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O País – A verdade como notícia

A África do Sul vai realizar eleições nacionais cruciais a 29 de Maio, uma vez que as sondagens mostram que o Congresso Nacional Africano, que governa, poderá perder a maioria pela primeira vez desde que chegou ao poder com a queda do Apartheid, há 30 anos. O Presidente Cyril Ramaphosa anunciou a data na terça-feira, numa altura em que a economia mais desenvolvida de África enfrenta uma miríade de problemas sob o seu partido ANC.

Estes problemas incluem o desemprego recorde, uma crise de electricidade que levou a apagões incapacitantes para casas e empresas, e a desconfiança generalizada dos eleitores na sequência de uma série de alegações de corrupção ao longo dos anos.

Várias sondagens prevêem que o partido, outrora amplamente admirado em todo o mundo e liderado por Nelson Mandela, irá descer abaixo dos 50% dos votos pela primeira vez desde que ganhou as primeiras eleições na África do Sul, em 1994, anunciando uma nova democracia após o fim do domínio da minoria branca.

Se perder a sua maioria, o ANC terá de entrar numa coligação para permanecer no Governo e manter Ramaphosa – um protegido político de Mandela – como presidente para um segundo e último mandato de cinco anos. A África do Sul nunca teve uma coligação a nível nacional devido ao domínio do ANC.

Nas eleições gerais, os sul-africanos votam num partido e não num candidato presidencial. Em seguida, são atribuídos aos partidos lugares no Parlamento de 400 lugares, de acordo com a sua quota-parte de votos, e os legisladores elegem o Presidente.

Prevê-se que o ANC continue a ganhar a maior parte dos votos, mas uma sondagem aponta para uma queda drástica para menos de 40%. O principal partido da oposição sul-africana, a Aliança Democrática centrista, está em conversações para formar uma coligação de partidos da oposição com o objectivo de forçar o ANC a sair completamente do Governo, embora todos esses partidos tivessem de aumentar consideravelmente a sua percentagem de votos para ultrapassarem coletivamente os 50%. O terceiro maior partido, os Combatentes da Liberdade Económica, EFF, de extrema-esquerda, não está envolvido nessa coligação da oposição, mas tem vindo a atrair mais apoio do ANC e foi o único dos três principais partidos a aumentar a sua quota nas últimas eleições gerais.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prometeu marcar as novas eleições legislativas para antes da época das chuvas, que começa em Junho. O estadista garante que as presidenciais terão lugar em Novembro de 2025

O Presidente dissolveu o parlamento em Dezembro do ano passado e ainda não há data concreta para novas eleições. “Mas não é possível não organizarmos as eleições antes da época das chuvas”, afirmou, à margem de uma visita ao Mercado Central de Bissau.

De acordo com a Lusa, o Chefe de Estado descartou a possibilidade de juntar as eleições legislativas e presidenciais, voltando a falar de Novembro de 2025 para as presidenciais, um prazo contestado por aqueles que defendem que devem ocorrer no final de 2024, antes de terminar o actual mandato presidencial.

Sissoco Embaló disse que tem pronto o decreto para marcar a data das legislativas e que aguarda apenas que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) conclua a atualização dos cadernos eleitorais e proponha uma data.

O Presidente indicou, ainda, que está “a falar com a comunidade internacional para pedir ajuda financeira” para o novo acto eleitoral, resultado da dissolução do parlamento com maioria da coligação PAI- Terra Ranka, liderada pelo PAIGC, escreve a Lusa.

Alguns dos partidos da coligação já fizeram novas alianças, assim como o partido do Presidente da República, o MADEM- G15, que se juntou à Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), do antigo primeiro-ministro Nuno Nabiam, que pediu a demissão de Conselheiro Especial do Presidente.

O chefe de Estado comentou ainda as denúncias de ataques e ameaças aos jornalistas, respondendo que “deviam ter orgulho do Presidente da República que têm”.

