Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Pelo menos 33 civis morreram na quinta-feira em Cartum, 23 destes durante os bombardeamentos da força aérea num bairro no sudeste da capital do Sudão, disse um comité de advogados pró-democracia.

Segundo escreve o Notícias ao minuto, o conflito entre o exército do general Abdel Fattah al-Burhane e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido, do general Mohamed Hamdane Daglo, deixou mais de 12 mil mortos, segundo estimativa da organização não-governamental (ONG) Armed Conflict Location & Event Data Project (Acled).

A guerra também fez deslocar mais de sete milhões de pessoas, segundo a ONU.

Os esforços diplomáticos para negociações de paz no Sudão, nomeadamente por parte dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e, mais recentemente, do bloco regional da África Oriental Igad, falharam até agora.

A presidência dos Estados Unidos afirmou na quinta-feira que a ajuda militar que o país tem prestado à Ucrânia “parou por completo” devido à falta de acordo no parlamento norte-americano, escreve o Notícias ao minuto.

“A ajuda que fornecíamos até agora parou por completo”, disse o porta-voz da Casa Branca, John Kirby, em conferência de imprensa.

O futuro da ajuda dos EUA à Ucrânia será decidido no Congresso, o parlamento norte-americano, onde os democratas controlam a câmara alta, o Senado, e os republicanos controlam a Câmara dos Representantes.

O Presidente democrata dos EUA, Joe Biden, pediu ao Congresso que aprovasse mais 55,6 mil milhões de euros em ajuda à Ucrânia, mas a oposição republicana exige em contrapartida a implementação de medidas para controlar a fronteira com o México.

Kirby mais uma vez instou os republicanos a aprovarem a ajuda à Ucrânia, especialmente depois de a inteligência dos EUA ter concluído que a Rússia utilizou mísseis balísticos fabricados pela Coreia do Norte em alguns dos últimos ataques em solo ucraniano. “Os ataques que os russos estão a realizar estão apenas a aumentar. E agora estão a usar mísseis balísticos norte-coreanos para realizar esses ataques”, sublinhou o porta-voz, citado pela Lusa.

O Governo do Burundi anunciou, esta quinta-feira, o encerramento da fronteira com o Rwanda, país com o qual mantém, há anos, uma relação tensa devido a alegações de apoio a grupos armados que actuam no seu território.

De acordo com o Burundi, o grupo RED-Tabara (Resistência pelo Estado de Direito no Burundi) lançou um ataque, em 22 de Dezembro, perto da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), matando 20 pessoas, incluindo mulheres e crianças.

Segundo a Lusa, em 30 de Dezembro, o Presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, acusou o Ruanda de apoiar os rebeldes, acusações que foram desmentidas por Kigali.

A RED-Tabara, o principal grupo armado que combate o regime liderado por Ndayishimiye, tem uma base na província de Kivu-Sul, no leste da RDC, e é actualmente o grupo rebelde mais activo no Burundi, com uma força estimada entre 500 e 800 combatentes.

“Fechamos as nossas fronteiras (com o Ruanda) e quem tentar ir para lá não conseguirá passar. A decisão foi tomada”, declarou, ontem, à imprensa o ministro do Interior do Burundi, Martin Niteretse, refere a mesma fonte.

Começa a ser julgado hoje o caso apresentado no dia 29 de Dezembro pela África do Sul contra Israel, que acusa de genocídio na Faixa de Gaza. O caso será julgado pelo Tribunal Internacional de Justiça.

Nesta primeira audiência do principal órgão judicial da ONU, 15 juízes vão ouvir a argumentação sul-africana, que defende ainda que o Tribunal decrete medidas de emergência, incluindo ordenar que Israel cesse imediatamente as operações militares, bem como todos os “actos genocidas” descritos no pedido.

A África do Sul alega que dado o “dano contínuo, extremo e irreparável sofrido pelos palestinianos em Gaza”, se impõe essa medida complementar, escreve a DW.

