atingiu parte das instalações da Cúpula do Clima das Nações Unidas “COP-30”, na tarde desta quinta-feira, em Belém. Apesar do Fogo ter atingido o local dedicado a negociações oficiais, até aqui não há registo de feridos. As causas do incêndio são desconhecidas. 

 O incêndio concentrou-se na zona azul, também chamada de Blue Zone, área reservada para   os negociadores que representam países e ministros.

De acordo com informações avançadas pela imprensa internacional, o incêndio atingiu parte das instalações da Cúpula do Clima das Nações Unidas em Belém, incluindo  lonas e instalações da East African Community.

 Trata-se de um incêndio que acontece depois de, recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) ter enviado uma carta ao governo brasileiro levantando críticas à segurança e infraestrutura da Cúpula do Clima das Nações Unidas. 

A reclamação foi encaminhada após uma tentativa de invasão da área azul, onde ocorrem as negociações climáticas, por manifestantes de um movimento indígena.

 Apesar do Fogo ter atingido o local dedicado a negociações oficiais, não há registo de feridos. 

Uma grande operação da INTERPOL na África Ocidental resultou em 62 detenções e na apreensão de armas, explosivos, droga, medicamentos falsificados e veículos roubados.

A Operação Screen West Africa 2025, que decorreu de Julho a Outubro, envolveu forças policiais de 12 países, incluindo o Gana, a Nigéria, o Burkina Faso e a Côte d’Ivoire. Os agentes utilizaram as bases de dados globais da INTERPOL para realizar 1,7 milhões de verificações em tempo real nas fronteiras terrestres, aéreas e marítimas.

Nove pessoas foram detidas por suspeita de ligações ao terrorismo, incluindo três no Burkina Faso ligadas ao grupo JNIM, afiliado da Al-Qaeda e responsável por um ataque em 2020 na Côte d’Ivoire que matou mais de dez membros das forças de segurança. Outras seis pessoas foram detidas na Mauritânia por suspeita de actividades terroristas.

A operação resgatou ainda 21 vítimas de tráfico humano no Gana, que estavam detidas na Nigéria e exploradas em esquemas fraudulentos. As autoridades apreenderam explosivos, dinamite, 136 veículos roubados, 731 kg de canábis, medicamentos falsificados, moeda falsa e documentos fraudulentos. Alguns destes artigos poderiam ter sido utilizados para financiar o terrorismo ou o crime organizado. As inspecções marítimas revelaram embarcações que utilizavam práticas enganosas, como desligar os sistemas de identificação e mudar de bandeira com frequência. Os 12 países participantes foram o Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Côte d’Ivoire, Gâmbia, Gana, Libéria, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo. A operação foi financiada pela Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos.

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