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O País – A verdade como notícia

O Governo sul-africano nomeou uma comissão de inquérito liderada por uma juíza reformada do Tribunal Constitucional para investigar as causas do incêndio que fez pelo menos 77 mortos, no centro de Joanesburgo, noticiou a Rádio Moçambique.

Pelo menos 12 das vítimas mortais do incêndio eram crianças.

Um total de 31 feridos permanece no hospital.

Até 200 famílias foram afectadas pelo incêndio, que foi chamado de “acordo informal” pelas autoridades. Segundo disseram, algumas das vítimas podem ter alugado quartos no prédio de grupos criminosos.

Desde a madrugada de segunda-feira, parte do Rio Grande do Sul tem enfrentado eventos adversos como tempestades, fortes ventos, queda de granizo e transtornos associados ao grande volume de chuvas. Segundo a Metsul Metereologia, citada pela Folha de Pernambuco, foram registadas rajadas de vento de 152 km/h em Vacaria e 96 km/h em Canela. O balanço anterior indicava cinco óbitos.

Até esta terça-feira, o ciclone extratropical formado no domingo no Sul do país matou 21 pessoas no Rio Grande do Sul e mais uma em Santa Catarina. Os dados indicam que 67 cidades ficaram afectadas.

A informação do número de vítimas foi confirmada pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, esta terça-feira. Segundo o governador, é o maior número de mortes em evento climático no estado.

Apenas na cidade de Muçum, na região central do estado, o Corpo de Bombeiros encontrou 15 corpos ao vistoriar uma casa nesta terça. Outras seis mortes foram confirmadas entre segunda e terça-feira, em cidades do Norte do estado gaúcho.

Mais de 85% da cidade de Muçum foi atingida pelas águas. Em razão do nível do rio que abrange a região, moradores precisaram ser resgatados em cima de telhados das casas. O nível da água atingiu o centro da cidade, alagando residências, escolas, estabelecimentos comerciais e hospitais.

Por questões de segurança, a energia eclétrica do município foi cortada. O município tem quatro acessos por estradas e todos estão interditados.

De acordo com o governo, duas viaturas do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Caxias do Sul estão em deslocamento para Muçum, para auxiliar na remoção dos corpos, que deverão ser levados para Porto Alegre. Ainda não há previsão para a chegada dos corpos na Capital.

Segundo informações da Defesa Civil estadual, cinco aeronaves realizavam resgates. Nos municípios de Muçum, Roca Sales, Lajeado, e Cruzeiro do Sul ainda tem pessoas em situação de risco. Com a redução das águas, a entidade acredita que pode ter mais vítimas fatais confirmadas nas próximas horas.

Ainda há preocupação com o retorno da chuva para quinta-feira, já que o solo segue húmido e encharcado. Existe risco de novos deslizamentos de terra, diz a Defesa Civil.
No sistema da Defesa Civil, até o momento, estavam cadastradas 16 pessoas que não foram encontradas pelos parentes.

O governo do Reino Unido vai declarar o Grupo Wagner uma organização terrorista, o que significa que será ilegal ser membro ou apoiar o grupo, anunciou, esta terça-feira, o governo britânico, citado pela emissora pública britânica BBC.

Ao violar a lei antiterrorismo do país, os acusados podem enfrentar até 14 anos de prisão ou multas de até cinco mil libras esterlinas.

Em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, a ministra do Interior do Reino Unido, Suella Braverman, afirmou que o Grupo Wagner é “violento e destrutivo, além de um instrumento militar da Rússia de Vladimir Putin”.Suella Braverman disse ainda que a actividade deste grupo na Ucrânia e em África é uma ameaça à segurança mundial”.

“As actividades desestabilizadoras do Grupo Wagner continuam a servir os objetivos políticos do Kremlin. São terroristas, pura e simplesmente, e esta ordem de proibição torna-o claro na legislação britânica”, acrescentou.

Assim passará a ser ilegal ser membro ou apoiar o grupo, o que o coloca ao lado do Estado Islâmico e da Al-Qaeda.

O grupo, anteriormente liderado pelo agora falecido Yevgeny Prigozhin, é conhecido por realizar o trabalho hediondo da Rússia na Síria e em África, e também proporcionou a Vladimir Putin a maior vitória da Rússia ao capturar Bakhmut contra a Ucrânia na invasão contínua.

O futuro do Grupo Wagner – empresa militar privada formada após a revolução ucraniana de 2014 e a anexação da Crimeia pela Rússia e que apoia os separatistas pró-russos, tem estado sob discussão após a morte dos fundadores Yevgeny Prigozhin e Dmitry Utkin, num acidente de aviação, ocorrido no mês passado, escreve o portal G7.

A morte de Prigozhin aconteceu dois meses após o líder do grupo de mercenários ter levado a cabo uma rebelião falhada contra o Kremlin, especificamente o Ministério da Defesa. Após a investida, que durou cerca de 24 horas e terminou com um acordo, Prigozhin passou a residir na Bielorrússia.

As autoridades russas até agora não avançaram quaisquer causas que expliquem a queda do jato privado Embraer Legacy que, segundo as autoridades de aviação civil russas, além de Prigozhin e Utkin, transportava outras oito pessoas.

O Presidente da Nigéria, Bola Tinubu, viajou, hoje, para a Índia, para participar na cimeira do G20, um bloco de economias ricas e em desenvolvimento a que o país considera aderir, disse o porta-voz presidencial Ajuri Ngelale.