Os chefes da diplomacia das 20 maiores economias do mundo reúnem-se, hoje, no Rio de Janeiro, com as atenções viradas para os conflitos na europa (Rússia-Ucrânia) e no Médio Oriente (Israel-Hamas).

O dia de hoje está reservado para as discussões sobre a actual situação mundial, incluindo as guerras na Ucrânia e em Gaza, segundo explicou o secretário de Assuntos Económicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e Sherpa do G20 do Brasil, o embaixador Maurício Lírio, na terça-feira.

Segundo a Lusa, o diplomata garantiu que as polémicas declarações do Presidente do Brasil sobre o Estado de Israel não vão contaminar as reuniões dos chefes da diplomacia do G20.

Israel considerou Lula da Silva “persona non grata”, depois de o Chefe de Estado brasileiro ter comparado, no fim-de-semana, as acções israelitas em Gaza ao Holocausto cometido pelos nazis contra os judeus.

O Brasil assumiu a presidência do G20 no dia 01 de Dezembro do ano passado e vai ser o anfitrião de uma cimeira de dois dias, que vai albergar no mesmo espaço os chefes da diplomacia das 20 maiores economias do mundo.

As prioridades da presidência brasileira para o mandato são o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global, nomeadamente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, algo que tem vindo a ser defendido por Lula da Silva desde que tomou posse como Presidente do Brasil.

A França denunciou, esta terça-feira, os ataques à integridade territorial da República Democrática do Congo e apelou ao Ruanda para que “cesse todo o apoio” aos rebeldes do M23.

“A França está muito preocupada com a situação no leste da República Democrática do Congo,  no Kivu do Norte e, em particular, em torno de Goma e Saké. Os ataques  à fiscalização territorial da RDC e a situação da população civil são inaceitáveis”, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pela DW.

No documento, a França condena a “continuação das intervenções do M23, com o apoio do Ruanda, e a presença de forças ruandesas em território congolês”.

Os combates entre o M23 , apoiados por unidades do exército ruandês, e as forças armadas congolesas intensificaram-se há vários dias em Sake, uma cidade situada a cerca de 20 quilómetros a oeste da capital provincial de Goma .

O M23 é um dos mais de 100 grupos armados activos no leste da RDC, muito rico em ouro, metais raros fundamentais às maiores tecnologias mundiais e vários outros recursos minerais. A RDC acusa Ruanda de apoiar o M23. 

O líder da junta militar que governa a Guiné-Conacri anunciou a dissolução do Governo, em funções desde Julho de 2022. O anúncio foi feito através de um vídeo, publicado nas redes sociais, esta segunda-feira. 

A junta explica que “os assuntos correntes serão geridos pelos directores de gabinete, secretários-gerais e secretários-gerais adjuntos até à formação de um novo Governo”.

O general não deu qualquer razão para a dissolução do Governo que tomou o poder em 2022, nem uma data para o anúncio de um novo executivo.

O decreto, que implica a demissão do primeiro-ministro, Bernard Goumou, e de toda a sua equipa ministerial, cria incertezas sobre a transição depois de a junta militar ter anunciado, no 31 de Dezembro do ano passado, que seria realizado um referendo este ano para aprovar uma nova constituição, teoricamente uma etapa adicional no processo, escreve a DW.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tem pressionado a junta para realizar eleições num prazo aceitável e restabelecer o regime civil.

Os candidatos à Presidência do senegal pediram, hoje, a convocação de eleições ainda durante o mandato do Presidente Macky Sall, no dia em que uma das duas candidatas femininas anunciou a saída da corrida.

“A nova data das eleições e a data da transferência de poderes entre o Presidente e o seu sucessor devem ter lugar, o mais tardar, a 02 de Abril”, refere um comunicado de imprensa consultado pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).

A divulgação do comunicado surge no mesmo dia em que uma das duas mulheres candidatas às eleições presidenciais senegalesas adiadas, Rose Wardini, anunciou que vai sair da corrida devido a dúvidas que surgiram nas redes sociais sobre a sua nacionalidade.