Em causa está a reação israelita aos actos perpetrados pelo movimento islamita Hamas no dia 07 de Outubro de 2023, na sequência de um ataque maciço daquele movimento extremista que incluiu o lançamento de foguetes e a infiltração simultânea de milhares de milicianos que massacraram cerca de 1.200 pessoas e raptaram outras 250 em colonatos judaicos nos arredores da Faixa de Gaza.

Desde então, o exército israelita lançou uma forte ofensiva aérea, terrestre e marítima no enclave palestiniano, onde, para além dos mortos e feridos, cerca de dois milhões de pessoas, a maioria da sua população, sofrem uma crise humanitária sem precedentes, com o colapso dos hospitais, o aparecimento de epidemias e a escassez de água potável, alimentos, medicamentos e electricidade.

Cabo Verde tem a expectativa de receber a certificação de país livre de malária no âmbito da visita do director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, disse hoje à Lusa a ministra da Saúde, Filomena Gonçalves.

“Estamos na reta final, falta só o anúncio”, referiu, ao explicar que Cabo Verde cumpriu “um plano estratégico entre 2020 e 2024”, com diferentes visitas de equipas técnicas.

A última etapa foi “a visita de uma equipa independente com especialistas de todos os continentes”. “Fomos avaliados e a recomendação final foi no sentido da certificação de Cabo Verde”, disse à Lusa.

Filomena Gonçalves atribui o resultado à criação no país de laboratórios de qualidade, formação de recursos humanos e reforço da vigilância epidemiológica.

 

Dados do programa europeu Copernicus indicam que 2023 teve uma temperatura média global de 14,98ºC, mais 0,17ºC do que 2016, que detinha o título de ano mais quente desde que há registos, que remontam a 1850.

O ano 2023 foi o mais quente desde que há registos, com a temperatura no mundo a aproximar-se do limite do aquecimento de 1,5ºC face à era pré-industrial, divulgou esta terça-feira o programa europeu Copernicus.

Segundo os dados, 2023 teve uma temperatura média global de 14,98ºC, mais 0,17ºC do que 2016, que detinha o título de ano mais quente desde que há registos, que remontam a 1850.

Os dados do Copernicus, que tem entre os seus vários serviços um que monitoriza as alterações climáticas e outro a atmosfera, revelam que o ano passado foi 0,60ºC mais quente do que a média de 1991-2020 e 1,48ºC mais quente face ao período pré-industrial (1850-1900).

O Copernicus realça, em comunicado, que quase metade dos dias em 2023 foram mais de 1,5ºC mais quentes do que os da era pré-industrial, com dois dias em novembro a serem pela primeira vez mais de 2ºC mais quentes em relação ao mesmo período.

Pela primeira vez também, em 2023, todos os dias de um ano tiveram temperaturas pelo menos 1ºC acima do nível pré-industrial, com o serviço de monitorização das alterações climáticas do Copernicus a estimar que a temperatura média global possa exceder 1,5ºC a da era pré-industrial num período de 12 meses a acabar em janeiro ou fevereiro de 2024.

A confirmar-se tal estimativa fica gorada a meta estabelecida no acordo climático de Paris, que em 2015 fixou o limite do aumento da temperatura média mundial em 1,5ºC em relação ao nível pré-industrial.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Copernicus, 2023 foi, depois de 2020, o segundo ano mais quente na Europa, onde a temperatura subiu mais 1,02ºC face à média de 1991-2020.

A extensão de gelo marinho na Antártida atingiu níveis mínimos históricos em fevereiro de 2023, mantendo-se com concentrações baixas recorde durante oito meses.

Segundo o serviço de monitorização da atmosfera do Copernicus, as concentrações de dióxido de carbono e metano, gases poluentes que contribuem para o aquecimento do planeta, continuaram a aumentar no ano passado e atingiram níveis recorde, respetivamente de 419 ppm (partes por milhão) e 1.902 ppb (partes por bilião, mil milhões).

