O País – A verdade como notícia

O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Europa de não ter uma “agenda de paz” e de “interferir” nas propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra na Ucrânia, fazendo exigências “inaceitáveis” a Moscovo.

Momentos antes de se reunir com os enviados especiais dos Estados Unidos, nesta terça-feira, o Presidente russo deixou uma provocação: “Se a Europa quiser guerra, estamos prontos”.

Vladimir Putin falava num fórum de investimento em Moscovo pouco antes da hora agendada para o encontro com Steve Witkoff e Jared Kushner, que voaram até à capital russa para apresentar à delegação russa a nova versão do acordo de paz para a Ucrânia.

Durante esse discurso, Putin frisou que não está a planear entrar em guerra com a Europa: “Já o disse cem vezes”.

“Não temos a intenção de fazer guerra à Europa, mas se a Europa o desejar e começar, estamos prontos imediatamente”, afirmou Putin aos jornalistas, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

No entanto, acusou os líderes europeus de “interferirem” nas propostas norte-americanas, insistindo que a Europa “não tem uma agenda de paz, estão do lado da guerra”, disse o líder russo.

“A Europa está a impedir a administração dos Estados Unidos de alcançarem a paz com a Ucrânia”, acrescentou, citado pelo The Guardian, atirando ainda que as “exigências da Europa são inaceitáveis para a Rússia”. Putin não elaborou quais são as exigências inaceitáveis de que falava.

Zelensky revela que plano de paz tem agora 20 pontos

As declarações do Presidente russo aconteceram pouco depois de o seu homólogo ucraniano ter falado numa conferência de imprensa em Dublin, na Irlanda, onde revelou que o plano de paz que foi levado a Moscovo tem agora 20 pontos, em vez dos 28 iniciais.

Apesar de não se sentir preparado para partilhar “todos os pontos do plano”, Zelensky confessou quais as “questões e desafios sensíveis e difíceis” do acordo: cedências territoriais, o uso dos activos russos congelados (uma decisão que, diz o presidente, precisa de envolver os dirigentes europeus) e a aliança de países que pretende apoiar um futuro acordo de paz na Ucrânia.

Durante o discurso, o presidente ucraniano mostrou-se confiante com a possibilidade de pôr um fim ao conflito, dizendo que “mais do que nunca há uma chance de acabar com esta guerra”. Confessou, no entanto, que este está a ser “um dos momentos mais desafiantes e, no entanto, ao mesmo tempo, optimistas” para a paz na Ucrânia.

Sobre o encontro entre Washington e Moscovo, Zelensky afirmou que espera ser contactado imediatamente após a reunião, afirmando que está “preparado para apoiar todos os sinais [que trouxerem o fim da guerra]” e para se “encontrar com o presidente Trump”.

Contudo, acrescentou que “tudo depende das conversas de hoje (ontem)”. Zelensky adiantou ainda que pretende reagir ainda esta terça-feira às negociações “de acordo com os resultados” que saírem da reunião.

“Nós temos de terminar com a guerra de tal maneira, que a Rússia não regresse, com a terceira invasão em dez anos”, acrescentou, frisando que é preciso um plano de paz “aberto e justo” e que não seja discutido “nas costas da Ucrânia”.

“O nosso objectivo comum é pôr fim à guerra, não apenas obter uma pausa nos combates. É necessária uma paz digna”, reiterou o presidente ucraniano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou pela primeira vez alargar a utilização de uma classe de medicamentos usados na diabetes e perda de peso para tratar a obesidade, que afecta mil milhões de pessoas.

O primeiro guia da agência da ONU sobre terapias com péptidos semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), em que se incluem medicamentos como o semaglutido, recomenda-as para adultos obesos, defendeu acesso equitativo e incluiu-as na lista de medicamentos essenciais.

Esta lista modelo da OMS inclui actualmente 532 terapias, que a organização considera indispensáveis para um sistema de saúde básico e universal.

A posição da OMS, tomada na segunda-feira, ajudará os sistemas de saúde a orientar suas políticas públicas, incentivando-os a melhorar o acesso a esses medicamentos.

A OMS defende que estes tratamentos, usados para tratar a diabetes e a obesidade, sejam universalmente e financeiramente acessíveis.