Após a desistência de Wardini, resta apenas uma mulher na corrida presidencial, a empresária Anta Babacar Ngom.

O Senegal entrou em crise no início deste mês, após o adiamento das eleições presidenciais para 15 de Dezembro, inicialmente previstas para 25 de Fevereiro.

Este adiamento foi invalidado, na quinta-feira, pelo Conselho Constitucional, que exigiu que a votação fosse realizada o mais rapidamente possível.

Partidos da oposição estiveram em manifestações, este domingo, no México, exigindo eleições livres e justas no país latino-americano. As formações políticas mexicanas exigem, também, o fim da corrupção.

Mais de 90 mil pessoas manifestaram-se no Zócalo, a principal praça da Cidade do México, e onde fica o palácio presidencial, de acordo com dados do Ministério do Interior mexicano, no mesmo dia em que Claudia Sheinbaum se inscreveu como candidata do Morena, o partido no poder.

As manifestações, convocadas pelos partidos da oposição mexicanos, visavam defender eleições livres e justas no país latino-americano e protestar contra a corrupção. Os manifestantes gritavam “tirem Andrés López”, o actual presidente do México, empunhando cartazes nos quais se podia ler: “o poder do povo é maior do que as pessoas no poder”.

Sheinbaum é vista, em grande parte, como uma candidata que dá continuidade ao popular presidente mexicano, Andrés López, de 70 anos, e as sondagens indicam que é a favorita nas eleições de 02 de Junho.

Para muitos eleitores, López tirou do poder os tradicionais partidos da elite em 2018 e representa a classe trabalhadora, mas também tem sido acusado de tomar medidas que põem em perigo a democracia do país.

No ano passado, o líder cortou o financiamento da comissão eleitoral do país, o Instituto Nacional Eleitoral (INE) mexicano, e diminuiu a supervisão dos gastos de campanha, medidas que para o órgão eleitoral, podem “acabar por envenenar a própria democracia”. 

A cor da instituição, cor-de-rosa, tem sido usada como símbolo pelos manifestantes.

A justiça russa condenou, este fim de semana, 150 pessoas, detidas em homenagens ao opositor Alexei Navalny. De acordo com as autoridades, os indivíduos violaram a legislação relativa a manifestações.

Alexei Navalny, o principal opositor do regime do Presidente russo, Vladimir Putin, morreu na sexta-feira, aos 47 anos, numa prisão no Ártico, onde cumpria uma pena de 19 anos de prisão.

A notícia da sua morte repercutiu-se em todo o mundo e, ainda na sexta-feira, no sábado e hoje, centenas de pessoas em dezenas de cidades russas acorreram com flores e velas a memoriais e monumentos improvisados em homenagem às vítimas da repressão política. Muitas dessas pessoas foram detidas.

De acordo com a Agência France Presse, só em São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia, os juízes condenaram, no sábado e hoje, 154 manifestantes a penas de até 14 dias de prisão.

A Lusa refere que grupos de defesa dos Direitos Humanos e meios de comunicação social independentes deram conta de várias condenações semelhantes em outras cidades russas.

A família e outras pessoas próximas de Alexei Navalny acusaram as autoridades russas de tentarem apagar o rasto dos “assassinos” ao recusarem entregar o corpo do opositor russo à família.

O serviço penitenciário federal da Rússia indicou que Navalny sentiu-se mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.

Pelo menos 53 pessoas morreram, este domingo, num massacre na Papua Nova Guiné. Este é considerado o maior massacre ocorrido no país nos últimos anos.

De acordo com a ABC News Australia, dezenas de pessoas foram emboscadas na província de Enga.

O superintendente da polícia do país, George Kakas, afirmou que estava devastado e disse que “este é, de longe, o maior massacre que já vi em Enga, talvez em toda a região, bem como na Papua Nova Guiné”.

Papua Nova Guiné enfrenta uma escalada da luta tribal. 

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