“Embora a adesão da Nigéria ao G20 seja desejável, o Governo iniciou amplas consultas com vista a determinar os benefícios e riscos da adesão”, disse Ngelale em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

O Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, fez um convite especial a Tinubu para participar na cimeira de dois dias, 09 e 10 de Setembro, em Nova Deli, numa altura em que a adesão da Nigéria ao Grupo dos Vinte (G20) está a ser considerada.

O G20 reúne 19 países e a União Europeia, com a Índia a exercer actualmente a sua presidência, que é rotativa anualmente entre os membros.

Se a Nigéria aderir ao G20, será o segundo país africano, depois da África do Sul, a entrar no grupo das nações mais industrializadas do mundo. A Nigéria tem o Produto Interno Bruto (PIB) mais alto da África, de acordo com o Banco Mundial.

O Gabão foi suspenso da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC). O bloco exigiu a realização de eleições o mais rápido possível.

A decisão  foi tomada numa reunião extraordinária, realizada na Guiné Equatorial, país que passará a assumir a Presidência e a sede da CEEAC, uma vez que Ali Bongo, que era o presidente em exercício da organização desde Fevereiro, foi deposto pelos golpistas.

Por outro lado, a CEEAC designou o presidente da República Centro Africana como facilitador das negociações, devendo se deslocar para Libreville para contactos com os militares e também com todas as partes envolvidas.

O Golpe de Estado no Gabão forçou a interrupção do processo eleitoral, na base de uma contenda sobre os resultados eleitorais e a maneira como o processo foi organizado, por isso a comunidade exige que o problema seja ultrapassado o mais rápido possível.

O general Brice Nguema, que derrubou na semana passada o Presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, tomou posse, esta segunda-feira, como presidente durante um período de transição, no final do qual prometeu eleições sem especificar uma data.

Fazem parte da CEEAC Angola, Burundi, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Ruanda, São Tomé e Príncipe e República Democrática do Congo.

Os dois líderes deverão discutir o fornecimento de armamento aos russos para a guerra na Ucrânia, após meses de acusações por parte de autoridades ocidentais de que os norte-coreanos estariam a enviar armas para o conflito.

O jornal norte-americano afirma, apontando fontes militares norte-americanas, que Kim planeia negociar com o presidente russo sobre o fornecimento de armas para a Rússia, que há muito que tem procurado promover relações com Pyongyang e aumentar o armamento disponível para combater na Ucrânia, escreve o Notícias ao Minuto.

Com a confirmação das negociações, confirmam-se também as acusações dos aliados da NATO, nomeadamente os Estados Unidos, que há muito que apontam o dedo à Coreia do Norte por enviar armas para serem usadas no leste ucraniano.

Trinta e três pessoas morreram por afogamento ou na sequência da derrocada de edifícios devido às inundações provocadas pelas fortes chuvas caídas nos últimos dias na região de Agadèz, no centro do Níger.

Fontes da Direção-Geral da Proteção Civil do Ministério do Interior, citadas pela Agência Nigerina de Imprensa, afirmaram que foram contabilizados 24 mortos por afogamento e nove vítimas de desabamentos provocados pela chuva escreve o Notícias ao Minuto.

No domingo, a agência noticiou que fortes tempestades haviam causado vítimas mortais e importantes danos materiais, com quedas de árvores, muros e postes elétricos, em Agadèz.

No passado dia 14 de Agosto, outras oito pessoas morreram afogadas ou vítimas do desmoronamento das suas casas devido às inundações que atingiram a região de Tahoua, no centro-sul do país, tendo as fortes chuvas afectado 1.794 pessoas.

Milhares de manifestantes concentraram-se no domingo pelo terceiro dia consecutivo junto a uma base militar albergando soldados franceses na capital do Níger, Niamey, para exigir a sua partida.

Trata-se de uma exigência partilhada pelo regime militar que chegou ao poder no país no final de Julho através de um golpe de Estado, escreve o Notícias ao Minuto.

“Abaixo a França! França fora!”, gritavam os manifestantes – palavras de ordem regularmente ouvidas nos vários protestos em Niamey desde o golpe de Estado de 26 de Julho.

No total, desde sexta-feira, dezenas de milhares de pessoas se concentraram na rotunda próxima da base nigerina onde se encontram militares franceses.

Ao longo da tarde de sábado, os manifestantes acorreram ao local procedendo de diversos bairros de Niamey e alguns permaneceram ali durante a noite para um protesto sentado (‘sit-in’).

As tensões diplomáticas estão ao rubro entre o regime militar no poder e França, que não reconhece a sua legitimidade.

Os presidentes da Rússia e da Turquia reúnem-se esta segunda-feira na cidade russa de Sochi para discutir a guerra na Ucrânia e o restabelecimento do acordo de exportação de cereais pelo Mar Negro.

Este será o primeiro encontro presencial entre Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan após Moscovo ter suspendido a participação na iniciativa do Mar Negro, um acordo firmado no verão de 2022, também com Kiev, com apoio da Turquia e da ONU.

A Turquia está a tentar reavivar o acordo original na esperança de o utilizar como trampolim para negociações de paz mais amplas entre Kiev e Moscovo, escreve a RTP.

A última reunião presencial entre os dois líderes aconteceu em Outubro do ano passado, em Astana, mas Erdogan e Putin têm mantido contactos regulares, sendo que o último ocorreu no início de agosto.

Erdogan tem sido um interlocutor frequente junto de Putin, que se encontra quase totalmente isolado a nível internacional desde o conflito em curso na Ucrânia.

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