“As nossas novas directrizes reconhecem que a obesidade é uma doença crónica que pode ser tratada com cuidados abrangentes e ao longo da vida”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS, na conferência de imprensa em que anunciou o primeiro guia sobre o uso destas terapias para combater a obesidade.

O responsável sublinhou que, embora os medicamentos sozinhos não resolvam a crise global de saúde que a doença representa, “as terapias com GLP-1 podem ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir seus efeitos adversos”.

“Essas terapias fazem parte de uma estratégia holística baseada em três pilares. Primeiro, criar ambientes mais saudáveis através de políticas robustas; segundo, proteger indivíduos de alto risco promovendo a deteção e intervenção precoces; e terceiro, garantir o acesso a cuidados centrados na pessoa e ao longo da vida para aqueles que vivem com obesidade”, explicou o responsável da OMS.

As terapias com GLP-1, entre os quais se incluem o semaglutido, liraglutide e o dulaglutide, são usadas para tratar a diabetes tipo 2 e a obesidade, melhorando o controlo da glicose no sangue, suprimindo o apetite e promovendo a perda de peso.

A obesidade é uma pandemia global e esteve relacionada com 3,7 milhões de mortes em todo o mundo em 2024. O surgimento destes medicamentos foi revolucionário na forma como se enfrenta esta doença, uma revolução que agora conta com o apoio explícito da OMS.

Sem medidas eficazes, o número de pessoas que sofrem de obesidade em todo o mundo poderá duplicar até 2030.

“A obesidade é um dos desafios mais sérios da nossa época”, disse o director-geral da OMS, acrescentando: “Estes novos medicamentos são uma ferramenta clínica poderosa que oferece esperança a milhões de pessoas”.

As novas directrizes da OMS incluem uma recomendação, baseada em evidências “de certeza moderada”, para o uso de terapias com GLP-1 no tratamento de longo prazo (mais de seis meses) da obesidade em adultos, com excepção de mulheres grávidas.

Apesar da eficácia comprovada destes tratamentos, a recomendação é condicional, devido à falta de dados sobre o seu uso a longo prazo, manutenção e descontinuação, os seus custos actuais, preparação inadequada dos sistemas de saúde e potenciais implicações em termos de equidade.

Em Portugal, estas terapias apenas são comparticipadas pelo Serviço Nacional de Saúde se usadas para doentes diabéticos e, segundo dados do Infarmed, a classe terapêutica dos antidiabéticos foi a que registou o maior encargo para o SNS entre Janeiro e Setembro deste ano, com 354,6 milhões de euros.

Alguns fármacos comparticipados no caso da diabetes são muitas vezes usados por quem quer perder peso, o que já trouxe problemas de escassez no mercado para os doentes diabéticos.

Por isso, o Infarmed anunciou em Janeiro um “processo alargado” de auditorias e inspecções a todo o circuito de alguns fármacos para a diabetes.

O número de mortos pelas cheias que atingiram a ilha de Sumatra, no oeste da Indonésia, voltou a aumentar esta segunda-feira, atingindo 502, com mais de 500 pessoas desaparecidas, anunciou a agência de gestão de catástrofes.

Este último balanço eleva o número total de mortes nas recentes cheias que afectaram a Indonésia, a Tailândia, a Malásia e o Sri Lanka para mais de mil.

O número de mortos confirmados no incêndio que devastou um complexo residencial em Hong Kong na semana passada aumentou para 151 e o balanço pode ainda vir a aumentar, revelou nesta segunda-feira a polícia.

“O número de mortos aumentou para 151 às 16h00 (hora local). Não podemos excluir a possibilidade de o número de vítimas mortais vir ainda a aumentar”, disse à imprensa um representante da polícia, Tsang Shuk-yin.

Hong Kong cumpriu ontem o último dos três dias de luto pelo incêndio que consumiu o complexo residencial Wang Fuk Court, em Tai Po, no norte da cidade.

Entretanto, a polícia de Hong Kong informou que deteve, até ao momento, um total de 13 pessoas na investigação do incêndio.

Chan Tung, director da polícia criminal e de segurança de Hong Kong, disse à imprensa que uma “investigação aprofundada foi imediatamente aberta por homicídio culposo”, o que “levou à prisão de 13 pessoas, 12 homens e uma mulher”.