Devido em grande parte aos incêndios florestais que ocorreram durante vários meses no Canadá, as emissões de carbono globais causadas pelos fogos aumentaram no ano passado 30% face a 2022, de acordo com as estimativas do Copernicus.

Os dados do Copernicus, programa europeu de observação da Terra gerido pela Comissão Europeia, destacam, ainda, que as temperaturas médias globais da superfície do mar estiveram “persistente e excepcionalmente” elevadas em 2023, alcançando níveis recorde para a época do ano entre abril e dezembro, sendo associadas a ondas de calor marinhas no Mediterrâneo, Golfo do México, Caraíbas, Índico, Pacífico Norte e Atlântico Norte.

O Tribunal Constitucional da República Democrática do Congo confirmou, hoje, os resultados das eleições de 20 de dezembro, que declararam vencedor o Presidente Félix Tshisekedi. 

Segundo o Tribunal, a petição do candidato da oposição Theodore Ngoy para repetição da votação não tem fundamento. Ngoy, que obteve menos de 1% dos votos, foi o único candidato a apresentar um recurso.

De acordo com o tribunal, Tshisekedi obteve 73,47% dos votos em vez dos 73,34% anunciados anteriormente pela Comissão Eleitoral Nacional Independente, uma vez que as autoridades eleitorais invalidaram os resultados em vários círculos eleitorais devido a irregularidades.

Apesar das críticas dos seus principais opositores, Tshisekedi vai tomar posse para um segundo mandato no dia 20 de Janeiro corrente.

Cerca de 18 milhões de pessoas votaram nas eleições, que registaram uma taxa de participação superior a 40%, segundo a comissão eleitoral.

A votação foi marcada por problemas logísticos. Muitas mesas de voto abriram tarde ou nem sequer abriram.

A República Democrática do Congo tem um historial de eleições disputadas que podem tornar-se violentas.

O Presidente da África do Sul garante que o ANC continua sendo o partido preferido pelos sul-africanos. Cyril Ramaphosa falava, esta segunda-feira, durante a celebração dos 112 anos da formação política.

Numa altura em que se registam tensões dentro do ANC, o presidente do partido dirigiu-se a inúmeros membros da formação política, esta segunda-feira, para reafirmar a credibilidade do partido no poder perante o povo.

Cyril Ramaphosa, que falava durante a celebração dos 112 anos do ANC, disse que o partido continua sendo o preferido dos sul-africanos.
O também presidente da República avançou que o governo liderado pelo ANC melhorou as condições de muitos sul-africanos em todo o país, embora ainda haja mais a fazer.

Ramaphosa reconhece, entretanto, que o partido que dirige precisa continuar a ser um servidor de confiança para o povo.

Com os olhos nas eleições que se avizinha, Ramaphosa disse aos membros do partido que o ANC continuará a lutar contra o crime e a corrupção, protegendo as instituições democráticas do país.

O sismo de 01 de Janeiro no centro do Japão matou 202 pessoas, sendo que 102 ainda estão desaparecidas, segundo um novo balanço provisório divulgado hoje pelas autoridades de Ishikawa, onde ocorreu o desastre.

O último balanço oficial do sismo na península de Noto dava conta de 180 mortos, 565 feridos graves e 120 desaparecidos, sobretudo nas cidades de Wajima e Suzu.

Mais de três mil habitantes da península continuam isolados do mundo enquanto aguardam socorro, atrasado pela chuva, neve e deslizamentos de terra, escreve o Notícias ao Minuto.

Cerca de 28 mil pessoas continuam deslocadas e mais de 15 mil residências estão ainda sem energia, quando os termómetros marcam temperaturas negativas nas áreas afectadas, levando as autoridades a pedir atenção a possíveis situações de hipotermia.

+ LIDAS

Siga nos