O incêndio deflagrou por volta das 15h00 de quarta-feira (09h00 em Maputo) no bloco Wang Cheong House e afectou sete dos oito edifícios. As investigações preliminares indicam que o fogo teve origem na rede de protecção dos andaimes nos pisos inferiores e se propagou rapidamente na vertical.

Placas de poliestireno expandido, altamente inflamáveis, utilizadas para vedar as aberturas e os caixilhos junto aos elevadores, bem como as lonas exteriores que violavam as normas de segurança contra incêndios, facilitaram a entrada das chamas nos apartamentos através dos corredores.

Desde quarta-feira à noite, milhares de cidadãos, grupos de vizinhos, sindicatos, igrejas e voluntários mobilizaram-se espontaneamente, angariando milhões de dólares de Hong Kong e distribuindo água, alimentos, vestuário e abrigos temporários.

O Governo anunciou um fundo inicial de 300 milhões de dólares de Hong Kong (33,4 milhões de euros) para ajudar as vítimas e as pessoas afectadas, que entretanto já alcançou 800 milhões de dólares de Hong Kong (88,6 milhões de euros).

A justiça do Bangladesh condenou hoje a ex-primeira-ministra do Bangladesh Sheikh Hasina, que está exilada na Índia, a cinco anos de prisão num caso de corrupção envolvendo um projecto de terras públicas.

Um tribunal da capital do Bangladesh condenou também a sobrinha de Hasina e deputada no Reino Unido, Tulip Siddiq, a dois anos de prisão, no mesmo caso de corrupção.

Rabiul Alam, juiz do Tribunal Especial de Daca, afirmou que Hasina abusou do seu poder enquanto primeira-ministra, enquanto Siddiq foi considerada culpada de influenciar a tia para ajudar a mãe e dois irmãos a obterem um terreno num projeto governamental.

A mãe de Siddiq, Sheikh Rehana, foi condenada a sete anos de prisão e foi considerada a principal mentora do caso. Há outros 14 suspeitos.

Siddiq, que representa as zonas de Hampstead e Highgate, em Londres, no parlamento britânico, tinha negado as acusações e dito que o julgamento era uma farsa baseada em “acusações fabricadas e motivada por uma clara vingança política”.

Em Janeiro, Siddiq demitiu-se do cargo de ministra do governo britânico sob pressão, devido aos laços com a tia.

Hasina foi condenada à morte em Novembro por crimes contra a humanidade relacionados com a repressão do levantamento popular que a afastou do poder em 2024, ao fim de 15 anos.

A ex-primeira-ministra vive exilada na Índia e foi julgada à revelia. Ela e os outros envolvidos no caso decidido hoje não nomearam advogados de defesa para os representar.

Rehana está fora do país e os dois irmãos de Siddiq também estão no estrangeiro, enfrentando outras acusações relacionadas com a revolta do ano passado.

Em três casos distintos envolvendo o mesmo projecto de loteamento, um tribunal diferente condenou Hasina a 21 anos de prisão a 27 de novembro. O filho e a filha de Hasina foram também condenados a cinco anos de prisão cada um pelo tribunal neste caso.

No domingo, uma comissão de inquérito acusou Hasina de ter também orquestrado uma sangrenta revolta em 2009, no seio dos Bangladesh Rifles, uma unidade responsável pela vigilância das fronteiras.

Algumas semanas após a posse do Governo de Hasina, insurgentes roubaram 2.500 armas e invadiram uma reunião anual de altos funcionários da unidade, matando pelo menos 57 oficiais.

No total, foram mortas 74 pessoas, inclusive com tortura e queimaduras. Fazlur Rahman, chefe da comissão de inquérito criada pelo Governo interino de Muhammad Yunus, disse que “o envolvimento de uma força estrangeira parece bastante evidente à luz da investigação”.

Numa conferência de imprensa, Rahman acusou a Índia de ter tentado desestabilizar o país e enfraquecer o exército do Bangladesh.

Centenas de crianças separadas das suas famílias fogem para o campo de Tawila, no Sudão, em meio à violência no Darfur Ocidental. O Conselho Norueguês para os Refugiados aponta para mais de 400 menores que chegaram ao campo no mês passado.

O campo de refugiados de Tawila, no Sudão, tornou-se uma tábua de salvação para centenas de crianças separadas das suas famílias enquanto fogem da escalada da violência no Darfur Ocidental. 

Segundo o Conselho Norueguês para os Refugiados, mais de 400 menores chegaram ao campo apenas no último mês.

De acordo com autoridades citadas pela imprensa internacional, a situação continua crítica, pois crianças  cuidam de outras crianças porque os pais desapareceram, porque os pais foram detidos. 

O aumento do deslocamento segue uma ofensiva brutal em El-Fasher, onde as Forças de Apoio Rápido deixaram centenas de mortos no que tinha sido a última grande fortaleza do exército sudanês em Darfur. 

O conflito entre as  Forças de Apoio Rápido e os militares tem-se desenrolado desde 2023, devastando comunidades e empurrando civis para campos já sobrelotados como Tawila, onde  os trabalhadores humanitários dizem estar a realizar trabalho crítico e salvar vidas.

Muitas crianças chegaram ao campo acompanhadas por familiares, vizinhos ou até estranhos que se recusaram a abandoná-las no deserto ou no devastado El-Fasher.

O Presidente da Guiné-Bissau deposto no golpe militar de quarta-feira, Umaro Sissoco Embaló, viajou para o Congo, depois de ter procurado inicialmente refúgio no Senegal, noticia a imprensa internacional.

Vários órgãos de comunicação social estão a noticiar que o presidente deposto na Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, já se encontra no Congo, tendo chegado à capital do país, Brazzaville, na noite de sexta-feira.

Umaro Sissoco Embaló rumou ao Congo, a bordo de um avião fretado pela presidência congolesa, segundo escreveu sábado a Jeune Afrique. A publicação recorda que Sissoco Embaló havia inicialmente buscado refúgio em Dakar, no Senegal, depois de os militares terem tomado o poder em Bissau, na quarta-feira. 

A Jeune Afrique divulgou neste domingo um artigo em que o próprio Umaro Sissoco Embaló confirmava à publicação que tinha sido deposto e detido pelos militares. Neste sábado, a mesma publicação dá conta de que apurou “junto a uma fonte confiável próxima do Presidente deposto” que Embaló “deixou Dakar, Senegal, rumo ao Congo”.

A mesma informação está a ser veiculada pela SeneNews, uma publicação senegalesa, que cita o Confidentiel Afrique, um jornal digital pan-africano. O jornal escreve que “após orquestrar um golpe de Estado e negociar com alguns oficiais militares próximos, incluindo o General Horta Inta-A, o novo homem em Bissau, pouco antes do tão aguardado anúncio dos resultados das eleições gerais de 23 de Novembro, o Presidente deposto buscou refúgio na capital senegalesa na última quinta-feira”.

Entretanto, segundo o artigo, Embaló já foi para o Congo, a pedido do próprio, que terá insistido “deixar Dakar após uma noite turbulenta”. O jornal escreve que “as declarações contundentes do Primeiro-Ministro, Ousmane Sonko, perante o Parlamento senegalês, na sexta-feira, a respeito da situação política na Guiné-Bissau, que ele descreveu como ‘esquemas clandestinos’, apenas agravaram o cenário”.

Lê-se ainda que Embaló terá pedido ao Presidente congolês para o retirar do Senegal, onde estaria a enfrentar “forte pressão de todos os lados”, e informado o Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, da decisão de sair do Senegal.

 

Governo de Transição

O Governo de transição da Guiné-Bissau nomeado este sábado integra seis militares titulares das pastas relacionadas com a Defesa, Ordem Pública e Saúde, segundo o decreto presidencial, a que a Lusa teve acesso.

Por decisão do Presidente da República de Transição, o general Horta Inta-A, entram para o Governo Mamasaliu Embalo, como ministro do Interior e Ordem Interna, Steve Lassana Mansaly, ministro da Defesa Nacional, Quinhin Nantote, ministro da Saúde, Salvador Soares, secretário de Estado da Ordem Pública e Carlos Mandungal, secretário de Estado dos Combatentes. 

O novo ministro do Interior, Mamasaliu Embalo, era até aqui comandante do batalhão dos Comandos, Lassana Mansaly inspector-geral do Ministério da Defesa, Quinhin Nantote, director da Medicina Militar.

 

Líder da oposição continua detido e incontactável

O líder do maior partido da Guiné-Bissau, PAIGC, Domingos Simões Pereira, continua detido pelos militares que tomaram o poder, na quarta-feira, 26.

Temendo o pior, familiares, amigos e colegas do partido continuam sem informações sobre o paradeiro e o estado de saúde de Domingos Simões Pereira e outros membros da direcção do PAIGC. A família fez um apelo público à intervenção da comunidade internacional.

As eleições decorreram sem incidentes, mas realizaram-se sem o principal partido da oposição, o PAIGC, e sem o seu candidato, Domingos Simões Pereira, excluídos da corrida e que tinham declarado apoio ao candidato opositor Fernando Dias da Costa, líder de uma das alas do PRS, o Partido de Renovação Social, que se tinha dividido em dois blocos, um que continua fiel a Dias e outro que apoia o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló.

Simões Pereira foi detido, entretanto, a oposição denuncia a tomada de poder pelos militares como uma manobra para impedir a divulgação dos resultados eleitorais. Fernando Dias reclamou vitória na primeira volta sobre Embaló, um dia depois das eleições.

A divulgação oficial dos resultados estava marcada para quinta-feira, 27 de Novembro, e um dia antes os militares tomaram o poder e anunciaram que o Presidente tinha sido deposto e detido.

Sábado, o PAIGC denunciou que um grupo de homens armados e encapuçados invadiu a sua sede em Bissau, agredindo dirigentes e colaboradores. Segundo relatos, a situação representa uma “séria ameaça” à integridade física dos seus membros e constitui “um atentado à estabilidade, à democracia e ao Estado de Direito”.

A delegação da CEDEAO, cuja chegada a Bissau estava prevista para este sábado, adiou a deslocação para hoje, segunda-feira. O país aguarda a chegada da missão de alto nível ao país, composta pelos Presidentes do Senegal, Cabo Verde e Serra Leoa e Togo, para encontrarem uma solução para a crise política que se vive no país.

Centenas de crianças separadas das suas famílias fogem para o campo de Tawila, no Sudão, em meio à violência no Darfur Ocidental. O Conselho Norueguês para os Refugiados aponta para mais de 400 menores que chegaram ao campo no mês passado.

O campo de refugiados de Tawila, no Sudão, tornou-se uma tábua de salvação para centenas de crianças separadas das suas famílias enquanto fogem da escalada da violência no Darfur Ocidental. 

Segundo o Conselho Norueguês para os Refugiados, mais de 400 menores chegaram ao campo apenas no último mês.

De acordo com autoridades citadas pela imprensa internacional, a situação continua crítica, pois crianças  cuidam de outras crianças porque os pais desapareceram, porque os pais foram detidos. 

O aumento do deslocamento segue uma ofensiva brutal em El-Fasher, onde as Forças de Apoio Rápido deixaram centenas de mortos no que tinha sido a última grande fortaleza do exército sudanês em Darfur. 

O conflito entre as  Forças de Apoio Rápido e os militares tem-se desenrolado desde 2023, devastando comunidades e empurrando civis para campos já sobrelotados como Tawila, onde  os trabalhadores humanitários dizem estar a realizar trabalho crítico e salvar vidas.

Muitas crianças chegaram ao campo acompanhadas por familiares, vizinhos ou até estranhos que se recusaram a abandoná-las no deserto ou no devastado El-Fasher.

O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, general Horta Inta-A, nomeou um Governo composto por 23 ministros e cinco secretários de Estado, entre eles seis militares que assumem áreas-chave como Interior, Defesa, Saúde, Ordem Pública e Combatentes.

Vários membros do executivo anterior foram mantidos, incluindo titulares das pastas da Justiça, Obras Públicas e Cooperação Internacional. O novo ministro dos Negócios Estrangeiros é João Bernardo Vieira, antigo candidato presidencial apoiado por dissidentes do PAIGC.

O Governo integra seis mulheres em ministérios como Desporto e Cultura, Mulher e Solidariedade Social, Turismo e Artesanato, Administração Pública, Pescas e Cooperação Internacional.

A nova equipa foi empossada pelos militares que assumiram o poder a 26 de novembro, destituindo Umaro Sissoco Embaló e suspendendo a divulgação dos resultados das eleições de 23 de novembro. O general Horta Inta-A fixou um período de transição de até um ano e nomeou Ilídio Vieira Té como primeiro-ministro e ministro das Finanças.

A oposição denuncia a intervenção militar como uma forma de travar a divulgação dos resultados eleitorais, num pleito em que o PAIGC e o seu líder, Domingos Simões Pereira, foram excluídos.

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